Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

22
Set14

Chávena de letras - Os 30 - Nada é como sonhámos

Comprei este livro pela capa bonita e apelativa e por ter curiosidade em ler esta autora portuguesa, que lançou há pouco um novo livro que anda na montra de todas as livrarias. Importa dizer que, dado o título desta sua primeira obra, não sei se esta se destina a pessoas nos seus 30 anos (que não é, obviamente, a minha idade) - talvez sim, porque qualquer que seja a mensagem que Filipa Fonseca quis passar, não chegou com sucesso até mim. Este é um livro de escrita fácil e super fluída, que li em dois dias apenas - também não é grande, o que ajuda. É uma leitura leve, às vezes caricata, mas que não me deu particular prazer. A história não me cativou, detestei uma das três personagens principais e achei tudo um bocadinho irreal (e espero mesmo que seja, porque não se for não quero mesmo chegar aos 30). Neste livro, que se resume a um jantar de amigos de longa data que não se juntavam há uns tempos, fala-se em responsabilidade, em construir família, mas ao mesmo tempo consome-se droga como nos tempos de adolescente; personagens, para mim, pouco coerentes e todas elas um tanto ao quanto disfuncionais. Fiquei fã da escrita, mas tudo o resto foi uma desilusão. Talvez pela falta de identificação com as personagens, ou a história, ou pelos pensamentos relatados.

22
Set14

Sobre mais um leak de fotos

Podia dizer muita coisa - pertinente, não pertinente, consensual e não consensual - sobre o leak das fotos das celebridades de Hollywood. Mas para além de não me apetecer escrever muito no tablete,  também tenho Internet limitada (resultados da tempestade de ontem), por isso convém ser curta. 

Dito isto, a primeira coisa que me ocorreu com esta nova leva de fotos foi: "Jennifer Lawrence, tens fotos normais no telemóvel - como as pessoas normais - ou estás sempre a pôr uma mama de fora para posar para a câmara?". E juro que isto foi um pensamento genuíno. 

19
Set14

A notícia da semana 1#

Qual não é o meu espanto quando li, aqui há dias, que uma piscina municipal lisboeta vai "albergar" naturistas de forma quinzenal (lido no P3, jornal online de que gosto muito e que é lá "da casa", aqui). Tenho de admitir que toda eu sou pudica e muito conservadora no que diz respeito à nudez: tudo o que é decotes até ao umbigo, calções que mostram as nádegas, conjuntos que não respeitam a lei da compensação e outras coisas que tais fazem-me um bocadinho de espécie. E impressão, muita impressão. E não gosto mesmo nada, nada!, de ver pessoas nuas.

Mas enfim, ignorando o enorme facto que é ter pessoas a nadar em pêlo numa piscina municipal - e a fazer, inclusivé, hidroginástica (estou a fazer um esforço mental enorme para não imaginar cenas ao saltos, livremente, de um lado para o outro, dentro daquela água) - pergunto-me então porquê que se usam toucas em piscinas públicas. Ora: se o objetivo das toucas é evitar que os cabelos se espalhem pela piscina, a roupa interior (calções, fatos de banho ou biquinis), para além de prevenir contra atentados de pudor, também serve para manter "fechadas" esse tipo de zonas que normalmente também têm pêlo para dar e vender. É claro que não são tão grandes como cabelos (ou assim o espero, sei lá eu), mas ainda assim faz sentido. Até porque mesmo senhores carecas ou com cabelo pequeno usam toucas em piscinas públicas.

Eu respeito que haja naturistas, respeito - e de certa forma acho bem - que existam praias para eles poderem andar à vontade - praias essas que, por opção, não frequento; não me importo nada que andam nus no conforto de suas casas, desde que a mim não me apareçam à frente (e eu sei que é pouco natural, porque todos nós viemos para o mundo sem qualquer tipo de roupa, mas a mim aflige-me). Mas isto já é todo um outro nível. Um nível... aterrador e incoerente por parte das piscinas. Ou se calhar sou eu que sou muito esquisitinha.

 

P.S.: Menti. Ainda não consegui tirar a imagem da hidroginástica-nudista da minha cabeça. Acho que vou ter pesadelos.

