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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

03
Fev15

The Theory of Everything

Vi o "The theory of everything" e fiquei verdadeiramente abismada. Não pela história (que não conhecia bem, mas que não me era totalmente estranha) mas sim pela atuação abismal do Eddie Redmayne.

O filme tem umas cores lindíssimas, a Felicity Jones é espetacular e muito bonita, a história é inspiradora e dá-nos vontade de nunca desistir, independentemente dos obstáculos que a vida nos ponha à frente. Há sempre solução. São duas horas tristes - porque a degradação da personagem principal é evidente - mas, ao mesmo tempo, tão bonitas e com tantas lições de moral por detrás. Não desistir. Amar, sempre, mesmo que isso implique amar mais do que uma pessoa ao mesmo tempo (e esta parte em particular fez-me pensar). E continuar, até não dar mais, porque há mais vida para ser vivida.

Andei a pesquisar e percebi que a história do filme foi um bocadinho adulterada (e suavizada) em relação ao que realmente aconteceu, mas não deixa de ser uma história valiosa, com uma interpretação que deve - e tem - de valer o ouro (como quem diz "óscar") para o Redmayne. Stephen Hawking tem ALS (sim, aquela doença que agora todos nós conhecemos graças ao "ice bucket challenge" que esteve em voga no verão mas que antes todo o mundo desconhecia) e embora não conheça ninguém com esta doença em específico, conheço outras com doenças degenerativas do género. E é incrível a forma como o ator captou os pormenores (da boca, dos pés, a posição do pescoço, a forma de falar, a forma de mexer os dedos) de pessoas com este tipo de incapacidades. É... abismal. Para quem não conhece, talvez sejam coisas que passem ao lado no meio daquele "todo" que é a personagem e o seu grande leque de incapacidades. Mas para aqueles que convivem ou já conviveram de perto com este tipo de realidades, não consegue deixar de ser tocante. 

Saí de lá a sentir-me grata pela vida que tenho, inspirada pela força dos outros e a fazer uma vénia a uma das melhores interpretações que vi nos últimos tempos.

 

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02
Fev15

Chávena de letras - No café da juventude perdida

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 Comprei este livro porque gostei da capa, do título e da sinopse, ao mesmo tempo que já tencionava ler Modiano pelo seu recente Nobel. Agora, com o livro lido, posso dizer que foi uma desilusão.
O que liga todos os capítulos e personagens desta história é a personagem principal, Louki. Só a começamos a "conhecer" no meio do livro, de forma extremamente enigmática e muito pouco clara. Diria que metade deste livro se faz de suposições, de coisas que não estão ditas mas que é suposto subentendermos. Há passagens que não entendi, personagens que não percebi de onde vinham e pensamentos que apareciam do nada e que, aparentemente, não se relacionavam com nada em específico. Ler este livro, para mim, foi como ouvir alguém pouco lógico e com pouca coerência contar uma história.
A escrita é boa, lê-se muito bem, mas a história em si e a forma como está construída, para mim, arruína tudo o resto.

01
Fev15

As substituições da vida

Não sou religiosa, a não ser quando me convém. Não acredito em nada de específico, a não ser em coincidências.

No dia 28 de Janeiro fez precisamente um mês de que a minha avó morreu. Passou num abrir e piscar de olhos, como quem não quer a coisa, em dias de estudo ideais para quem quer esquecer coisas tristes. Os exames são péssimos, mas têm essa coisa boa: distraem-nos, dão-nos um objetivo. Assim foi até à passada sexta-feira, quando os exames acabaram - e aí lembrei-me, de tudo e mais alguma coisa. Já me lembrava da minha avó todas as noites, quando fechava os olhos e ela passava da minha memória para os meus olhos. Agora, sem exames, lembro-me muito mais, e tenho saudades. E alguns remorços. E lembro-me de coisas, pormenores escondidos lá atrás na memória.

Por outro lado...

No dia 28 de Janeiro nasceu o meu sobrinho mais novo. O primeiro que me nasce quando tenho de facto alguma idade de ser tia, quando já sou maior de idade e um bocadinho mais de consciência daquilo que é ser tia de alguém. Quando o fui pela primeira vez, tinha apenas 10 anos. Agora, 9 anos depois (quase 10, como raio é que é possível?), vejo tudo de forma diferente. E gosto mais de bebés do que antes - e sinto-me mais confortável em pegar-lhes, vesti-los, vira-los, mima-los como gosto tanto de fazer.

O mesmo dia: apenas um mês separa a morte e a vida. Começo a acreditar que, de alguma forma, as pessoas se substituem. Todos sabemos que uns vão e outros vêm, mas se calhar a vida encarrega-se de nos dar e tirar de forma mais ao menos equitativa e justa (nas vezes em que o faz, que há sempre tragédias). Já não é a primeira vez que acontece, e eu sentia que, de alguma forma, a minha avó ia dar o seu lugar no mundo a este pequerrucho. Ou então não, e é apenas mais uma das milhentas coincidências de que a vida é feita. E eu nessas acredito perfeitamente. 

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