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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

05
Nov16

(Finalmente!) De volta ao ginásio

Aleluia, irmãos! Inscrevi-me num ginásio! Acabou por vir na melhor altura possível porque o meu trabalho começa a entrar em piloto automático, ao mesmo tempo que eu já estou a entrar numa fase de total rotura com o meu corpo. Só dou graças por não ser verão, porque neste momento seria incapaz de pôr um biquíni; vestidos e calções, independentemente do tempo que esteja, também é algo que não me sinto com coragem de vestir nos dias de hoje.

Por isso, apesar de tudo, estou ansiosa por começar e ver alguns resultados. Começar a fechar a boca também ajuda, porque ando sempre com uma fome gigante e a comer o que não devo. Escolhi um ginásio perto do trabalho, com piscina (vou finalmente puder usar os meus phones à prova de água!), muitas aulas de grupo e... um PT. Honestamente nem estava a pensar partilhar isto aqui, porque não sei muito bem o que esperar, mas também não vejo grande razão para fazer segredo.

Há dias fui fazer a avaliação física e já sabia que me iam tentar espetar com treinos com um Personal Trainer. Ia preparadíssima para dizer que não, mas o preço pareceu-me simpático o suficiente para tentar - sendo que agora a trabalhar tenho mais margem de manobra para pagar este tipo de gastos extra. Há vários anos que ando em ginásios e nunca consegui obter os resultados que queria, pura e simplesmente porque não tenho capacidade para me atirar para fora da minha zona de conforto e experimentar coisas novas. Numa altura da minha vida em que tudo o que eu faço no meu dia a dia é estar fora da zona onde me sinto confortável (aka passar a vida a ligar e falar com pessoas), pensei que um esforço extra neste campo não me ia matar.

Por outro lado, o rapaz pareceu-me sinceramente calmo e não é um daqueles armários que assustam só de passar ao lado. Quem me conhece sabe que eu tenho uma relação difícil com homens que não conheço, sinto-me "ameaçada". Há muitas razões para isso acontecer (uma delas é eu ser maluca...), mas se há coisa que eu detesto nos homens é um típico instinto de agressividade que eu não consigo tolerar, também porque sei que sou incapaz de controlar; nos PT e nos professores de educação física em geral isso reflete-se muitas vezes em berros e numa interação agressiva para com os alunos, que não tem o intuito de magoar ou insultar, mas sim de incentivar. Mas eu lido muito mal com gritos, que a mim me retraem ao invés de me levarem a fazer o que quer que seja - quer seja no ginásio, no trabalho ou nos meus tempos de escola. 

Vou começar por fazer PT uma vez por semana e ver como corre; vou aliar com as outras aulas de grupo e a piscina, claro, até porque estou cheia de saudades de nadar. Para além do mais, desta vez há uma novidade extra: de uma forma geral, conto começar a treinar de manhã e não ao fim do dia, como era meu costume - apesar de ter o horário livre, é mais fácil ir antes de trabalhar do que depois, até porque nunca tenho hora de saída. E pronto, são estas as novidades. Estaria a mentir se dissesse que não estou receosa e ansiosa - principalmente em relação ao PT -, mas por outro lado sinto-me mesmo esperançosa. Se correr bem, aumento para duas aulas semanais; se correr mal e não gostar, páro, esqueço e ando para a frente. Prometo ir dando novidades.

04
Nov16

Book tag - um livro para cada dia da semana

O Capitão Fantástico passou-me uma book tag e, mesmo eu só fazendo estas coisas muito de vez em quando, acho que é bom para desenjoar - e se mete livros, melhor ainda! Fica abaixo a lista de um livro para dia da semana! (E obrigada Capitão!)

 

Domingo - Um livro que não queres que termine ou não querias que terminasse. 

"O Sentido do Fim", de Julian Barnes. Já o li há vários anos e continuo a acha-lo um dos meus livros preferidos; perguntem-me "porquê?" e eu não saberei responder. Já na altura não sabia, mas hoje ainda sei menos, porque já não me lembro do enredo e, por isso, planeio relê-lo brevemente, a ver se me torno a apaixonar. Ainda assim, recomendo-o sempre e a ideia que fiquei dele foi de uma adoração total e sei bem que, na altura, não o queria acabar.

 

O Sentido do Fim.jpg

 

Segunda-Feira - Um livro que tens preguiça de começar.

