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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

31
Jan21

10 objetivos (mais ou menos) para 2021

Eu sei: já estamos quase em Fevereiro e só agora é que estou a delinear objetivos para este ano. Mas já todos percebemos que Janeiro de 2021 foi uma continuação assim para o tenebrosa de 2020, pelo que não vamos conta-lo para as nossas estatísticas e vamos ver se Fevereiro corre melhor. A verdade é que, depois do último ano, temos as nossas expectativas pelas ruas da amargura e tudo o que vier à rede é peixe - mas temos de tentar manter a fasquia elevada. São anos fracos, mas não deixam de contar e passar por nós tal como todos os outros. Por isso vamos a isto:

 

1 - Conseguir estabilizar o meu peso entre os 60 e os 63kg;

2 - Fazer exercício de forma consistente ao longo do tempo e, eventualmente, conseguir fidelizar-me no padel;

3 - Continuar a fortalecer a minha relação com o Nico (o papagaio) e conseguir pegar-lhe;

4 - Ter um casamento feliz... o que inclui:

            a) Casar na data que escolhemos;

           b) Conseguir desfrutar da festa e, mesmo assim, sentir que estamos seguros e sem medo de contágios com consequências graves;

            c) Ter uma festa bonita, dinâmica e divertida;

            d) Ir de lua-de-mel (para um sítio qualquer que escolha);

5 - Conseguir escapar ao raio do vírus - e, acima de tudo, garantir que os meus pais não o apanham;

6 - Fazer alguma viagem, mesmo que para um sítio que já conheça;

7 - Escrever, escrever e escrever! Para ajudar quero pegar no grande tema do meu ano - que é indubitavelmente o casamento - e quero escrever toda uma saga a propósito do assunto - o que quero, o que planeio, as coisas em que cedi, como correu, o que faria melhor, o que mudava, o que adorei, quem contratei e por aí fora;

8 - Ler, pelo menos, 12 livros;

9 - Alimentar o blog das receitas;

10 - Ser mais regrada nos meus gastos, principalmente no que diz respeito a items pessoais e upgrades para a casa.

29
Jan21

Chávena de letras: "A Amiga Genial"

amigagenial.jpg

Mal percebi o estilo de escrita de Elena Ferrante fiquei de pé atrás: se por um lado tem uma beleza própria (que muitos descrevem como "crua"), por outro não é claramente aquilo de que costumo gostar. Não se pode dizer que seja um estilo descritivo - mas é, de algum modo, exaustivo. O facto de se tratarem de memórias, de todos os eventos relatados serem fruto de ações passadas, faz com que lhes sejam sempre acrescentadas análises e pensamentos que tornam o livro, embora mais interessante, também mais massudo. Há poucos diálogos, poucas movimentações imediatas. O livro vai ao sabor da vida, no fundo; da vida das duas amigas.

Percebi a razão deste fenómeno relativamente cedo; acho que muitos se devem rever nestas memórias, nas zangas e peripécias de infância e de adolescência, do tempo passar muito rápido nuns momentos e lentamente noutros; das mudanças de humor repentinas, nas mudanças de corpo que por vezes nos parecem igualmente rápidas; calculo que seja fácil esteriotipar os nossos amigos em personagens como Alfonso, Enzo ou Gino; se calhar até mesmo na relação entre Lila e Lenú, que me parece tudo menos saudável e me causou desconforto durante a maior parte do livro. Senti que a parte mais feliz da minha leitura foi quando, finalmente, se separaram - no fundo, acho que não passa da minha personalidade rabugenta a falar a mais alto, enquanto remói no pensamento de que se é mais feliz só, do que mal acompanhado.

Mas, acima de tudo, percebo a dificuldade que é contar bem uma história que não tem muito que contar - e Ferrante, quer gostemos ou não do estilo, fá-lo de forma exímia. É a vida, no fundo. Nem sempre há histórias para contar, nem sempre há um herói ou um mau da fita, não tem de se tirar uma moral de tudo o que se lê (ou vive). Enfim... É a vida, com tudo o que de entediante e entusiasmante tem nas suas diferentes fases.

Resta a questão: vou ler os seguintes? Confesso que não sei. Gostei da história e das personagens ricas, mas não sei se sou capaz de manter uma leitura entusiasmada quando sair do regime de férias (em que 80% do meu tempo pode ser dedicado à leitura) e voltar à vida normal; sinto que este é um livro que necessita de alguma concentração e que ganha se a sua leitura for seguida e feita num período relativamente curto - muito por culpa do elevado número de personagens, muito intrincadas entre elas, que por vezes acabam por se confundir na cabeça do leitor. Os próprios acontecimentos, suas relações e desavenças acabam por se misturar se não estiver tudo bem fresco e claro. Como a escrita, mais pesada e exaustiva, não me puxa por aí além, e por achar que não vou conseguir manter o ritmo que acho desejável para esta história, a minha continuidade nesta tetralogia ainda está em dúvida.

