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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

19
Out13

Em busca de uma epifania

Esta semana foi psicologicamente desgastante. E, pensando bem, também fisicamente, não tivesse eu começado a mexer-me e a auto-convencer-me que sou deveras saudável. Mas a faculdade foi a responsável pelo primeiro cansaço que é, muitas vezes, o pior.

Tinha em mão um trabalho diferente do normal: não tinha de me sentar em frente a um computador ou a um pedaço de papel e começar a escrever; não tinha de investigar ou ler. Só tinha de pensar. Brainstormingar. Imaginar. E tinha um prazo para isso e, à medida que os dias passavam, eu sentia-me a sufocar por não me conseguir lembrar de nada bom para aquilo que eu precisava - era como um colar que apertava cada vez mais, a cada tic tac. E eu, com a falta progressiva de oxigénio, tornava-me cada vez menos criativa. O motor já não estava a trabalhar como devia. E a minha preocupação aumentava até porque era algo que queria muito, mesmo muito, que ficasse bem. 

Na terça-feira deitei-me com as galinhas e obriguei-me a pensar até sair algo; pus o telemóvel ao meu lado, aberto nas notas, e fui apontando aquilo que me ia lembrando. Teve que ser. Custou-me. Mas por entre devaneios, lágrimas (eu estava num dia mau) e a busca por uma epifania sagrada, surgiram-me temas para os dois trabalhos que tinha em suspenso. Precisava de, no dia seguinte, entregar um relatório e oficializar uma ideia e consegui. Um milagre autêntico que me tirou um enorme peso de cima.

São duas ideias: uma para fotografia e outra para um filme. Vou deixar o suspense no ar e vou mostrando, quando estiver satisfeita, os resultados que surgirem. Vai-me dar trabalho, muito para que fique tudo como eu imagino (e fazer jus ao que nos passa pela cabeça é sempre difícil), mas vou fazer por isso. Acho que no fim ficarão tão surpresos quanto eu. Ou pelo menos assim o espero.

18
Out13

Não aguentei

Este momento vai ter de se repetir. Desta vez na minha cidade Natal. Sem chuva. Sem frio. Só não garanto que as minhas pestanas não se tornem a molhar perante tamanha perfeição. 

Vemo-nos dia 26 de Novembro, Jamie.

 

[Jamie Cullum, If I Rulled the Worl, EDP Cool Jazz, 2013]

18
Out13

Viva a televisão portuguesa!

Estou espantada, de queixo caído, mortificada com tamanha competência!

Pela primeira vez na vida, as séries que toda a gente acompanha estão a ser transmitidas nos canais TV Cabo sem uma diferença temporal de meio ano! Uau! Finalmente puseram tradutores a trabalhar (ou se calhar foram mesmo buscar as legendas à internet, uma pessoa nunca sabe) a tempo e horas e começaram a transmitir as coisas de forma minimamente actualizada. Pessoas que forem controladas e não tão maníacas como eu em relação às séries que adoram, se calhar até aguentam esperar pelos novos episódios e vê-los no conforto do seu sofá, com legendas em termos e no belo do plasma, em vez de os sacarem da net (não, desculpem, ninguém faz uma barbaridade destas, lapso meu) e verem no ecrã do computador, recostadas na cadeira que, afinal de contas, não é assim tão confortável.

Estou orgulhosa, pá.

17
Out13

Alisamento progressivo: sim ou não?

Da última vez que fui cortar o cabelo, a cabeleireira tentou vender-me um alisamento progressivo. Ouvi o que ela tinha a dizer mas não abri a boca, para não cair em desgraças. Normalmente não gosto que me tentem impingir coisas, fico até um pouco irritada, mas deixei-me estar, porque a ideia não era de todo despropositada.

Naquele dia disse logo que não, até porque não sabia para que valores uma brincadeira dessas iria. Agora já sei: 150 euros. É muito dinheirinho, nos dias de hoje... Mas a verdade é que estou a ponderar faze-lo. Não gosto de ver o meu cabelo ondulado quando estou com o cabelo assim curtinho, pelo que tenho de o esticar todos os dias: mas para além de ser difícil mantê-lo esticado com este tempo húmido (e ele fica ainda pior do que originalmente), atrás ele fica-me sempre ligeiramente "arrebitado", por estar extremamente curto (tenho aí uns 7 cms de cabelo, se tanto). 