"A Guerra dos Tronos", de George R. R. Martin. Eu cometi o erro grave de começar a ver a série antes de ler os livros. Já os tinha aqui em fila de espera há muito tempo, muito antes de ver a série, mas um dia deu-me na realgana, comecei a ver os episódios e pus os livros de parte. Hoje arrependo-me e acho que fiquei a perder com isso, continuando a querer lê-los, mas já sabendo a linha da história torna-se mais complicado ter força de vontade para o fazer.

 

guerratronos.jpg

 

 

Terça-Feira - Um livro que leste por obrigação

"Felizmente Há Luar", de Luís de Sttau Monteiro. Pode dizer-se que já comecei a ler vários livros por obrigação, mas foram poucos aqueles que acabei, como é o caso deste. Nunca o leria numa ocasião normal e não gostei do livro, o que vale é que era uma leitura breve e ligeira (ao contrário d"Os Maias" ou o "Memorial do Convento", ambos obrigatórios e que ficaram a meio... shame on me).

 

Felizmenteháluar.jpg

 

 

Quarta-Feira - Um livro que deixaste pela metade ou estás a ler no momento

"Toda a Luz que Não Podemos Ver", de Anthony Doerr. Estava super animada por ler este livro, li bastantes críticas antes de o comprar, mas quando o comecei a ler fiquei entediada. Uma prova de que só lemos aquilo que queremos é que quando voltei ao Goodreads para reler as críticas, só me apareceram coisas más, que coincidiam com a minha opinião sobre o pouco que li desta obra. Acho que, em relação a ele, vou mesmo ficar por aqui e desistir.

 

todaaluz.jpg

 

 

 Quinta-Feira - Um livro "de quinta", que não recomendas

"Eu, o Earl e a tal miúda", de Jesse Andrews. Foi dos piores livros que li nos últimos anos e escrevi (como sempre) um review sobre isso, que podem encontrar na minha rubrica "Chávena de Letras". Tudo o que posso dizer é: fujam!

 

earl.jpg

 

Sexta-Feira - Um livro que queres que chegue logo (lançamento ou compra)

Qualquer um do Joel Dicker ou da Gayle Forman. Neste momento não tenho nenhum livro pelo qual espero ansiosamente, mas há sempre um conjunto de autores que têm a minha compra garantida mal deitem qualquer coisa para as estantes das livrarias. Esses são só dois deles.

 

Sábado - Um livro que quiseste recomeçar assim que terminou

"A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert", de Joël Dicker. Este foi o livro que me fez apaixonar pelo autor suíço e que eu adorei de paixão. Não sou pessoa de reler livros - até hoje, nunca reli nenhum na íntegra, só partes. Quando e se reler, não será certamente logo após ter finalizado a leitura, uma vez que preciso quase de um período de "desintoxicação" depois de ler qualquer livro. Ainda assim, se o fizesse, tenho a certeza que este seria um bom exemplo.

 

verdadesobre.jpg

 

Infelizmente, neste momento, não sou leitora habitual de muitos blogs, pelo que deixo a tag aberta a quem a quiser fazer (é gira, por isso aproveitem). 

03
Nov16

Os portugueses e os canudos

Hoje, enquanto analisavam uma ficha que tinha preenchido previamente sobre mim, repararam na minha idade e depois na minha ocupação profissional, que já não diz "estudante" mas sim uma profissão "a sério". Perguntaram-me: "tão nova e já a trabalhar? Não devias estar a estudar?". 

Eu fiquei um bocadinho incrédula e pensei que, de facto, isto é o reflexo da nova mentalidade que se espalha por aí como um vírus e não tem tendência a parar: toda a gente tem de ter um curso, toda a gente tem de ser mestre, toda a gente tem de ser doutor. Há um esquecimento geral de que a partir dos 16 anos qualquer pessoa normal tem capacidades para trabalhar - e isso não lhe retira qualquer tipo de valor, só acrescenta.

Perante aquilo, eu estava segura na minha resposta ("já acabei o curso"), mas podia não estar; podia não ter condições financeiras para frequentar uma faculdade, podia não ter condições familiares ou então podia simplesmente não querer tirar um curso. Porque, por incrível que pareça, as pessoas continuam a ser pessoas mesmo que não tenham um canudo guardado no armário, quer isso seja por imposições externas ou vontade própria!

