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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

02
Mai15

A falar pelos cotovelos

Sempre fui uma miúda calada. Aliás, diria mais recatada, uma vez que essa característica está intimamente ligada a alguma timidez da minha parte. Nunca deixei de ter opiniões fortes, nunca deixei de ter personalidade ou educação, para quando era preciso falar nos momentos certos. Mas, de facto, verbalizar as coisas nunca foi a minha especialidade. Ainda hoje é assim - por isso é que escrevo muito, porque me ajuda a exteriorizar a tonelada de coisas que não digo.

Mas nos últimos dias ando uma autêntica gralha. Não sei se é por causa do stress, por me sentir sozinha no meio da multidão, por não andar a escrever e ter de compensar a coisa de alguma forma, por ter mil e uma coisa na minha cabeça e precisar de as ordenar, pondo-as cá fora. Não sei. Sei, sim, que até me atropelo a falar, de tanto que quero dizer. Dou por mim a ligar à minha irmã e a falar durante meia-hora, ininterruptamente; a chatear os meus amigos com os assuntos e dramas do programa de televisão, ao ponto de chegar a casa e pensar "meu deus, fui tão chata - acho que não me calei"; a mandar testamentos no chat do facebook que até a mim me assustam. Mas depois da enxurrada de palavras sair, pronto, peço desculpa e vou à minha vida.

Se, de alguma forma, foram afetados por esta minha síndrome momentânea de gralha ambulante, serve este post como um pedido de desculpas público. Façam como eu e pensem que, para o bem e para o mal, o programa é já dia 21. Até lá, vou tentar evitar que as minhas cordas vocais não verbalizem em média umas trezentas palavras por minuto. Fica prometido.

02
Mai15

Habemus bebé real!

Sempre gostei de monarquias, de reis e rainhas, príncipes e princesas da vida real. Então em Inglaterra, adoro toda aquela aura e magia que existe à volta da família real - gosto tanto que até tenho uma mini estátua da Rainha Isabel II numa das minhas prateleiras que, quando apanha sol, faz o aceno real (podem ver o vídeo aqui).

Mas, bem, hoje é um dia especial! Nasceu a segunda filha de William e Kate! Não é que, com esta segunda gravidez, tenha ficado tão entusiasmada como da primeira - acho que a cobertura dada pelos media também foi muito menor. Não houve tantas fotos queridas, tanto acompanhamento e especulação como houve na primeira vez - ou então fui eu que não prestei tanta atenção.

Ainda me lembro do dia em que nasceu o baby George e o trouxeram à porta da maternidade para o mostrar ao mundo - foi uma das poucas vezes em que me caiu a ficha e percebi o privilegio que é ter internet e todas estas novas tecnologias. Eu, que uso isto quase desde o início da minha vida, dei por mim a pensar como era maravilhoso estar a ver um live stream deles a saírem da maternidade, falarem e mostrarem o bebé... tudo em direto. Eu estava a ver aquilo ao mesmo tempo que toda a gente que estava lá, in loco: todos os admiradores, ingleses, fãs, fotógrafos, jornalistas. E, no entanto, estamos a uns milhares de quilómetros de distância. Antigamente só saberia no dia seguinte, pelos jornais, ou à hora marcada do noticiário da rádio. Hoje, vemos tudo em direto, ao minuto. Quão incrível é isso?

Por agora, deste lado, espero ansiosamente fotos da nova bebé. Dizem por aí que se chamará Charlotte, mas giro, giro era se fosse Diana. Vamos ver e tentar um obter livestream de qualquer canto do mundo para poder ver a apresentação oficial da nova bebé real ao mundo onde acabou de aterrar. Já vos disse que adoro estas coisas?

01
Mai15

Um ano de Molly

Parece que foi ontem que vi aqueles ratinhos em forma de cães em volta da Luna, a mãe. Eram tão pequeninos que até metia impressão pegar-lhes. Eram todos demasiado fofos - tão fofos que só apetecia comer e estrafegar com beijos e mimos bons. Mal eu sabia, nessa altura, que um daqueles cãezinhos iria ser meu.

Parece até que foi hoje que vi a Molly entrar aqui em casa, dentro de um saco de papel e um lacinho vermelho ao pescoço, em forma de prenda de anos da minha mãe. Mal toda a gente sabia que aquela tinha sido a melhor prenda do mundo, não para a aniversariante, mas sim para mim.

Ainda me lembro da primeira noite que passei com ela, quase metida na minha cama; do drama que foi introduzi-la na matilha, uma vez que o Tomé tinha uma vontade louca de a comer de um só trago; da diferença de tamanho grotesca entre ela, com dois meses, e os outros cães; da primeira noite em que dormiu aqui dentro de casa, completamente enroscada em duas mantas onde a embrulhei para parar de tremer de frio. Foi o primeiro cão que conquistou lugar aqui dentro de casa, mas desde o início que conquistou os nossos corações. Tenho uma relação com ela que não tenho, nem nunca tive, com mais nenhum cão - talvez porque ache que tudo aquilo que sinto por ela é recíproco. Ela mima-me quando eu preciso, eu faço-lhe o mesmo; ela é chata quando quer alguma coisa, mas eu também sou chata quando quero que ele faça o que quer que seja; ela tem a mania que manda, e eu mostro-lhe que quem manda sou eu. Mas, dentro das nossas grandes diferenças, completamo-nos. Acho que somos quase feitas uma para a outra. 

Como prenda de anos antecipada, a semana passada esqueci os trabalhos, o programa, os computadores, as internets e os telemóveis e levei-a à praia pela primeira vez. Todos aqueles passeios e treinos tinham esse grande objetivo: começar a leva-la de carro a alguns sítios para nos passearmos uma à outra. Para primeira experiência correu bem. Fomos para uma praia com pouca gente e ficamos lá meia hora. Não estranhou a areia nem tentou meter-se na água; no passeio portou-se lindamente, com excepção dos momentos em que via outros cães ou mirava os pássaros para caçar (o que é um problema porque eu não reparo neles e não estou à espera do puxão que ela me dá). Nunca a soltei da trela, com medo que ela fugisse ou se metesse com outros cães, mas estamos num bom caminho. Acho que foi a melhor prenda de aniversário que ela podia ter tido.

Em suma, há um ano tinha acabado de nascer uma das minhas melhores amigas. Parabéns Guacamolly*!

 

molly_montagem.jpg

*um nome fofinho que eu lhe chamo, num trocadilho entre o prato "guacamole" e o seu nome, Molly

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