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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

08
Dez13

Doente

Pior do que estar doente, é estar doente com o sol radiante que está lá fora, com prendas de Natal para comprar, com mais prendas ainda para embrulhar (e o que eu adoro embrulhar prendas ao som do Bublé)e, o pior de tudo, com tanto para estudar tendo em conta que tenho um exame na quarta-feira.

Não pensem que esta minha ausência tem sido por acaso. Quem acompanha o facebook do blog (quem não acompanha pode passar a acompanhar, basta ir aqui e fazer like) vai sabendo porque tenho feito lá algumas actualizações mas, fora isso, só se fossem videntes é que saberiam a razão destas minhas folgas forçadas. A culpada é a minha vesícula. Isto é de família: do lado do meu pai, muitos se queixam do mesmo mal (e os que não se queixam é porque já a tiraram). Não tenho dores, mas fico incapacitada de sair de casa. Primeiro porque não durmo durante a noite; segundo porque tenho vómitos e cólicas constantes que me obrigam a passar quase metade do meu tempo na casa de banho; terceiro porque fico fraca e tonta ao ponto de só estar bem deitada (sentada já é para dias melhores). Quarta e quinta-feira faltei às aulas, sexta-feira estava melhor, o meu avô festejou 90 anos, comi meia fatia de bolo de chocolate e... pufff, voltei ao que estava: de cama.

Hoje já estou arrebitada e espero que seja para durar, tendo em conta que tenho um amontoado de tarefas à minha espera. Estou de dieta severa, agora não por vontade própria mas por obrigação: ando a chá, sopas, bifes do mais simples que pode haver e pão. Não posso comer doces ou gorduras, porque sinto que voltarei ao mesmo. Não sei quanto tempo é que isto vai durar mas, a continuar assim, viro modelo até ao Natal. Não que eu me queixe mas... por mim ia já treinando os doces natalícios, para ter a certeza que saíriam bem na derradeira ocasião (ah ah). Mas já vi que isso vai ter de esperar. Lá terá que ser.

06
Dez13

Natal: o que dar? 6#

Uma das minhas coisas favoritas: molduras. Sou suspeita, tendo em conta que tenho quase cinquenta fotos espalhadas pelo meu quarto, com todas as pessoas que me dizem alguma coisa: desde familía a amigos. Acho que é uma prenda super personalizável e que pode estar cheia de significado.

As molduras, aqui há uns anos, eram vendidas a preço de ouro. Hoje em dia ainda não são baratas mas já há algumas mais em conta e que não são nada, nada feias! Eu gosto particularmente daquelas que imitam aqueles espelhos dourados antigos, trabalhados à volta, em madeira, mas há coisas para todos os gostos: de grandes a pequenos, dos simplistas aos mais complexos, dos que têm uma fotografia aos que têm dezasseis. É uma questão de escolha e de gostos. Onde comprar? Baratinho, no "Espaço casa" (no norte há no MarShopping), onde há algumas coisas bem giras. Depois há também na "Area", n'"A Loja do Gato Preto", na "Ale-Hop" e noutras lojas de decoração. 

 

Dois dos muitos exemplos que estão no meu quarto, ambos da Ikea:

 

05
Dez13

Amorefrato

Já que eu estou numa dieta obrigatória graças à minha vísicula para lá de espetacular, que sejam vós a disfrutar das coisas maravilhosas da vida!

Aqui no Porto, na rua Passos Manuel (perpendicular a Santa Catarina, a rua do coliseu e da fnac) há uma gelataria,  muito recente, fofinha e cozy chamada Amorefrato, que tem gelados artesanais de sabores bastante diferentes do comum! Coisas como nestum, vinho do porto, abóbora,  filipinos, ferrero rocher, cerelac, chocapic, canela, limão,  snickers, dióspiro, entre outros sabores estranhos mas potencialmente maravilhosos.  Servem também crepes e cupcakes e podem sentar-se lá nos sofás que têm ao dispor.

