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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

16
Mai16

Tumblr, és tu?

Corria o ano de 2010 quando criei o meu tumblr, numa tentativa de escapar ao tédio que estava a ser o meu verão. Aquilo cujo nome nem conseguia pronunciar começou a ficar na moda por aquela altura e foi uma forma que arranjei de me entreter e de ter alguns conteúdos criativos para o blog em que mais trabalhava na altura, sobre o Twilight. 

O tumblr sempre teve montagens espectaculares, citações e gifs de filmes que eu adorava, imagens e frases inspiradoras e etc. - uma boa forma de matar horas que, na altura, pareciam não passar. Foram muitos os posts que "reblogguei" para o meu próprio blog e que de vez em quando gosto de visitar, só numa de matar saudades. Já há muito tempo que deixei de atualizar o meu tumblr on a daily basis e só lá vou quando raramente me lembro ou quando preciso de algo muito específico.

Há um par de dias passei por lá porque precisava de um gif de duas pessoas a dançar, para colocar num post. Inocentemente pesquiso uma coisa tão simples como "dancing gif" e metade dos posts que me apareceram incluíam mulheres totalmente nuas, em poses pouco pudicas e com as câmaras colocadas em sítios claramente estratégicos. Fiquei um bocadinho em estado de choque e agradeci por não ter tido esta ideia brilhante enquanto estava a trabalhar.

O tumblr tornou-se num antro de gifs porno no par de anos em que deixei de estar presente e ninguém me avisou ou fui só mesmo eu que tive um azar tremendo nos meus termos de pesquisa?

15
Mai16

Chávena de letras - "My star, my love"

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 Esta foi a última e dolorosa oportunidade de saber mais um bocadinho da história de amor entre Jack e Keri Ann, numa fase em que as coisas já estão mais assentes e estabelecidas. O "My Star, My Love" situa-se entre o último capítulo de "Forever Jack" e o seu epílogo - uma vez que o epílogo se passa 4 anos depois, onde as coisas estão ainda mais estabilizadas, e nesta "novella" ainda se notam algumas incertezas.
Tudo aquilo que escrevi sobre a série se aplica aqui, desde a escrita cativante à história que nos prende desde o 1º minuto, até à química insaciável entre o par romântico.
A única razão pela qual não atribuí 5 estrelas é porque sinto que acaba de uma forma um bocadinho abrupta e abstrata, sem grande noção de continuidade - quando tantos assuntos em relação ao futuro são puxados no decorrer do livro e que poderiam aqui ser aproveitados.
Como nota geral, resta dizer que adorei a história e que me custa muito, muito, muito deixar o Jack, a Keri Ann e as suas histórias.

14
Mai16

Dramas de uma portista

Ficou claro logo no início da época que para nós (FCPorto) a corrida para o campeonato estava fora de questão. É doloroso, tendo em conta o percurso do Porto nos últimos 20 anos, mas são fases - não me vou sequer debruçar nas razões que levaram a este desastre; fico-me apenas pelo desejo de uma reformulação total, tanto na equipa como na direção do clube. 

Mas passando ao que interessa: ao constatar que o nosso clube não pode ganhar de forma alguma, por quem torcemos? E quando digo "torcemos", falo de algo realista, porque podemos sempre torcer pelo Vitória de Guimarães ou pelo Rio Ave, que sabemos à partida que as probabilidade deles ganharem o campeonato é baixíssima. A nível prático, a pergunta é: queremos que ganhe o Sporting ou o Benfica?

Tudo isto não faria sentido até esta época, porque sendo o Benfica o nosso eterno rival, é óbvio que queríamos que o Sporting ganhasse. Mas com o Bruno Carvalho na direção do clube e o Jorge Jesus como treinador a coisa muda de figura - porque são os dois do mais irritante e insuportável que existe; o ego deles não cabe sequer neste universo, humildade é coisa que não existe e está trocada por uma vaidade profunda que me custa a engolir. Ah, e também têm uma coisa em comum: falam demais, metem-se com quem não devem e, eventualmente, metem a pata na poça. 

