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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

07
Abr15

Somos o que comemos

Sou uma privilegiada. Por ter uma família espetacular, uma casa linda, saúde para mim e para os meus, disponibilidade financeira para ir fazer umas férias de última hora. Mas também por almoçar e jantar sempre com os meus pais, por eles serem (bem) formados e me transmitirem toneladas de conhecimento todos os dias, desde o momento em que pus os pés neste mundo. Ainda por cima complementam-se, em todos os sentidos: um sabe mais de letras, outro de números; um cai para a esquerda na política, outro para a direita; um pensa mais com a cabeça, outro mais com o coração. Tenho sempre os dois lados a puxarem por mim, o que dá um intermédio perfeito e a necessidade de ter a minha própria opinião e personalidade, não caindo sempre (e apenas) para um dos lados.

Isto para dizer que cada vez me apercebo mais da sorte que tenho, em muitos pequenos pormenores. Hoje, por exemplo, vi uma reportagem da SIC que anda aí nas bocas do mundo: "Somos o que comemos". De facto, vale a pena ver e pode ser o impulso para mudanças de vida e um verdadeiro "abre-olhos". Vi muita gente alarmada por esse facebook e blogs fora, dizendo que não imaginavam a porcaria que metiam no corpo e etc. Perante isto, também eu fui a correr ver a reportagem e percebi... que não me deram nenhuma novidade. 

O meu pai bombardeia-nos quase todos os dias - às refeições, lá está - com novidades científicas, passando por todos os campos: saúde, nutrição, astronomia, física, enfim... Considero-o um cientista-não-praticante, escondido por detrás de um computador, mas não há dúvidas de que é uma verdadeira fonte de conhecimento ambulante - muito, em parte, por todos os artigos científicos que lê diariamente. E que, depois, nos transmite, de forma resumida e simplificada - e até dissimulada por entre as conversas corriqueiras do dia-a-dia.

E é por isso que quase tudo o que foi dito naqueles três quartos de hora já não eram nada de novo para mim, nem constituíram grande alerta. Aprendi a mal, há uns dez anos atrás, a ler os rótulos, quando descobrimos que o meu irmão era diabético - ele próprio me esteve a explicar, ainda era eu miúda, as partes que importam daquelas tabelas pequeninas, como ver os açúcares e não me deixar levar por publicidades enganosas. Só isso foi um grande avanço e é raro pegar em iogurtes, cereais ou bolachas e não olhar para esses valores. 

Mas ao longo dos anos também fomos mudando a alimentação cá em casa: acabaram-se os fritos e os sumos, come-se mais peixe, muito mais carnes brancas. Tenho a sorte de ter horta e animais em casa, por isso muitos dos legumes e fruta que comemos são caseiros, sem todas aquelas porcarias que existem naqueles que compramos nos supermercados; o mesmo se passa com as galinhas e os coelhos, que são criados sem rações de engorda e comem o que gostam e bem lhes apetece. Eu, à semana, só bebo água e como sopa sempre duas vezes por dia (aprendi a gostar); como sempre, pelo menos, uma peça de fruta por dia. E, como sabem, há coisa de ano e meio comecei a praticar exercício físico com regularidade. Peco um bocadinho no sal e, quando estou em dias maus, enfio-me na cozinha a cozinhar doces - mas tudo feito por mim, nada processada, e bem consciente daquilo que estou a meter no corpo (nomeadamente nas ancas). Por isso, embora com falhas pontuais, estou orgulhosa!

 

Podem ver a reportagem aqui.

06
Abr15

Sushi em frente ao mar

Num dos jantares destas mini férias no Algarve, fomos comer a um sitio onde só se tem aceso pela praia. Estacionamos e fomos pelo passadiço até lá. Pelo caminho, passamos por um casal de namorados (podiam ser amigos, mas duvido seriamente) sentados num banco de madeira, virados de frente para o mar.

No início achei que estivessem só a apreciar a vista (linda, por sinal, estava uma maré vaza maravilhosa) mas depois percebi que estavam a jantar. Entre os dois estavam três tabuleiros cheios de rolinhos de sushi e, à vez cada um, iam-nos pescando e saboreando, enquanto disfrutavam da vista e da companhia um do outro. Admito que observei aquilo embevecida e achei a ideia para lá de genial. O sushi já é caro, mas um restaurante de sushi com vista mar é incomportável para  quase todas as carteiras. Mas para grandes problemas, grandes soluções: e eu acho que aquele cantinho era 30 vezes melhor do que um qualquer restaurante.

Vou guardar a ideia para mais tarde realizar. Lá para 2036, quando arranjar um namorado (isto se o sushi ainda estiver na moda, na altura).

