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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

21
Nov14

Então e como correu a depilação?

Muito bem, obrigadinha. Neste momento estou com as pernas estilo leopardo, em versão branca com bolas vermelhas, mas fora isso está tudo em ordem.

Importa dizer que esta foi a primeira vez que saí da minha esteticista, de quem tanto gosto, e por isso foi tudo um bocadinho estranho para mim. Ainda assim a senhora que estava na clínica foi sempre simpática e atenciosa, o que tornou tudo mais simples para mim que faço destas coisas um bicho de sete cabeças.

Quanto ao laser em si... é claramente mais agressivo que a luz pulsada (basta olhar para as minhas pernas "leopardescas"), mas não me custou assim tanto. Não sei se é assim em todas as clínicas mas nesta, aparelhado com a pistola do laser, há um aparelho que sopra constantemente ar frio que acaba por anestesiar e refrescar a pele após os choques. Acho que, sem isso, a dor seria maior, não pelo choque em si mas pelo calor que se espalha depois do disparo. 

O processo foi rápido, cerca de uma hora, sendo que ainda estivemos a falar sobre os meus antecedentes na depilação, problemas de saúde e etc. Começou por me desenharem quadrados na pele, dividindo-me a perna em várias áreas, que iam marcando após darem os choques - que são bastante mais constantes que os da luz pulsada (arrisco-me a dizer que recebia um disparo a cada 2/3 segundos). O facto de ser rápido ajuda muito, porque parece que a dor e o sofrimento passam muito mais depressa. No fim aplicam-nos uma pomada regenerativa, e pronto, já está.

Tenho sessão marcada para daqui a mês e meio e estou ansiosa por saber os resultados! No fim, ao fazer as contas, poupei cerca de 65 euros com a promoção que vos falei, do blog A Maçã de Eva. A quem tem possibilidades e problemas como o meu de penugem a mais, aconselho vivamente! Sintam-se livres de fazerem as perguntas que quiserem, que também eu andei à procura de respostas durante estes anos todos. Ainda assim, fica a promessa de que ao longo destes meses vou falando neste processo (até já estou a pensar nas outras zonas!). Acho que hoje foi o início do fim de uma guerra de já alguns anos.

20
Nov14

E ainda dizem que o meu nome é um comboio

Devido à morte da Duquesa de Alba, e por pura curiosidade, fui à página que lhe é dedicada no wikipédia. Qual não é o meu espanto quando vejo o seu nome:

María del Rosario Cayetana Paloma Alfonsa Victoria Eugenia Fernanda Teresa Francisca de Paula Lourdes Antonia Josefa Fausta Rita Castor Dorotea Santa Esperanza Fitz-James Stuart y de Silva Falcó y Gurtubay.

Neste momento só me consigo perguntar: ela não sabia o seu nome completo, pois não? Só se fosse em estilo lenga-lenga...

Meu deus, nunca mais digo que tenho um nome grande!

 

20
Nov14

Laser alexandrite

Amanhã vou fazer uma coisa que já queria muito, há muito tempo: laser alexandrite.

Já escrevi aqui que, durante estes últimos anos (quatro, talvez) tenho vindo a aumentar as zonas que faço com luz pulsada (vulgarmente designada por laser mas que não é laser!), mas a verdade é que em mim não tem muito resultado (talvez devido aos pêlos, que são da pior raça que se viu). Estou melhor, é verdade, mas nunca perdi os pêlos por completo. Entre buço (o que faço há mais tempo), virilhas, axilas e linha da barriga, aquilo que tem mais resultado são as virilhas, e mesmo assim não perdi por completo.

Li muito sobre o assunto, sobre experiências de várias pessoas, e quando vi que a Maçã ia fazer uma promoção de -40% de laser alexandrite no Porto... tive de aproveitar. A promoção é óptima e eu estou a torcer por todos os santinhos para que os resultados também o sejam. Amanhã vou fazer só perna inteira (zona que nunca fiz com luz pulsada) para ver a minha tolerância à dor, perceber se gosto do local e da profissional... se tudo der certo, estou disposta a gastar todo o dinheiro que poupei durante este ano, mais uma bela parte das minhas mesadas nisto. Se perceber que, de facto, me vai acabar com os pêlos... nem penso duas vezes.

Sou complexada com mil e uma coisas em relação ao meu corpo, e os pêlos sempre tiveram um lugar em destaque nessa minha vasta lista de complexos. O meu pai não me podia ter passado um gene melhor... Mas se isto resultar... até posso estourar o meu dinheiro todo naquela clínica, mas serei uma mulher mais feliz.

19
Nov14

Pensamentos e pesos na balança

A verdade é que penso demasiadas vezes em acabar com este blog.

Não sei se tiveram a oportunidade de ler a entrevista que fiz à Maçã, mas acho que ela, enquanto entrevistada, diz uma série de boas verdades, nomeadamente no que diz respeito ao feedback negativo (que eu posso alargar também, do meu ponto de vista, à falta de feedback). Penso muitas vezes nisso e, tal como ela, acho que não tenho maturidade para isto - nem sei se algum dia terei.