Posto isto, não sei o que será pior: ver o nosso eterno rival ganhar ou ter de aturar as vaidades daqueles dois pedantes após a vitória do campeonato. Porque se o Benfica ganhar eu desligo a televisão e as redes sociais durante uma noite e a coisa passa... Se for o Sporting, acho que vou tomar estas medidas durante a semana inteira, tal o alarido que aqueles dois vão fazer. 

Por isso, por muitooooo que me custe dizer isto (e custa mesmo muito!), este fim-de-semana estou a torcer pelo Benfica (o meu "eu" há dois anos atrás, se lesse isto, internava-me imediatamente). Porque, confesso, para além de não ter de aturar a "parelha maravilha", vai-me saber pela vida ve-los engolir tudo o que disseram ao longo da época, como se tudo isto tivesse ganho à partida.

13
Mai16

E ainda me dizem que não há coincidências?

Um dos posts que aqui ia escrever ainda a propósito da minha ida a Londres era sobre o Pret à Manger - que, para quem não conhece, é uma cadeia de restaurantes/bares ao estilo Costa Coffee ou Starbucks mas numa versão mais saudável. Eu não conhecia e fiquei a maior fã, porque foi literalmente a minha tábua de salvação nesta viagem.

Antes de mais é importante saberem que 1) eu tenho quebras de açúcar com alguma facilidade, 2) fico insuportável quando as tenho, 3) sou muito, muito esquisita com a comida e 4) detesto comer no estrangeiro e se pudesse parava com todas as minhas necessidades fisiológicas enquanto viajo, pois só me tiram tempo útil de vivências e aprendizagens. Mas enfim: como, quando viajo, como pouco e ando muito, é recorrente ter quebras de açúcar e ver-me obrigada a parar no primeiro sítio que vejo para meter qualquer coisa à boca - em Londres a situação agudizou-se uma vez que estava um calor abrasador e eu, em plena Oxford Street (que, à partida, devia ter muita coisas para petiscar), não encontrava um único sítio com um bolo, uma água ou qualquer coisa que me fizesse sentir melhor. A primeira coisa que vimos foi um Pret à Manger e foi aí que parámos - mal eu sabia que tinha arranjado um companheiro para a vida.

Passei quatro dias em Londres e fui todos os dias comer qualquer coisa ao Pret à Manger - principalmente croissaints franceses, que eram literalmente os melhores que comi na vida. O conceito da loja é virado para o saudável e natural (embora também tenha gordices) e consideravelmente mais barato do que outras cadeias de comida rápida. A minha mãe comprou sempre sumos naturais óptimos e sandes que também gostou e eu adorei a ideia de se poder comprar fruta à peça, algo que normalmente não se vê em sítios deste género - passei a andar sempre com fruta na carteira, para prevenir eventuais quebras de açúcar e poder dar umas trincas sempre que me apetecesse. Para além disso, tinha um "kit" com uma baguete - normal, francesa, sem sementes nem coisas estranhas que eles tanto gostam de para lá meter - e um quadradinho de manteiga para espalhar. Este foi o golpe final para fazerem de mim uma cliente fiel - e sim, quando voltar já sei onde vou matar a fome sem ter medo do que me vai sair na rifa.

 

Isto era aquilo que vos queria dizer sobre o Pret à Manger - que, relembro, é uma cadeia que nunca tinha visto ou ouvido falar até há uma semana atrás. E qual é o meu espanto quando ontem estava a ler um livro (cuja review sairá em breve) e onde os protagonistas chegam a Inglaterra e o maior desejo dela é... ir comer um croissaint ao Pret à Manger, que sabia que eram os mais divinais de toda a história dos croissaints. E a verdade é que tem mesmo razão (dava um dedinho por um agora, só por acaso).

Depois disto... ainda me dizem que não há coincidências do diabo?

11
Mai16

Chávena de letras - "Forever Jack"

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 Se no primeiro livro desta sequela atribui 4 estrelas (no Goodreads) por sentir que a história era largamente inspirada num evento real, desta vez já não tenho essa desculpa - e é impossível não atribuir 5 estrelas a um livro que me prendeu tanto.

