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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

07
Mar16

O mar que não quero ter como garantido

Há uns anos para cá a baixa era, para mim, um dos meus sítios favoritos da cidade. Adorava ir para Santa Catarina fazer compras, apanhar ar por aquelas ruas mais típicas. Fiquei muito feliz quando percebi que ia tirar a licenciatura por aquelas bandas, porque achei que ia tirar partido de tudo aquilo que adorava - mas enganei-me.

A baixa passou a ser a minha segunda casa, para onde ia todos os dias - muitas vezes contrariada, com sono, sem vontade de ter aulas, onde me embrenhava obrigatoriamente no trânsito, passava horas à procura de lugar para estacionar e tinha de dar sempre moedinha ao arrumador. A baixa continuava a ser maravilhosa, mas já não era o sítio que escolhia para espairecer - era precisamente o contrário: era o sítio de onde queria fugir! Fiquei triste quando me apercebi disso. Era um local que antes me dizia tanto e que, pelo desgaste da rotina, quase se esvaziou de valor para mim. 

Agora saí dali (e, agora sim, o meu "amor" pela baixa, a par da saudade, já começa a voltar) e passei para um edifício em frente ao mar. Tenho tirado a barriga de misérias, recarregado forças (não físicas, que continuo super cansada, mas espirituais) e dado uns passeios antes de vir para casa, nem que seja para respirar o ar da maresia. Mas a verdade é que estou cheia de medo que isto se torne mais uma coisa normal na minha vida. Muito mais que a baixa, o mar tem para mim um significado e uma energia muito especial, que eu não quero que se percam.

Estou, por isso, a fazer um trabalho diário de auto-apreciação. A ver as coisas em vez de só passar por elas; a espreitar pela janela do escritório de vez em quando, só para me lembrar da sorte que tenho; cheirar a maresia, e não me limitar a respirar. Não quero que esta seja mais uma coisa do dia-a-dia, em que vou acrescentando coisas negativas e deixando passar. Não quero que o mar deixe de ser o mar, com todas aquelas características milagrosas que só o mar sabe ter. E quero aproveitar a sorte de o ter mesmo ali, a meia dúzia de passos de mim, como nunca tive.

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