Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

24
Mar14

Tenho tantas saudades do 12º

Tenho saudades do meu décimo segundo ano e uma tristeza e uma inveja louca por não sentir nada daquilo que os meus amigos sentem em relação à faculdade. Tenho saudades da minha escola, dos dramas do costume, das declarações de amor no átrio (que não eram para mim, atenção, mas eram sempre engraçadas), dos meus professores, das salas, das idiotas aulas de dança, dos meus amigos, dos meus colegas, das poucas visitas de estudo que fizemos, dos nossos cafés, das confusões, dos romances e até da porcaria dos lanches simples do bufete que eu já nem sequer comia. Tenho saudades porque agora o maior drama é alguém ficar preso no elevador, porque já não há declarações de amor parvas e cantadas no átrio que nem sequer temos, porque os meus professores são só mesmo professores e às vezes até isso fazem mal, porque só conheço meia-dúzia de salas daquele pólo e não gosto de nenhuma delas particularmente, porque já não há aulas de dança, porque não tenho amigos e só me restam colegas e porque não tenho um bar onde possa comprar um lache de treta. 

Tem a sua lógica. Temos sempre saudades do sítio e do tempo em que fomos mais felizes. E não houve Carolina mais feliz do que naqueles dias.

 

(créditos ao Hugo, que me tirou as fotos mais parvas de todas =))

24
Mar14

As estantes do meu quarto

Como o prometido é devido e eu já o prometi há imenso tempo, aqui fica o resultado da breve mudança que fiz no meu quarto. Tirei as molduras, pus estantes. Já tinha mostrado parte do resultado, mas faltava uma das estantes e entretanto já acrescentei coisas. Estas foram pensadas para irem dando vida e mudança ao quarto que tanto amo e que continua a ser o meu habitat natural. À medida que for comprando, viajando e recebendo coisas, vou colocando-as lá, mudando-as de sítios e tirando outras.  

 

 

 

 

 

 

 

23
Mar14

Volatilidade das relações

No meu aniversário pensei bastante (principalmente à noite, tendo em conta que a passei em branco). Pensei porque durante o dia dei-me ao trabalho de ver quem me ligava, quem me mandava uma mensagem, quem não dizia nada ou me postava um "parabéns" no facebook. Isso despertou em mim uma sinestesia de sentimentos enorme, passando pela saudade, pela tristeza, pela alegria e pela nostalgia. 

Digo desde já e abertamente que, para mim, parabéns pelo facebook são a coisa mais impessoal, previsível e.... horrível, que se pode imaginar. Eu só dou os parabéns por lá a pessoas que conheço e estabeleço uma relação maior do que dizer olá quando passo por elas na rua, mas com quem não tenho forma de contacto mais directa (acontece com familiares afastados, amigos "momentâneos" mas que mesmo assim me dizem algo) - e, quando o faço, escrevo uma mensagem mais longa do que "parabéns", dizendo algo mais pessoal ou mesmo uma típica mensagem de anos, por muito cliché que seja. Fora isso, das duas uma: ou não dou ou mando mensagem/ligo. Dizerem-me "Parabéns" é o mesmo que me dizerem "vi aqui um sinal a dizer que fazias anos e quis ficar bem na fotografia, por isso mandei-te a mensagem mais curta possível para não perder muito do meu tempo preciosíssimo". Vale, portanto, pouco; muito pouco. 

Acredito que nem toda a gente pense assim, mas basta o facto de eu pensar para algumas coisas me magoarem. Nesse "ilustre" dia dei por mim a pensar na volatilidade das relações. Como acabam depressa, como começam, como se alteram para dois pontos antagónicos, como florescem e esmorecem a cada dia que passa. Ver pessoas que antes nos mandavam mensagem à meia-noite em ponto, agora mandar-nos uma mensagem no mural do facebook é significativo; assim como é marcante uma pessoa com quem não falamos (nem vemos, nem pomos like no facebook) há mais de meio ano nos ligar para desejar um feliz dia e nos perguntar, simplesmente, como vai a vida. É triste e comovente e foi isso tudo que senti aqui há dias. Se calhar até foi o que deu cabo de mim e me pôs naquele triste estado durante a noite.

Digam o que disserem, "a" rede social é um indicativo de muitas coisas. Há quem diga que não serve para nada. Hoje, dou-vos um simples exemplo: serve (para além de nos magoarmos a nós próprios com o que vemos) para ver quem são os nossos amigos ou quem simplesmente nos despacha com um "parabéns". E aí descobrimos que a maioria dos nossos "amigos" no facebook estão muito longe de o serem. 

23
Mar14

Adeus águias

Se por um lado nos aparecem bichos em casa a torto e a direito (por exemplo o ouriço-cacheiro), outros também desaparecem (e já não estou a falar do "meu" gato,  que entretanto desapareceu do mapa). Desta vez nem por culpa nossa nem por culpa deles. 