Gostei mesmo muito de o ler, não só porque tem uma historinha de amor que derrete o coração de qualquer um (e quem não quer ter um Jack na sua vida? - e sim, eu sei que pareço uma pinga-amor e que me apaixono por cada personagem masculina que leio... Por isso não posso nega-lo), mostra o outro lado da vida dos famosos que muitas vezes nem nos damos ao trabalho de pensar - parece ser sempre tudo glamoroso e fantástico, mas será que é mesmo? A questão dos contratos que se fazem neste tipo de negócios também é abordada e interessou-me bastante, porque puxou pela veia de assessora que há em mim e pôs-me a pensar como lidaria com aqueles assuntos.
A escrita, assim como a história, é cativante e as personagens interessantes não são só as principais, mas também pelas secundárias. A química entre todos é notável - e em particular entre o Jack e a Keri Ann, onde a própria escrita transpira sensualidade e uma conexão inacreditável. Dei por mim a querer saber mais sobre todos, a querer acabar para saber o final, mas a não querer que tudo acabasse.

Gostei mesmo muito e a Natasha Boyd ganhou aqui uma leitora fiel.

10
Mai16

3 dias em Londres (+ 1)

Já há 9 anos que não ia a Londres. Fui lá quando nasceu o meu primeiro sobrinho inglês, depois de o ter visitado em Bristol, e apenas fiquei três dias. Lembro-me relativamente pouco dessa viagem - sei que da primeira vez que vi a cidade no táxi que me levou do aeroporto para o centro de Londres, uma sensação de tristeza e desilusão me invadiu perante todo o cinzento que via à minha volta e que a cidade me transmitiu. Na altura, esperava outra coisa - e apesar de ter gostado da viagem, aquele "baque" inicial permaneceu comigo.

Curiosamente, apesar disto ter acontecido e de Londres não ter sido um amor à primeira vista, foi a cidade que mais saudades me deixou. Mal voltei a Portugal, quis voltar a Inglaterra. E sempre soube que se um dia fosse de erasmus ou tivesse de ir trabalhar para fora, este seria o meu destino de eleição (mesmo com o tempo horroroso que eles lá têm, que sei que me deixaria um tanto ao quanto deprimida).

E embora a vontade de lá voltar tenha sido imediata, isso só aconteceu este fim-de-semana - e, e propósito para me contrariar no que ao mau tempo diz respeito, S. Pedro deu-me um condições meteorológicas dignas de um país tropical. Cheguei a apanhar 27º, debaixo de um sol potentíssimo, enquanto que aqui em Portugal chovia "cats and dogs", como eles dizem. Nesse aspeto não podia ter sido mais perfeito - em todos os outros, podia ter-se dado um jeitinho. 

O meu pai deixou o tablet no avião à ida para lá e, à vinda (como já devem ter visto nas minhas redes sociais), perdemos o avião graças a uma sucessão de atrasos inacreditáveis. Na altura não teve piada, mas hoje acho interessante olhar para trás e perceber a cadeia de acontecimentos: o almoço demorou uma eternidade a chegar e, quando saímos, demos de caras com a estação de metro mais próxima fechada, pelo que tivemos de fazer uma caminhada de 15 minutos até à mais seguinte; a linha de metro onde entramos tinha uma bifurcação e, para nosso azar e desinformação, seguiu para o lado que não queríamos - tivemos de voltar para trás uma paragem para podermos de novo seguir caminho; o comboio expresso para o aeroporto parou a meio do percurso, o que resultou num atraso de mais de meia hora; o sítio onde tínhamos de apanhar o avião era na área norte do aeroporto, por isso ainda tivemos de apanhar um shuttle para nos levar da parte sul para a parte norte; na segurança a minha mãe esqueceu-se de tirar os líquidos para fora e o meu pai a lâmina de barbear (que normalmente não é preciso tirar, mas que em Londres sim) - tiveram de esperar que as malas fossem revistadas e, mais uma vez para nosso azar, havia mais malas a serem paradas do que a andar. Por fim, quando chegamos à área das partidas, já o nosso avião não se encontrava no quadro.

