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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

06
Abr14

The Vampire Diaries

Se bem se lembram, aqui há uns tempos eu andava doidinha por The Vampire Diaries. Na altura tinha comprado a máquina de pressoterapia, saquei a série, e via um ou mais episódios por dia, enquanto fazia o tratamento de muito boa vontade. 

Vi tudo num tirinho e depois restou-me esperar, semana após semana, que mais um episódio saísse. Entretanto chegou a faculdade, que tem uma característica particularmente interessante: numa semana podes andar a dormir e a não fazer nada, mas na seguinte estás atolada de coisas e quase sem tempo para respirar. Depois de várias semanas assim, os episódios de TVD começaram a ficar em atraso e eu nunca mais os recuperei - há meses que não vejo a série. E, por muito que me custe a admiti-lo, não me faz falta (só mesmo o Ian e o seu Damon, por quem era assumidamente apaixonada). 

A verdade é que a série se tem vindo a degradar ao longo dos tempo: inventam-se coisas sem nexo só para terem história e tudo evolui muito rapidamente: olhando para trás eu já sou incapaz de me lembrar de metade da história, tal é o amontoado de coisas que aconteceram num tão curto período de tempo. As próprias personagem começam a perder as características de tão "mexidas" que já estão e o enredo começa a cansar; por outro lado, acho que mataram-se ao longo da série personagens chave que fazem muita falta. 

No meu ponto de vista, é um bom exemplo de como uma boa série pode perder fãs e tanta qualidade só e simplesmente porque a autora não soube conduzir a história devidamente.

05
Abr14

A miúda das camisolas publicitárias

O ginásio tem-me ajudado a desanuviar a cabeça, a esquecer-me das coisas e a descarregar energias negativas. Tem sido mesmo muito bom (e daí me apetecer ir mais - estou a estudar o caso da aula de localizada e voltar a ir duas vezes por semana à piscina). Mas, como sabem, nem sempre foi assim.

Eu odiava educação física. O-DI-A-VA. Dependia dos anos e dos professores, é verdade, mas nunca foi disciplina para onde fosse de ânimo leve. Lembro-me até de uma professora (inserir insulto aqui), no básico, que me disse, quando ia fazer um teste: "aiii vem aí o desastre". Era muito motivadora, a senhora, é verdade. E outras coisas que não vou nomear aqui.

Vai daí, e de toda a minha desmotivação proporcionada por professores como a que descrevi acima, da minha falta de jeito e de me sentir sempre mal por prejudicar as equipas em que me inseriam, sempre fui contrariada para aquelas aulas. Mesmo no dia anterior à aula já eu remoía, porque os dias que tinha ginástica eram sempre os que mais odiava. E, claro, nunca comprei roupa para ir para aquelas aulas hediondas: ficava-me pelas calças de fato-de-treino (que ia comprando porque crescia e as que tinha deixavam de me servir) e, de resto, usava sapatilhas normais, um camisola mais quente e uma t-shirt daquelas largueironas que nos oferecem à custa de uma publicidade qualquer. 

Quando fui para o ginásio lá me dei ao trabalho de comprar, pela primeira vez na minha vida, umas sapatilhas de desporto. Parecia um burro a olhar para um palácio, naquela gigantesca loja de desporto. Mas lá trouxe umas (as mais baratas, que não sabia até que ponto aquela aventura no ginásio seria efêmera). Também comprei umas calças mais apertadas e um soutien de desporto, só para dizer que tinha alguma coisa própria para me mexer - as camisolas, essas, continuaram a ser a das publicidades ou as mais fanhosas que arranjava pelo meu armário.

Mas acho que, por estes meses de fidelidade à zumba e vontade de fazer mais e mais, mereço um pequenino prémio. Já ando aí nos sites a vasculhar uma roupa de desporto mais gira, que não tenha publicidades a letras garrafais a dizer "LEYA" ou "ecoponto em casa!". Algo um bocadinho mais catita, para não me sentir tão monstruosa quando saio daquelas aulas estilo tomate ou quando entro a parecer um zombie, e me dar vontade de a usar e mostrar, tal e qual quando compro roupa nova e gira. Vamos lá ver se é desta que deixo de ser a miúda que não gosta de ginástica e que vai buscar as piores camisolas do mundo para fazer aquilo que antes achava ser a sua pior tortura.

