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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

09
Jun14

Habemus manjerico

Carolina

Hoje, à saída de mais um exame, passei na Praça da Republica. Em vários lugares onde estão normalmente estacionados carros, hoje estavam ocupados por meia-dúzia de vendedoras e centenas de manjericos. 

Já tinha pedido um à minha mãe, que passar esta época sem manjericos é comparável a ir a Roma e não ver o Papa - um ultraje. Como ela ainda não me tinha feito a vontade, parei o carro e trouxe um manjerico para casa - que antes disso ainda me aromatizou o carro todo, durante a hora em que ainda fui dando umas voltas e fazendo uns recados.

Esta é uma das minhas épocas favoritas do ano - adoro o São João, os foguetes, os balões, os martelos, os alhos-porros e a cidade em festa (embora só tenha ido uma vez para a baixa, que normalmente comemoro em casa). Nunca fui ao Santo António, queria ver se ia este ano, mas não estou a ver a coisa a compor-se; matava dois coelhos de uma cajadada só e matava saudades de Lisboa, mas o panorama não é o melhor. Mas enfim, tenho sempre o meu São João, festa que adoro e que trás muito boas memórias atreladas. Para além do mais, para além do dia mais longo do ano, costuma trazer calor com ele - e calor e festa é tudo o que preciso por estes dias.

 

08
Jun14

Há sempre lugar para mais um

Carolina

Sempre emocionei com notícias de bebés - quer seja nascimentos, anúncios de gravidez, enfim... embora nunca tenha desejado ter filhos, é algo que mexe mesmo muito comigo. Já partilhei aqui a história de uma colega minha ter engravidado e ter tido uma filhota linda e, de na altura, todos termos ficado muito, muito sensibilizados quando soubemos que ela havia entrado em trabalho de parto e etc; também já contei que chorei durante uma hora seguida quando vi os meus sobrinhos gémeos pela primeira vez.

Mas agora tenho uma estreia: tenho uma amiga grávida. Uma amiga que adoro, que amarrei ao coração e que nunca mais deixei ir desde que a conheci. Que tem idade para ser mãe, e sei que vai desempenhar o papel de forma exímia. E no dia em que ela me disse - um dia "não" para mim - comecei outra vez a chorar de emoção, e o dia "não" passou a ser "sim" porque é das melhores notícias que nos podem dar. E eu estou mortinha por a ver grávida, e por ver aquele rebento que será o meu sexto sobrinho, embora emprestado. Vou estrear-me nesta nova modalidade de "tia emprestada" e não podia - mesmo! - estar mais feliz. Dar mimos, e beijinhos, e roupinha, e de o embalar como só os meus sobrinhos sabem que eu sei. 

A amizade é uma forma de amor, que também se cultiva e que também cresce: às vezes em número. E o meu coração tem espaço suficiente para albergar aqueles que vierem por acréscimo aos que já têm em mim o seu lugar cativo. Cá te espero, pequerrucho (que eu acho que é uma pequerrucha, mas a ver vamos). 

 

{#emotions_dlg.heart}

08
Jun14

O livro que me dá sono

Carolina

Ando a tentar desesperadamente acabar com o livro que ando a ler. Já o ando arrastar há um mês (o que está a fazer muito mal à minha "média" de livros), desde o Algarve, mas a coisa não está fácil. Depois de ter chegado do sul, passei umas semanas do diabo entre testes, acabar trabalhos e outras tarefas do género - até para respirar decentemente me faltava tempo, portanto a leitura ficou posta de parte. Mal ultimamente, com o acalmar das coisas, tenho-me dedicado mais - mas adormeço!

Ainda ontem, antes de ir estudar, decidi ler um pouco. Deitei-me na cama, li meia-dúzia de páginas e caí redonda, só acordando perto da hora do jantar (estudei muito, portanto). Eu sei porquê que isto acontece: primeiro porque a história não me está a puxar por aí além, e segundo porque as letras são pequenininhas e isso dá-me sono. Odeio livros com letras pequenas! Juro que prefiro pagar mais caro para ter mais páginas com uma letra decente do que aquelas miniaturas - e eu não vejo mal, simplesmente fico cansada e o sono invade-me de uma forma avassaladora.

Mas eu vou continuar a tentar. Tenho tantos livros na fila que quero tanto, tanto ler! E já estou a fazer a minha lista mental dos livros que quero comprar na feira do livro, com descontinhos deliciosos, por isso tenho mesmo de me despachar. Se tomar um redbull antes, será que consigo ler isto de uma assentada?