Poupo-vos a todos os procedimentos que envolvem a saída de um aeroporto pelo sítio que não era suposto. Resta-me dizer que levei aquilo com descontracção e com a certeza de ter mais uma experiência nova na bagagem, que nem toda a gente se pode gabar - lembrei-me muitas vezes da sorte que tenha em não ter um trabalho onde me despedissem por faltar e por ter capacidade financeira para poder passar mais uma noite na capital inglesa e para comprar outro vôo de volta a casa sem ter preocupações de maior. O nosso grupo de "retornados" era de 15 pessoas, todos com vôos da EasyJet que partiram por volta daquela hora e que, presumo, também foram afetados pelo atraso do comboio maldito - e alguns deles não estavam claramente na nossa situação. Para mim, já que aquilo tinha acontecido, já só queria aproveitar as horas restantes que Londres tinha para me oferecer. E assim fiz. 

Apesar de todos os percalços e peripécias - que, pelos vistos, é uma espécie de "sina" minha, porque nunca escapo a estas coisas - foi muito bom voltar a Londres. E é engraçado pensar como a minha percepção da cidade mudou, desde há 9 anos para cá - já não a vejo como a cidade cinzenta e triste que me lembro, mas carregada de histórias para contar e pessoas para me mostrar; e até uma luminosidade incrível, que sei que pode não corresponder totalmente à realidade, mas que está marcada na minha memória.Não me perguntem como nem porquê, mas sinto que esta cidade faz parte de mim; sinto que flutuo nela, que tudo me é natural lá. Adapto-me bem em Inglaterra - sei que muito por culpa da língua, que não forma nenhuma barreira para mim - e pretendo voltar em breve. Voltar sozinha é uma possibilidade que está em cima da mesa, uma vez que é uma experiência que quero muito ter e que sinto que seria perfeita em Londres.

Restam-me as boas memórias, as compras que fiz (posso mostrar, se quiserem - porque embora tenha ido com a mala vazia, veio bem mais carregada...) e, claro, as fotos! Os nossos roteiros não saíram muito dos turísticos e, desta vez, não visitei museus. Passei por Oxford Street, fui ver o Mamma Mia ao Novello Theater, fui a Leicester Square, ao Palácio de Buckingham, a Camden Town e Chalk Farm, a Picadilly Circus e à loja dos M&M's e tirei umas fotos em cima do Tamisa e com vista para o Big Ben e para o London Eye. Ah, e já que o meu hotel ficava mesmo colado a King's Cross, fui (demasiadas vezes) à loja do Harry Potter - não tirei foto à entrada da Plataform 9 3/4 porque as filas eram verdadeiramente intermináveis - mas a vontade de ir ao museu do HP aguçou-se ainda mais e está definitivamente no próximo plano de viagem.

Já fiquei com saudades. Começo a achar que Londres detém mesmo uma parte de mim.

 

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07
Mai16

Precisava de espairecer...

 

Por isso fugi para Londres este fim-de-semana (ou, se preferirem uma versão alternativa e pouco comum, fugi para o calor). Hoje esteve um dia quente, em que aparentemente todos saíram à rua para aproveitar os raios de sol. Trouxe a mala mais vazia de sempre, na expectativa de vir cheia de coisas que não encontro em Portugal - materiais e imateriais. E sim: roupa e paz de espírito encontram-se na lista.

Até já!

05
Mai16

Dores de crescimento

Ando chateada. Tenho uma vida fantástica, mas nas últimas duas semanas não tenho conseguido que o nó na garganta se desfaça, nem que os meus trapézios deixem de doer de tão contraídos que andam. Não ando chateada com ninguém, apenas comigo.

Sempre fui uma miúda decidida, de ideias fixas e argumento na ponta da língua para poder defender as minhas posições; sempre fui de sofrer por antecipação, mas com uma boa capacidade de tomar as decisões difíceis quando assim tinha de ser, sem que a ansiedade me comesse viva; sempre fui equilibrada no que diz respeito à minhas opiniões e às opiniões dos outros - daqueles que me importam -, de forma a conseguir medir o que de facto devia fazer, levando a coisa a bem. E, nestes últimos tempos, não sei dessa Carolina.

