Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

07
Out13

PhoneBlocks

A verdade é que eu sou uma grande entusiasta no que diz respeito a novos gadgets e brinquedinhos tecnológicos. Se eu tivesse dinheiro, comprava essas tralhas todas - muito provavelmente, não ia usufruir de todas, mas pronto, são manias que uma pessoa tem. Haviam de me ver quando descobri os Google Glasses, há uns anos - quase pulava de entusiasmo!

Uma seguidora de há muito tempo, a Andreia (e quando digo muito tempo é assim mesmo dos primórdios), que acaba por já me conhecer bem, às vezes manda-me umas coisas engraçadas para ver se eu gosto. A última que me mandou foi o PhoneBlocks, pelo qual me apaixonei instantaneamente. O que é? Um telemóvel onde podemos adaptar tudo o que quisermos a nosso gosto. Podemos mudar a câmara para a que preferirmos, aumentar a memória ou a bateria... enfim! O objetivo é não mudarmos de telemóvel de cada vez que aparecem coisas novas e melhores, mas podermos melhorar o nosso próprio aparelho à medida que o tempo for passando e as nossas necessidades forem mudando. Chama-se PhoneBlocks porque é, de facto, construído por blocos, quais peças de lego. É um mimo. Pena ser só um protótipo, para já, porque senão, assim na loucura, ainda o comprava. Passem pelo sites deles e apoiem o projeto, que é basicamente isso que eles querem para o levar avante. Já vos disse que adoro boas ideias?

 

07
Out13

A primeira buzinadela

Já aqui disse que sou uma paz d'alma a conduzir, pelo menos para quem não vai dentro do meu carro (esses são capazes de se assustar de quando em vez e de ouvirem um ou outro apontamento de irritação como "a sério que não vais tirar a carroça daí, amiguinho?" ou "isto faz-se? Por amor da santa!"). Deixo passar, espero, não reclamo de forma a que os outros oiçam e partam para uma murraça... nada, nadinha. Mas há uns três dias alguém me tirou do sério.

Acho que já não estava particularmente bem humorada, mas no meio da anarquia que é o trânsito, uma pessoa fica ainda pior. Eu, apesar de não reclamar vivamente (sim, eu tenho medo de um potencial louco que saia do carro e me desfaça em pedacinhos), fico passada, possessa, lixada e raivosa por ver , especialmente, carros estacionados em segunda e terceira mão e parados no meio da rua. É uma autêntica falta de respeito! Fazem das estradas parques de estacionamento sem o mínimo esforço e a polícia não mexe uma palha! (Enfim, não vou continuar, só de pensar no assunto já estou a ficar nervosa.)</span>

Continuando: eis que, depois de passar tantos obstáculos, chego ao cruzamento da minha rua e está um carro, literalmente, no meio da "boca" da rua, que só por si já é apertada! No meio, obliquamente, a acabar de pôr os quatro piscas, como quem diz "não tenho mais sítio nenhum para estacionar e preciso de ir buscar o meu filho ali à creche, vou deixar o carro aqui no meio da rua, que depois até é mais fácil de tirar"! MAS O QUE É ISTO???? Passei-me, passei-me, passei-me. Quanta lata é preciso para fazer uma coisa destas? Juro que os quatro piscas já estavam ligados e que o condutor já se preparava para deixar a carripana no sítio onde o carro decidiu ficar. E, como tal, vai de carregar na buzina. Isto não há paciência nem boa vontade que aguente esta balbúrdia, falta de respeito e civismo que se vive no trânsito. Juro que fico com os nervos em franja só de escrever.