É engraçado porque toda a minha vida me disseram que eu era muito adulta relativamente à idade que tinha e que era muito madura... Mas aqui isso não se verifica. Se dissesse que os comentários negativos não me afetam, mentiria. É verdade que os apago, que tenho capacidade de os ignorar... Mas moem por dentro. Não os sei digerir. E não sei se se ganha calo, não sei se algum dia vai deixar de chatear. Porque uma coisa é certa: comentários maus há sempre, e cada vez mais à medida que blog vai crescendo. Portanto ou nos adaptamos ou deixamos esta vida para trás.

O que, no meu caso, põe tudo aquilo que visualizo para o meu futuro em causa. Porque o que eu quero é escrever: em blogs, livros, ou onde quer que possa escrever. E, já agora, que me leiam. E isso não se coaduna com dificuldades em gerir opiniões negativas, ofensivas e depreciativas. Portanto, em alguma altura, isto vai passar por uma decisão da minha parte. Em pôr os respetivos pesos nas balanças e ver qual o prato que baixa mais.

Penso muito nisso, mas ainda não cheguei a conclusões nem sei bem o que fazer. O que sei é que o facto de pensar tanto não agoira nada de muito bom. 

 

18
Nov14

Muito marketing, pouco tato

A companhia de seguros Fidelidade lançou há dias uma campanha publicitária, no mínimo, chocante.

“Como imagina o seu funeral?” é a pergunta que dá o mote inicial deste anúncio, a que as pessoas correspondem com alguma naturalidade. Uns querem que as pessoas vão vestidas de branco, outros pretendem uma zumba party em pleno ato fúnebre, mas também há quem queira o funeral tradicional (não vão as igrejas virar só salões de festa). Gostos à parte, de branco ou de preto, numa capela ou à beira do mar, a pergunta já era aborrecida o suficiente. Mas o melhor (ou deverei dizer pior?) estava para vir com a questão seguinte.

Ei-la: “Como imagina o funeral dos seus pais?”.  Aí já não há risos, sorrisos ou respostas leves. Há silêncios e nós na garganta – tudo indicativos de que foram longe demais. A única resposta que alguns conseguiram balbuciar por entre o choque foi “não quero pensar nisso”. Porque ninguém quer pensar naquilo que seria a vida sem quem nos deu vida, que (normalmente) nos ama, nos cuida, nos atura, nos ajuda. Enquanto filhos tendemos a esquecer-nos disso mas, como sempre, quando algo nos falta, todos esses sentimentos vêm ao de cima. No cidadão comum os pais são tudo, e a sua morte implica o fim de um ciclo demasiado doloroso para sequer pensar.

Mas a Fidelidade acertou na técnica de marketing que escolheu: o choque. Nisso todos temos de lhe tirar o chapéu! Mas também acertou na falta de tato, respeito e ética. A companhia de seguros conseguiu tocar num dos pontos mais fracos dos indivíduos e da sociedade em geral: os pais. Quantas discussões já não começaram à custa de termos tocado no nome do pai de alguém? “Podes insultar-me a mim, mas no nome do meu pai não tocas!”. Por outras palavras, foi este o princípio que a Fidelidade quebrou. Tocou nos nossos pais, esse assunto que nunca se toca. A morte de um pai – para quem ainda os tem ou já perdeu – é sempre um acontecimento traumático. E este anúncio é como pôr álcool numa ferida, mesmo que ela ainda não esteja aberta. E dói. Muito.

Porque ninguém quer pensar nisso. Mas no fim deste anúncio todos ficamos.

 

[crónica para trabalho universitário]

18
Nov14

Sabem em que altura do ano estamos?

Quase no fim! E sabem de quê que isso é sinónimo? Novas coleções de vestidos de noiva!

Como é óbvio, já perdi horas de vida útil, sono e em que poderia ter feito muitos trabalhinhos a analisar as coleções. Mas que se lixe, é o meu guilty pleasure, tendo em conta que pareço estar solteira para vida. Mas há lá coisas mais bonitas que vestidos de casamento? (suspiro)

Casava-me já com:

2015_ROCA_TWO_ROSA_CLARA_1.jpg

2015_MAGNO_TWO_ROSA_CLARA_1.jpg

 

(esta parte de trás é só A COISA MAIS LINDA de sempre):

2015_MUSGO_TWO_ROSA_CLARA_1.jpg

 

 

17
Nov14

Miúda de 95 25#

"Vais à drogaria?"

 

Quando era miúda fazia-me muita impressão que as pessoas dissessem que iam à drogaria. Eu, ainda por cima, vivi esta confusão em duas vertentes: a normal, nas drogarias do dia a dia, e nas fábricas onde cresci, onde se dizia comummente "vai às drogas buscar isto".

Sim, porque desde cedo que eu tenho uma aversão às drogas (descansem que não é de agora, como vêem) - e fazia-me imensa confusão saber que existiam drogarias quando também sabia que vender drogas era ilegal! Que raio de sentido é que isso fazia? 