25
Jan21

Uma história com princípio, meio e sim! #2

Família, família - convites à parte?

Lembram-se de ter dito que a minha cabeça ficou assombrada com problemas no momento em que me apercebi que ele me ia pedir em casamento? O maior tinha um nome: C-O-N-V-I-D-A-D-O-S.

Não fui a muitos casamentos na minha vida; se tudo correr bem, o meu será o quarto. O primeiro foi o do meu irmão, em que fui uma menina das alianças muito mal humorada; o segundo foi o de uma prima do Miguel e o terceiro, já em época covid, foi de uma antiga colega de escola - a primeira a casar! No primeiro houve claramente coisas de que não gostei, tendo em conta a minha cara de mal-disposta em 99% das fotografias - mas, devido à minha tenra idade à época, não me lembro ao certo do que foi (sei que não ia com a cara do fotógrafo, mas também não sei o porquê). No segundo e no terceiro, já crescida e com a possibilidade bem presente de um dia poder vir eu a casar, estive muito atenta aos detalhes e fiz um esquema de tudo o que gostei e não gostei em cada um deles - e as coisas que me desagradaram estão a ter uma importância imensa na preparação do meu casamento, na medida em que quero fazer precisamente o contrário! Acho que muitas vezes, mais importante do que saber aquilo que queremos, é saber o que não queremos - e nisso, apesar da minha parca experiência, eu estou muito bem preparada.

A questão dos convidados não é nova, pois na verdade sempre achei estranha a ideia de se convidarem pessoas que mal se conhece para um dia que supostamente é tão importante quanto íntimo. Mas foi no casamento da prima do meu namorado que me caiu a ficha. No momento da saída da igreja, em que toda a gente cumprimenta e abraça os noivos, eu dei por mim a dar beijinhos a dois completos desconhecidos e a desejar-lhes as maiores felicidades. Sim, eu era a recente namorada de um primo - mas o primo, o Miguel, não a conhecia muito melhor que eu. E se aquele momento para mim foi estranho, eu imagino para os noivos: com gente a toda a volta, uma confusão do catano, e pessoas que nunca viram na vida a darem-lhes os parabéns e desejos de muitos anos felizes. Se na altura do copo de água, na voltinha pelas mesas, ainda se consegue falar com as pessoas com mais calma e fazer crescer mentalmente árvores genealógicas  ("ah, esta é a namorada do meu primo, que é filho da irmã do meu irmão"), no momento da saída da igreja imagino que seja só o caos total e completo.

E, nessa altura, eu decidi: não queria desconhecidos na minha festa. E ao querer isso eu sabia que ia ter de bater o pé a muitos argumentos e, eventualmente, criar guerras familiares.

 

"Mas se são os pais que pagam o casamento, eles também têm direito a convidar as pessoas de quem eles gostam".

 

"O casamento pode ser vosso, mas também é o casamento de um filho/a; não é um momento só vosso, é deles também".

 

"Nós temos de convidar a pessoa X porque ela também nos convidou para o casamento do filho deles."

 

A todos estes argumentos eu tive resposta pronta na língua. A única coisa com a qual não sabia (nem podia) argumentar é a questão da igualdade de direitos. E esta é mais profunda do que parece. O que eu verdadeiramente queria para o meu casamento é que as pessoas que são importantes para mim e para o Miguel estivessem presentes. Mas logo aí começam a surgir problemas: primeiro há pessoas que se incluem no grupo de quem faria convidar mas que, por uma razão ou por outra, um de nós não teve oportunidade de conhecer - o que já "invalidaria" a sua presença, caso não quiséssemos abrir exceções; segundo, existiriam pessoas dentro da própria família que podia não fazer sentido convidar, uma vez que a relação não é a mesma com todos. E aí vem outro argumento:

"Mas não podes convidar um primo e não convidar outro! Isso não é justo. E ela/e vai ficar chateado - e a tia/o também..."

Mas ainda só estamos a ver as coisas pela rama... O problema central é bem maior e está na diferença de relação que eu e o Miguel temos com as nossas famílias não-nucleares. Do meu lado juntamo-nos no Natal, no Ano Novo, nos aniversários, no São João, no São Martinho e em todos os eventos que achemos pertinentes ao longo do ano (desfolhadas, campismo a e etc). São mesas sempre cheias, com barulho e animação consecutiva, às vezes mais do que uma vez por mês (em alturas não-pandémicas, entenda-se); do lado dele... nada. Há pouca ou nenhuma relação com outros núcleos familiares: tios, primos e derivados. E se o meu critério fosse para a frente, iria resultar na minha família presente em peso e a família do Miguel reduzida a meia dúzia de pessoas. E isso até para mim me parece injusto. No pior dos casos considero-o mesmo egoísta.