04
Abr14

Miúda de 95 15#

Aqueles monitores volumosos, pesados e enormes (menos no tamanho do ecrã) que antes tínhamos no computador parecem ser coisa do século passado mas não são. Acredito que em casa de muita gente isso já não se veja, mas basta chegar a uma escola secundária comum para que peças dessas não faltem. Às vezes até temos de refrescar a memória para nos apercebermos que nem sempre existiram plasmas e que até conseguíamos ver no computador quando o ecrã era bem mais pequeno.

Mas enfim, não eram tudo coisas más. Aquilo era gigante, mas tinha as suas vantagens. Por exemplo: quantas pessoas é que conheciam que tinham pirilampos mágicos colados no topo do monitor? Ah pois! Superfície era o que não faltava. E eu, para além do pirilampo, também tinha algo que era muito útil: um suporte para papéis, quase um "clip" para que o papel se segurasse ao lado do monitor de forma a ser mais fácil passar as coisas do papel para o computador. Assim, em vez de estar sempre a olhar para cima e para baixo (do papel - na secretária - para o ecrã e vice-versa), olhava-se sempre para cima, o que facilitava imenso a tarefa. Quem tinha destas relíquias?

Uma pessoa fala, fala, fala mas esquece-se destas coisas boas e jeitosas que antes havia. Agora, com estas coisas todas slim, não há suportes nem pirilampos para ninguém. É o preço da evolução...

 

04
Abr14

Coisas que me fazem querer acordar amanhã

Hoje fiz crepes, à tarde, mas como havia massa a mais ainda sobraram dois. Amanhã, portanto, tenho pequeno almoço digno de hotel, com dois belos crepes e umas compotas ao meu dispor.

Tenho a certeza que será uma das partes mais felizes do meu dia e a razão pela qual me levantarei na cama e não cederei à preguiça, à falta de vontade e à incrível desmotivação que me preenche o corpo. O poder de dois simples crepes, hun?

 

Já agora, quem quiser, tem a receita deles no meu cantinho culinário.

03
Abr14

She's cosmic!

Apesar de toda esta celeuma da faculdade, os problemas, o vai-não-vai e o sofrimento todo que está aqui implícito (porque ele existe, por mais parvo que vos pareça), há coisas que até me dá gosto fazer. São poucas, mas há. Gosto, por exemplo, das aulas, da matéria e da professora de Comunicação Empresarial. Quinta-feira é o meu dia de inspiração: é o único dia da semana em que vou a uma aula que gosto e com alguém que de facto me dá alento para continuar e pensar "quando for grande quero ser assim". Perseverante, convicta, cheia de energia, boa disposição e simpatia para dar e vender. É a única pessoa naquela faculdade que, mesmo sem saber, me dá alguma vontade de continuar.

Mas são é só C.E. que me puxa: admito que design também me caiu no goto, mais por eu já gostar daquilo do que por outra razão qualquer. Embora perca sempre muito tempo neste tipo de projetos, saio normalmente satisfeita com os resultados. Já que tenho partilhado as minhas experiências e trabalhos convosco, deixo mais um. O desafio era pegar numa música e fazer uma capa (e a respetiva "bolacha") do seu CD, que a representasse de alguma forma e que, olhando para a imagem, pensássemos: "sim, de facto isto faz-me mesmo lembrar a música Y"! Aqui está o meu:

 

"Cosmic girl", do Jamiroquai

 

 

 

02
Abr14

Travo amargo da liberdade de escolha (ou a continuação do drama da faculdade)

Eu sou aquela pessoa que demora um século a decidir a que restaurante vai, o que vai vestir (se estiver num dia mau), o que vai comer ao jantar ou onde vai sair. É sempre um filme, porque eu estou no Top 10 das pessoas mais indecisas à face da terra. Talvez por pensar demais, talvez por ter medo das consequências, por poucas e por pouca importância que elas tenham. Não sei. Mas tudo isto são decisões pequenas, quase insignificantes do nosso dia a dia. Imagine-se agora com coisas que realmente importam.