Desde que nos mudamos para aqui que demos conta que sobrevoam a casa,  em dias de sol, aves de rapina. Uma águia aqui, um falcão ali... Já até mostrei aqui um mini pica-pau que salvamos dos cães e, provavelmente, da morte.  Mas a verdade que a águias já eram uma presença comum por estas bandas e se andavam a reproduzir. Começou com uma,  depois outra é agora já eram quatro. Eram, porque já devem ter mudado de "casa". Por ordem de alguém, os eucaliptos onde elas viviam foram deitados abaixo e, como tal, já não as vemos a sobrevoar o terreno. 

A biodiversidade da nossa casa ficou diminuída. Snif snif... 

22
Mar14

Ainda sobre o meu aniversário

Antes de mais, queria agradecer a todos os que me desejaram os parabéns, tanto por aqui como via Facebook. Todos me desejaram felicidades e um dia feliz - funcionou, esqueceram-se foi de me desejar igualmente uma noite alegre e com "tudo de bom". Foi tudo de mau e vomitei como não me lembrava. Ponto de vista positivo: se eu tinha pensado, dias antes, que "ai meu deus lá se vai a minha dieta", depois de tudo aquilo já não foi um problema. Todos aqueles doces e porcarias não passaram do estômago e a menos que as calorias se tenham escapulido por lá, a minha dieta continua em vigor. Mas falando em coisas boas.

Foi um dia bom, calmo, com direito a muitas flores bonitas, a telefonemas e mensagens que deixaram saudades no ar, a algumas horas na cozinha (como não podia deixar de ser), miminhos e algumas prendas. A minha irmã deu-me um kit de maquilhagem (yessss, vou deixar de roubar coisas à minha mãe) que já utilizei várias vezes desde que me foi oferecido; o meu padrinho um lenço/cachecol; a minha mãe um macacão e umas sandálias (que vieram com antecedência mas não interessa nada); o meu sobrinho um desenho para lá de fofo; e o meu irmão - que, apesar de me ter dado uma prenda que estava na minha "lista", foi o que levou o prémio de mais original - deu-me um bilhete para o Optimus Alive!

 

O desenho mais querido do meu sobrinho:

 

As flores da minha mãe (frésias) - faltam outras tantas que adorei:

 

O macacão: 

 

 

E a prenda do meu irmão, toda feita numa impressora 3D em que ele se está a tornar pró e a fazer negócio. De entre três prendas que eu escolhi à partida, ele ia oferecer-me uma: eu só tinha de descobrir qual. Tinha três hipóteses: um bilhete para o Optimus Alive, uns Louboutins ou uma caneta personalizada tendo em conta que, na opinião dele, uma blogger que se preze deve ter uma caneta com o seu nome. Como é óbvio, fiquei com todas as pecinhas, mas a prenda mesmo é o bilhetinho para dia 10 de Julho estar a ouvir os Imagine Dragons. Resta saber com quem! =)

 

 

22
Mar14

Miúda de 95 13#

Aqui há dias, não sei como, tive um déjà vu. Sabem quando vos passa pelos olhos uma imagem tão escondida nos recônditos da vossa memória que nem sabiam que ainda a tinham? Foi precisamente isso que me aconteceu numa qualquer situação que não tinha nada que ver com aquilo de que me lembrei.

Pois que a revista "O Nosso Amiguinho" não era a única que eu recebia pelo correio. Também recebia a revista do clube Rick&Rock, as mascotes do Jumbo. Não sei se o mesmo se passava nas outras superfícies, mas no Jumbo onde eu ia andavam frequentemente duas pessoas vestidas de Rick e de Rock (um leão e um pássaro, para quem não se lembra) a animar as crianças (ou, na minha interpretação, a apavora-las). E, naquele momento em que me passou parte da infância pelos olhos, vi-me pequenita agarrada com força às pernas do meu pai, com medo do leão e da passara (sim, porque é uma menina) e a contornar corredores para os evitar a todo o custo. 

Apesar de não gostar deles como seres reais (nunca achei grande piada a palhaços e a esses bonecos "vivos"), gostava de receber a revista do clube em casa, embora não tivesse tanto interesse nem a qualidade da d'"O Nosso Amiguinho". Não sei se o clube ainda existe ou se os mascotes ainda se mantêm. Sei que há muitos, muitos anos que os dois bichos não me perseguem: o que por um lado é mau, querendo dizer que estou a ficar velha e por outro é bom, tendo em conta que ter aqueles monstrinhos gigantes atrás de mim nunca foi dos meus passatempos favoritos.

