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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

07
Nov17

As minhas primeiras impressões sobre o Web Summit

Pois é: estou em Lisboa, para a cimeira tecnológica mais popular do universo. Depois de no ano passado ter ficado com alguma pena de não ter vindo, desta vez pude vir e estava com as expectativas em alta. A minha ideia era explorar o Web Summit ao máximo, mas também tirar o maior partido do meu tempo na cidade. Para já, fiz mais a segunda parte. Porque relativamente à primeira, tenho três palavras para vos dizer: UM. CAOS. COMPLETO!

Cheguei ontem à hora do almoço e fui fazer o registo, até porque tinha uma entrada para a Opening Night - onde acabei por não ir. Há uma constatação mais que óbvia: a organização é uma desgraça e podia ser muito melhor com pequenas coisas como cartazes ou pessoas informadas; formam-se filas que ninguém sabe bem para o que são e só se sabe que o nosso sítio não é ali dez minutos depois, as pessoas do evento não sabem dizer onde são os palcos ou zonas específicas do evento, o som durante as talks era muitas vezes miserável e os atrasos inaceitáveis quando se tratam de apresentações de 20 minutos que encadeiam umas nas outras. Para além disso, um detalhe que a mim me chateia e me entristece é ver centenas de voluntários em funções que deviam ser claramente pagas, como a registar pessoas ou a carregar os sofás para cima dos palco de cada vez que mudam os painéis.

De uma forma geral, como já se puderam aperceber, não fiquei muito impressionada. Gostava de dizer que todas estas desvantagens compensam com a qualidade das talks e das empresas presentes, mas o caos é tanto que nem sempre é fácil fazer uma avaliação isenta das coisas. Acho que depende também muito das pessoas: a mim as multidões stressam-me, deixam-me nervosa. Não estou sozinha no Summit mas ando, maioritariamente, sem companhia - não tenho a quem me agarrar, conversar ou descomprimir, por isso a minha vontade, como boa anti-social-desesperada-no-meio-de-70-mil-pessoas-a-tentar-fazer-networking, é aninhar-me a um cantinho e esperar que o barulho passe. Mas não passa. E eu vim para aqui por vontade própria e preciso de arranjar outra forma de lidar com os problemas sem ser em posição fetal. Por isso mentalizei-me de uma coisa: "estás sempre livre de sair". E foi assim que o dia correu - comigo stressada e a balançar esse estado de nervos com pensamentos apaziguadores como "não te preocupes que tens o oceanário aqui ao lado caso queiras silêncio". Aguentei-me histoicamente.

Como não vim para aqui em trabalho, mas sim como uma pessoa interessada em tudo o que é novas tecnologias, estava mais virada para as talks - podia dar uma volta nas startups e nos stands, mas não era a isso que pretendia dedicar o meu tempo. Preparei o meu horário, com bastantes mais coisas do que podia ver na realidade, e daquilo que vi e passeei já tirei algumas conclusões: 1) gosto muito mais de apresentações de uma só pessoa do que conversas moderadas por jornalistas - sinto que as primeiras já estão preparadas para agarrar o público, enquanto que os debates acabam por não ser tão pensados e por isso potencialmente menos interessantes; 2) o Altice Arena é, sem dúvida, o melhor local para as conferências porque têm o número de lugares sentados ideal, assim como condições de som e imagem; 3) a zona de comes e bebes é aparentemente grande, mas fica completamente lotada em horas de ponta - de tal forma que eu saí do recinto e fui ao Continente buscar uma baguete; 4) as melhores conferências são, às vezes, aquelas que não esperamos, por isso vale a pena dar uma hipótese.

Pontos a realçar de hoje: gostei muito do José Neves, da Farfetch, sobre o qual tantas vezes já escrevi; vi o Triple H no Altice Arena - não se pode dizer que tenha sido um sonho de infância, mas quase... tive muitos throwbacks com os tempos em que gostava de ver wrestling; duas das apresentações de que gostei e que não estavam nos meus planos eram com uma senhora do hotel Hilton (que falou da aplicação inovadora que têm) e o brand guy da Shell - fiquei muito bem impressionada, pela positiva. Ainda assim, uma das melhores coisinhas de hoje foi ter chegado ao hotel, tirado as sapatilhas e pôr os pés para o ar. O Web Summit pode ser fixe, mas não deixa de ser uma feira (lembrei-me bem dos meus dias em Munique)... e as feiras cansam pr'a carago. 

Vemo-nos amanhã, com as expectativas reajustadas e com um novo embate da realidade. Em caso de desespero, já sei: tenho sempre o oceanário ali ao lado. No final dos três dias faço um balanço que, tal como este post, não deixará de ser menos caótico que o próprio Web Summit.