Portanto, malta do Porto, já sabem o que fazer este fim-de-semana. Quem não é do Porto que compre uma passagem de comboio, que para além dos gelados vão poder ver a cidade numa das suas melhores alturas, cheia de luzes, banquinhos, a árvore de natal e palavras inspiradoras por toda a baixa!

04
Dez13

Be careful what you wish for

Lembro-me bem de estar em Londres, algures em 2007, e ver num cartaz sobre um filme o slogan "be careful what you wish for". Apontei prontamente aquilo no telemóvel para mais tarde recordar. Como se vê, não ficou só na memória do telemóvel, mas também na minha, até aos dias de hoje.

Lembram-se daquela brincadeira que eu já disse aqui, do "Don't worry if your single, God is looking at you and saying: I'm saving this girl for a british boy."? Pronto, eu devia era ter mais cuidadinho com as palavras que estas coisas realizam-se. Estava eu aproveitar umas horas de sossego no cinema com uma amiga, a semana passada, quando ao nosso lado se senta um rapaz (na casa dos vinte e tal anos) que não era português. Parecia britânico, pelo sotaque das poucas palavras que proferiu. Sentou-se, sacou de um Mac que pôs no colo até ao início do filme. Ele, só por si, já era estranho, não sei bem explicar porquê. Disse: "é gay" (e não num sentido pejorativo mas sim no sentido de não-é-água-para-o-nosso-bico) e a minha amiga anuiu. 

Ao longo do filme ele ria-se e olhava - a certa altura, já era eu que me ria do akward da situação. No intervalo, a minha companhia foi ao quarto de banho e ali fiquei eu, sem protecção, perante o rapaz-estranho-de-mac-no-colo. E ele olhava. E olhava mais um bocadinho. E eu fazia-que-fazia no meu telemóvel, que dentro do cinema nem rede para internet tinha (porquê, senhores, porquêêê?), tentando não olhar para lado nenhum em específico. Quando a minha amiga chegou, agradeceu por ele lhe te dado um jeito para passar, e ele disse, com um sorriso rasgado "no problem".

No fim do filme, despachamo-nos rapidinho, mas ele acabou por ir à nossa frente. E, qual descaramento, fez metade do caminho a olhar para trás, desde que descíamos as escadas da sala até à saída do próprio cinema! Nessa altura eu já não me conseguia conter: como é meu costume, já chorava de tanto rir. A A. perguntou-me: "Estamos a ser perseguidas ou é de mim?". Eu anuí. Depois, tornou a questionar: "ainda achas que ele é gay?". Pois. Claramente que não.

04
Dez13

Fraco, Crato, fraco!

Eu nunca desgostei do nosso ministro da educação. Já o conhecia antes dele ir para o cargo, pois ele dava explicações de matemática num programa de ciência que dava aos fins-de-semana, algures na RTP, se não estou e erro.

O que ele fez ou deixou de fazer até agora não me apetece comentar. Só e apenas aquela história dos exames dos professores.Eu cá não vejo problema nenhum nos professores fazerem um exame: no fundo, não devem ter nada a temer, certo? Se eles ensinam assim tão bem,os conhecimentos devem estar lá. E há imensas profissões com testes do género, porquê que os professores hão-de ser excepção? Médicos, polícias, etc. também o fazem! E se eu digo bem de tantos professores que fizeram parte da minha vida, também sou capaz de me opor a toda esta birra (como outras tantas) que eles estão a fazer.

Mas pior que as birras deles foi a cedência do nosso querido ministro, após tanta polémica! Fala, fala, fala e, no fim, cede. Não há pachorra para isto, ainda para mais quando as medidas que iam tomar eram as mais corretas! Agora já se põe com "se's" da treta, literalmente a aliviar a pressão que estava sobre ele. Há dias em que acho que não há maneira de pôr este país em ordem. Hoje é o dia.