06
Out13

O mau gosto supremo da Zara

Criticar a Zara tem sido um dos meus passatempos ultimamente, mas a verdade é que eles me facilitam a vida em larga escala. Agora, para além de poder criticar a qualidade e os preços, posso também dizer mal do tremendo mau gosto que eles têm! Atentem a estes três looks que encontrei pelo site deles, enquanto tentava ver algumas peças singulares (eu abro a página para ver uma peça e fico logo ofuscada por aqueles conjuntos que metem medo ao susto, acabando por nem ver nada daquilo que me podia, potencialmente, interessar):

 

 

 

 

E viva a Zara!

 

P.S.: Não é minha intenção criticar alguém que opte por este estilo de roupas e conjuntos. Uma opinião é só uma opinião, e eu limito-me a não gostar (e a expressa-la, como se viu neste caso).

05
Out13

Ahhh, um jantar de curso, que bom

Não sei se ao fim da segunda semana já podemos considerar a integração (ou a falta dela) um problema. Eu diria que sim. A coisa não está mesmo fácil.

Eu bem tento sair da caixa, abrir horizontes. A sério que faço um esforço gigante para sorrir, para meter conversa quando posso, mas é algo que simplesmente não faz parte de mim e acho que me sai muito pouco naturalmente. Isto para dizer que, apesar de tudo, não me encosto a um canto e estou na minha: eu estou ali no meio... mas é como se não estivesse. Até meto conversa com a rapariga do lado, pergunto-lhe o nome e de que turma é mas.. não sai dali. Parece que tenho uma coisa escrita na testa a dizer "não falem para mim, eu não sou simpática". Provavelmente, faço tanto esforço para o ser que me sai tudo ao lado. Enfim.

Mas o busílis da questão está que na próxima quinta-feira há um jantar de curso. Uma alegria, de facto. E há várias perspectivas aqui a ter em conta: eu podia ir ao jantar e, na melhor das hipóteses, até conhecia pessoas com me identificasse; o pior cenário neste caso era, mais uma vez, ficar na minha, meia abandonada no meio daquela bagunça. Ou então as pessoas verem que eu não fumo nem bebo álcool e começarem a pensar "mas ela pensa que tem quê, cinco anos? Cresce para a vida, miúda!". Por outro lado, podia não ir e dar numa de grande anti-social - que, como é óbvio, é o que me apetece fazer (isso faz de mim uma grande anti-social?). Tenho a certeza que esta segunda opção me iria poupar problemas e aborrecimentos - porque todos sabemos em quê que consistem as festas universitárias, e quem me conhece sabe que toda eu tenho uma ligeira aversão a isso. "Bota abaixo!". Nãããão. "Mão direita, copo cheio, é penaltiii". Também não! Dispenso, passo muito bem, obrigadinha.

E é isto. Estou aqui num impasse de vai-não-vai tremendo, sendo que o mais engraçado disto tudo é que a minha vontade de ir é nula. Só o esforço que coloco em pensar em ir já é deveras honrável, digo-vos; tentar pôr de parte quem nós somos não é de todo fácil... e nem sempre vale a pena. Portanto ainda terei de (re-re-re-re)meditar sobre o assunto.

05
Out13

Dica do dia

Sou-vos muito sincera: eu sou aquela pessoa que passa sempre aqueles posts que dizem que o produto x é fantástico, maravilhoso e infalível. Raros são aqueles que sequer abro - e quando tal acontece são normalmente de bloggers "normais". Descobri o overlacquer da MAC num blog, por acaso, mas de resto ignoro sempre. A razão é simples: a maioria das vezes este tipo de publicações são patrocinadas pelas marcas em questão, e os bloggers, fazendo o trabalho deles, publicitam e dizem que é fantástico e tudo mais. E eu não censuro, limito-me, pura e simplesmente, a não acreditar.

Por isso é que, se não quiserem acreditar em mim, também estão à vontade - posso no entanto garantir que nunca fui paga para nada e que este post é publicidade à borla porque gosto mesmo muito deste produto que vos vou falar. Para pessoas que, como eu, não têm um cabelo liso, que o esticam frequentemente e que não lhe prestam muito mais do que os cuidados básicos, esta é uma solução óptima. 