 

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06
Nov17

Tenho uma confissão a fazer

Acho que está na altura de abordar um tema fraturante da sociedade. É melhor ir direita ao assunto e não estar aqui com falinhas mansas: eu não gosto do boomerang. Pronto, já disse, é a verdade! Acho aquela aplicação uma chatice, fico farta de ver trinta vezes as mesmas coisas quando não têm piada ou assunto. Achei que tinha potencial quando saiu, mas rapidamente me apercebi que as pessoas generalizaram a sua utilização de tal forma que uma pessoa até foge quando vê um instastory com aquilo.

O boomerang só é giro quando há duas posições bem marcadas que contrastam entre si: quando as sobrancelhas sobem e baixam, quando a máquina fotográfica dá um flash, quando os olhos e a boca abrem e fecham. Percebem o conceito? A ideia não é mexerem o smartphone no meio da rua, como se fosse um filme rasca com shaky camera; o objetivo não passa por fazer um zoom literal nas coisas (que é como quem diz andar com o telemóvel para a frente e para trás); não é suposto apanhar as pessoas desprevenidas quando estão simplesmente a falar e a imagem se torna num conjunto de movimentos indecifráveis - e repetitivos - dos lábios.

O pior disto tudo é que há claramente fanáticos do boomerang, que utilizam a ferramenta para tudooo o que captam com a câmara. Mas as coisas ainda pioram se atentarmos ao facto de que publicam tudo isso nas instastories e no instagram, poluindo todo o nosso feed. Porque há coisas que têm piada e a verdade é que o boomerang foi criado com um propósito (que até faz sentido) - mas as repetições são tantas e passam tão rápido que é impossível ver o que quer que seja de forma decente. Por isso não passa mesmo de uma coisa com graça mas sem qualquer utilidade prática.

Hoje em dia os likes é que importam; o sucesso, a beleza e as capacidade de uma pessoa medem-se pela sua popularidade nas redes sociais e por isso quase nos sentimos olhados de lado quando admitimos não gostar de algumas destas coisas da moda. Mas, meus amigos, está na hora de quebrar o tabu e de dizer não às utilizações-estúpidas-e-desregradas-do-boomerang. Juntos somos mais fortes e sobreviveremos às 256 repetições que nos obrigam a ver diariamente em redes sociais alheias. Há que ter fé.

05
Nov17

O meu organizador de anéis

Este blog não é para desarrumados ou desorganizados. Tenho uma leve noção da quantidade de coisas que aqui publico relacionadas com formas de arrumar e organizar objetos (reais ou virtuais) e, por isso, peço desculpa se isto for uma autêntica seca para a maioria das pessoas. Acho que se houvesse um blog só a falar sobre formas de organizar tralhas eu seria a primeira subscritora: estou sempre à procura de formas mais eficazes de ter tudo arrumado, ocupando o menor espaço possível, e por isso é que às vezes posso abusar do assunto aqui. Muitas vezes são soluções que eu nunca antes tinha encontrado e que acho que podem ser úteis a outras pessoas - por isso, se já estiverem em overdose de posts-sobre-arrumações, peço desculpa em avanço.

Hoje, mais uma vez, trago um achado do ebay. Uma das minhas gavetas mais caóticas é a das bijuterias/adornos. Tenho lá os óculos de sol e os relógios e depois todas as coisas mais pequenas como colares, pulseiras, brincos e anéis. Quem me conhece sabe que os anéis são, de longe, a minha peça favorita para usar no dia-a-dia - tenho muitos (demasiados, confesso) mas vou sempre alternando e formando novos conjuntos. Normalmente, com a pressa, deixo-os em cima de um prato que tenho junto à porta de saída (mesmo prontos a pegar, pôr no dedo e sair) e passado uma semana está tudo lá ao molhe, já não consigo distinguir os anéis um do outros e acabo por pegar sempre nos que estão em cima (e, por isso, usar sempre os mesmos).

Fui à procura de soluções e encontrei a mais óbvia: um arrumador de anéis, daqueles que se vêem nas lojas ou nas feiras de artesanato, mas muito mais barato do que aquilo que é costume. Custou-me três euros, e o toque em cima é muito semelhante ao veludo - a parte de baixo é que é claramente fraca e barata, feita de cartão, daí o preço tão em conta. Mas se for para o manter dentro de uma gaveta, para além de servir perfeitamente, ainda faz um brilharete - e ajuda imenso a dar um ar arrumado à gaveta do demónio. 

