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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

07
Jul16

Por falar em vitórias...

Estamos nas finais! E eu em dupla final: enquanto portuguesa, nas finais do euro; enquanto estudante, na final do curso. E estou mesmo muito feliz pelas duas razões. Sobre Portugal falo depois (respirem fundo, que não vou dizer mal do Ronaldo), mas sobre a final do curso quero falar agora.

A verdade é que ainda me falta um exame, que faltei graças à operação que fiz em Janeiro. Mas é uma cadeira fácil e tudo menos importante, pelo que quase que sinto que a tenho meio feita; fazer e entregar o relatório soube-me ao golpe final destes três anos de licenciatura, o culminar de tudo isto. Se o estágio foi maravilhoso, fazer o relatório foi doloroso. Todas as palavrinhas que lá estão saíram a ferros, num fim-de-semana prolongado que, por um lado, teimava em não passar e, por outro, passava depressa demais para aquilo que eu precisava.

Hoje dou por mim a pensar, de vez em quando: "será que escrevi aquilo no relatório? era importante". Porque a verdade é que o meu cérebro parecia estar a entrar em colapso: já não sei o que fiz, o que disse, o que escrevi ou devia ter escrito. Sei que acabei com um alívio enorme por ter entregue e, ao mesmo, uma irritação colossal por ter deixado aquilo para a última, em algo que era tão importante e que devia espelhar o melhor possível aqueles três meses tão maravilhosos para mim. Senti que devia ter feito mais, que devia estar melhor - e agora, já relaxada, penso nas várias coisas que ficaram por escrever. Talvez por isso, não esperava grande nota - por eu própria ter ficado desiludida comigo mesma.

Mas no início desta semana soube o resultado, naquela que é a cadeira mais importante de todo o curso. 18. Acabo o curso com um 18 e não podia estar mais feliz.

 

yay.jpg

 

06
Jul16

Ainda sobre as bóias...

Depois do meu post sobre a falta de diversidade que temos de bóias, fiz uma pesquisa aprofundada e apercebi-me que, provavelmente lá para os lados da China, as coisas são muito mais divertidas. 

Encontrei donuts, pretzels, flamingos, gaivotas, ananáses, melâncias e, a melhor de todas, unicórnios. Eu diria que isto é ver para crer, e só por isso deixei uma galeria cheia de ideias aqui em baixo. Empreendedores portugueses: depois não digam que eu não dou ideias!

 

(passem o rato por cima da imagem e cliquem nas setas para ver as fotos)

 

05
Jul16

Eu, os meus óculos e um "W" na cara

Há seis anos comprei os meus primeiros óculos de sol. Sei a data tão precisamente porque também sei a razão porque os comprei. Tem dois nomes: Edward Cullen (ou Robert Pattinson, é como preferirem). Sim, podem revirar os olhinhos e lançar um suspiro de "esta miúda não cresce", mas é a mais pura das verdades. Até vos digo mais: comprei-os por causa de uma cena em específico, que gostei tanto, mas tanto, mas tanto que soube que tinha de ter uns óculos iguais aos dele. E assim foi - mandei-os vir pela net e, quando chegaram aqui a casa, foi amor à primeira vista.

Na altura eu usava-os, pura e simplesmente, porque os adorava de coração. Nunca antes tinha usado óculos de sol e não gostava da sensação de ver o mundo numa tonalidade diferente da real. Mas depois, com o hábito, já não me via sem eles. Ainda hoje os uso diariamente, mais do que outros brancos (também ray-ban) que comprei posteriormente. Estão riscadinhos, velhinhos, mas não há iguais. 

Passei a usa-los de tal forma que agora não consigo estar no exterior sem óculos de sol. Mesmo quando está um dia nublado e o sol não está à espreita, tenho de os pôr se não quero andar com os olhos sempre semicerrados e ganhar uma dor de cabeça ao fim de pouco tempo. Às vezes até à noite me apetece pô-los - passei a ser tão sensível à luz que até as luzes dos carros que vem no sentido oposto a mim me ferem a vista! 

Posto isto, e como é óbvio, não consigo estar numa praia (onde tudo é sol, calor e mais sol) sem os óculos. Resultado: tenho uma marca não-morena debaixo dos olhos e no topo do nariz. Toda a gente me diz o mesmo "tens a marca dos óculos!" mas, meus amigos, não consigo evitar. Eu juro que tentei, mas não consigo estar num sítio a céu aberto sem os meus melhores amigos. E a verdade é que, no ponto em que isto já está, a situação (pelo menos este ano) já não é reversível. Tenho de aceitar, porque a vida é sempre a andar para a frente - mesmo quando tens uma faixa branca em forma de "W"  na tua cara.