 

16
Set14

Feira do livro do Porto

Ainda não vos tinha dito, mas no sábado - depois de fugir da confusão do D'Bandada - conseguir dar um pulinho à Feira do Livro. Levava listinha na mala e tudo, prontinha para me desgraçar. Mas não desgracei porque, honestamente, apanhei um valente balde de água fria com esta feira. Sabia que seria só organizada pela Câmara Municipal, mas nunca pensei que as principais editoras nem sequer estivessem presentes.

Os Jardins do Palácio de Cristal são, sem dúvida, um local de excelência, e só aquela vista para o rio já vale a pena, mas eu devo admitir que gostava mais da feira nos Aliados. Estava mais no coração da cidade, dava-lhe mais vida e afluência; por outro lado, as bancadas eram cheias de cor (ao contrário destas, super cinzentas e taciturnas) e individuais, pelo que tinham mais espaço (agora são em banda, coladas umas às outras). Achei o espaço para se circular pequeno, com muito pouca luz (e fui num dia solarengo) e vida. Aquilo é, basicamente, uma reunião de livreiros e alfarrabistas - já eu, que tinha uma lista direitinha das editoras onde queria ir, fiquei pendurada. 

Muito poucas sessões de autógrafos, livros de diferentes editoras todos espalhados (como numa livraria, no fundo), mas alguns preços aliciantes. Há várias conferências e debates, mas nada que me puxe - como se costuma dizer, é para "inglês ver". Fiquei desapontada - e logo eu, que esperava visitar várias vezes e perder-me naquele mundo.

Se é melhor que não haver feira? É, sem dúvida. Se, para mim, é uma boa feira? Nem por isso.

15
Set14

A mais um início

Devo confessar que, ainda no Algarve, naquele que foi o meu último dia de praia, fraquejei um bocadinho e deram-me os cinco minutinhos maus do dia. Custou-me mesmo muito sair do meu paraíso para vir para a loucura, a rotina, o frio, o trabalho - já me tinha preparado mentalmente que desta vez não ia ao Algarve e, quando tive de lá sair, foi como me estivessem a desfazer aos bocadinhos - de tal forma que nem desci à praia no dia da vinda, coisa que costumo fazer sozinha, bem na alvorada, para aproveitar aqueles últimos segundinhos, ainda a areia não teve tempo de aquecer. Mas este Verão, para além de não ter sido Verão, foi chato e difícil para as gentes desta casa. Mas a vida não pára, não é verdade?

Agora já está tudo quase pronto, sendo que as aulas começam amanhã. Depois de dois valentes sacos do lixo cheios e de um quarto bastante mais arrumado e com menos tralha, já me sinto um bocadinho mais preparada. Já voltei a escrever na agenda, três meses depois de a ter pousado; já me estou a preparar para mudar de mala, que a mini que eu tenho não dá para metade do que preciso; já prepararei a capa com folhas, já meti canetas lá para dentro, já anexei o meu horário para não me perder nestes primeiros dias. O saco do ginásio também está pronto para começar a malhar a sério, e as intenções e desejos deste novo ano já estão a começar a formular-se: ir mais vezes ao cinema (coisa que já queria mas não tenho conseguido pôr em prática), enviar postais mais regularmente, repetir um exame do ano passado, ter boas notas e, acima de tudo, que corra bem (e passe rápido!) - agora que já conheço os sítio, os professores e as pessoas e a integração já não é assim um problema tão grande. Que seja um ano menos atormentado do que o anterior, onde reinaram tantas, tantas dúvidas sobre se era ali que devia estar - dizem que o segundo ano é melhor, e estou a fazer figas para que seja verdade. A vontade e a motivação não são o meu forte, mas vou fazer para que sejam. Já só faltam mais dois anos.

Tchim, tchim aos inícios com o pé direito!

 

(a minha música deste verão, aprendida com um amigo que insistiu muito, muito, muito que me ia ensinar a gostar de boa música nos dias em que estive algures no meio das vinhas, na Régua. Ficou esta, pelo menos)

15
Set14

Um post a pedido da sociedade

Devo admitir que quase nunca - ou mesmo nunca - fiz um post pela razão por que vou escrever este. Basicamente, e de forma indireta, foi a sociedade que mo pediu. Como, perguntam vós e de que raio estou eu a falar?

