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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

06
Mar14

Restam-vos nove dias para ir ao norteshopping

E despedirem-se das vossas lojas favoritas. Façam compras, gastem o dinheiro que com certeza não vão gastar lá no resto do ano, vão dar um beijinho às vossas lojistas favoritas. Nove dias.

Sim, porque daqui a pouco mais de uma semana abre a Primark no NorteShopping. E a menos que queiram ser abalroados, atropelados e que queiram entrar numa luta por um lugar no parque de estacionamento, o melhor é ficarem em casa ou arranjarem outro shopping favorito. Para sempre, porque a primeira semana vai ser a loucura, mas no resto dos dias não vai estar muito melhor, tendo em conta que a Primark tem preço de saldos o ano inteiro (e toda a gente sabe como é que fica aquele shopping em tempo de saldos ou Natal).

Porque uma pessoa pode estar aqui a brincar, mas a verdade é que o NorteShopping não tem condições para albergar uma loja daquelas. Apesar de ser o shopping com mais gente (independentemente dos mil e um concorrentes que surjam), é também dos mais pequenos e onde uma loja destas vai trazer mais pessoas do que ele aguenta; num dia normal, por exemplo, arranja-se estacionamento no parque, mas é provavel que ainda se tenha de dar umas voltinhas e os lugares não são assim tão abundantes - com uma Primark e toda a loucura a ela associada vai ficar muito pior (e impossível).  E eu posso estar a precipitar-me, mas não creio. Aquele era o meu shopping preferido, o mais perto, o mais prático. E tenho para mim que me vou mudar de malas e bagagens para o MarShopping (esse sim, com condições para albergar uma loja destas). 

Adeus NorteShopping. Foi bom conhecer-te. Vemo-nos quando estiver num bom dia e quiser pôr os pés no inferno.

05
Mar14

Birra de leitora mimada

Andei um dia aí deprimidíssima. O quê que eu ia fazer, o quê que haveria de fazer da vida, como é que ia sobreviver sem aquelas personagens que me perseguiam de dia e de noite durante três dias de intensiva leitura, ai que acabou o mundo, enfim, o drama total de alguém que vive demasiado os livros que lê e que, aparentemente, nem tem vida própria. Mas já passou.

Depois fui ver o trailer desse livro que tinha acabado de ler. Como se não já tivesse passado por este processo - da passagem de livros para filmes - dezenas de vezes (e falamos de alguns dos meus livros favoritos, prediletos e amados) comecei a armar-me em esquisita. "O quê?! Mas ela aqui tinha um vestido de alças, não estava assim tão tapada!", "por amor de deus, toda a gente sabe que eles estavam numa esplanada e num restaurante fechado!", "é este o vosso conceito de lindo, perfeito e irresistível, idiotas?" e por aí em diante. É o que dar ter a memória demasiado fresca e não ter mais nada para fazer da vida. 

No entanto, é nestes momentos (vividos e duros e sofridos!) que me apercebo o quanto eu vivo através dos livros e quão feliz sou com eles. E pensar que já houve alturas em que perdi a fé nas minhas leituras! Seria uma pessoa muito mais incompleta se não tivesse, durante todos estes dias, estas realidades paralelas que tanto me preenchem. 

04
Mar14

Caça aos chocolates

Se acham que sou a única nesta casa que passa metade do ano em suposta dieta, desenganem-se. É quase um ritual de família - se não sou eu é o meu pai, se não é o meu pai é o meu irmão, se não é o meu irmão é a minha mãe, enfim! Mas a verdade é que - por raramente coincidirmos na época de dietas, o que é péssimo - não cumprimos uma regra base e importantíssima: "a dieta faz-se no supermercado - não compre porcarias!". Pois, nós compramos. Chocolates, nomeadamente. Quem é que não precisa de dois quadradinhos de chocolate depois de um dia mau ou num daqueles momentos em que estamos esfomeados de alguma coisa doce, maravilhosa e que nos mate aquela gula que nos consome por dentro? Lá está!