A ansiedade persegue-me, principalmente desde que fui operada. A minha fobia passou dos médicos para as curas - agora tenho medo de tudo o que possa ter e das potenciais consequências que isso possa trazer, principalmente se incluir um bisturi à mistura. Pode ser um jeito qualquer que dei, que já estou logo a pensar que tenho de pôr uma prótese - e isso, por muito engraçado que pareça, come-me viva. 

O fim destes 15 anos de estudos consecutivos também me afetou - de tal forma que, em nome de ser finalista, abri portas que nunca pensei abrir. Fui ao cortejo - e nessa noite chorei desalmadamente, porque caiu em mim uma sensação de fim que, até agora, ainda não tinha chegado; não fui à serenata, à bênção das pastas nem à queima - mas tentativas por parte dos outros não faltaram e fizeram-me vacilar. Muito. E se há um ano me diziam que eu iria hesitar na minha resposta (um "não" óbvio), eu não acreditaria; e a verdade é que estive a "isto" de pôr os pés no queimodromo - só para não desapontar as pessoas que sei que gostam de mim (e talvez pelos pães com chouriço que dizem haver por lá). Porque a verdade é que eu nunca fui porque nunca quis - e nada mudou até hoje. Apenas o facto de querer corresponder às expectativas de quem me rodeia, num anseio permanente de perder as poucas pessoas que me rodeiam.

Por outro lado, a proposta de trabalho também caiu como uma bomba em cima de mim. Aceitei - porque era uma oportunidade demasiado boa para desperdiçar: por ser uma oferta que veio do meu trabalho, do meu suor e por meu mérito; por poder continuar a trabalhar num mundo que sempre foi o meu e por poder alia-lo ao meu curso; por poder trabalhar com um chefe que sei que, apesar de exigente, me dará as oportunidades certas. Mas até aceitar, o peso em cima dos meus ombros aumentava de dia para dia - e eu deixei de conseguir discernir o que queria para mim daquilo que os outros queriam. Mais uma vez as expectativas a passarem-me a perna - de tanto querer que tudo seja perfeito e de forma a que ninguém fique defraudado, afundei-me em dúvidas e no meio das palavras de todos os outros, sem conseguir ouvir as minhas.

Ao mesmo tempo, tive de lidar com o choque de uma mudança de planos: a mudança mais drástica de todas as vidas - a de deixar de ser estudante e a de passar a ser trabalhador. Passar de miúda a adulta. Já não ter tardes livres, já não ter férias grandes e não poder faltar só porque sim. Algo que sempre quis (quer dizer, não a parte das férias...) mas que, para uma control freak que já estava a planear as suas férias e a imaginar as tarefas na sua agenda como "apanhar sol" ou "acabar de ler o livro X", foi um golpe duro de suportar. 

No fundo, é só muita coisa ao mesmo tempo. Muitas janelas a fecharem, muitas portas a abrirem - e uma corrente de ar que, por momentos, me deixa verdadeiramente doente. Coisas boas que, com elas, trazem consequências piores; transições difíceis e dolorosas; dizer adeus ao estilo de vida que conheci até aqui e separar-me dos poucos amigos que fiz nestes tempos. E toda uma mudança em mim que me irrita profundamente, que me chateia e que me magoa. 

Tudo isto é tão bom e inesperado como difícil de digerir. Porque, caraças, é agora. Passou demasiado rápido e eu nem sequer sei como cheguei até aqui. E a minha nova veia ansiosa e insegura só espera que eu não me arrependa de tudo isto: destes 3 anos que eu vivi como quis, à luz daquilo em que acredito, mas que poucos chamam "viver". Quero apagar esta semente de dúvida que, não sei como, implantaram em mim - e começar a minha nova fase com decisões firmes, como fiz ao longo da minha vida. Com tudo aquilo em que acredito e que, no fundo, sou - e sempre fui. 

Porque é agora que vou precisar de tudo isso. Agora.

03
Mai16

Há tanto para dizer...

Este é um daqueles momentos da vida em que, chegados a casa, sentimos que fomos atingidos por uma avalanche - neste caso de emoções, que nos assoberbam por completo. Sei sempre que, independentemente se o meio foi bom ou mau, os fins custam sempre. E hoje, nesta caminhada pela cidade com um sabor agridoce de um final próximo, custou muito. Há tanto para dizer...

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