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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

07
Nov13

Cheguei.. e enregelei

Mas enfim, sobrevivi. Já apanhei chuvinha e muito frio, ou não estivesse eu em terras da D. Majestade. Já matei saudades do meu pequeno inglês, do meu irmão e já me acomodei na sua casinha fofinha, tipicamente britânica. Estou já a fazer toda uma reportagem fotográfica para mais tarde recordar.

Não vou conseguir postar as fotos aqui (para já, pelo menos), mas já sabem que me podem ir vendo no instagram (em @carolinagongui). Agora vou voltar a enroscar-me na manta, que isto de estar com os braços de fora é um perigo (as extremidades com o frio caem, não esquecer... e a coisa aqui não está para menos). 

07
Nov13

Estou com os venezuelanos

Nicolás Maduro, presidente Venezuela, decretou que a época natalícia já tinha começado no seu país. Eu, que até nem sou grande fã do senhor nem do regime que por lá se vive, aplaudo de pé. Por mim, o Cavaco podia fazer a mesma coisa. Decretava o inicio do Natal e era da forma que eu convencia a minha mãe a fazer a árvore de Natal antes de Dezembro - que isto com ordens da presidência é outra coisa!

O Natal é quando um homem quiser e eu cá estou com o Nicolás. Por mim começava já a pôr o CD natalício do Michael Bublé em música de fundo, ia buscar a árvore à cave, montava o presépio e as luzinhas todas e, com grande sacrifício, até começava a treinar a confecção dos bolinhos de bolinha, que, no dia D têm de sair perfeitos.

Mas enfim, o Cavaquinho, como de costume, não ouve as minhas preces e não me parece que queira prolongar esta época de felicidade e esperança antes do tempo suposto. Mas se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé, não há cá crises: eu não vou fazer já a minha árvore de natal (isto aqui em casa são discussões todos os anos, porque eu quero fazer a árvore antes do tempo "suposto"e a minha bem embirra em não querer) mas vou começar já, já a dar sugestões de presentes. Já o ano passado o fiz, e este ano renovo a dose. Se em 2012 a minha inspiração eram os presentes icónicos, que marcassem a diferença, mas ainda assim baratos, este ano continuo com o último factor (importantíssimo nos dias de hoje) mas com coisas que sejam mais úteis no dia a dia, que nos façam jeito, que temos a certeza que as pessoas, em alguma ocasião, vão precisar delas e as usarão. Tentarei ficar-me sempre pelo preço máximo dos 15 euros. 

Sendo assim, declaro oficialmente que este blog entrou em época natalícia. "Oh oh oh!".

06
Nov13

Pombo de carga

Atrás de mim tenho uma malão, gigante, aberto para receber tudo o que tenho para meter lá dentro. Vossemecês perguntam: "mas Carolina, por amor de Deus, só lá vais estar três dias, para que raio precisam de um malão?".

Eu explico: eu pouca roupa levo. O que vai comigo são salpicões, bacalhau, línguas de gato, prendas de natal antecipadas, brinquedos, rebuçados, chocolates, marmeladas, alheiras, chouriços... ou seja, tudo o que é bem português e não há lá na ilha. Levar-me a mim e à mala fica mais barato do que enviar tudo isto pelo correio, por mais ridículo que possa parecer. E eu não me importo, a sério que não me importo de andar a carregar pedaços de bacalhau e enchidos pelo aeroporto. Sou uma irmã fantástica que se sacrifica a fazer uma viagem (ah ah!) em pleno ano lectivo só para levar um cabaz destes ao seu querido irmão. Sou ou não sou uma querida? 

 

P.S.: Fica um aviso: se fica um cheiro, um cheirinho que seja, daquele peixe hediondo na minha querida roupa, alguém vai ter de me ouvir! Ai vai, vai!

05
Nov13

Fui à minha escola

Há umas três semanas fui à minha escola entregar uns apontamentos e testes a uns colegas meus que iam ter sociologia, tal como eu tive no ano passado. Fui lá durante um dos intervalos e, ao contrário do que seria normal, a minha reacção foi "oh meu deus, tanta gente!".