03
Dez13

Os portuenses

Este post é para todos aqueles que, sem conhecer, falam sobre os portuenses com cinco pedras da mão (e que normalmente são portugueses e não estrangeiros, porque a maioria dos estrangeiros adora o Porto). Eu sei que a imagem que passa para o exterior é só dos adeptos do FCPorto a atirem pedras e petardos para outros adeptos e até para o próprios jogadores, mas a verdade é que nem todos somos assim. Não partimos estações de serviço por diversão ou andamos aí ao murro só porque alguém tem um cachecol vermelho. Isso é o que fazem parecer, não é a realidade.

Hoje, tinha eu estacionado o carro para ir para a faculdade e preparava-me para tirar o bilhete do parquímetro, quando um senhor abre a janela e me pergunta, com um daqueles papéizinhos na mão: "vai demorar? Ainda tem uma hora". Eu agradeci-lhe, mas disse-lhe que sim, que infelizmente ia demorar - fui burra, porque basta-me ter um papelzinho para a minha consciência não ficar pesada, porque no fundo eu demoro sempre mais tempo do que o limite que está no papel. Mas enfim, o que conta é a intenção.

Da mesma forma que vários senhores já me vieram ajudar a estacionar o carro, em dias que eu não estava para ali virada e o carro parecia nunca encaixar. Viam, ajudavam e iam à sua vida. É uma coisa normal por aqui.

Vejo muito turista que parece meio perdido no meio da cidade, a olhar para o mapa como um burro olha para um palácio, e que é ajudado - voluntariamente - por pessoas. Desde os mais novos aos mais velhos - e que giro que é ver aquelas senhoras, com mais idade e sotaque acentuado, a tentar ajudar pessoas que não se conseguem fazer expressar para além do inglês! Eu própria sinto-me invadida por este espírito e já não é a primeira, a segunda ou a terceira vez que ajudo pessoas meias perdidas (e eu não sou pessoa de falar, prontamente, com desconhecidos). 

Tenho pena que os meios de comunicação social só passem este tipo de imagens negativas de quem vive na Invicta: somos os rudes, os mal-educados, os que têm o sotaque "mais feio", os mais brejeiros, os mais arruaceiros, os mais incultos. E isso porque só mostram uma amostra - que existe - mas que não demonstra aquilo que verdadeiramente somos. Porque nós somos muito mais do que isso.

02
Dez13

Isto é um sonho

 

Houve muitos momentos em que pensei que este momento não se viesse a realizar. Estou cansada e sinto o peso dos meus próprios olhos a pesarem em mim.

Amanhã volto à minha vidinha normal, aos dramas, às alegrias, às tristezas... mas já sem esta pedra no sapato. O meu alívio é desmesurável. 

 

(a quem se mostrou minimamente interessado no trabalho... esqueçam! È a coisa mais maçadora, estranha e estúpida que possam imaginar - não é nenhum dos meus trabalhos giros de fotografia ou vídeo. Este é daqueles maus, não queiram nem saber mais sobre o assunto - eu farei o mesmo!!!)

02
Dez13

É hoje

Faltam basicamente quinze horas para eu acabar o trabalho que me tem vindo a chatear todo o semestre e sobre o qual tenho vindo a trabalhar toda a semana (em particular ontem, razão pela qual nem sequer tive tempo de cá pôr um pézinho).

Foi o trabalho que mais dores de cabeças me deu, que mais me irritou, que menos me vai servir para alguma coisa, que mais quis desistir, que quis ir a exame mas não me aconselharam pois sabem que quem vai a exame provavelmente fica pelo caminho (porque apesar de ser uma via legítima os professores não gostam que os meninos não façam os trabalhos e, ups!, chumbam a exame). Andei consumida por dentro durante mais de dois meses, mas isto vai hoje acabar, no momento em que vir que o estado da porcaria do trabalho é "entregue". Independentemente de ter ou não que faltar à única aula que tenho hoje para o acabar ou se ele for mais incompleto que completo: não quero saber. Hoje, depois de entregar o que quer que tenha pronto, vou dormir melhor do que nos últimos dois meses. O elefante que está na sala (e, aparentemente, em cima de mim, que o peso que sinto nos ombros é gigante) está prestes a falecer. Ainda bem que chegou o dia.

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