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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

05
Fev14

Chávena de letras - Primeiro Amor

Às vezes dá-me na real-gana ler estes livros, não sei bem porquê, até porque não é das coisas que me dá grande prazer. Normalmente devoro-os, sedenta de mais informação, mas chego ao fim sempre triste e meio insatisfeita porque há sempre algo que não corre como o previsto. Este foi mais um desses livros, comprado por impulso, com uma capa que me atraiu e uma histórinha aparentemente amorosa, com duas personagens giras, de fácil identificação e que conta aquele romance que sempre sonhamos ter ou já vivemos.
Isto até meio do livro: na segunda parte as coisas melhoram e pioram ao mesmo tempo, e eu não estava nada à espera. Não gosto de livros que me façam chorar compulsivamente, que me façam ter receio de ter alguma doença, que me ponham muito "aware" de tudo à minha volta e que despertem um certo medo em mim, de me acontecer algo igual. Da mesma forma que odeio livros que retratam meninas raptadas, violadas ou que sofriam violência doméstica: os livros para mim são um refúgio, uma segunda casa que é suposto ser melhor, mais mágica e mais feliz do que às vezes é a minha própria vida.
Este livro tem tudo: tem uma escrita muito simples, simpática e atrativa, uma história fofinha, um rapaz que gostávamos que fosse o nosso, mas no fim não me transportou para um mundo onde quisesse viver. Não por culpa do livro, mas sim por minha culpa, que não fui feita para ler tragédias.

04
Fev14

What goes around comes around

Este blog já ultrapassa os 2500 posts e é, por isso, normal que às vezes me repita. Como já disse aqui, aqui que escrevo são muitas vezes situações que se passam no meu dia a dia, coisas que me lembro, memórias que vou descobrir ao fundo de uma gaveta longínqua nesse nosso grande armário que é a memória. Mas as situações que me incomodam, entristecem e me fazem sorrir repetem-se no tempo e é normal que eu sinta algum impulso em escrever sobre elas, tendo em conta que me é tão normal escrever sobre a maior parte das coisas que passo (sim, porque há uma percentagem da minha vida que fica à margem do blog). Mas penso duas vezes, tento relembrar tudo o que escrevi (que é praticamente impossível, mas normalmente tenho alguma ideia) e penso se já tenho alguma coisa parecia com aquilo que tenho em mente para escrever. E, quando assim é, deixo o momento passar.

Hoje, por exemplo, reescreveria esta publicação. Continuo a considerar-me tudo menos ingénua, continuo a imaginar sempre todos os cenários possíveis (e maus), mas escapa-me sempre algo. Suponho que ainda tenha esperança nas pessoas, mas descubro a cada dia que passa maldade pura em muitas delas. Então aqui na internet, é uma coisa inacreditável. Provavelmente o pior que a internet tem e que, sei, acaba com muitos - e bons - blogs que não têm - nem têm de ter - a pachorra para "ouvir" certas coisas.

04
Fev14

Mini-férias

Ora bem, acabei de decidir que entrei em férias (isto dito assim soa fantástico, não soa?). Devia ir a recurso de economia, porque fiquei para lá de insatisfeita com a nota, mas honestamente não me apetece. Não tenho forças nem vontade para pegar de novo em qualquer papel que seja. Fiz um "pacto" com um colega e para o ano acordamos em puxarmo-nos um ao outro para o exame de economia, a ver se melhoramos este pequeno desastre.

Sendo assim, meus amigos, estou de férias! Devo admitir que este passado fim-de-semana já me soube a descanso pleno: passeio-o a ler, a escrever, a ver séries e lixo televisivo, no quentinho da minha casa. Soube-me tão, mas tão bem, que a segunda feira me custou a passar, mesmo não tendo de trabalhar ou estudar. Agora só me apetece cozinhar. (Isto foi toda uma rima, repararam?) Para minha alegria, o aniversário do meu irmão está a dois dias de distância e eu ofereci-me para fazer o seu bolo de anos (e, pelo menos, um cheesecake, que já comprei o queijo philadelphia para outra ocasião e agora não se pode estragar, não é verdade?!). Só estou aqui num grande dilema: que bolo de aniversário faço? Um de chocolate, todo janota, com um recheio no meio? Um estilo pão-de-ló, também com qualquer tipo de coisa no centro? Ajudem-me, inspirem-me! Se vos pudesse dar a comer um bolo agora, qual é que queriam? Aceito sugestões de tudo, tudo, tudo!