Então é assim: se bem se lembram, há uns meses escrevi que tinhamos apenas uns dias para ir ao NorteShopping em paz e sossego, sendo que a Primark iria abrir dali a dias. O anúncio desta nova mega loja no centro comercial já foi lançado há muito mas, não percebo bem porquê, atrasou-se imenso e foram faladas várias datas para abertura, todas meias vagas e indecisas. A data que eu aqui tinha falado acabou por não ser real mas a verdade é que, através das estatísticas do sapo, pude observar que a maior parte das pessoas que vêem parar ao meu blog através do google não é pelo nome do meu blog que procuram. Nem pelo meu nome. Nem sobre coisas que eu falo mais recorrentemente, como livros. É sobre quê, então? A abertura da primark; os termos de pesquisa mais comuns para o meu blog são "primark norteshopping", "primark norteshopping quando abre", "primark norteshopping abertura", "quando abre primark norteshopping"

Sendo assim, sinto-me no dever de informar os meus (in)fiéis seguidores (tendo em conta que as visitas que aqui vêem com esse propósito não encontravam, obviamente, a informação certa que desejavam e punham-se logo a léguas virtuais) que a Primark no NorteShopping abre amanhã, às 11 horas da manhã! Vai ser Natal outra vez, mas agora a meio do ano! Gente, e gente, e gente a correr para o centro comercial, e eu cá continuo na minha que, nos primeiros meses, não se vai poder pôr lá os pés. Já tratei de comprar aquilo que precisava mais urgentemente para não ter de me enfiar numa maré de gente (também conhecida como inferno).

E pronto, fico assim de consciência limpa. Já fiz a boa ação do dia. 

14
Set14

Chávena de letras - Americanah

A primeira expressão que me surge para classificar este livro é: livro a metro. É demasiado grande, descreve situações que em nada acrescentam ao livro, e chega-se a um ponto em que apetece passar directamente para o capitulo final para saber o desfecho.
"Americanah" é uma viagem, uma grande viagem, sobre a raça, o racismo e a maneira como a América acolhe os pretos, visto pela perspectiva de uma mulher negra. É sem dúvida interessante, com muitos pontos de vista diferentes - mas cansa, quando estudar o racismo não é o nosso objetivo principal quando lemos este livro.
Devo confessar que uma das coisas que me atraiu logo foi o facto de Ifemelu ser blogger - mas logo aí as minhas expectativas foram defraudadas, pois ela decide acabar com o blog logo no início do livro (que é, basicamente, constituído de flashbacks, histórias antigas, uma explicação muito, muito, muito detalhada da viagem da Nigéria para a América, as peripécias, as diferenças, os amigos, os namorados, os trabalhos, e muito mais). Muitas vezes, no fim dos capítulos, apareciam posts escritos por Ifemelu no seu blog, e devo dizer que cheguei a passar alguns à frente, tal a falta de identificação/paciência para com os mesmos.
A escrita é fácil, fluída, mas não diria que prende o leitor. Houve dias em que tive de batalhar para abrir o livro e conseguir adiantar meia-dúzia de páginas para uma parte mais movimentada - há excertos cansativos, com conversas que parece que não acrescentam nada aquilo que já sabíamos.
Ainda assim, há que dizer que é um livro com uma história de vida magnífica, que não foi fácil, mas que transmite bem a dificuldade que os negros têm (ou tinham?) em se integrar na sociedade, em adquirir vistos para uma vida melhor, e etc. Pena ser tão grande.

14
Set14

Músicas na altura errada

Sou grande fã do spotify. Quando surgiu não aderi logo mas depois de se estranhar num primeiro momento, depois entranhou-se. E ficou, e já tenho as minhas playlists para quando estou mais alegre, mais feliz, quando preciso de ouvir o meu Jamie Cullum ou músicas natalícias para me inspirar. Mas também gosto de ouvir algumas faixas predefinidas por eles, como as mais ouvidas da semana, ou listas segundo o estado de humor.