Eu acho que há pessoas que não nasceram para estudar e, nesses casos, não vejo o porquê de se terem de martirizar durante anos a fio atrás de algo que não as faz feliz. Há inúmeras profissões que não precisam de licenciaturas, mestrados e doutoramentos e são tão importantes como aquelas em que tais requisitos são necessários. Um lixeiro não precisa disso e nós precisamos dele, todos os santos dias; uma costureira não precisa disso e nós passamos a vida a precisar dela; e o mesmo acontece com um carpinteiro, um mecânico, um canalizador, um jardineiro, um sapateiro e, sinceramente, um pouco com todas as profissões - porque há todo um mar de coisas que não se aprende na faculdade e se, por um lado, pode ajudar tem um apoio teórico, por outro o mercado de trabalho, as pessoas e a experiência da vida é que nos ensina tudo o que precisamos de aprender para sermos bons profissionais.

Sim, eu estou a trabalhar a tempo inteiro aos 21 anos, e daí? Foi uma escolha minha e uma oportunidade que não quis deixar escapar, mas isso não quer dizer que no futuro não volte a estudar. Estou feliz, num trabalho que nem sempre me facilita a vida mas que me realiza e que, tenho a certeza, será uma rampa de lançamento para aquilo que quero fazer no futuro. Foi uma decisão estratégica e bem pensada; felizmente não tinha a necessidade de seguir logo para o mercado de trabalho e, se quisesse, podia ter seguido para um mestrado sem pensar duas vezes. Mas tenho quase a certeza absoluta que o mestrado não me iria ensinar tudo o que tenho aprendido nos últimos meses e que, se um dia o fizer (um mestrado ou pós-graduação, estou mais tentada para a segunda hipótese) será muito mais valorizado, porque finalmente sei o que estou a fazer e terei a minha própria experiência como exemplo.

Por isso, em jeito de remate, quero só dizer que a vida não se faz de canudos ou certificados. E a competência e a dedicação das pessoas também não.

02
Nov16

Review da semana 10#

Os "footies" da Primark

 

Que eu sou uma friorenta do pior já todos sabemos. Mal vem um bocadinho de frio já gosto de andar toda encasacada (também porque os casacos são a minha real perdição e acho que tenho uns belos exemplares para mostrar ao mundo), mas a verdade é que nesta época do ano em que faz frio de manhã, está uma caloraça de dia e outra vez frio à noite é bom ter peças que sirvam de meio-termo.

É sempre um filme para me vestir nestes dias; demoro sempre o dobro do que nos dias normais. O drama vai desde a camisola até ao calçado. Pois que, no que diz respeito às camisolas, continuo muito indecisa, mas este ano descobri que gosto de me ver de sapatos. Já tinha comprado uns o ano passado, castanhos, mas tive imensa dificuldade em conjuga-los, pelo que ficaram a maioria do tempo na gaveta; esta estação fiz um esforço para os calçar, passei a adora-los e ainda comprei uns parecidos em preto, para ter sapatos para todo o tipo de roupas. Descobri que são óptimos para este tempo! Mas aqui um grande problema se coloca: e meias? Eu, friorenta, não aguento andar sem meias - até porque me faz aflição estar em contacto direto com o sapato. 

A minha mãe disse-me que tinha uns soquetes da Primark, que eram espetaculares, e eu experimentei e fiquei rendida. Lá fui eu a correr para a Primark, logo ao abrir do shopping para não enlouquecer no meio da multidão, e não tendo encontrado uns iguais às da mãe, comprei outros que ainda gostei mais, em renda preta. São super confortáveis e bonitos e têm uma parte de silicone no calcanhar, para a meia não escorregar: acabam por ser muito mais giros do que aquelas meias de algodão que costumo usar e que eventualmente acabam por ficar com um ar meio desbotado. Também trouxe outras de algodão muito fino, em cor de pele, que também gosto muito - mas estas de renda roubaram o meu coração. 

Já aqui falei várias vezes da Primark e no facto de não ser cliente habitual, por mil e uma razões; no entanto, há certas peças e artigos que acho que vale mesmo a pena. Este é sem dúvida um deles, óptimo para esta altura do tempo bipolar entre frio-quente-frio. Acreditem no que eu vos digo!

 

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