À medida que os dias passam, a quantidade de pessoas que me diz para mudar de curso aumenta. Houve quem sempre dissesse que este curso não era para mim, que eu era uma rapariga de números que tomou uma decisão infeliz por causa do medo e frustração causado pela matemática; por outro lado, há outros que acham que isto tem a minha cara, que eu hei-de dar uma jornalista fantástica,  que eu sempre gostei destas coisas e blablabla.

Eu não concordo com nenhuma das versões. E se, para minha desgraça, não sei muito bem que quero fazer da vida, sei ao menos o que não quero fazer: ser jornalista. É uma classe que começo a desprezar a cada dia que passa, onde não gosto das pessoas nem... nem nada. É horrível, pelo menos diante dos meus olhos. A boa notícia é que o meu curso não serve só para jornalismo (também dá para assessoria, por exemplo, mas só no terceiro ano é que se escolhe - se lá chegar); a má noticia é que o curso é dado todo (ou 90%) em função do jornalismo, o que se revela uma desgraça para alguém como eu.

Não sei se as pessoas têm vindo a mudar de opinião porque começam a olhar-me com outros olhos,  se é por saberem que tenho outros objetivos que não estes (que passam, nomeadamente,  pela gestão e o ramo têxtil) ou por verem a minha desmotivação gradual a par da minha infelicidade (que eu me esforço por deixar para trás mas que, por exemplo, em casa, não dá para esconder) - eu bem preencho a minha agenda, bem tenho mil e uma coisas para fazer, mas não consigo chegar a casa feliz e preenchida e cheia de sorrisos para dar e vender.

Mas, e voltando à minha indecisão crónica, ter de tomar uma opção destas é quase a pior coisa que podia acontecer. Até porque é a segunda num curto espaço de tempo - e este tipo de coisas corrói-nos por dentro, come-nos e consome-nos. Esta conversa já surgiu aqui, durante o almoço com a família, durante o café com os amigos. Mas na minha cabeça é uma constante e nunca, nunca tira folga. Passo por fases, boas e menos boas, mas acabo por me acalmar e viver um dia de cada vez, sem sofrer por antecipação e sem dar grande espaço a dramas. Só que depois há momentos em que é inevitável cairmos no buraco que nós próprios criamos e escavamos com as nossas próprias mãos... e sabemos que é uma decisão só nossa e que independentemente de quem opine, ninguém poderá escolher por nós o nosso próprio futuro. E só nestes breves momentos, a liberdade de escolha tem um travo amargo, que dói bem cá dentro. 

02
Abr14

"Divergente" - o filme

Para quem não leu o livro, este texto contém spoilers.

 

Ontem lá fui ver à ante-estreia de Divergente, já preparada mentalmente para gritos, guinchos e palmas durante o decorrer do filme. Essa foi a minha primeira surpresa, porque nada disto aconteceu: esta já era uma segunda ante-estreia e havia muito poucos fãs a sério (com camisolas e grupos enormes e coisas que tais), sendo a maioria do público adulto e muito alheios à história dos livros, por aquilo que consegui perceber. A sessão foi, por isso, sossegada.

