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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

03
Nov13

Azeitonices

Carolina

Ontem lá rumei para o Coliseu do Porto, com a minha mãe, para ver Os Azeitonas. Aqui há dias fiz-lhe uma surpresa e presenteei-a com os bilhetes, porque sabia que ela gostava muito de os ouvir ao vivo - eu já os tinha ido ver a Gaia, nos festejos dos cem anos do Jornal de Notícias, mas não me importava nada de repetir a dose.

E valeu a pena. Foi giro, giro, giro! Eu adoro o toque afrancesado e de anos 20 que eles têm - principalmente nas músicas em que a Nena participa (a minha nova pancada é a "Showbizz", cantada por ela, mas também já tinha uma paixão assolapada pela "Nos desenhos animados (nunca acaba mal)"). Para além disso, gosto imenso de sentir a música a ser formada mesmo em frente a mim, de uma forma muito crua e pura - e ontem tive tanto disso! Começaram à capella, depois juntou-se-lhes a banda habitual, depois um quarteto de cordas, mais o trio de sopros também habitual e, lá para o meio do espectáculo, subiu mais uma cortina e apareceu uma banda inteirinha, cheia de sopros! Maravilhoso! 

No mítico momento do "Anda comigo ver os aviões" o clube de fãs da banda preparou uma surpresa: em todos os lugares do coliseu havia um bilhetinho e um avião de papel, para que, quando a música começasse a tocar, a audiência atirasse o seu aviãozinho. O efeito foi para lá de giro (claro, não tinham cores como as pulseirinhas no concerto dos coldplay, mas não se pode pedir tudo) e eles pareceram adorar e ficar genuinamente surpreendidos.

Houve muitos momentos alegres, de salto e cantoria, mas tantos outros mais sóbrios, lindos de morrer, só mesmo com a música - purinha - em barulho de fundo. Muito especial. Mas o melhor momento de todos foi o final: a banda sai, tudo a pensar que o concerto tinha acabado, e entra a tal banda que tinha falado acima pelo meio da sala, passando entre a audiência em direcção ao palco. Todos com os seus chapéuzinhos à polícia e a cantar uma música de inspiração circense para, depois, entrarem também Os Azeitonas para tocar o "Circo Zen". Quando acabaram, fizeram o trajeto contrário, já com todo o pessoal que fez parte do espectáculo: saíram do palco, passaram pelo meio do público, saíram da sala e foram para rua. E continuaram a tocar pela Rua Passos Manuel abaixo, qual arraial! Não havia cá carros, sinais de trânsito ou polícia: eram milhares de pessoas no meio da rua, a acompanhar a banda pela baixa abaixo, parando só no Rivoli. Foi só uma das coisinhas mais espectaculares que assisti nos últimos tempos, completamente inesperado mas perfeitamente delicioso. No fim, depois de eles agradecerem mais uma vez através de um megafone e de convidarem quem quisesse para ir sair com eles, abriram caminho pelo meio da multidão e foram embora, em direcção ao coliseu: por mera sorte, o trilho que abriram foi mesmo, mesmo à minha frente, pelo que os vi passar, um por mim, mesmo junto a mim (e ainda consegui filmar um bocadito). 

Foi muito, muito giro. Para todos os alfacinhas (e eu sei que tenho leitores de lá) que ainda não têm bilhete: apressem-se, porque vão perder um grande espectáculo, dia 15, de uma das bandas mais promissoras do nosso país. Só resta perguntar: "O quê que estão a fazer, pá???" Vão mazé' a correr comprar um bilhete!

 

O avião e o bilhete:

 

"Anda comigo ver os aviões":

 

(a parte inicial, com os aviõezinhos a voar)

 

 

"Circo Zen":

 

 Passos Manuel abaixo:

 

02
Nov13

Mau encontro com a balança

Carolina

Isto é sempre assim. Enquanto eu estou mais em baixo, a balança está mais em cima. E não pode, não pode mesmo ser. Então ando eu num ginásio para isto? Nem pensar. 

Por acaso calhou bem: hoje, dia em que tive coragem para subir à balança, foi também o dia em que tirei a barriga de misérias e comi como um bizonte. Meti-me dentro de um restaurante de rodízio e alambazei-me como se não houvesse amanhã - e ainda bem que assim foi, porque não há mais disso nos próximos tempos. Nem pais-natal de chocolates em cima da secretária para ir petiscando; nem paniques de chocolate porque me esqueci da minha "peça de fruta em casa"; nem doces para sobremesa enquanto há frutinha da boa para comer; nem batatas-fritas no dia do almoço fora de casa; nem jantares á fartazana: se há sopinha, é o que se come. 

Acabou-se o bem bom. E o mau humor e isto tudo. O truque é manter a cabeça ocupada - trabalhando e estudando - e mexer o corpinho - indo ao ginásio. Porque se há coisa que me tira do sério é eu não me sentir bem comigo mesma quando me olho ao espelho. 

 

P.S: Alguém aqui faz bodycombat? E pilates? Se sim, digam coisas!