Aqui há dias roubei à minha mãe um produto da Schwarzkopf, o "Gliss Hair Repair", que nunca mais larguei. O cabelo estava bastante afetado pelo cloro das piscinas e o sal do mar e, do nada, rejuvenesceu. Ficava muito mais liso, com um ar super natural e brilhante. Apaixonei-me instantaneamente. Para além disso, tem um cheiro que adoro.  Agora, sempre depois de tomar banho, dou três borrifadelas no cabelo e, voi lá, tenho um cabelo com muito melhor aspeto do que antes. 



04
Out13

Em busca da francesinha perfeita 1#

Isto do meu restaurante favorito de francesinhas ter fechado tem muito que se lhe diga. Não foi mais um, simplesmente. Foi O restaurante! Agora onde é eu vou comer quando me der aqueles desejos insaciáveis? Não pode ser, uma pessoa entra em depressão por causa de uma brincadeira destas! Não devia ser permitido fechar assim os restaurantes... os clientes habituais deviam ser informados pelo menos duas semanas antes, de forma a irem lá e encherem o bucho o mais que puderem, para matarem as saudades mesmo antes destas aparecerem. É um mundo injusto, este.

Mas enfim, agora já não há nada a fazer. Tenho portanto de me sujeitar às outras francesinhas, com carnes de que não gosto, molhos que incendeiam todo o sistema digestivo de tão picantes e salsichas fracas. Comecei hoje a minha prospecção de mercado quanto a esta especialidade tripeira e vou fazendo críticas à medida que for provando. Mas aviso já que aquele restaurante é como um primeiro amor para mim: todos os que vêm a seguir vão ser, de alguma forma, comparados com o primeiro. Não há nada a fazer.

 

Francesinha 1#: na Cufra.

Conheço pessoas que dizem que aquela é a melhor, que é super típica e tititi. Foi a nossa primeira investida, no que diz respeito à nossa investigação.

O restaurante ficou parado no tempo, com bancos corridos ao longo de uma sala e cadeiras de balcão saídas dos anos 60, muito ao estilo de uma disco fraca dos dias de hoje. O ambiente é mais "popular", com uma relação cliente-empregado bem diferente da do outro restaurante onde ia: aqui é de amigo para amigo, uma relação mais física e descontraída; no outro sítio era mais cortês e educado. No entanto, a simpatia é um ponto forte. Mas, a nível de ambiente, devo confessar que me senti um pouco deslocada.

No entanto, se a francesinha fosse de bradar aos céus, eu esqueceria todos os senãos e aquele passaria a ser o meu spot. Mas não era. Em vez de bife levava vitela assada - o que não é mau, não fosse a carne estar extremamente seca. O molho era demasiado picante para o meu gosto (eu gosto de francesinhas soft, até porque o meu fígado e vesícula não me permitem grandes exageros) e ácido - tinha um toque de álcool (vinho ou cerveja, não consegui identificar) demasiado sobressaído. Por fim, não tinha uma coisa que aprecio muito e que é rara: o pão não era estaladiço. Não passava de pão de forma normal, nada torrado; no outro restaurante, torravam-no levemente, de forma a que ele tivesse um toque estaladiço quando o trincávamos. Ai as saudades...

Em suma, e de uma forma geral, a avaliação não foi muito positiva. Esperava mais, tendo em conta a fama. O próximo deverá ser o Galiza, com o Capa Negra também já na lista. Se tiverem sugestões a dar, sintam-se à vontade para o fazer!

04
Out13

Renovar o roupeiro, parte 3

Há uma semana estava tirar 1/3 do meu roupeiro para dar ou deitar fora.

Na quarta consegui comprar umas botas.

Hoje é dia de comprar calças, para compensar umas 3 que tenho que dispensar (a par de outras duas que já despachei há uma semana). 

Isto dói. Na carteira e na alma.