No entanto, esses chocolates estão sempre escondidos - porque, se não estiverem, alguém (que é, 98% das vezes o meu pai) os come da noite para o dia e, em momentos de pura necessidade, não sobra nem uma migalha. Eu compro (ou dão-me) chocolates e escondo-os. A minha mãe compra e esconde-os. Só o meu pai é que não os esconde, porque sabe que vai chegar à gaveta muito mais rápido do que nós e portanto não sente o risco de alguém os comer. E é também ele que faz caças ao tesouro de alto gabarito, explorando todos os recantos da copa para descobrir onde é que eu e a minha mãe pusemos os ditos cujos. Às vezes lá ouvimos urros de alegria como "encontrei, estavam debaixo dos panos da gaveta!!!" ou "ahahahaha, estavam no armário dos copos!" e sabemos que a nossa reserva já foi devorada e que está na altura de voltar ao supermercado. 

A verdade é que, de quando em vez, também eu me torno numa caçadora de tesouros chocolatianos. Às vezes procuro por aqueles que a minha mãe esconde mas sei que, inevitavelmente, vou acabar por me esquecer dos meus próprios esconderijos. Ninguém vai para novo, não é? E, tenho de confessar, até é divertido. E sabe melhor: para além de comermos o chocolate, ainda saboreamos a glória e o orgulho de o termos descoberto por entre copos e guardanapos e tachos e formas, todos esses sítios de perigosíssima exploração. Somos uns heróis chocolatianos!

04
Mar14

Miúda de 95 10#

Quem é que nunca teve um caleidoscópio? Aqueles cilindros que se olhava lá para dentro e se via uma espécie de cristais de mil e uma cores, todos misturados, algo até meio psicadélico - muitas vezes a parte da frente rodava, de forma a que a imagem também mudasse. Lembram-se disso?

Aqui há dias passeava-me na Tiger e pousei os olhos numa coisinha dessas -e aí bateu a saudade. Lembro-me bem de ter tido um ou dois, quando era pequena. Hoje, quando penso racionalmente, acho que na altura não devia gostar muito daquilo - só nos primeiros cinco minutos após receber a prenda. Porque a verdade é que o caleidoscópio não faz nada de especial - olha-se, é giro, roda-se com a parte da frente, a imagem muda, é giro outra vez e pousa-se. Mas enfim, tal não impede que eu, pessoa mais saudosa e nostálgica de que há memória, não tenha saudades. Foi giro ver um caleidoscópio à venda só para lembrar tempos idos - mesmo que aquilo não sirva para rigorosamente nada.

 

 

 

03
Mar14

Chávena de letras - A culpa é das estrelas

Mais uma vez, este não é o meu tipo de livro. Eu sou assumidamente hipocondríaca e sofro de iatrofobia (que, para quem não sabe, é o medo de médicos), portanto todo o tipo de livros que abordem doenças e tratamentos e mortos e essas coisas todas não são, definitivamente, para mim. Para além do mais, também não sou fã de me converter em dama carpideira enquanto leio, porque para triste já chega muitas vezes a vida.

No entanto, e depois de tanto alarido e tanta procura com este livro, decidi que tinha de abrir uma excepção e ler esta pequena relíquia. E a verdade é que gostei (tirando o facto de todos os cenários terríficos que me passam pela cabeça quando leio tragédias destas). Achei o livro tremendamente bem escrito (embora tenha lido a tradução que dizem ser péssima - e embora eu nunca tenha posto os olhos na versão original, reparei que, nomeadamente a nível de pontuação, este livro tem grandes falhas) - uma escrita inteligente e cativante. O cancro é tido como uma coisa de merda, é tratado como tal e a visão dos cancerosos é muito dura e fria mas, também por isso, muito engraçada (a ironia e o sarcasmo prevalecem). Tem passagens muito inspiradoras e uma personagem masculina encantadora e fantasticamente romântica (se calhar o meu problema é mesmo apaixonar-me por rapazes assim... fictícios).
É uma história de amor bonita que, à partida, não está condenada a um final feliz, o que não é mau de todo - ao menos uma pessoa já sabe ao que vai e já está preparada para o pior. Que se calhar ainda é pior do que esperávamos, mas enfim.