Como se tudo isto não bastasse, há ainda outro critério que piora as coisas: quando falo em "pessoas desconhecidas", não seriam oito ou dez. Nenhuma das nossas famílias é pequena (excluindo a do meu pai) e, convidando toda a gente - família nuclear, irmãos de pais e mães, e seus respetivos cônjuges e filhos, que eventualmente também já podem trazer parceiros e até filhos - a ideia que eu tinha é que teria de alugar um descampado, de tanta gente que seria.

A minha convicção era tal que cheguei a considerar mesmo a hipótese oposta: não convidar ninguém a não ser o núcleo familiar. Mas aí ficariam de fora pessoas que também são importantes.

Portanto tinha uma escolha a fazer: ou prescindia de pessoas que queria presentes ou cedia e convidava outras que nunca vi na vida. Foi por isso essencial elaborar uma lista - que foi das primeiras coisas que fizemos mal começamos a pensar em como e quando é que organizaríamos o casamento. Fizemos aquilo que chamamos o "pior cenário possível". Ou seja: se convidássemos todaaaaaa a família e todaaaaaa a gente aceitasse (aqui também já incluímos amigos), quantos seríamos? A resposta, para mim que esperava um número astronómico, foi apaziguadora: 170.

E foi aqui que fiz a primeira grande cedência no meu casamento: sem o argumento dos números - porque não queria um casamento com 300 pessoas - e tendo em conta que não seria justo ter um casamento praticamente só com a minha família, aceitei convidar toda a gente. Mesmo quem não conheço. Acima de tudo por ao amor e respeito ao Miguel e à sua família direta. Porque o casamento é isto: cedências, amor e respeito. E começa ainda antes da festa.

 

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Nota: a rubrica "Uma história com princípio, meio e sim!" tem como objetivo ir relatando acontecimentos e decisões que vão acontecendo ao longo do tempo de preparação para o casamento. A ideia não é contar as coisas à posteriori (a não ser detalhes mais específicos do própria dia, assim como fornecedores e coisas do género) - é mesmo captar os meus sentimentos e pensamentos à medida que os vou tendo, mesmo quando ainda não há decisões tomadas ou concreta. Neste caso específico a lista de convidados já está elaborada mas os convites ainda estão no forno. Mas o processo para lá chegar já teve muito trabalho envolvido... como se percebeu ;)

23
Jan21

Revisão das resoluções de 2020

O ano que passou não foi fácil para ninguém. Pode até nem ter corrido mal para alguns (foi, felizmente, o meu caso), mas acho que dificilmente alguém o considerará "bom". O isolamento, o medo, as restrições, o novo "açaime" com que andamos todos os dias... é algo que não fazia parte dos planos de ninguém e que, sem querer, acabou por ser a realidade de todos nós.

Mas a vida não pára - pelo menos não na totalidade. Das 19 coisas a que me propus em 2020, foram mais as que falhei do que as que cumpri; ou seja: não se trata de uma maioria. No entanto, tendo em conta o contexto, não deixa de ser vitória. Sinto que tudo custou mais neste ano; todas as vitórias foram mais duras, puxadas, difíceis de conquistar. E, para todos os efeitos, foram várias as que falhei sem ter culpa ou sequer hipótese de tentar - e, como tal, é como se não tivessem existido. Por isso, tendo em conta tudo o que passamos, não deixou de ser um ano bom, dentro do mau que foi.

 

- Perder, pelo menos, 5 kgs;
Cumprida! Não foram cinco - foram quase oito. Aliás, como me disse a nutricionista, foram na verdade dez, uma vez que graças às bolas de berlim (que comi descontroladamente nas férias) perdi um bocadinho o controlo à dieta e voltei a ganhar perto de três quilos. Em Outubro, quando tive nova consulta, já tinha voltado de novo à linha e aumentado substancialmente a minha massa muscular. Muito feliz com isto!

- Ler, pelo menos, 12 livros - o equivalente a um por mês;
Falhada. Foram apenas dez, grande parte deles lidos em período de férias. Continuo a não conseguir coordenar a leitura com a minha rotina diária... Mas a luta continua!

- Fazer, pelo menos, seis escape rooms;
Falhada. Mas não por culpa minha ou por falta de vontade - é a primeira resolução cuja responsabilidade do falhanço vou depositar em cima da pandemia. Tenho imensaaaas saudades de pôr o cérebro a funcionar durante aquela hora em que estou fechada a sete chaves - ou, como quem diz, a 256 enigmas. No entanto, apesar de, no desconfinamento, estas empresas terem aberto novamente, não é das coisas que me sinta muito segura a fazer; é uma atividade onde, obrigatoriamente, temos de mexer e tocar em tudo e parece-me humanamente impossível desinfetar tudo, por muitos cuidados que os participantes ou os organizadores tenham. Vou esperar (ansiosamente) durante mais uns tempos...