Já falei com a minha esteticista - em quem confio - e ela diz que os resultados são mesmo bons, duradouros e que o cabelo fica com um aspeto super brilhante e saudável, sendo que tem a grande vantagem de ter de se dar só uma secadela e ele ficar direitinho.

A cabeleira, quando me falou disto, disse-me que ela própria já tinha feito que tinha ficado muito bem e que, passado uns cinco meses (se não me engano) ainda se notavam alguns efeitos, apesar de que o cabelo que vai crescendo vai ficando com "textura" natural. Daí se chamar "progressivo", porque ao longo do tempo ele vai voltando ao que era de uma forma natural.

Estou a ponderar largar o dinheiro que tinha guardado para mais umas botas e fazer este investimento. Já alguém daqui fez? Se sim, que me dizem?

17
Out13

Em busca da francesinha perfeita 2#

Francesinha 2#: no Galiza (Campo Alegre).

Era o sítio onde o meu pai ia antes de ir ao Gambamar, que foi o tal restaurante que fechou. Nisto, já lá vão umas décadas. Ainda assim, e porque há tempos vi uma foto de uma amiga lá, decidimos experimentar.

O ambiente é, sem dúvida, muito melhor que na Cufra - menos "popularucho", mais sóbrio e, apesar de tudo, mais actualizado. Senti-me mais contextualizada, ali. É engraçado como um restaurante na Avenida da Boavista, que devia ser bastante mais chique, tem um público-alvo tão diferente deste, no Campo Alegre, que apesar de ser uma bela zona, não pode ser comparada àquela grande via no centro da cidade. A relação empregado-cliente já é feita de uma forma mais cortês e não de amigo-para-amigo.

Quanto à francesinha, agradou-me muito mais do que na Cufra. Ainda assim, com falhas graves. Aliás, uma grande falha, que é o suficiente para estragar tudo. No ínicio não dei conta e pensei "é desta, o meu problema está resolvido", mas afinal não estava assim com tanta sote. Quando cheguei a meio comecei a desfazer a francesinha toda, porque o bife que lá tinham posto estava cheio de nervo e, ainda por cima, estava extremamente mal passado, o que me dificultava o corte. Cheguei ao fim a comer pão, fiambre, queijo, mortadela e molho, porque os meus dentes já não rasgavam conveniente aquele naco de carne, de tão mau que estava. É uma pena, porque o molho - apesar de não ser igual ao do meu restaurante-referência - é melhor que na Cufra: não é tão agressivo e picante e eu consigo, portanto, manter o meu esófago intacto, sem sentir que toda eu sou fogo. 

Ainda não foi hoje. Vou continuar a minha busca.

16
Out13

(Deixar de) Acreditar

Bateram à porta por volta das oito da noite. A minha mãe foi ver quem era e despachou, dizendo para quem quer que fosse para voltar de dia. Supostamente, era alguém a vender santinhos para a angariação de fundos para uma menina com leucemia.

Eu pus-me a pensar e, pessimista como sou, fiz logo todo um filme - para além do mais, têm havido uma série de episódios estranhos aqui em casa, pelo que andamos em alerta máximo para este tipo de coisas. Hoje em dia, há imensas campanhas para ajudar crianças com este tipo de doenças - e eu até contribuo, muitas vezes. E, como eu, tantos outros portugueses, que podem ter mil e uma coisas más, mas são sempre solidários, por pouco dinheiro que tenham na algibeira. É algo que nos toca, que mexe connosco e no qual temos, normalmente, o instinto imediato de ajudar.