03
Out13

Alegrias do futebol

Deram-me as saudades e fui rever aquele glorioso momento, algures em Maio, em que o Porto ganhou ao Benfica aqui no Dragão, nos descontos. Para quem não se lembra ou não gosta destas coisas, ao minuto noventa o jogo estava empatado e, um minuto passado dos descontos, o Portinho marca um golo. Vi um ou dois vídeos feitos por adeptos que estavam no estádio e foi suficiente. O golo em si pouco me importa, mas sim todas aquelas reações.

Há muita gente que fica admirada por eu ser uma adepta deste desporto, mas a resposta é muito simples: eu acho que ver futebol, ser adepta desmesurada de um clube - ainda para mais do Porto, nesta altura (há uns vinte anos atrás estava desgraçada) -, é uma das formas mais fáceis de obter felicidade. Claro, também há desgostos, que doem quase tanto como um desgosto de amor - mas ao contrário destes últimos, esquecem-se muito mais depressa (se tudo correr bem, é logo na semana seguinte, com uma vitória para recuperar). Basicamente, é tudo demasiado sentido: um golo marcado é profundo êxtase, um golo sofrido é uma depressão. 

Fui procurar aquele jogo em particular porque jogar contra o Benfica é sempre importante. Ainda para mais foi no dragão. E nós ganhamos. Nos descontos. E isso fez-nos campeões na penúltima jornada. E porque todos aqueles festejos, gritos e urros ouvidos naqueles vídeos turbulentos transmitem tudo, tudo isso. É uma libertação tal que o coração quase nos sai fora do peito; é uma alegria desmesurável, um tanto ao quanto parva e pouco duradoura, mas não é por isso que deixa de ser uma alegria. É despreocupada, sem consequências futuras; muito pura. E só por isso vale a pena viver aquilo - porque no fundo, todos queremos a mesma coisa, e momentos como aqueles - dados de mão beijada apesar do sofrimento - são preciosos para seres que têm como maior objetivo na vida serem felizes.

02
Out13

Estagnada

Andava eu a ler tanto e tão bem e, de repente, puff, acabou-se o bem bom. Decidi pegar n'"A Rapariga que Roubava Livros" e aqui estou eu, e estagnada, com metade do livro por ler ali em cima da mesinha de cabeceira. 

Muito honestamente, não sei bem a razão. É um livro escrito de uma forma diferente, muito bonita, só que talvez não seja a mais atrativa para mim; é uma história passada num tempo que me desperta muita curiosidade, com personagens interessantes, mas continua a não me conseguir cativar. 

Nos últimos tempos, fazia o tratamento do pé cheia de força de vontade: estar ali deitada significava poder ler mais e mais, pelo que cheguei a ficar mais de duas horas com aquela manga enfiada na perna - e nestes últimos dias faço até por escapar, porque não há nada de muito motivador ali: o tratamento, nem por sombras; o livro, também um pouco longe daquilo que devia ser.

Mas deste eu não quero desistir e estou a fazer um esforço grande para o acabar, obrigando-me a ler e a agarrar-me a ele enquanto me resta alguma vontade - e a verdade é que, quando estou a ler, até gosto. O pior é quando o cansaço acusa e o pouso: depois disso, não o ouço a chamar por mim, a obrigar-me a folhe-lo impiedosamente para chegar até ao fim. É estranho. É um caso único até agora, este misto de sentimentos que esta obra está a provocar em mim: o facto de não perceber o que está "mal" nele para não o devorar está a intrigar-me imensamente.

Pesquisar

Mais sobre mim

foto do autor

Redes Sociais

Deixem like no facebook:


E sigam o instagram em @carolinagongui

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Leituras

A ler:



goodreads.com


2019 Reading Challenge

2019 Reading Challenge
Carolina has read 1 book toward her goal of 12 books.
hide

Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2013
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2012
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2011
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Ranking