- Continuar o trabalho de apagar más fotos que, nos meus arquivos de anos e anos, ocupam gigas de espaço no meu computador;
Falhada. A partir do momento em que não entrou na lista de prioridades (porque, de facto, não é), ficou para trás. Tendo em conta as novas rotinas e todas as tarefas domésticas que tenho a meu cargo, é algo que só tenho tempo para fazer durante o fim-de-semana - e nessas alturas, quando não estou a trabalhar, quero é fazer outras coisas (tipo dormir!) e não estar a queimar pestanas a ver 26458 más fotografias.

- Não só aprender novas músicas no piano mas também trabalhar as que já sei e que, por não treinar, me esqueci;
Falhada. Apesar de ser um hábito em que felizmente não houve uma rutura total (como aconteceu com a leitura), é algo que também ainda não consegui encaixar com sucesso na minha rotina. Tocar piano é algo exigente, tanto a nível mental como físico (tocar ao final da tarde é, muitas vezes, complicado para mim, devido às dores nas costas) - e no fim de uma dia de trabalho eu quero é papas e descanso. Para mim, este é um hábito que tem prioridade sobre a leitura; é por isso que continuo a ter aulas, para me obrigar a tocar, nem que seja uma vez por semana. Mesmo assim, não está fácil - e não são poucas as vezes em que desmarco aulas, normalmente porque o trabalho me ocupa o tempo que lhes tinha destinado. 

- Fazer um curso sobre malhas no estrangeiro;
Falhada. Mais uma culpa que recai sobre o Covid: tinha tudo marcado para ir para a Alemanha durante duas semanas - casa alugada, viagens compradas, tudo - e foi a primeira coisa que caiu por terra devido ao vírus. Foi o primeiro sinal de que a coisa ia ser séria e que estava a começar a afetar a Europa amplamente. Tive pena - porque na altura tive a coragem de marcar, o que foi notável, uma vez que é algo que sai muito da minha zona de conforto - mas não tive outra alternativa senão adiar. Não sei é se não é um adiamento ad eternum.

- Riscar, pelo menos, mais um país do meu mapa de locais visitados;
Falhada. O plano estava delineado e, mais uma vez, se não fosse o Covid, em 2020 teria feito mais um cruzeiro e riscado a Grécia dos meus países a visitar. Não foi desta. Na verdade não só não conheci mais nenhum país como nem sequer visitei nenhum neste ano que passou - algo que já não acontecia, provavelmente, desde os meus dez anos.

- Fazer com que a minha empresa volte, tantos anos depois, a ser representada em feiras;
Cumprida! Foi uma difícil, mas fiquei muito feliz com o resultado e o feedback que obtive. E, para além de tudo mais, foi uma conquista pessoal muito grande.

- Depois da missão de tentar manter a minha caixa de email limpa, este ano auto-proponho-me (e prometo tentar) deixar limpo o ambiente de trabalho, sem todos aqueles items que lá guardo "só porque naquele momento não tenho o tempo para os arrumar e que, mal tenha um tempinho, arrumo" e que se transformam em autênticos monos que habitam o meu ambiente de trabalho durante anos;
Falhada. Como diz o ditado, "old habits die hard". O pior é que foi uma falha dupla: não só não consegui fazer o que queria em relação ao ambiente de trabalho como deixei que o meu email voltasse a ser invadido por mensagens por ler e arquivar. Uma tragédia.

- Não quero voltar ao ginásio. Não sou feliz no ginásio, não gosto do ginásio e é irrealista pôr isso na minha lista. Mas este ano gostava de encontrar alguma coisa de que gostasse - ou, pelo menos, que não fosse um sacrifício de todos os tamanhos. Não tem de ser algo que me deixe como a Carolina Patrocínio - basta algo que me permita não virar lontra e, já agora, não ganhar os 5kgs que pretendo perder em 2020;
Cumprida - praticamente... Factualmente, houve uma vitória - segundo a máquina XPTO da nutricionista, a minha massa gorda diminuiu e o músculo aumentou. Ainda assim tenho a plena noção de que fui muito inconstante. Houve um par de meses em que fiz workouts em casa (e senti resultados, mesmo no meu dia-a-dia) mas a partir do momento em que facilitei um e dois dias, o hábito perdeu-se. Valeu-me o padel, que sempre vai queimando umas calorias e minorando o peso na minha consciência. 