 

 

(foto retirada daqui, e que aparenta ser recente)

21
Mar14

Dia da poesia

Não sou a maior fã deste tipo de escrita,  não sou capaz de a escrever (pelo menos de forma decente) mas aprecio um ou outro autor, que procuro de vez em quando para me inspirar. Fernando Pessoa está, obviamente, no topo dessa lista. 

Lembro-me do dia em que me mostraram o poema que considero hoje  o meu preferido. Gostei tanto,  identifiquei-me tanto que foi impossível alguma vez o apagar da memória. Apesar de ser um poema grandito, sei-o quase todo de cor. Aproveitando também a sugestão do "inspira-me",  mostro-vos também uma quadra de que nunca mais me esqueci. 

 

 

O que há em mim é sobretudo cansaço

Não disto nem daquilo,

Nem sequer de tudo ou de nada:

Cansaço assim mesmo, ele mesmo,

Cansaço.

 

A subtileza das sensações inúteis,

As paixões violentas por coisa nenhuma,

Os amores intensos por o suposto alguém.

Essas coisas todas -

Essas e o que faz falta nelas eternamente -;

Tudo isso faz um cansaço,

Este cansaço,

Cansaço.

 

Há sem dúvida quem ame o infinito,

Há sem dúvida quem deseje o impossível,

Há sem dúvida quem não queira nada -

Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:

Porque eu amo infinitamente o finito,

Porque eu desejo impossivelmente o possível,

Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,

Ou até se não puder ser...

E o resultado?

Para eles a vida vivida ou sonhada,

Para eles o sonho sonhado ou vivido,

Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...

Para mim só um grande, um profundo,

E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,

Um supremíssimo cansaço.

Íssimo, íssimo. íssimo,

Cansaço...

 

Álvaro de Campos 

 

 

Baila em teu pulso delgado, 

Uma pulseira que herdaste, 

Se amar alguém é pecado, 

És Santa, nunca pecaste. 

 

Fernando Pessoa 

 

21
Mar14

Então Carolina, como passaste a tua primeira noite com 19 anos?

Podia ter ido sair,  a um bar; podia ter passado a noite com o namorado que não tenho; podia ter estado a escrever; podia ter estado a jogar jogos de tabuleiro em família. Mas não. 

Estive,  desde as três e meia da manhã, a vomitar todos os doces que comi (que foram pouquíssimos para o costume) de uma forma brutal. 

Já vos disse que estou a ter uma semana de sonho,  não já? Pronto,  era só para confirmar... 

20
Mar14

19 primaveras

Gosto sempre de pensar que no meu dia de anos acabo com o Inverno, essa estação que tanto odeio. Mas hoje não. Hoje, às 16.57 horas começa a Primavera. Este ano, como em mais uns poucos, celebro as minhas primaveras no primeiro dia de Primavera.

Dizem os que têm a memória mais fresca que há 19 anos fazia um sol imenso, de verão, por terras portuenses. De um dia para o outro o Inverno transformara-se em Verão, da mesma forma que as camisolas de malha deram lugar às t-shirts de manga curta. 

 

Parabéns a mim!

 

 

19
Mar14

Uma semana aterradora

Ontem foi o que foi.  Hoje sai mais cedo de uma aula para vir para casa -  o plano inicial era ficar a almoçar pelas redondezas da faculdade e só voltar ao fim da tarde,  mas por me ter esquecido de entregar umas coisas à minha mãe o plano foi esquecido.  Fiz o caminho habitual até ao carro,  quando me apercebo de um aparato policial anormal naquela zona -  só o tinha visto quando lá foi o Presidente da República,  no fim do semestre passado,  mas a situação aparentava ser mais grave. 

Um autocarro parado,  uma ambulância,  bombeiros,  máquinas fotográficas e tripés. Perguntei a um senhor o que se passava. Uma senhora tinha passado a rua e foi atropelada por um autocarro. Morreu. Ali, naquele sítio onde eu passo todos os dias porque as passadeiras parecem ser todas a quilómetros de distância. Faço exactamente o que aquela senhora fez,  como tantas outras centenas fazem por dia - se calhar dou mais à perna,  sou mais nova,  vejo melhor os carros e estou mais atenta. Mas aconteceu. 

Podia ser tão normal como qualquer outro atropelamento. Trágico,  mau, terrível. Mas para mim foi mais que isso, depois de ontem ter estado com aquele aperto no peito e de hoje me aperceber que aquela artimanha para não andar umas centenas de metros até à passadeira também eu a faço. Todos os dias. E a senhora morreu. 

Que está semana acabe rapidamente! 

Pesquisar

Mais sobre mim

foto do autor

Redes Sociais

Deixem like no facebook:


E sigam o instagram em @carolinagongui

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Leituras

A ler:



goodreads.com


2019 Reading Challenge

2019 Reading Challenge
Carolina has read 1 book toward her goal of 12 books.
hide

Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2013
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2012
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2011
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Ranking