 

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 (a dita cena)

04
Jul16

Uma semana de Algarve

Já voltei do Algarve. Como de costume, soube mais que bem. Quase como uma prescrição de um qualquer medicamento, cumpri à risca a minha "cura": acordar cedo, deitar cedo e cumprir, pelo menos, umas seis horas de praia diárias. 

Fugir dos problemas não é solução, mas ajuda a dilui-los; e, acima de tudo, dá-nos o distanciamento necessário para pensarmos, repensarmos e fazermos "reset" em nós próprios. Dá para respirar fundo, descansar e depois voltar à luta.

O Algarve vive em mim e é quase uma segunda casa. E, se por um lado, enquanto lá estou, impera a calma e o descanso dentro de mim, por outro a constante presença do mar e do trilião de memórias que lá tenho trazem até mim muita coisa em que pensar, dando-me algumas chapadas de realidade que por vezes preciso de enfrentar. Mas, enfim, desta vez foi tudo na dose certa: tive os meus momentos de melancolia e saudade, mas acima de tudo esta semana ficou marcada por uma paz de espírito que já nem conhecia em mim e muita, muita leitura (como também já não me lembrava de acontecer).

 

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02
Jul16

Chávena de letras: "Open road summer"

open.jpg

 Este livro é o sinônimo de leitura de verão. Tem amigos, viagens, amores de verão: tudo a que se tem direito.

Gostei dele por, apesar de ser narrado por uma rapariga de 17, ter alguma complexidade. Não é a típica miúda descrita neste tipo de obras: que é ou certinha, meia geek ou anti-social ou precisamente o oposto. A Reagan é um misto de tudo isso e traz consigo uma "mochila" de problemas interessantes, que fazem com que a narrativa deste livro não passe só pelos típicos ele-é-irresistível-quando-passa-a-mão-pelo-cabelo e outros clichês que tais. Apesar da bagagem dela ser diferente da minha, identifiquei-me com ela, talvez por achar que o problema principal dela se assemelhava ao meu.
Identificações aparte, a história é gira e, do pouco que conheço sobre o mundo dos famosos, pareceu-me bastante realista. Este é o primeiro romance de Emery Lord e parece-me ser um bom início para mais uma autora deste estilo literário.

01
Jul16

E das bóias, ninguém se lembra?

Aqui no Algarve tenho muito tempo para pensar. Penso muito na vida, nas pessoas, nas coisas, na evolução das espécies... Eu sei lá! A praia dá-me para isto.
E enquanto miro o mar e todos os bifes que para lá nadam, com todas aquelas pranchas de esferovite e fatos até às orelhas, penso nas bóias que trazem consigo e que todos já vimos. E aí reside a questão principal deste post: todos já vimos aqueles golfinhos cinzentos demais, aqueles crocodilos e orcas onde temos de fazer equilibrismo para nos pormos em cima deles, aquelas bóias estilo donut que imitam os desenhos de um pneu e as outras onde nos podemos deitar, transparentes e com umas riscas com várias cores no meio, ainda com direito a um buraquinho para pormos um copo que nunca existe. Todos já as vimos porque desde há 15 anos para cá que não se mudam o raio das bóias.
É ultrajante, não é? Quer dizer, neste período de tempo descobriu-se a cura para milhares de doenças, passamos dos telemóveis com teclas para os touch, das pens de 200Mb para 120Gb, o Algarve já foi "Allgarve" e já voltou ao nome inicial, já por cá passou a Troika, o Sócrates foi preso e o Miguel Relvas perdeu a licenciatura... Enfim, tantas coisas marcantes neste nosso mundo, tantas evoluções difíceis e que exigiram tanta pesquisa, tanta investigação (e, no caso do Sócrates, tantos tomates) e ninguém é capaz de inventar uma bóia nova? Um polvo, um robalo, uma sardinha tão tipicamente portuguesa? Ou uma gaivota, um linguado ou uma amêijoa, se queremos pensar fora da caixa. Qualquer coisa! Em desespero de causa até já só peço para mudarem aqueles desenhos manhosos: utilizam-se os mesmos moldes, as mesmas bóias, mas ao menos com um styling diferente. As pessoas continuarão a mandar chapas monumentais em quedas espalhafatosas proporcionadas por aqueles insufláveis, mas ao menos será em bom.
Dito isto, e feito o meu apelo em prol de um mar português com uma "fauna bóial" mais diversificada, deixo-vos com a deixa daquele gajo chato que dita moralidades na RFM: "Vale a pena pensar nisto".

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