- Escrever, pelo menos, dois posts por semana aqui no blog. Isto seria muito, muito, muito importante para mim, pois sinto uma pressão e um arrependimento enorme quando não escrevo. Duas vezes por semana é o mínimo dos mínimos para quem tinha o objetivo de escrever todos os dias;
Falhada. É talvez a falha que mais que custa nesta lista toda. Mais do que a leitura e mais do que o piano, a escrita é um hábito que preciso de tornar basilar na minha (nova) vida. Repito-me, eu sei: mas não está fácil. No entanto é das coisas que me habita o pensamento diariamente e cuja culpa me come por dentro. Eu posso não me lembrar que tenho um livro por ler durante dias a fio - mas todos os dias, sem falta, me lembro de novas coisas para escrever ou revejo mentalmente textos que já tenho desenhados, em que só falta passar da cabeça para o "papel". E é esse hiato que me falta preencher. Preciso de escrever mais e pensar menos. Preciso de agilizar este processo - parece-me sempre que é uma atividade "pesada", que adio eternamente para quando "tiver tempo e energia". Posso estar no sofá sem fazer nada e com o computador ao lado: mas não lhe pego. Não sei porquê. Sei é que tenho de contrariar isso - e, como tal, esta é uma das resoluções que vai transitar para 2021. 

- Alimentar o blog das receitas duas vezes por mês. Com a minha nova faceta de "dona de casa", cozinhar acabou por ser um escape; escrever novas receitas é sinónimo de que estou a inovar e de que estou na cozinha por gosto, o que é algo que quero que se mantenha;
Falhada. Se é por falta de receitas? Não. Se é por não me lembrar de lá ir? Não. É exatamente pela mesma razão de não escrever aqui: um misto de preguiça com um cansaço eterno. Mas é das coisas que me faz falta, porque não são poucas as vezes em que me dão brancas e não me lembro como fazer isto ou aquilo. E, como tal, é também outra das resoluções que vai transitar para 2021.

- Tornar a vida entre as minhas "duas casas" o mais suave possível, atenuando todas as lombas e solavancos que fui sentindo - e que tanto me martirizaram - ao longo do ano que passou;
Cumprida - mais ao menos... Aprendi que, provavelmente, nunca vai ser fácil. Nunca vai ser perfeito. Nunca vai existir o equilíbrio ideal. Fazer o melhor possível, diariamente, já tem de ser sinónimo de missão cumprida - mesmo que os resultados não sejam sempre aqueles que desejamos. 

- Fazer o álbum de fotos do best of de 2019 e acabar o da minha viagem do Japão;
Cumprida! O álbum do Japão foi feito logo no início do ano; já o resumo de 2019 esteve a ser cozinhado durante meseeeees e só no final do ano é que o acabei, acabando mesmo por o oferecer como prenda de Natal ao meu pai.

- Manter a minha lista de trackers atualizada - sou um bocadinho baldas no que toca à minha lista de "do's" e "do not's"  gostava de conseguir completar tudo durante um mês, sem dias de falha;
Falhada. Não dei uso recorrente à minha agenda (onde tenho os trackers) durante vários meses; no fundo usei-a quando os dias apertavam em termos de tarefas, mas como não haviam compromissos ou coisas marcadas (por causa da pandemia), toda esse lado prático da agenda acabou por ficar obsoleto. E se a agenda foi pouco usada... Os trackers foram completamente esquecidos.

- Assinar a revista Prima e não empilhar edições para as ler de rajada no Verão;
Falhada. Não assinei nem comprei todas as edições - só as que me apeteceu. Mas nenhuma ficou por ler!

- Voltar a fazer uma viagem a dois com o meu namorado, mesmo que seja só uma escapadinha de fim-de-semana;
Cumprida! Apesar de todo o panorama pandémico, eu e o Miguel conseguimos tirar alguns dias para namorar - e foram dos melhores dias do meu ano. <3️ Tenho muita pena de não ter escrito sobre os locais onde fui e, acima de tudo, os sítios onde fiquei (pergunto-me se será tarde demais ou se ainda será pertinente?) - pois eram lindos, românticos e constituíram um dos pontos altos do meu ano.

- Continuar a conhecer terras deste nosso maravilhoso e lindo Portugal;
Cumprida! O sul foi o mais privilegiado: primeiro no Alentejo, onde voltamos à Zambujeira do Mar, a Porto Côvo, Vila Nova de Milfontes e outras terras por aí e, mais tarde, uma estreia que já tardava: Évora! Que linda cidade. E voltei a outra que também adoro: Vila Viçosa! No Algarve voltei a uma zona onde já não ia há muito: Cacela Velha, Manta Rota e Tavira. Por aí estreei-me também na Praia Verde. Conheci também Vale do Lobo. Dos sítios do costume, voltamos a Portimão e ao Alvor. Falhou Albufeira - algo que acho que nunca me tinha acontecido na vida.

- E, mais uma vez, ser constantemente mais positiva. Tentar ser feliz todos os dias. Fazer um balanço diário do meu dia e perceber a sorte que tenho, mesmo nos dias piores. 
Cumprida! Muito por graças ao meu namorado, que mesmo sem dizer nada já me faz agradecer por aquele dia, simplesmente por se preocupar comigo, me perguntar como estou e me querer, genuinamente, ouvir e saber como estou. De cada vez que me deito na cama, ao fim de mais um dia, sinto-me grata por ter alguém ao meu lado como ele - e por ter, de uma forma geral, uma vida tão abençoada e uma família tão boa.