04
Fev14

O ginásio devia deixar de ter espelhos

Eu sei que ninguém concorda com isto: que é preciso ver os movimentos que o professor está a fazer, que em certos casos é bom para ver a coordenação com os nossos colegas, que dá para ver os nossos próprios erros e blá blá blá whiskas saquetas. Mas eu não gosto. Não gosto, primeiro, porque quando faço desporto, das duas uma: ou fico pálida, fazendo inveja a um zombie, ou vermelha, parecendo prima de um tomate. Em qualquer dos momentos, fico sempre horrível.

Mas também não gosto porque odeio ver as minhas figuras. A minha mãe diz que não, que eu me porto muito bem, mas eu tenho para mim que danço horrivelmente. E eu, normalmente, até me consigo rir de mim própria (os professores devem achar que estão a dar aulas a uma louca, porque há certos momentos que começo a sorrir - e às vezes a rir - como uma parva; o que eles não sabem é que me estou a rir de mim, da minha autêntica descoordenação de movimentos e da minha incapacidade de muitas vezes apanhar uma coreografia em tempo útil - porque quando lhe apanho o jeito, já todo o resto do pessoal está dois passos à frente), mas há dias em que não, deprimo mesmo por ser um desastre e por estar ali ao lado de pessoas que, aparentemente, conseguem fazer aquilo tudo com alguma facilidade e eu, embora me esforce, continuo a parecer um robô dançante. 

Se calhar é o meu trauma a falar mais alto. Eu digo isto na brincadeira, mas a brincar se dizem as verdades, não é? Nunca tendo sido eu uma pessoa muito à vontade com o meu corpo, vi-me obrigada a dançar em frente a pessoas durante três anos seguidos, com coreografias horrendas e humilhantes e muitas vezes usando roupas com as mesmas características. Dancei de anjo, andorinha e de mini-saia em frente à escola toda (e eu, anos mais tarde, andei muito de vestidinhos, mas naquela altura não usava mais nada para além de calças - veja-se, portanto, o drama). Aquilo mexeu comigo. Para a vida, quem sabe! 

Eu posso estar num bar ou uma discoteca, mexo os pés e um bocadinho da anca (aquilo que consigo mexer, porque eu tenho plena consciência que não conheço metade dos meus músculos e às vezes fico a olhar para certos movimentos e só me consigo perguntar "como é que ela fez aquilo?") e fico-me por aí. Ainda no ano novo estive a dançar com o meu tio (que sabe muito da coisa) e só eu sei o que me custou - é que, para além de dançar mal originalmente, ainda consegui dançar pior, por estar ali rígida e no pleno do meu desconforto. 

Enfim, o que uma pessoa não faz para tentar estar em forma! É legítimo as pessoas olharem-me incrédulas quando eu digo que faço Zumba - pelo menos aquelas que me conhecem, tendo em conta que todas as outras me dizem "não gostas de dançar? Como é que não gostas de dançar? Dançar é uma coisa maravilhosa!". Não, meus amigos, para mim dançar é tudo menos maravilhoso. E, de facto, nem eu sei como fui parar a uma actividade dançante... 

03
Fev14

Momento mexerico do dia (ou como deixar de acreditar no amor)

Não. Pode. Ser. Eu não costumo comentar a vida alheia (vou cuscando as capas da revistas cor-de-rosa, mas fico-me por aí), mas esta não me pode ficar impune! Então a Cláudia Vieira e o Pedro Teixeira separaram-se? Um dos poucos casais públicos que eu acreditava que daqui a quarenta anos ainda iam estar juntos, velhinhos, de mão dada e com uma catrefada de filhos às costas (sim, eu em vez de esperar um comunicado de separação esperava era um comunicado a dizer que ela estava grávida de novo) e acabou aqui? 

Têm de perceber, isto mexe comigo: eu fui uma seguidora fiel e apaixonada da série deles dos Morangos com Açúcar; sempre apelidei a série dois como a melhor de todos os tempos, ainda para mais porque os protagonistas estavam juntos na vida real. E agora fazem-me isto?! E ela é tão gira, e ele TÃO giro, e fazem um dos casais mais bonitos e fofos de todo o sempre e... acabou?

Estou aqui de coração partido. E depois ainda me dizem para acreditar no amor! Pffffff!