Entrei pela escola dentro, depois de cumprimentar calorosamente o porteiro que me viu crescer durante os seis anos da minha vida. Encostei-me a uma parede e esperei que a avalanche passasse: agora estou habituada a um pólo com poucas centenas de alunos (e parece que somos só uns 100, de tão pouca gente que por lá anda no mesmo período de tempo) e ver tanta gente junta ao mesmo tempo fez-me um pouco de confusão. É giro como a nossa percepção muda em tão pouco tempo.

Depois de dar o que tinha de dar aos meus colegas, era ver-me a correr atrás dos professores. De cada vez que via alguém conhecido, lá ia eu com o meu correr destrambulhado e meio que a gritar "professorrrrrrrr". Falei com a minha antiga professora de educação física, a de matemática (que adoro do fundinho do coração e que sempre me deu força e apoiou) e, claro, o meu professor de físico-química. Ai, as saudades que eu tinha! Fez-me logo um rol de perguntas como: "onde entrou?", "está feliz?", "não fez a praxe, pois não?". "Jornalismo", "vai-se indo", "claro que não!" foram as respostas que, prontamente, lhe dei. Depois desenvolvi e fiquei cinco minutos à conversa com um dos melhores - e atrevidos - professores do mundo que, como se nota pela pergunta da praxe, me conhece de ginjeira.

Toda esta dificuldade de integração na faculdade deu-me vontade de me reunir com as pessoas que me são próximas e me dizem algo. Tenho jantado, almoçado e tomado cafés com antigos colegas; tenho revivido momentos, sorrido com aquilo que já passou. Não podia deixar os professores de fora. Eles ensinaram-me muito mais sobre a vida e sobre mim do que propriamente sobre as disciplinas que lecionaram: tanto que me lembro deles quase todos os dias, mesmo que seja por breves momentos. Foi bom vê-los de novo. E já tenho saudades.

05
Nov13

Viajar sozinha

Tenho-me vindo lentamente a aperceber que viajar é uma das melhores coisas da vida. Apesar de todos os percalços que já tive em viagens (nunca são sossegadas, sabe-se lá por quê), continua a ser algo que procuro fazer sempre que posso e tento apanhar todas as oportunidades. Sempre dentro dos meus limites, claro: sou um bocadinho exigente em alguns pormenores e não me fico por qualquer coisa que apareça. Casas de banho partilhadas, pensões estranhas e coisas desse género ainda me fazem confusão.

Mas o que me traz aqui é um gosto particular que tenho - aliás, mais um desejo. Eu quero viajar sozinha. Sem ninguém a fazer exigências, sem ninguém a reclamar, sem ninguém a contrariar-me ou a querer visitar algo que eu não quero. Simplesmente sozinha. E isto pode parecer, à primeira vista, estranho, tendo em conta que uma das coisas de que tenho falado mais é da minha solidão permanente desde que cheguei à faculdade e o quanto isso me afecta. A verdade é que há uma grande diferença entre estarmos sozinhos e nos sentirmos sozinhos e solitários: eu posso estar no meio de uma multidão e estar o mais sozinha possível, e só com uma pessoa e estar perfeitamente bem acompanhada, aconchegada e feliz. É uma questão de sentimento e não daquilo que de facto acontece; a solidão muitas vezes não se vê, apenas se sente.

E eu sempre gostei de andar (não de me sentir!) sozinha. Eu gosto de ir fazer compras on my own, sempre gostei dos meus momentos no autocarro (apesar de todo aquele ambiente), nunca me importei de ir ao cinema sem ninguém, já fui vezes sem conta para Lisboa e para o Algarve sem companhia. E nunca me viram queixar por isso: porque de facto, para mim, não é um sacrifício. Eu gosto de estar comigo mesma, da minha companhia, dos meus pensamentos. E, acima de tudo, da minha independência.

Levantou-se há dias a questão de ir a Londres... sozinha. Eu queria, claro. Há tanto que gostava de fazer em Londres.. andar por aquelas ruas, aqueles museus, aquelas feiras... ouvir aquele sotaque delicioso. Mas já sabia que a ideia não ia ser acolhida com muito carinho aqui em casa - mais do que isso, seria (e foi) incompreendida. O facto de eu querer viajar sozinha - de achar que isso me dá outra liberdade, outra bagagem, que me fará sair um bocadinho "da caixa" - é algo com que, pelos vistos, pouca gente se identifica e entende (se assim não for, por favor, provem-me que estou enganada).