 

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18
Jan21

Uma história com princípio, meio e sim! #1

O pedido

Quem leu o post anterior até ao fim já sabe da boa nova: estou noiva! Apesar de no inicío a ideia ter custado um bocadinho a entrar - não por não querer, mas por estar a sofrer por antecipação com tudo aquilo que ia ter de enfrentar - agora que já caí em mim quis avançar com a preparação do casamento o quanto antes. E a verdade é que vamos a todo o vapor: apesar de todo este caos pandémico decidimos correr o risco e já marcamos o casamento para Junho. Sim, daqui a cinco meses. E não, não estamos loucos.

Para mim é ridícula a ideia de marcar um casamento para daqui a dois anos - ora é porque não há a data que queremos, ora porque é preciso muito tempo de preparação, ora porque a loja dos vestidos de noivas diz que só arranja "O" vestido nessa altura, ora porque os convidados têm de arranjar tempo na agenda, ora porque tudo tem de estar perfeito. Com todas as histórias que ouvimos acabamos por estar formatados para esta realidade - assim como já estamos prontos para aceitar os preços exorbitantes que nos pedem em relação a tudo o que diga "casamento".

Já eu entrei nesta ideia do casamento com um pensamento diferente: quero descontruir um bocadinho o protocolo e tudo aquilo que enraizamos ao longo de anos e anos de casórios. E isso começa aqui: se decidimos que era para casar, não é para daqui a dois anos. É para breve. E breve é Junho. No meio deste pouco tempo em que me vi envolvida no meio, já tive pelo menos dois casos de quintas que nos disseram que tinham uma data livre porque "os noivos desistiram de casar" - isto quando não nos dizem mesmo que se separaram. Eu não sei como vai ser a minha vida daqui a dois anos; sei como gostaria que fosse, mas desconheço efetivamente o seu destino. E, como tal, quero fazer as coisas que quero e que me deixam feliz o mais rapidamente possível. Dois anos pode ser muito tempo.

E apesar de, lá está!, não saber o que me espera, sei que gostava de só casar uma vez. E por isso sendo um acontecimento único, quero que fique registado para sempre. E, tal e qual como numa viagem, não é só o dia que conta; toda a preparação é, em si, uma aventura marcante, que eu quero muito que fique registada. Quero fintar a memória seletiva e, mais uma vez, fazer deste blog um registo público desta viagem que, como todas, terá um bocadinho de todos os ingredientes: partes boas e partes más, coisas emocionantes e outras chatas, decisões rápidas e entraves, cedências e escolhas bem firmes. Sei que, no futuro, posso vir a ser como a maioria dos casais que conheço, que perante a mais simples pergunta sobre o seu casamento responde: "já não me lembro". Mas, nessa altura, terei (como sempre) um bom auxiliar de memória, para me (re)contar como tudo aconteceu.

Passaram praticamente três semanas desde o pedido mas sinto que já tenho um mundo de coisas para contar, e sinto que esta é uma boa desculpa para voltar a escrever com frequência. Lembro-me do quanto gostava de ler o "Boletim da Noiva", d'A Pipoca Mais Doce, e espero que sintam aquilo que eu senti na altura: que fazia parte do processo, que afinal já sabia como era casar. 

Como eu ainda não sei - e na verdade tenho muito pouca gente à minha volta que sabe - fico à espera do vosso feedback, conselhos e comentários. Tudo menos: "mas isso é muito pouco tempo!". Isto vai lá, minha gente. E, acreditem, vai ser um dia de sonho.

Eis o primeiro texto da nova rúbrica "Uma história com princípio, meio e sim!"

 

O Pedido

 

Têm-me perguntado se desconfiava. Eu digo que não; eu simplesmente sabia. Sabia que ele me ia pedir em casamento.

Não me perguntem como nem porquê: era um feeling que já pairava em mim há alguns dias. Mas não se trata de desconfiar, pois ele não deixou nenhuma pista para que isso acontecesse. Não fazia a mínima ideia de que ele tinha comprado um anel ou orquestrado umas horas comigo para me fazer o pedido. Mas se antes sentia algo, na véspera de Natal (um dos meus dias favoritos do ano) acordei a saber que aquilo ia acontecer.