Só mais tarde é que percebi que na drogaria não se vendiam as drogas que eu estava a pensar e que na fábrica, quando se ia "às drogas", era para se ir buscar corantes ou outros produtos utilizados nos tecidos. Mas isto marcou-me de tal forma que, de cada vez que vejo uma drogaria (infelizmente já são poucas), lembro-me sempre da minha confusão em criança - que, a bem dizer, era legítima. Por um lado a dizerem-me que as drogas faziam mal, por outro a ir comprar coisas à drogaria. Só nos confundiam a cabeça, pá!

17
Nov14

Manhã de escrita

What goes around, comes around. Um ano depois tenho, mais uma vez, que entregar uma crónica e ando aqui consumida. Isto é parvo: alguém que escreve todos os santos dias vê-se grega para escrever uma - UMA - crónica sobre um assunto da atualidade. 

Ao longo da última semana fui juntando temas e dediquei esta manhã para escrever várias crónicas sobre eles. E a conclusão que chego - outra vez! - é que sempre que me "encomendam" textos tenho de os puxar a ferros. Nem parece meu, que escrevo sobre coisas que me acontecem no dia a dia com uma rapidez que até eu estranho. Acho que o facto de ter consciência que alguém que os vai ler e avaliar acaba por constituir um obstáculo e a minha cabeça fica presa ali, não me deixa escrever com a naturalidade que me caracteriza. 

Estou feita ao bife.

15
Nov14

Um acordar muito soft (ou não)

Tenho passado dias horríveis e noites atribuladas. Hoje planeava dormir um bocadinho até mais tarde, porque mesmo nos dias em que não tenho aulas de manhã acabo por acordar cedo para estudar, fazer trabalhos ou tratar de recados.Tinha tudo pensado: não me deitei tarde, desliguei o condensador de energia (já a pensar na possível falta de luz devido à trovoada, mais que recorrente por estes dias) e não pus qualquer despertador. Tinha tudo para correr bem.

Mas ainda não eram 7:45h e a Molly (que tem dormido na cozinha por causa do frio que faz de noite) entra-me disparada pelo quarto, aos pinchos, pulos, derrapagens e lambidelas - histérica e elétrica como é normal da parte da manhã - e, claro!, acorda-me. Ainda nem oito da manhã eram, por amor de deus! Levei-a rapidamente lá fora, que se passasse mais tempo com ela ainda a fazia num picadinho, com tanta raiva que fiquei.

 

large.jpg

 

13
Nov14

Alguma coisa para dizer

Eu admiro muito certas pessoas - como apresentadores de televisão ou animadores de rádio - que, quando trabalham, quase que deixam as más emoções de lado. No fundo é essa a sua função: estar animado e animar os outros, e não o contrário. Mas, caramba, deve ser difícil faze-lo todos os dias! Todos temos dias maus, dias em que acordamos com os pés de fora, em que temos dramas de família, em que discutimos com o pai, o namorado ou o amigo, dias em que alguma coisa correu mal ou nos bateram no carro. Enfim, tanta coisa - e, ainda assim, eles parecem estar imunes a isso.

Sinto um bocadinho dessa obrigação também presente na blogosfera: há claramente blogues que não publicam nada de negativo, que publicam todos os santos dias coisas positivas, alegres, com cor e alegria. E eu percebo a intenção, mas não consigo fazer o mesmo - porque embora esteja a melhorar, tenho muitos dias maus. Dias em que acordo simplesmente mal disposta, dias em que me sinto terrivelmente sozinha, dias em que me sinto tão pressionada pela carga de trabalho que não consigo descomprimir. E há dias - os mais graves - em que, pura e simplesmente, não consigo fingir que nada se passa. Da mesma forma que me visto de mais escuro, em que as olheiras condizem com a cor da roupa, aqui também não consigo ter publicações coloridas e com o espírito em alta nos dias em que estou em baico. Seria mentir a mim mesma, mentir aos meus leitores e, acima de tudo, deixar todas as razões pelas quais criei este blog de lado: ser um pedaço de mim, um bocado virtual para desabafar tudo aquilo que não digo, que é tanto (porque se há dias em que acho que sou uma gralha, há outros em que me apercebo que sou um poço sem fundo de palavras).

Hoje foi um dia muito pesado e não tenho muito de positivo para vos dizer. Mas queria dizer algo. (Sei que há muita gente que opta pela tática "não tenho nada para escrever ou dizer, então não escrevo nem digo", mas sinto alguma responsabilidade em dar algo aos meus leitores - porque eu gosto de ir a blogues com posts regulares, nem que seja uma só música para nos dizerem que estão vivos e que não se esqueceram de nós). E, enfim, acho que já disse.  E no fundo foi uma reflexão que não me saiu tão mal como isso. Saiu do fundo, o sítio onde estou hoje...

 

Já agora, e porque tenho curiosidade, continuando com a questão dos posts diários: gostam de ir a blogues onde se publique qualquer coisa todos os dias, mesmo que os posts não sejam sempre excelentes e correspondam a epifanias, ou preferem blogues que têm (quase) sempre textos bons mas publicam com muito menos regularidade?

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