Aconselho. Mesmo aos que são paranóicos como eu.

 

03
Mar14

Óscares: "eu sei o que faço, pá!"

Ou seja, os vencedores.

 

 Kate Hudson é, sem dúvida, uma das vencedoras da noite (se não A vencedora). Elegante, arrojada... enfim! Pena o branco, que foi o que mais se viu nesta festa, mas estou disposta a ignorar. Em Versace.

 

  

 

Eu vou-vos explicar uma coisa: eu odeio esta moda do azul-cueca-que-dá-sorte-na-passagem-de-ano-mas-que-se-dispensa-no-resto-dos-dias, mas a Lupita ofusca tudo. Tudo. Eu estou apaixonada por esta rapariga - é linda, talentosa, airosa e tem um dedo especial para a moda. E por muito que me custe a admitir, fica-lhe lindamente. Em Prada.

 

 

 Há quem diga que a Camila Alves tem demasiado tecido, mas para mim não. Apesar de não ser grande fã da cor, acho o vestido lindíssimo e a elegância e a postura dela (como de costume) completam um look brilhante. Em Gabriela Cadena.

 

Simples, a Sandra Bullock num Alexander McQueen, mas merece um lugar aqui. Principalmente tendo em conta os desastres dos eventos anteriores. Vamos lá dar-lhe um incentivo para continuar assim, vá.

 

Olha um padrão! Coisa rara, na passadeira deste ano! E, só por arriscar, já merece um bónus. Mas a verdade é que eu gosto do vestido, dos bolsos (!!!) e da sua forma. Não é o meu típico "vencedor", mas cá vai. Chrissy Teigen em Monique Lhuillier.

 

A minha Emma em Vera Wang. Como não adorar? A eterna Hermione cresceu e está simples, linda e sempre a surpreender.

 

 

Olha uma grávida gira (apesar de simples)! Estarei a ver bem? Achei importante mostrar o pormenor da parte de trás, que dá aquele "toquezinho" especial ao vestido. Olivia Wilde, a provar que o bom gosto pode prevalecer quando se têm um bebé na barriga, em Valentino.

03
Mar14

Óscares: os assim-assim / se-calhar-até-gosto / mais-ou-menos

 Eu gosto muito da Amy, mas esta simplicidade começa a cansar-me. Não se compromete, mas também não há um "WOW". E é pena, porque ela é bonita e tem um corpo para arrasar em (quase) qualquer trapo. Portanto, Amy, nesse Gucci desenxabido, ficas de castigo nesta categoria.

 

Não sei até que ponto é que a Charlize merecia estar na categoria, mas enfim - eu não consigo lidar com aquele decote. Faz-me pensar que ela ainda não despiu o papel de rainha malvada da Branca de Neve. De resto, tudo lindo, perfeito. Adoro o preto, o corte, a silhueta... mas aquelas garras ali no peito dão cabo de mim.

 

Pronto, é oficial, fartei. Estou farta de Dior, estou farta que lhe acentuem as ancas quando não deviam, estou farta daquele cabelo senhoril e cheio de laca. Adoro a Lawrence, mas o que é demais é erro. Se é horrível? Não. Se ao menos arriscou na cor e não foi para o branco? Sim. Se eu adoro? Longe disso. 

 

 

Não me perguntem porquê, mas este vestido faz-me lembrar a Júlia Pinheiro. Com uma mistura de Micaela Oliveira. Não é feio, mas também não é nada de especial, principalmente quando estamos a falar da Angelina. E ali a zona do peito, vista de cima, fica um tanto ao quanto à mostra; vista de frente, alarga o que não deve ser alargado. Mas isso sou eu que não gosto cá de exageros. Em Ellie Saab.

 

Julie Delpy: "Eu já não tenho ancas suficiente. Como tal, vou acentua-las ainda mais". Apresento-vos a lógica da batata. Em Jenny Packham.