Foi tudo muito simbólico: primeiro almoçamos no restaurante onde fomos os dois jantar pela primeira vez, ainda em fase pré-namoro (e podem já dizer que isto era uma pista óbvia, mas não, pois o almoço foi combinado umas duas semanas antes e impulsionado até por mim, depois de ter visto uma publicação sobre o sítio e me ter dado a nostalgia e a saudade); depois fomos dar um passeio a uma praia onde, um dia, fomos os dois pensar na vida - ele a correr e eu sentada na areia, tentando meditar e relaxar, ponderando o que havia de fazer perante uma das decisões que mais me custou a tomar na vida: avançar, ou não, para uma relação. Naquele dia não tínhamos nada combinado mas já falávamos muito e eu sabia que aquele era o seu percurso habitual; pedi-lhe que, se me visse, continuasse. E ele viu-me. E eu vi-o. E ele continuou - respeitando, pela milionésima vez, a minha vontade. E pondo cada vez mais em causa, infinitamente, a minha convicção de ser solteira até ao fim dos meus dias.

Mentiria, por isso, se dissesse que foi uma surpresa. Não foi porque eu sabia que ia acontecer - e porque o casamento já era uma coisa muito falada, não só entre nós como também com a família. Foi, "apenas", um marco; o oficializar de algo que, para mim, podia ser simplesmente combinada - mas que, num ato de coragem e cavalheirismo, ele quis que fosse à moda antiga.

Também mentiria se dissesse que ansiava por aquele momento ou que foi um dos mais felizes da minha vida. A felicidade na sua plenitude senti-a nessa noite, quando me deitei no peito dele depois de um dia cheio, já mais calma e sem a alma em ebulição. Já o disse: não sou mulher de paixões - das borboletas na barriga, do nervoso miudinho, da ansiedade de algo novo - mas sim de amor - da calma, da estabilidade, das rotinas felizes. Naquele momento, em que o vi de joelho no chão, senti e pensei muita coisa - de tal forma que acho que estive perto de entrar em pânico.

Pensei imediatamente naquilo que os meus pais iam pensar e na dor que esta oficialização lhes iria causar - uma espécie de dor superlativa do ninho que já está vazio, mas que iria ficar ainda pior; pensei que dali a nada estaria em casa, de anel no dedo e que teria de lhes dar a notícia... embora não soubesse como. Pensei em tudo aquilo que tínhamos falado até há bem pouco tempo, altura em que o casamento não passava de um plano meio que abstrato - e, acima de tudo, em todos os problemas que já sabia que se iam levantar a partir daí. Pensei no facto dos homens se sentirem obrigados a vergar-se perante uma mulher para lhes pedir a mão - e o quão ridículo e injusto isso é, numa altura em que pedimos igualdade de géneros mas, nestes casos culturais, só tendemos a pensar para um lado. Pensei que não queria ter de lidar com o entusiasmo dos outros, que queria que aquilo fosse só meu e dele, talvez porque eu própria não estava a saber lidar com aquele misto de emoções. Foi um momento muito representativo daquilo que tem sido a minha relação até aqui: muitíssimo feliz, mas com a plea consciência de que dentro de toda essa felicidade vive também a dor.

Depois do "desconfiavas?", vem a o outra pergunta clichê: "choraste?" Mas acham que alguém que está mergulhada num poço de questões e sentimentos diversos como eu, consegue fazer alguma coisa para além de chorar?

"E disseste que sim?" Acham que é preciso? A pergunta não era mais que retórica.

Não sei se disse que sim (devo ter balbuciado algo do género), mas a minha prioridade foi arrancá-lo do chão (senti-me muito culpada por, eventualmente, tê-lo feito sentir que precisava de fazer aquilo para formalizar um pedido que eu ia aceitar de que forma fosse) e, mal o vi ao meu nível, agarrei-o com força, tal e qual como o quero agarrar para o resto da vida.

Mal entrei no carro, com a adrenalina a correr pelo corpo quase como se tivesse sido atropelada por um camião de amor - mas que não deixa de ser um atropelamento - construí imediatamente a minha defesa para lidar com tudo aquilo: com todos os problemas que antevi, com todas as perguntas para as quais não tinha resposta, com toda a dor que dali poderia surgir, embora este seja um acontecimento tão feliz. Disse a mim mesma (e ao Miguel) que aquilo não passava de uma oficialização e que não tinha de ser sinónimo de casar imediatamente. Que tínhamos de ir com calma. Que o pedido não era mais que o confirmar de um desejo comum: o de passarmos o resto da nossa vida juntos.

O resto do dia foi o continuar do turbilhão de sentimentos que tomaram conta de mim, dos meus nervos e do meu canal lacrimal. Primeiro fomos trocar o anel, que por causa dos meus dedos atipicamente finos não me servia (muito romântico, não é? Receber um anel de noivado e uma hora depois já o ir trocar...) e, depois, fomos espalhar a notícia. Optei por fazê-lo faseadamente: primeiro ao meu núcleo familiar, depois à restante família e, só uma semana depois, às outras pessoas. Assim fui dispersando as reações e perguntas para as quais não estava preparada, uma vez que estava a tentar lidar primeiro com os meus próprios demónios.