Deixo a foto abaixo. Para comprar basta clicar aqui.

 

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02
Nov17

Em busca da francesinha perfeita 9#

Adorava dizer que esta rubrica está morta porque eu me deixei de gulodices e passei a ter uma alimentação espetacularmente saudável. Mas não. A verdade é que deixei praticamente de comer francesinhas. Sou aquele género de pessoa que está sempre a dizer (e a pensar) “estou tão gorda” e estar a comer francesinhas que não me sabiam bem só aumentava o meu nível de desespero.

Sempre gostei bastante desta iguaria portuense e acho que, desde que me lembro de comer como gente grande, nunca tinha passado tanto tempo sem comer uma francesinha. Este ano devo ter comido umas três, o que bate um recorde mínimo nunca antes alcançado.

Porque a verdade é que comia e não me sabiam bem – ou, se sabiam, deixavam-me maldisposta a seguir, com o fígado a gritar por misericórdia depois de tanto molho inglês. Há mais de dois anos que não comia uma francesinha que não fosse demasiado picante, que não tivesse o bife mais fraco que se encontrava no talho, cujo pão fosse rijo e crocante e as carnes de boa qualidade.

Mas neste feriado decidi fazer mais um tentativa, sacrificando mais uma vez as minhas ancas em prol desta causa. E talvez tenha resultado. Gosto de pensar que, em parte, a culpa é do sítio.

 

Francesinha 9#: A Marisqueira do Porto (antigo Gambamar)

A Marisqueira do Porto abriu há pouco mais de um mês num sítio, para mim, muito especial: o antigo Gambamar, onde aprendi a gostar de francesinhas e onde havia, para mim, as melhores de todas. Esta rubrica surgiu quando o restaurante fechou e eu fiquei “órfã” de francesinha, por isso esta nona tentativa representa quase o fechar de um ciclo.

Estava bastante esperançosa. Conheço o dono, que me disse que elas eram boas, e que quem as fazia tinha vindo d’A Regaleira (que, para quem não conhece, é a criadora deste “petisco”). Tudo era um bom prenúncio e veio a concretizar-se.

Acima de tudo, e deveras importante, o picante não se sobrepunha a nada; não era demasiado intenso, não queimava o paladar, não deixava o estômago a roncar horas depois. O molho é, aliás, um pouco para o adocicado.

Mas a melhor maneira de descrever esta francesinha é dizendo que ela é “rica” e “pesada”. É muito grande – eu já não sou o que era, porque há dez anos comia o prato inteiro enquanto o diabo esfregava um olho, e agora deixei parte da comida no prato, porque já estava a arrebentar pelas costuras – mas muito bem constituída, com muito boas carnes. E o bife era excecional, com uma altura bem razoável, saboroso e tenro, tal como se quer.

Vem com o típico camarão por cima (eu, por acaso, dispenso) e um cestinho de batatas fritas. Ao todo, dez euros.

O veredicto não podia ser mais positivo. Dado o preço que se paga por aí, num simples café, por uma francesinha… penso que a relação preço/qualidade desta é, até, muito aceitável. O restaurante é muito agradável, tem estacionamento e fica no coração do Porto, por isso não se pode pedir mais. Foi das melhores francesinhas que comi desde que comecei esta rubrica e é óptima para quem gosta de bem enfardar. Estou contente e prometo voltar.

 

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01
Nov17

A subtil arte de fazermos crescer melhores versões de nós próprios

Já há algum tempo que percebi que de cada vez que conheço alguém novo posso ser, também eu, uma pessoa diferente. E a liberdade de estar solta de preconceitos, de ideias predefinidas que os outros podem ter de nós é maravilhosa, porque podemos optar por sermos quem quisermos, a melhor versão de nós próprios. 

Tenho noção de que este talvez seja um conceito difícil de perceber, mas eu vou tentar explicar. Acho que todos interpretamos papéis na sociedade e eles são todos diferentes consoante quem nos rodeia: eu não sou com os meus pais a mesma pessoa que sou com os meus amigos, nem estou no trabalho como estou no ginásio. São posturas diferentes, personagens construídas ao longo do tempo - e que, como tudo o que é construído, tem de ter a sua coerência. O que quero dizer é que, por exemplo, eu não danço em frente dos meus amigos - porque eles passaram comigo a fase em que eu tive aulas de dança, em que esse era o meu momento mais embaraçoso da semana, e presenciaram a altura em que eu disse "nunca mais na vida danço!". Assim como não bebo uma Somersby, nem que me apeteça, em frente aos meus colegas de trabalho, porque já afirmei, veementemente, que não toco em álcool. Também não saio à noite, mesmo que esteja num mood especial, porque já habituei os outros a que esse não é um hábito meu. E o mesmo se pode dizer em relação a tantos, tantos outros comportamentos a que habituamos os outros e que chega a um ponto em que não é fácil contrariar.