Enfim, poderá não ser daqui a meio mês, esta minha viagem feita só comigo mesma. Mas um dia irá acontecer, porque vai haver sempre gente que não quer ir, outras que não podem, outros que têm outros planos. E vou existir eu, que faço deste um plano futuro: quero viajar sozinha, um dia, para onde quer que seja. Se gostar, repito; se não gostar, de certeza que tenho um bilhete de retorno.

05
Nov13

Bom dia!

Hoje tenho aulas desde as 8h até às 17h... comecemos assim a manhã, que é preciso boa disposição para um dia teórico como este:

"O mundo acaba, o fundo acaba, tudo acaba, nunca acaba o nanana. (...) O dia acaba e um dia o sol também se apaga, não se apaga o nanana. Se tudo passa, uma pressa que tu nem te passa, não te passa o nanana!"


(resta esperar que o dia acabe rapidinho... e só fique o nanana)

 

04
Nov13

Dormes: pagas

Às vezes dá-me uns sonos diabólicos a meio do dia. Aqui há um ano davam-me mais, pois tinha demasiado tempo livre para desfrutar, mas entretanto a maleita passou-me. Principalmente depois do almoço dava-me um sono impossível de suportar, qual tse-tse que me havia ferrado, e eu tinha de me encostar no sofá a tirar uma bela - e longa - sesta. 

Hoje deu-me uma dessas. Depois do almoço caí no sofá e ninguém me conseguia tirar de lá - nem sequer o peso na consciência do trabalho todo que tenho pendente. Não conseguia, era mais forte que eu. E nem sequer foi um bom sono, reconfortante e relaxado: eram barulhos por todos os lados, movimentação, até que decidi mudar-me de malas e bagagens para a minha cama. E foi aí que me apercebi que o meu pescoço doía a cada passo que dava. Entrei em negação e dormi mais um bocadinho, bem direitinha, à espera que passasse.

Acordei há pouco. Com dores no pescoço, enjoos e dores de cabeça. Já nem uma sesta se pode tirar neste mundo sem ter consequências (e como se o peso na consciência já não fosse o suficiente)...

04
Nov13

Falemos de novo na faculdade

Não vejo isto como um bicho de sete cabeças: não em relação ao trabalho, às cadeiras, às modificações do secundário. A minha maior dificuldade, já o disse aqui e já falei mil e uma vezes, é fazer parte daquele meio: não sinto que haja um spot ideal para mim, ali no meio; vejo toda a gente feliz e contente por estar na universidade e eu, mais uma vez, estou deslocada, não me sinto assim. Estou ali por estar, porque é o passo seguinte, porque hoje em dia me traz vantagens, porque queria, como todos, ser uma aluna universitária. Sabia que a integração não ia ser uma tarefa fácil para mim, mas não tanto como está a acontecer: e é aí que está o cerne do problema. Não há um equilíbrio nisto tudo: eu gosto do curso, das cadeiras, mas não sinto que pertença ali. Estou, mais uma vez, sozinha. Sozinha. Sozinha. Sozinha.

Mas enfim, para além desse major problem, o outro com que me defronto é a falta de tempo e a eterna preocupação. Estou sempre preocupada com um trabalho, com um relatório que tenho de entregar. Já me vou habituando, organizando - agora é ver-me sempre agarrada ao calendário do telemóvel, a apontar tudinho para nunca me atrasar nem perder nada de vista  - mas, ainda assim, não está a ser fácil.

Nesta semana em particular avizinha-se uma correria. Tenho um trabalho para entregar, parte de outro a enviar... tudo até quarta-feira, que é dia de fazer as malas: tive de antecipar a viagem para Inglaterra e, quinta-feira, vou de malas aviadas para terras de D.Majestade, ter com o meu irmão. Mas, antes de espairecer e mudar de ares durante uns dias, tenho muito trabalho pela frente. O nível de stress aumenta, só!, a cada segundo que passa. 

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