Diria que na Passagem de Ano o acontecimento já estava digerido, assim como muito dos meus medos. Anunciei meio que subtilmente nas redes sociais e todos os que não sabiam passaram a poder saber. Nessa semana troquei ideias com algumas pessoas mas, acima de tudo, falei muito com o Miguel; quis enfrentar logo os problemas que na minha cabeça iam ser entraves e, a partir do momento em que percebi que tinham uma solução fácil ou não eram tão graves como previa, deixei de me preocupar com eles. Não me cansei de lhe agradecer pelo gesto de coragem, pedi-lhe desculpa por de alguma forma o poder ter influenciado a fazer um pedido clássico (algo que eu não queria) e, acima de tudo, por não ter tido a reação radiante que se espera de uma mulher que é pedida em casamento pelo homem que ama.

No fundo, pedi-lhe desculpa por ser como sou - e agradeci-lhe por me aceitar e amar assim, mesmo tendo a racionalidade à flor da pele.

Disse-lhe, como sempre, que o amava.

E que, agora, há um casamento para preparar. 

 

noivado.jpg

 

17
Jan21

2020

Em 2020 eu..

 

- Não saí do país, coisa que não acontecia há uns 15 anos;

- Perdi um amigo de quatro patas, o Tomé, que fomos obrigados a abater;

- Tornei-me a feliz proprietária da empresa da família, que contemplou uma carga tão grande de felicidade como de responsabilidade;

- Comecei a jogar padel (por culpa do meu namorado) e, surpreendentemente, não odeio;

- Perdi um colega de infância - uma estreia triste, que preferia que só tivesse acontecido daqui a muitos anos;

- Festejei pela primeira vez o meu aniversário sem os meus irmãos;

- Paseei, mais do que nunca, pelo Algarve e pelo Alentejo: desde Portimão a Manta Rota, passando por Cacela Velha e Vale do Lobo; no Alentejo voltei à Zambujeira do Mar e toda aquela costa maravilhosa e fui, pela primeira vez, a Évora;

- Fui à exposição do Harry Potter no último fim-de-semana em que esteve de portas abertas;

- Não comi um único pão com chouriço; 

- "Casei" a minha primeira amiga!;

- E ganhei um novo "sobrinho"!;

- Vi o Porto ser campeão ao lado do amor da minha vida;

- Levei pela primeira vez a minha empresa a feiras - e que bem que correu!;

- Fiz um teste à Covid... e foi negativo;

- Perdi sete kgs (na verdade foram 10, porque engordei três pelo caminho, que depois voltei a perder);

- Passei a ser a feliz "mãe" de umas quantas plantas em minha casa, com quem vibro de cada vez que me apercebo que há um novo rebento;

- Perdi a D. Joaquina;

- Passei o primeiro Natal sem os meus pais - e o primeiro Natal com a família do meu namorado;

- Comecei a jogar Pokemón Go e Animal Crossing - e recomecei a ver wrestiling... (no fundo, voltei aos tempos de criança, por más influências do Miguel);

- Voltei a andar de kayak;

- Li apenas 10 livros e voltei a falhar o meu objetivo;

- Escrevi muito, muito pouco;

- Fui ao Desconcerto, ainda em época pré-covid (numa altura em que ainda gozávamos com o que aí vinha) e subi a palco com a Rosinha;

- Vi vários documentários - Anne Frank - Vidas Paralelas, Inside Bill's Brain, The Last Dance, Jeffrey Epstein - Podre de Rico, Amercian Murder: The The Family Next Door e muitas séries: Bridgerton, The Crown, Sex Education, Supermães, Away, Self Made, Tiger King, Código do Crime, Gambito de Dama, La Casa de Papel, Unorthodox, The English Game e Normal People;

- Não fiz nenhum escape room;

- Praticamente não fui ao mar - ora porque estava gelado ou demasiado revolto;

- O que não comi em pães com chouriço vinguei em bolas de berlim;

- Fui à feira do livro (onde já não ia há alguns anos);

- Aprendi a jogar xadrez;

- Mudei-me para um escriório maior na fábrica;

- Vi, pela primeira vez, a minha malha difundida por todo o país, naquela que acho que foi a máscara reutilizável mais usada de todas (pelo menos na zona norte) - e que orgulho que isso foi!;

- Arrancamos com obras na fábrica para, finalmente, melhorar os nossos espaços sociais e dar melhores condições aos funcionários;

- Cozinhei muitos salgados e muito poucos doces;

- Comecei a fazer puzzles;

- Criei uns patinhos selvagens, apanhados na fábrica momentos antes de servirem de refeição a uma gaivota;

- Limpei e reorganizei, com a ajuda dos meus irmãos, o pomar lá de casa;

- Fui entrevistada pelo Pedro sobre os meus anos de blog;

- Fiz da máscara um extensão da minha própria cara - e habituei-me bem a ela;

e... fiquei noiva!

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