Acho importante dividir o filme em duas partes (até ao intervalo, mais coisa menos coisa). A primeira parte gostei muito, a segunda nem tanto - ambas, no entanto, bastante fiéis aos livro (embora já o tenha lido há quase um ano, daquilo que me lembro, achei que não tinham fugido muito à história e mesmo aos pormenores). Achei a caracterização magnífica - principalmente a das paisagens, sítios e lugares, exactamente como eu as pensei. A nível das personagens não imaginava ninguém assim - a não ser a personagem principal que, por ver o trailer e a digressão pelo mundo, acabei por me "habituar"; os outros, como foram uma surpresa, não me caíram no goto logo à primeira, mas aos poucos foram-me convencendo. O mesmo se pode dizer da personagem principal masculina - achei-o horrível da primeira vez que o vi, com uma cara de mauzão, mas depois fui-me habituando e gostando e acho até que foi uma boa aposta (o contraste da imagem exterior com aquilo que ele é no interior é ainda mais frisada, o que é bom). A primeira parte é onde se dá a conhecer aquele mundo, as personagens, os rituais de iniciação, os treinos, as aventuras, o que acaba por ser muito atrativo. A segunda parte é o desenrolar da história, que eu achei honestamente mais fraca, mas provavelmente porque também desenvolvi, nos últimos tempos, uma aversão a estes livros (e não vou dizer porquê, pelo menos por agora). 

Neste filme, ao contrário dos outros sucessos mundiais a nível de sequelas (como o Twilight - embora, nesse aspeto, os Hunger Games também tenham introduzido uma mudança) diria que há uma grande estratégia para que os rapazes/homens também se interessem. Há mais luta, mais atrevimento, mais coragem, mais momentos de tensão - em compensação, há menos momentos românticos (só há uma cena mais "romântica" entre a Tris e o Quatro e que, por sinal, foi uma das cenas reveladas aquando da divulgação do filme) - ainda menos que no livro (e que eu já achei muito pouco). Ou seja, por mim, poderiam ter metido ali mais mel que eu não me importava (e acho que falo pelo publico feminino em geral).

Quanto à Shailene Woodley por quem, como sabem, não nutro sentimentos muito positivos, acho que não tenho grande direito de criticar. Cumpriu o papel dela - bem -, fez o que tinha a fazer - bem - e não deixa grande margem para grandes criticas. Se a passei a adorar? Não. Se me conquistou? Não. Se melhorou um bocadinho? Uma milésimazinha, o que já não é mau de todo.

Por fim, deixem-me dizer o quão ridículo achei que o irmão dela - o Caleb - fosse interpretado pelo Ansel Elgort, que, só por acaso, vai fazer par romântico com ela no "A Culpa é das Estrelas". Quando vi aquilo - e porque não conhecia a maioria do elenco - caiu-me o queixo. Primeiro porque, se ainda tiver este filme presente na memória quando vir o "A Culpa é das Estrelas" isto me vai cheirar a incesto; segundo porque achei que não encaixava para o papel. Mas a vida é feita desta coisas, não é verdade?

01
Abr14

Chávena de letras - Não me contes o fim

Devo admitir que este não era um livro que esperava gostar. Mas gostei.
Ofereceram-mo há mais de um ano e deixei-o em banho-maria, pois não estava preparada nem com vontade de o ler. Peguei-lhe há dias e embora não o tenha devorado de uma só vez, fui sorvendo e aproveitando a leitura.
Gostei da escrita, da história e da subtileza da autora em fazer as dezenas de flashbacks que nos apresenta - que é basicamente disso que o livro é feito. Sem nos apercebermos, passamos do presente para o passado e entre eles só um ponto final - e, apesar de subtil, a mudança é muito visível e não há dificuldades em decifrar se aquele acontecimento faz parte do antes ou do agora.
E apesar de ser quase uma história triste, nunca chega a sê-lo (embora tenha todos os ingredientes essenciais - amor, tragédia, crime...), muito pela perspectiva da personagem principal que é também o narrador. Esta é extremamente rica e interessante, muito mulher, muito paradoxal, mas também por isso muito real.
Só não adorei o livro pelo simples facto do final não ser muito concreto. Conta-nos o desfecho de todas as personagens com quem se relaciona, menos o dela - que, como é óbvio, é aquele que temos mais curiosidade. E finais abertos não são para mim - gosto deles fechados e felizes. Ainda assim, fiquei fã.

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