Há uma intitulada TPM (para os leigos, tensão pré-menstrual, essa altura chata em que as mulheres não se aguentam a si próprias, sendo por isso natural que ninguém as ature a elas), e decidi clicar - não porque esteja num desses dias, mas porque não preciso de diferenças hormonais para me sentir mais em baixo. Entenda-se que nestes dias já estamos em baixo, deprimidas, chateadas com o mundo sem grande razão aparente e faria sentido animarmo-nos de alguma forma. O spotify não concorda: sobrecarregou-me com músicas deprimentes e antigas que me lembram coisas, portanto foi de mal a pior. É Coldplay, Oasis, Jason Mraz,The Cinematic Orchestra, enfim. Alguém precisa de alterar a política spotifyana quando a isto. Help!

13
Set14

O dia em que estive juntinha ao Pedro Teixeira

Quem me conhece sabe que sou terrivelmente envergonhada, que não peço autógrafos, que não tiro fotos, que mal me aproximo de quem quer que seja que admire. Todos os autógrafos que tenho foram pedidos por outras pessoas e eu nunca me consegui aproximar por ter demasiado medo e vergonha. Mas hoje foi diferente.

Estava à espera do concerto do Miguel Araújo perto da reitoria (concerto esse que acabei por nem ver) e vagueava pelo facebook no meu telemóvel, quando vejo que o lindão do Pedro Teixeira estava, tal como eu, no D'Bandada. Por pura brincadeira até mandei mensagem uma amiga, a dizer que estávamos no mesmo sítio, ao que ela me diz para ir em busca dele. Não precisei: ele apareceu-me à frente. Não perto, mas à frente, com uma equipa de filmagens e claramente apressado: não tive coragem de ir a correr como uma perdida atrás dele para pedir o que quer que fosse; aliás, ele passou tão despercebido na sua pressa que praticamente ninguém ficou a olhar, só eu parecia ter visto aquela imagem divina. Ele ficou a entrevistar uns músicos no coreto e eu pedi à minha mãe que me esperasse, que ia lá dar uma olhadela.

Chega ao fim, sai do coreto, e vai com a mesma pressa para outro ponto qualquer e aí a minha esperança caiu por terra. Eu queria pelo menos dizer que tinha tentado! Já me ia a dirigir para o sítio onde estava a minha mãe quando vejo que uma rapariga que também lá estava, de máquina fotográfica em punho, que estava com a mesma cara desanimada que eu, e ele já lá muito à frente. Deu-me um rasgo de coragem e virei-me para ela:

- Queres uma foto com ele, não queres?

- Sim...

- Então anda, juntas é mais fácil.

E fomos. Ainda demos uma corrida para o apanhar e, quando lá chegamos e ele continuava a andar, percebi que ou era eu a tomar a iniciativa ou não havia nada para ninguém. Era agora ou nunca, caraças!!! Toquei-lhe nas costas, perguntei se podia tirar uma foto connosco, ele anuiu com aquele sorriso que mata qualquer um, mas disse que tinha ser muito rápido. Com aquilo tudo, nem consegui passar o meu telemóvel à rapariga, ela própria tirou com a máquina dela e eu fiz o mesmo. Trocamos emails com os dedos demasiado trémulos (eu ainda nem tinha acredito que tinha feito aquilo, honestamente), e ela ficou de me enviar a foto que tinha tirado. E assim fez.

Azar dos azares, fiquei com os olhos fechados (bem tinha notado que ela demorou demasiado a tirar a foto - caraças para os dedos e os tremeliques), mas agora já não há nada a fazer. Pena ficar a estragar uma fotografia com um pedaço daqueles, mas já não posso alterar a coisa. Fica para a posteridade.

 

Pesquisar

Mais sobre mim

foto do autor

Redes Sociais

Deixem like no facebook:


E sigam o instagram em @carolinagongui

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Leituras

A ler:



goodreads.com


2020 Reading Challenge

2020 Reading Challenge
Carolina has read 1 book toward her goal of 12 books.
hide

Arquivo

    1. 2021
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2013
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2012
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2011
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Ranking