02
Nov13

Playlist de hoje

Carolina

A preparar para logo à noite, no Coliseu. Até lá, ao som deles, muito trabalhinho pela tarde dentro - tenho trabalhos de casa para fazer, fotocópias para tirar e coisinhas para estudar. Logo à noite é que é para desfrutar.

 

02
Nov13

Quem puxa para baixo

Carolina

O sentido da gravidade é para baixo; é para lá que vamos se estivermos em queda livre. Já viram alguém saltar de um avião e ir subindo, subindo, quebrando todas aquelas barreiras imaginárias às quais criámos nomes, na atmosfera? Não, pois não? Isso é porque o sentido natural das coisas é de cima para baixo e não de baixo para cima. Sem esforço, só vamos para cima com escadas rolantes ou com alguém a puxar-nos; para baixo, "todos os santos ajudam". Às vezes os santos, outras vezes os demónios, outras vezes nós mesmos, outras... só mesmo a gravidade, sem a ajuda de mais nada.

Há uma frase no Pretty Woman, dita pela eterna Julia Roberts, que diz assim: "People put you down enough, you start to believe it". Mas, hoje, eu pensei melhor. A verdade é que as pessoas não precisam sequer de nos deitar abaixo. Basta não deitarem, não mexerem, não tocarem, não respirarem, não estarem: porque nós vamos sozinhos, sem ajuda de nada ou de ninguém. 

Dei conta - apesar de já o saber - que todos os actos (ou não-actos) têm palavras implícitas; o facto de não se fazer, de não acontecer, de não se dizer, faz com que se passe uma mensagem que, se calhar, não é a verdadeira. O nosso cérebro é um tradutor de todas as línguas: as faladas, a que se transmite pelos olhos, pelo resto do corpo, as escondidas naquilo que nem sequer se diz; mas engana-se, e engana-nos a nós. E às vezes somos nós que nos pomos em baixo, porque a gravidade assim nos convida (sim, ela consegue ser terrível) - e, mais uma vez, não precisamos de ninguém para ser infelizes e acreditarmos no que não devemos. Ou, por outras palavras, esquecermo-nos daquilo que não devíamos.

Hoje, aqui, disseram-me que era bonita. Não quero saber daquilo que o meu cérebro diz (ou o que dizem os vossos, já agora, principalmente se tiverem uma opinião contrária): este comentário mexeu mais comigo do que qualquer olhar de um homem da rua ou dos piropos que ouvi na quarta-feira passada nos corredores do ginásio. Não é a mesma coisa. Não precisou de passar por centenas de descodificadores para decifrar a mensagem. Entrou e ficou, directamente. E já há muito tempo que não mo diziam. Porque embora eu me olhe ao espelho todos os dias e ache que, afinal de contas, não sou assim tão feia, não é isso que vejo - ou sinto - no meu dia-a-dia. E sabe bem, de vez em quando, uma mensagem destas entrar assim de rompante no nosso dia, para nos lembrarmos, muito claramente e sem mensagens nas entrelinhas, que nem todos os (não-)actos transmitem as mensagens certas e que o cérebro também nos engana. Há comentários feitos na altura certa. Outros lidos na altura correcta. Este conjugou os dois factores. E não podia ter sido melhor. Obrigada.

01
Nov13

Candy Crush

Carolina

Que erro, meu deus, que erro! Maldito o dia em que, como desculpa para o meu trabalho para a faculdade, instalei o Candy Crush. Eu sou teimosa e persistente: já me tinham avisado, já tinha lido que aquilo era viciante, que não se largava, bla bla bla. Mas, mesmo assim, descarreguei o jogo do demónio.

E agora, sempre que chego a casa, lá vou eu aos saltinhos de encontro ao tablets, contente da vida porque já devo ter mais cinco valiosas vidas disponíveis! Se isto não é de loucos? É. Mas pior loucura ainda é o sistema de vidas que aquilo tem! Então tem algum jeito uma pessoa ter de (des)esperar durante meia hora para jogar mais um joguinho? Então e enquanto estamos naquelas situações desesperantes, em que estamos encalhados num nível e estamos a tentar passa-lo a toda a força e nos dizem para esperar meia horinha? Ai!!! Pior do que isso é quando passamos as missões e só podemos jogar a próxima passado vinte e quatro horas! Isto é quê, tortura chinesa? Não se faz, senhores, não se faz! Eu sei que se preocupam com o bem estar geral dos seus jogadores - depois de cinco jogos seguidinhos, dão-nos meia horita de descanso, para ir fazer as necessidades, comer um lanchinho e confraternizar na medida do possível, mas já pensaram que nós sabemos cuidar de nós mesmos e há alturas em que jogar Candy Crush é quase uma necessidade fisiológica?! Acham bem termos de esperar uma pequena eternidade para descontrairmos? Bem me parecia.

Fica aqui o meu apelo. Caso contrário, formarei em breve a sociedade dos CandyCrushys Anónimos, que é para ver se nos deslargamos desta praga - é que viver numa espera constante não é vida para ninguém. Ou nos dão tudo e podemos jogar quando quisermos ou acaba-se já aqui com a brincadeirinha. Ai.

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