Posso estar a ser tremendamente injusta - e espero que sim - e aquele senhora estar mesmo ali por uma boa causa, para ajudar alguém. E se não fosse, não seria tremendamente bem pensado? Atrair alguém a abrir a porta por uma boa causa e depois... pumba? Mais: sabermos que, se não abrirmos como foi o nosso caso, vamos ficar sempre com um certo peso na consciência. Se calhar há mesmo uma menina doente a precisar de vender santinhos para se curar. Ou então não. Porque, para o bem e para o mal, vivemos no século XXI, onde se fazem descobertas bombásticas, grandes avanços na medicina e se desenvolvem coisas maravilhosas, mas, ao mesmo tempo, se matam milhares de pessoas de uma só vez com um certo pózinho, se esfaqueiam miúdos em plena escola e se transmitem os sequestros em directo dos Estados Unidos. Essas coisas entram-nos na cabeça e ficam a pairar aqui, como meras possibilidades. E a desconfiança que se vive é demasiada para acreditar em alguém que nos pede para abrir a porta quando já está escuro como breu.

15
Out13

As verdades escapam-nos

Por muito que fujamos delas, fechemos os olhos, elas vêm ao nosso encontro. Em muitas coisas. Nas mais pequenas, até.

Não é preciso ir muito longe. Se me apetece ir ao sushi, tenho de ir sozinha. Se me apetece ir ao cinema, também não tenho grande volta. Se me apetece ir espairecer, também é bom que vá sozinha. Se me apetece jantar fora, tenho mesmo de desencaminhar o meu pai da sua dieta. Ou arranca-lo do sofá para ir dar um passeio comigo à baixa. Porque a solidão vê-se nestas pequenas vontades que viram tristezas. E, mais do que ver, sente-se.

Hoje a verdade escapou-se-me e é um dia mau. Amanhã fecho os olhos outra vez.

15
Out13

Cão rima com coração

Tive cães desde que vim para esta casa, há quinze anos. Antes disso, tinha uma coelha, a Simona (sim, é um nome estranho, mas nós pensávamos que era um coelho, o Simão, mas quando descobrimos que era uma coelha tivemos de fazer uma mudança de última hora), que quando veio cá para casa inspirou uns ares maléficos e ficou má e mordia tudo e todos. Depois, já aqui, tive gatos (o Tomás, que era demasiado bebé e morreu, mas era adorado aqui em casa, a Maria que foi morta pelos meus cães e o Manel Porco, nome pelo qual ainda hoje, carinhosamente, o apelidamos). Isto não contando com os galinheiros onde sempre tivemos com galinhas, patos, coelhos e às vezes outras aves estranhas.

E a verdade é que eu adoro animais. Cada vez mais, a cada dia que passa (vamos só excluir os ratos deste conjunto). Cães, então, são a minha perdição. Como disse, sempre os tive, mas só agora é que me liguei definitivamente a eles e lhes dou toda a atenção que consigo. Agora nunca me sinto sozinha quando estou em casa - saio do quarto e, faça chuva ou faça sol (e eu prefiro com sol, obviamente), vou lá para fora e brinco com eles. E falo-lhes e faço-lhes umas judiarias para eles ficarem todos animados. E consigo sorrir e deixar que, por uns momentos, o que quer que seja que me esteja a atormentar fique para trás. São uma terapia infalível.

Ver a Ziva a correr para mim mal cheguei do Algarve, após uma semana fora, é só uma das coisas mais espetaculares de sempre; ouvi-las, a ela e à Olívia, ladrarem desde a lavandaria quando sentem que eu saio da cozinha para me ir embora, é para lá de acolhedor. Só com eles os quatro - e as suas birras, zangas e mimalhices - é que hoje me sinto verdadeiramente em casa. Porque é em casa que se criam estes amores imensos, onde está a nossa família. E eu só agora sinto verdadeiramente que eles fazem parte dela.

 

Eu e as pequenas galinhas (nesta altura ainda lhes pegava, agora nem por isso):

 

A Simona:

 Eu e o Fozzy, o nosso primeiro cão. Uma beleza e um verdadeiro doce:

 A Isis, a rafeira mais histérica de sempre, mas que eu amava do fundo do coração. Foi-nos dada como sendo arraçada de Pastor Alemão... ah ah ah... e depois saiu essa pequenita que fazia mais barulho do que todos os outros ao mesmo tempo:

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