07
Jun14

Perdida na faculdade

Carolina

No outro dia fui buscar o meu cartão da faculdade, 9 meses depois do que era suposto - nunca precisei dele, provavelmente nunca vou precisar, mas até já me tinham mandado um email para devolver o cartão provisório. Como tenho aulas num pólo à parte, não conheço nem nunca passo na faculdade em si, que até me fica um pouco fora de mão da zona onde vou todos os dias. Mas lá arranjei tempo e paciência e fiz-me ao caminho.

Sorte a minha que, mal entrei na faculdade, dei de caras com o quiosque onde deveria fazer o levantamento:

- Boa tarde. É aqui que se levanta o cartão de estudante?

- Sim. Quando o pediu (pensando que eu já estava a pedir uma segunda via)?

- Errrrrr....... no inicio do ano.

(demora a encontrar o cartão, dá-mo)

- Agora tem de o ir ativar aos serviços informáticos.

- Isso fica exactamente onde?

- À beira do serviço de fotocópias.

- .....

(olha para mim como quem diz estamos-no-fim-do-ano-e-a-menina-não-sabe-onde-fica-nada?-o-que-andou-a-fazer-durante-este-tempo-todo-sua-preguiçosa-que-paga-propinas-mas-nem-cá-põe-os-pés?)

- Desce as escadas, segue as setinhas e é lá ao lado.

- Aquelas escadas?

- Sim............................

- Obrigada.

 

Livrei-me de ter de pedir informações a outra pessoa qualquer, que as setinhas no meio do chão salvaram-me. E sim, podem gozar: eu não conheço a minha própria faculdade.

06
Jun14

A todos os que estão em exames

Carolina

Eu ainda não vi o Frozen (eu sei, trocidem-me), mas o "Let it Go" já me conquistou há muito tempo - e eu sei que a mais de meio mundo também. Também sei que muito do pessoal que aqui vem sofre do mesmo mal que eu por estes dias: exames, livros, testes, estudar, trabalhos e todas essas coisas horrorosas. Tenho um presente imperdível para vós. Atentem à letra, porque é genial.

 

 

"Fuck it all fuck it all
Don't give a shit anymore
Fuck it all fuck it all
Flip that table screw you all
I don't take this bullshit anymore
I don't give a fuck!
My grades never bothered me anyway"

06
Jun14

Nós criticamos; eles adoram

Carolina

Eu digo muito mal de tudo em Portugal, critico trinta por uma linha, mas a verdade é que nem tudo é mau, e eu sei-o e tenho muito orgulho em algumas coisas que nós temos. A língua, a gastronomia, o mar, a hospitalidade, o futebol, a capacidade de "desenrascanço". Temos, de facto, coisas boas e toca-me que pessoas estrangeiras o salientem e gostem tanto deste nosso cantinho à beira-mar plantado.

Talvez não saibam, mas Adam Liaw - um dos vencedores do Masterchef Australia, que eu acompanhei (eu sou uma viciada no Masterchef, aqui me confesso) - andou estes dias por Portugal e partilhou a sua experiência nas redes sociais. Como é óbvio, andou a provar de tudo um pouco, coisas que as pessoas lhe aconselhavam e em certos sítios específicos. Sem eu saber, andou mesmo aqui pertinho de mim a comer uma francesinha - e eu perdi uma bela de uma oportunidade para o conhecer.

Mas adiante: o homem ficou apaixonado. Foram os pastéis de nata - que diz que ficou viciado -, o leitão, a francesinha, tripas à moda do Porto, amêijoas á bolhão pato, arroz de pato e tantas outras coisas. Visitou Lisboa, Sintra, o Porto - cidade que diz ser "o seu tipo de cidade" (ó pra' mim a transbordar de orgulho) e deve ter também passado por outros sítios. Em jeito despedida, deixou um post fantástico a agradecer a todos, a mostrar o seu amor pelo nosso país e prometendo que voltaria.

Uma pessoa só pode ficar feliz e de peito cheio.

 

05
Jun14

Um ano de faculdade feito, mais dois me esperam

Carolina

Um ano de faculdade já foi. Não quero com isto dizer que o primeiro ano já esteja feito, que ainda faltam exames e muita água ainda apode correr por baixo desta ponte - até porque o segundo semestre não é amigo dos alunos e há algumas cadeiras que são o calcanhar de Aquiles de muita gente no curso. Mas um ano letivo já passou, já acabou (fora exames) e eu aguentei-me à brava. 

Não foi um ano fácil. Vivi sempre na eminência de mudar de curso, com o facto de não me ter integrado muito bem, não ter feito amigos, de ter demarcado logo uma posição desde o início e de tal não ter sido muito benéfico para a minha "popularidade". Sofri porque percebi que não é jornalismo que eu quero, mas também sofri porque não há nada que queira em específico; foi difícil porque me esqueci do factor "motivação" e "objetivo", e não tinha nada por que lutar, por que estudar, por que quebrar barreiras. Quis mudar muitas vezes, principalmente quando dava de caras com alguns professores e ouvi as coisas literalmente bárbaras que eles tinham para dizer; quis desistir quando percebi que não estava bem, nem no sítio certo, nem com a vontade certa, nem com um objetivo definido. Mas fiquei.