Eu acho que esse tipo de "regras" se criam porque, de facto, nós as impomos a nós próprios: eu, de facto, não danço, não bebo álcool, não saio à noite. Mas pode haver uma noite em que me apetece fazer tudo isso, mas não o faço, porque me custa sair daquele padrão que criei para mim; porque sei que quem me conhece vai olhar e pensar que eu não estou bem.

Não se tratam só de atitudes ou atividades: passa também por humores, estados de espírito, traços de personalidade. Lembro-me perfeitamente de estar na fisioterapia, numa das piores fases da minha vida, e o fisioterapeuta me dizer "lá vem a miúda sorridente". E, no entanto, eu estava a cozinhar uma depressão. Aquela era a minha personagem na fisioterapia: feliz, comunicativa, faladora, esperançosa. O choro deixava-o para as viagens de carro e antes de adormecer. E foi aí que eu percebi que, em circunstâncias diferentes, podia ser quem eu quisesse, apenas com uma condição: tinha de ser coerente, porque há que manter um comportamento constante. E é assim que se constroem facetas.

Os meus pais são as pessoas que me conhecem melhor. É aqui em casa que eu me deixo ser a versão mais pura de mim mesma – que, por acaso, é das versões que menos gosto, porque carrega sempre uma carga demasiado negativa. Apesar de achar sempre que os outros têm uma ideia errada de mim – penso que amigos e restante família me acham severa e sisuda, quando na realidade até consigo ser bem divertida – tenho a noção de que no dia-a-dia, tal como acontecia na fisioterapia, não tenho uma aura assim tão negra. Posso ter dias piores – e eles distinguem-se à distância – mas, de uma forma geral, sou uma miúda bem disposta pelos lugares por onde circulo: no trabalho, no ginásio, no piano.

Não sei porquê que no final do dia me cai tudo em cima. Acho que é um problema de núcleo: o pessimismo, a negatividade e a depressão fazem parte do meu íntimo, daquilo que sou. Mas viver um dia-a-dia positivo ajuda. E não sei até que ponto é que as facetas que vamos encarando não se tornam, de facto, em nós próprios. É lógico que todas as personagens que interpretamos ao longo do dia (e da vida) também fazem parte de nós, mas é difícil distinguir qual é a mais pura delas todas, aquela que se aproxima mais da versão menos trabalhada de nós próprios. Não seremos um mix delas todas?

Eu, por vezes, gostava de mudar a ideia que as pessoas que me conhecem há muito tempo têm de mim. Porque acredito que no meio de tantas facetas e mudanças (que as há, inevitavelmente, ainda que não acredite em transformações profundas), mudei para melhor: mas chego a um ponto em que não me sinto à vontade para o demonstrar, acho que ninguém se pode acreditar que aquela "outra" pessoa também sou eu.

É por isso que agora aproveito as oportunidades que tenho para deixar a Carolina antiga em casa e tentar construir uma nova imagem à volta de mim própria, de forma consciente, ponderada e coerente. O estúdio de piano tem sido uma lufada de ar fresco e o local ideal para pôr isto em prática. Lá, todos temos pelo menos um denominador comum: gostamos de música. Mas a experiência tem sido ainda mais enriquecedora porque, de facto, não é só a música que nos une. O grupo de alunos é super eclético: homens e mulheres, dos 14 aos 60, passando de médicos a arquitetos, jornalistas a professores, estudantes a políticos. Não faltam tópicos de conversa – e se não gostamos de um, não faltam outros tantos possíveis de abordar. Ajuda o facto de já sermos todos adultos, estarmos ali por vontade própria, sem fretes ou obrigações (como acontece com a maioria das crianças que aprendem piano, como já foi o meu caso) e de querermos usufruir ao máximo de todas as experiências, incluindo o convívio uns com os outros.

E tem sido bom perceber que eu posso, de facto, ser descontraída. Que posso não ser uma control freak. Que não tenho sempre de marcar posições vincadas, de não gritar ao mundo a minha personalidade acentuada e feitio difícil. Que posso até ser desinibida, ser a primeira a tocar ao piano, falar com os outros sem problemas. É bom perceber que podemos e conseguimos ser uma versão simplificada de nós próprios - nem que seja só de vez em quando. Nem que seja na esperança de que esse de vez em quando passe a estado permanente.

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