 

03
Fev14

Miúda de 95 4#

Sim, eu confesso: esta coisa de andar a relembrar os meus tempos antigos tem-me dado um gosto enorme; surgem-me ideias quase todos os dias, e depois ponho-me a pesquisar e a recordar e enfim, é uma festa pegada.

Hoje trago-vos o Hugo (o Troll). Lembram-se dele? As gerações mais novas ainda o podem conhecer, porque ele não desapareceu - piorou, simplesmente. Já não é o que era. Eu lembro-me de estar cá em casa, colada ao computador, a ajudar o Hugo a salvar a sua princesa da malvada. Já nem me lembro bem em quê que o jogo consistia, só sei que adorava aquilo. Quando pesquiso imagens, sei distinguir perfeitamente o jogo antigo - o meu - dos novos, sem piada alguma. Tenho a certeza que se hoje jogasse aquilo ia achar uma chachada, mas enfim, o que importa é aquilo que eu achava na altura. Era só eu que era colada nesta personagem?

 

Lembro-me desta imagem como se fosse ontem:

 

E sim, os gráficos na altura eram qualquer coisa de espectacular:

02
Fev14

Em volta dos colares

Como alguns já devem saber, eu sou uma apaixonada por bijutaria e tudo o que seja para adornar. Já comprei muita tralha, mas a verdade é que já fiz outra tanta. Às vezes dá-me: tenho assim umas vagas. Aí no sexto ano vendi umas quantas peças, depois deixei-me disso, depois voltei a vender e agora é só muito de vez em quando. Quer dizer, quando as pessoas gostam e se lembram do que eu faço, às vezes lá me pedem (a minha irmã é um bom exemplo disso - talvez porque também é sempre a minha maior fã, em tudo o que faça!) e eu faço com todo o gosto. Acho que, às vezes, com a escrita, a faculdade, o estudo, trabalhos e a minha rotina, acabo por me esquecer das coisas que me dão prazer. Tipo isto. Ou tocar piano...

Hoje, por acaso, decidi pôr um fecho novo num colar que me tinham oferecido e, ao olhar para a quantidade enorme de peças que ainda tenho, apeteceu-me deitar mãos à obra. Pelo caminho ainda arranjei alguns colares que tinha por aí meio desfeitos, fruto de muito uso, uns puxões dados sem intenção e de crianças que gostam sempre de se entreter com a nossa bijutaria. Como sou uma eterna saudosa, mostro-vos algumas das peças que fiz há muitos e bons anos, onde caprichava sempre nas fotografias. E, claro, as peças que acabaram de sair do forno!

 

Os novos: 

(o em tons de vermelho já é antigo, mas os outros dois - inspirados nesse - são novinhos!)

 

 

Antigas:

 

 

01
Fev14

Same love

Eu já estou para escrever este post há meio século, mas a minha preguiça tem atingido níveis astronómicos por estes dias. Não é nada de especial, é só mais um dos apontamentos que tanto faço por aqui. Coisas que gosto, que me tocam, enfim... É o seguinte: numa das minhas idas para a faculdade (ainda nas aulas, veja-se ao tempo) e enquanto ouvia a Comercial, passaram a música "Same Love". Lembro-me de estar mesmo a chegar, de ter estacionado o carro, mas ter ficado lá dentro até ao fim da música; porque gostei tanto, tanto, tanto que não consegui resistir. A letra é qualquer coisinha e a mensagem é linda.

Eu, ao contrário do que alguns possam pensar (e isto para mim tem graça, a sério), estou bem certa que é de homens que gosto. Mas estou e estarei sempre do lado de quem, ao contrário de mim, não gosta de pessoas do sexo oposto mas sim do mesmo sexo. Não me interessa, desde que seja amor, haja afecto e respeito. E sim, isso significa que apoio totalmente o casamento entre homossexuais e a adoção por parte de casais - qualquer casal - que sejam capazes de dar amor a uma criança.

Aquela música é daquelas que, de cada vez que ouço, gosto mais e mais. E adorei a interpretação que eles fizeram nos Grammys, com os casamentos a decorrem lá no meio do público, com as celebridades todas emocionadas e casais de todos os géneros e feitios a trocarem alianças. Não sei se se casaram mesmo, mas também não me interessa: o simbolismo representou tudo. Muito mais ao som daquela canção maravilhosa.

 

Grammys:

 

Versão oficial:

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