E serve este post para dizer que vou ficar. Não gosto de deixar "e se's" na minha vida, mas desta vez não vou mudar de caminho. Tenho medo da mudança - de pessoas, de curso, de sítio, de mim. Se mudasse, isso implicaria um ano de estudo intensivo de matemática (e só matemática) e seria por ter um objetivo no fim do percurso, e não porque realmente gostasse daquilo para que ia mudar. E, mal por mal, fico onde estou, onde já sei o que esperar e me afeiçoei a algumas pessoas. Depois logo se vê: ou faço um mestrado em gestão, ou um curso mais prático ou... não sei.

Tenho a certeza absoluta que, durante o resto do tempo em que estiver aqui a estudar, me vou arrepender em algum momento. Vão haver sempre momentos difíceis para mim aqui, tendo em conta que não há paixão, há muita coisa puxada a ferros e por ter de lidar com muitas coisas que abundam naquele pólo e que têm pouco de positivo. Mas eu tinha de decidir, e acho que aqui estou menos mal. Vou carregar com as consequências, como carregaria se tomasse outra decisão.

É bola para a frente. Ao menos, com a decisão tomada, já não tenho um peso enorme em cima dos ombros. Para a frente é que é o caminho.

05
Jun14

Mr. Green, we have a problem

Carolina

Hoje, dia 5 de Junho, é um dia importante para o mundo. O "The fault in our stars" estreia em vários países do mundo (América, Brasil, entre outros) enquanto que nós, atrasadinhos, só cá temos o filme dia 26 de Junho. 21 dias depois, meu deus! Quem é que aguenta um tormento destes?

Eu não me quero pôr aqui a criticar as distribuidoras portuguesas porque, ultimamente, até têm feito um bom trabalho no sentido de trazer para cá os filmes ao mesmo tempo das estreias mundiais - mas, quer dizer, este é um dos filmes do ano e eles deixam-nos a esperar 3 semanas? É que nem com ante-estreias isto lá vai. E depois dizem-nos para não recorrermos à piratarias e outras lenga-lengas bonitas. 

Eu juro, juro que vou tentar não ver nada até ao dia da estreia em Portugal. Mas não consigo prometer nada. A vontade é demasiado grande para me controlar. Dia 26 chega rápido (até porque, se tudo correr bem, é o meu primeiro dia de férias propriamente ditas)!!!!

04
Jun14

Não sou assim tão desatenta

Carolina

As pessoas - para além de ficarem sempre muito preocupadas por eu não ter namorado há dezanove anos - ficam sempre atónitas com o meu "balde do lixo". O que é isto? É, supostamente, aqueles que eu "deito fora". Não no sentido literal, claro, mas aqueles rapazes/homens que dispenso, que não acho giros ou atraentes, que não me chamam à atenção. Pelos vistos sou muito rígida e esquisita e não gosto de nada, pelo que todas as mulheres me perguntam onde é o meu balde do lixo para irem lá espreitar. Enfim.

É verdade que sou esquisita e também é verdade que não reparo em mais de metade dos rapazes/homens que me passam à frente. Sou assim. Até porque - já o disse - acho que há poucos homens verdadeiramente bonitos. Há muitos com charme, outros tantos atraentes... mas bonitos? Nã.

Mas enfim, venho falar-vos de duas coisas que adoro nos homens, que é para não ficarem assim tão preocupados e não pensarem que não reparo de todo naquilo que se passa à minha volta. Primeiro, adoro ver as mãos deles - acho as mãos uma das partes mais bonitas tanto do homem como da mulher, mas os homens, quando têm umas mãos bonitas, têm cá uma pinta... e outra coisa é vê-los desapertar, só com uma mão, o botão do blazer. Normalmente andam com ele apertado mas, por exemplo, quando se sentam, desapartam-no muito rapidamente, com uma agilidade que só visto. E é tãããão sexy.

Estão a ver? Acham que eu não reparo em nada e, no fim, reparo em mais pormenores do que aquilo que as pessoas pensam.

04
Jun14

Buenos dias

Carolina

Só porque estou bem-diposta, porque hoje é o meu último dia de aulas a nível oficial. Tirando os exames, acabaram-se as manhãs que começam   às sete e tal da manhã. Deixo-vos com uma música que tem andado sempre, sempre, sempre debaixo da língua. E que coincide com a disposição do dia.

 

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