 

 

Para que conste: eu gosto deste vestido. E não é branco, graças a deus! Mas, mais uma vez, acho que enaltece características não tão boas - desta perspectiva nem tanto, mas de outras parece que a Julia tem o dobro das mamas que na verdade possui. Mas é bonito, vá lá. Um Givenchy.

03
Mar14

Óscares: "a tua estilista odeia-te e tu ainda não percebeste"

Ou seja: os erros da noite.

  

 

Kerry Washington em Jason Wu. Ela pensou: "este deve ser a última premiação a que vou antes de ter o bebé. Devo fazer-lhe uma homenagem e usar o lençol onde ele foi feito: que por acaso era do IKEA, porque naquele dia calhou ficar num hotel baratucho, mas era o que havia". E pôs o ganchinho de cabelo ali em cima e voilà, haute couture!

 

 

Resultados de um estudo muito conclusivo: 90% das grávidas perdem o sentido de moda. Mas que é isto, valha-me deus? Uma afirmação do género "o meu filho vai nascer num daqueles partos dentro de água e quero que ele já se habitue a este ambiente azulado e puro e... horrível?". Elsa Pataky em Elie Saab.

 

Sally Hawkins em Valentino. Este ano estou para aqui a vomitar com tanto dourado, branco, bege e derivados. Este é um bom exemplo da horrorosidade da mistura de tudo isto.

 

A Anne acha que já não brilha suficiente por si só. Por isso decidiu incorporar uma bola de espelhos à boa moda das discotecas para brilhar mais um bocadinho. Brilhou tanto que, quando apresentou na gala, metade dos telespectadores ficaram com mazelas oculares por "ofuscação". Não se faz Anne, não se faz. Em Gucci.

 

A Gaguinha às vezes tem destas coisas, toda a gente sabe. Mas eu não esperava tanta pirosada junta. Ela é brilhantes, ele é rosa, ela é um cabelo horroroso. E, acreditem, já vos poupo a um traumático close-up à cara dela, onde a junção do cabelo com a pele parece a de uma barbie de terceira categoria. Uma pessoa fica sem palavras. Em Versace.

 

 

Olha, mais dourado. E mais um daqueles decotes horríveis, que me fazem lembrar a boca do Cookie Monster. E a parte de baixo, com aquelas tiras entrelaçadas, que me faz lembrar uma tarte de maça. Ou será a fome a falar? É feio, de qualquer das formas. Kristin Chenoweth em Roberto Cavalli. 

02
Mar14

Vale a pena esclarecer isto

Sempre me disseram que devemos ter a capacidade de rirmos de nós próprios. E embora eu não tenha um sentido de humor muito apurado (que não tenho), acho que tenho vindo a conseguir rir-me de algumas das minhas particularidades, em vez de deprimir por causa delas.

Assim é com a Zumba. E com o facto de eu não ter namorado. Se eu podia deprimir por aí, e dizer que não tenho ninguém que goste de mim nem que se interesse por mim e mimimimi? Podia, mas prefiro não o fazer, até porque estou ciente que grande parte da culpa nesta minha solteirice é minha. Nunca, em nenhum dos meus posts, eu disse que era uma aberração da natureza, me deitei para baixo, disse que ia morrer solteira (pelo menos com seriedade) ou que nunca nenhum rapaz iria olhar para mim. Brinco apenas com o assunto, tal como brinco com a minha incapacidade dançar ou como podia gozar com o facto de pintar pior do que a minha sobrinha de 6 anos ou de ter estado na linha de reprovação a história. Não é dar importância a mais a um assunto, não é menosprezar-me, não é uma afirmação de que vou ficar solteira para sempre. É uma brincadeira, porque, de facto, não é muito normal uma rapariga de 18 anos não ter namorado, nunca ter tido, não estar interessada em ninguém e não fazer um drama disso. É uma particularidade com que eu, felizmente, tenho a capacidade de "gozar", em vez de sofrer com isso. Pelo menos em demasia.

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