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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

02
Out13

Não há cá invasões

Há muita gente que, quando deixa aqui um comentário esporádico e, normalmente, pela primeira vez, começa assim "desculpa a invasão, mas tinha mesmo de comentar este post". Confesso que, de cada vez que leio isto, me dá um bocadinho de comichão. 

Embora eu às vezes o trate assim, este blog não é uma casa: não tem muros, uma fechadura, um portão. É aberto ao público e isso significa que estão livres de expressarem qualquer tipo de opinião, quando quiserem e em que publicação desejarem. Não posso dizer que escreva somente para vocês lerem, mas hoje em dia isso é de facto uma realidade: a escrita é a minha terapia, o meu psiquiatra privado, o meu choro e os meus sorrisos; é um dos meus "sítios" mais puros, e é acima de tudo por uma questão de sanidade mental a razão porque escrevo. Mas podia faze-lo num diário, e não faço. Hoje, nem sequer conseguiria. Estou habituada que leiam o que escrevo, por muito parvos e desnecessários que sejam os meus textos; adoro da minha "clientela" habitual, mas agrada-me particularmente quando pessoas de fora se sentem atraídas pela caixa de comentários e, de certa forma, mostram o seu apreço. É para isso que eu aqui estou.

Pedirem desculpa "pela invasão" é o mesmo que pedirem desculpa ao autor de um livro por terem lido a sua obra. Não faz sentido. Vocês não têm de pedir desculpa - nós é que temos de agradecer.

01
Out13

Pãozinho pela fresca

Há quinze anos que vivo nesta casa que, apesar de ter mil e uma coisas maravilhosas, tem a grande desvantagem de ser um pouco deslocada. Ir a pé comprar pão, ir ao supermercado ou à farmácia é possível... mas cansa demasiado e está muito fora de mão. Por essa razão é que nunca tive pãozinho fresco pela manhã - durante muitos anos não tomei pequeno-almoço, mas desde há uns tempos para cá que tomo e, admito, faz-me alguma falta. De quando em vez comia-o torrado, mas não é a mesma coisa (não me interpretem mal, torradas com manteiga é um manjar dos deuses, mas não é para comer propriamente todos os dias).

No sábado lembrei-me que, algures na cozinha, tínhamos guardado uma máquina de fazer pão que havíamos comprado há uns cinco anos. Nessa altura, fazíamos pãozinho todos os dias, experimentávamos sempre novas receitas, e cada manhã era uma surpresa. Depois, não sei bem porquê, deixamos de fazer e a máquina arrumou-se para um canto escondido. E eu fui agora busca-la.

As coisas, desde há uns nas para cá, já evoluíram, pelo que já há farinhas pré-preparadas que é só pôr na máquina, juntar água e está feito! Na altura, tínhamos de comprar fermento (cheirava horrivelmente) e tudo o resto, tudo mais "manual", agora nem por isso - claro que tira um pouco piada à coisa, mas depois de fazer o processo meia-dúzia de vezes só se quer é despachar e ter pãozinho quente na manhã seguinte. Estou agora no processo de experimentar as várias farinhas, de diferentes marcas, que há no mercado. Com sorte, ainda faço aqui umas reviews sobre pão, assunto sobre o qual, e não me querendo vangloriar, percebo bastante (eu por mim comia três baguetes do lidl ao dia... ou se calhar quatro, pronto). Para já, o vencedor é o pão de centeio da marca Branca de Neve, mas vamos só no início. Por agora, já estou a pensar no que sairá dali amanhã...

 

01
Out13

Back to short

Quando cheguei a casa para almoçar me olhei ao espelho, vi logo que a situação não podia continuar. O meu cabelo - esticado horas antes - já estava meio encaracolado e feio, com aquela bagunça típica dos cabelos médio/longos que acontece quando está este tempo húmido e chuvoso. Estava a ornar-se em tudo o que critico nos cabelos longos. Tinha-vos dito que estava reticente em cortar a crina desta vez, porque, de facto, os cabelos longos mexem connosco (cientistas, ora aqui está algo bom para investigar: aposto que isto mete hormonas aqui no meio).

Posto isto, tive de agir rápido, antes que mudasse de ideias. Enquanto caminhava para a faculdade, liguei para o cabeleireiro e tentei marcar para amanhã: não dava. Então e hoje? "Ah, dá perfeitamente". "Óptimo!" E lá fui, saidínha da faculdade, para me sentar no cabeleireiro. Expliquei o que queria a uma cabeleireira que nunca me tinha arranjado o cabelo (sim, eu sou assim, meto-me nas mãos de desconhecidas - a parte boa é que pode sair muito bem, a parte má é que pode sair muito mal: só temos é de experimentar) e, depois de nos entendermos e de eu de lhe dar luz verde em tudo ("sim, pode cortar o que quiser", "sim, o comprimento não é um problema", "sim, pode cortar ainda mais"), o resultado final - para já, sem ter lavado - foi muito bom.

É nestes dias em que fico orgulhosa por ter lutado comigo própria - porque hoje custou-me um bocadinho mais do que antes a sentir o cabelo cair (e ainda caiu muito), mas levei a minha avante na mesma -, tendo em conta no fim me senti maravilhosamente bem. A nossa memória passa a vida a pregar-nos partidas e eu já não me lembrava do quanto gostava do meu lindo cabelo curto. É tão bom.

 

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