04
Abr15

Chávena de letras - Miúda Online

Mais uma vez, comprei este livro pela capa. Achei gira, típica de romance adolescente, óptimo para uma leitura leve de férias. Não me enganei.
Não sou fã da Zoella - na verdade nunca tinha ouvido falar dela antes - nem sabia que este livro estava a lançar-se em Portugal - mas vi-o na prateleira, li que metia blogs pelo meio e não tive alternativa senão o levar para casa.
A história é gira, mas muito previsível. É uma mistura de "If I Stay" com inspirações de "The Fault in Our Stars" com blogs lá pelo meio e um melhor amigo gay, uma das melhores personagens do livro. Como sempre mete uma miúda que não se sente bem com ela mesma e um príncipe encantado, daqueles que se declaram às raparigas, lhes fazem elogios nada subtis mas muito queridos, que lhes mostram o melhor da sua cidade de forma secreta e romântica, etc. - em suma, rapazes que não existem na vida real. Mas enfim, para isso é que existem os livros - para irmos sonhando.
Este livro está por isso em terreno seguro e fértil, com todos os ingredientes para os leitores (não muito exigentes) gostarem e passarem um bom momento de leitura. Achei a escrita e o vocabulário um tanto ao quanto pobre (e embora existam coisas que a tradução podia melhorar, penso que o problema está mesmo no original), mas nada demasiado intragável.
Uma boa leitura de praia, que ainda me fez dar um par de gargalhadas e sonhar um bocadinho com espécies de rapazes que já se extinguiram há muito (ou nunca chegaram a existir, provavelmente).

03
Abr15

Um desfile dos dias de hoje

O hotel onde estou tem uma espécie de discoteca anexada que tem bastante sucesso no verão. Esta tarde, para começar a época festiva, houve uma matiné (assim lhe chamaram, embora eu, na minha ignorância, lhe tenha chamado um "sunset" o tempo todo - se alguém perceber destas coisas que me explique a diferença).

Eu e a minha mãe estávamos na esplanada de um restaurante, mesmo em frente ao mar, a devorar um crepe delicioso, enquanto dezenas de pessoas e muitos grupos de amigos passavam por nós em direção à festa. E tenho a dizer-vos que foi o melhor da minha tarde - não pelo crepe, mas pelas pessoas que passaram por nós e pelo seu "estilo", tão mau quanto vulgar nos dias de hoje. Ri-me a bandeiras despregadas e dei largas à minha maledicência, ainda que interiormente. Nas mulheres reinavam os saltos vertiginosos, o mau gosto e uma média de cerca de 70% de pele descoberta, onde se incluíam áreas como a totalidade das pernas até ao rabo, braços, metade da barriga e decotes acentuados. Nos homens havia barbas farfalhudas para dar e vender, azeiteirice aos litros e muitos cigarros na mão (a sério que em pleno ano 2015 ainda acham fixe fumar?). Era todo um conjunto de espécimes de bradar aos céus, muitos deles e delas escravos da moda (feia) que anda por aí.

Para além da risota, houve mais vantagens nesta passagem de "modelos" dos dias de hoje. Toda aquela amostragem de jovens de barbas fartas, tatuagens abundantes e penteados "despenteados" ou estilo palmeira foram mais do que suficientes para a minha mãe perceber a razão da minha solteirice eterna.  As palavras dela, "dava-lhe um ataquinho" se lhe apresentasse um daqueles rapazes como namorado. É caso para dizer que um desfile destes vale mais do que mil palavras! Vou começar a adaptar este método de cada vez que me perguntam a fatídica pergunta "e então namorado?". Vão preferir ver-me solteira para o resto da vida, muahahahah!

02
Abr15

Mini-férias!

Marcamos as férias há três dias, quando as previsões meteorológicas já eram mais certas. No que me pareceu um abrir e piscar de olhos, já estou aqui, num dos sítios mais maravilhosos do planeta Terra: o Algarve.

A semana passou a correr e metade do que tinha para fazer ficou na agenda e não passou para a realidade - principalmente coisas relacionadas com a faculdade, que foram altamente negligenciadas a favor de outras coisas mais urgentes (ou mais ansiadas). Quando tornar a pôr os pés no Porto volto à roda viva do semestre passado, sem tempo para grandes descansos - com imensas coisas da faculdade por tratar e um novo quarto para arrumar, decorar e limpar. Estes dias resumiram-se a receber visitas em casa (sem adiamento possivel), jantar com amigas que não via há meses, esvaziar completamente o quarto onde vivi uma década e carregar os respetivos móveis de um lado para o outro, montando assim o novo quarto onde espero viver mais uns anos felizes. Para além disso, fazer malas, ser uma realizadora (do programa de televisão) competente e satisfazer as minhas necessidades básicas também esteve na ordem do(s) dia(s). Por isso descanso foi coisa que não tive. Até agora...

Porque até segunda feira a palavra de ordem é "paz". E descanso, muito descanso, porque todos naquela casa o merecemos. Só o facto de sentir este cheiro me faz bem. E embora desta vez não vá fazer praia na Minha praia, hoje já jantei a olhar para ela. O suficiente para me encher a alma. Continua linda, tão linda. E tão minha, que esta é uma das coisas que embora nunca vá estar em meu nome, é algo que nunca mais me poderão tirar.

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