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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

24
Out13

Tão bons e nem pensamos nisso

Ainda hoje fico um pouco admirada com a capacidade que nós temos para conduzir - estar ao volante é daquelas coisas em que se nota uma enorme evolução, de dia para dia, mês para mês, desde o momento em que se tira a carta. Mais: é das poucas coisas em que nós conseguimos notar a nossa própria evolução!

O cérebro humano é, de facto, uma coisa inacreditável. Algo que era tão complicado no início, acaba por se mecanizar de tal forma que nós já nem pensamos no assunto. Quando estou a conduzir, presa algures no trânsito no caminho da faculdade, começo a racionalizar e a pensar como os meus pés já sabem o sítio exacto dos pedais e nunca se enganam, como já é tão automático o acto de desligar o carro ou mudar as mudanças: a mão, sem eu olhar, já vai ter ao sítio exacto da maçaneta, consoante a mudança que já está metida!

Enfim, coisas tão simples, tão normais, tão generalizadas e que quase ninguém se lembra de dar valor. Eu não sei quem nos criou, não sei se a culpa de tudo isto é do tempo ou da selecção natural de Darwin. Sei que somos inacreditáveis - num bom sentido - e nem sequer perdemos tempo a pensar no assunto.

23
Out13

Baldas

Hoje não vou à Zumba (por acaso apetecia-me descarregar o que tenho aqui dentro de pior, mas vou deixar para outra vez): vou trocar o ginásio pelo cinema e vou ver o "Gravidade".

E amanhã vou continuar e apanhar a onda de baldas que cresceu hoje em mim. Vou aproveitar que só teria uma aula pela manhã (e que é muito, muito pouco produtiva) para ficar na cama e dormir. É só esta semana, prometo. 

23
Out13

Voltar a bater no ceguinho

Vocês devem achar-me uma extremista, uma maluquinha no que diz respeito a drogas e álcool, quase como se isso controlasse a minha vida (e não é, de todo, verdade). Os extremos raramente são bons, mas eu cá tenho as minhas razões. Para além de tudo mais, isso são apenas pequenos factores, pormenores, que me indicam o estado das coisas. E eu vou voltar a bater no ceguinho, mas ignorem: isto é um daqueles textos que escrevo para mim, porque senti um desespero em expressar-me, demonstrar a minha frustração e gritar ao mundo.

Eu fiz um esforço - recusei a praxe mas decidi ir a uma alternativa que existe no meu curso, sem todo aquele culto da humilhação e parvoíce. Obriguei-me, porque achei que tinha que começar por algum lado. Fui e não correu mal - nem bem, a bem dizer, mas enfim. Depois, quando chego a casa e abro o grupo do facebook criado para a comunicação entre os novatos, leio algo que me transtornou: que um dos mais velhos disse, algures, que "nós bebíamos pouco", que nos próximo jantares era para embebedar. Pior que isso, foram as reações a esse comentário infeliz: tudo à base de "oportunidades não hão-de faltar :D". Mas o que é isto???

Eu sei que generalizar é algo ingrato e que há sempre um grupo minoritário que é injustiçado. Mas isto tira-me do sério! Eu não quero, nem vou, fazer parte deste rebanho triste e, infelizmente, não consigo encontrar alguém que queira fugir disto comigo. Eles hão-de existir, mas são tão poucos que não os consigo encontrar. Isto não é pelo álcool, tal como disse em cima: é por ter todo um conjunto de princípios adjacentes que, para mim, são errados. 

E eu não estou em negaçào: sei bem que quem sai mal daqui sou eu e só eu (aliás, já não se nota?). Sou eu quem acaba sozinha no fim do dia. Mas não vou ceder e transformar-me neste produto fraco que a sociedade está a formar (há lá coisa que me entristeça mais do que ver pessoas cheias de potencial a acabar formatadas?). Eu vou ser alguém, ter alguns amigos e, vejam lá!, divertir-me sem ter de atingir um coma alcoólico, mantendo os meus princípios intactos. É isto que quero para mim, e espero daqui a uns anos sorrir perante aquilo que pode ser interpretado como casmurrice, preserverança até uma tempestade num copo de água.

As esperanças não eram muitas, mas a minha desilusão com a vida académica é para lá de grande. 

22
Out13

Vou arejar até Inglaterra

Mas só por uns dias. Não se apoquentem, que não vou deixar tudo para trás para encontrar o british boy que me está destinado lá por terras de sua majestade.

Vou fazer uma visitinha de médico ao meu irmão, no fim do próximo mês, e já estou em countdown. Sinto, sei que me vai fazer maravilhas. Não ponho um pézinho em Inglaterra há uns quatro anos, se não estou em erro, e já está na altura de treinar o meu british accent e matar saudades. Vai fazer com que saia destes ares, desanuvie da faculdade e desta mudança que tanto mexeu comigo. Viva às prendas de anos, mesmo que sejam cobradas em atraso! Já só ouço o tic-tac.

22
Out13

Lojas deliciosas em pleno Porto

Daqui a tempos vou andar de máquina fotográfica pelas ruas do Porto para um trabalho que tenho de fazer e, se tiver tempo, vou também dedicar-me a fotografar algumas lojas que tenho ali perto do pólo onde estudo. Ando muitas vezes com uma máquina compacta na mala e, como é obvio, o telemóvel, mas não é a mesma coisa. 

De cada vez que passo naquelas ruas - que, agora, é todos os dias, mais do que uma vez - reparo em mais um pormenor, mais alguma cosia deliciosa e que deve ficar registada. Lojas lindas, antigas, com autênticas relíquias nas montras e fora delas; máquinas antigas, bonecos velhos mas lindissimamente bem conservados; alfarrabistas apaixonados em pequeninas lojas forradas a papel. Coisas fantásticas que, só passando, e olhando - vendo bem, com olhos de ver - é que conseguimos mesmo apreciar.

Se aquilo que conseguir captar for, de facto, aquilo que consigo ver, partilharei por aqui. Quero mostrar-vos - principalmente a quem não é do Porto - as coisas lindas que temos para conhecer.

20
Out13

Seis músicas

Não sei quem me mostrou este projeto mas eu gostei imediatamente dele. Idealmente, porque a verdade é que não faço grande uso dele; mas acho a ideia gira, as músicas são boas e as imagens que as ilustram também.

Basicamente, "Seis Músicas" é um conjunto de, precisamente, seis músicas (que espanto!) sobre um certo tema. E há seis músicas para tudo: para tomar banho, para curtir o frio, para fazer as malas, para cortar o cabelo ou até para lavar a loiça. Tudo! Óptimo para quem está aberto a novas experiências musicais e, às vezes, não sabe bem o que ouvir. Estão a estudar? Devem ter lá um conjuntinho para isso. Estão a limpar a casa? Também se deve arranjar. Visitem aqui.

 

 

20
Out13

Jornalista-wannabe... ou não

Enquanto me debatia em relação aos trabalhos para o qual tinha de decidir um tema, acabei por me defrontar com uma grande questão: o de ter de abordar as pessoas, de lhes falar, de lhes fazer perguntas. Para mim é algo para lá de estranho - e mesmo que eu não faça tensões de seguir jornalismo, estou num curso para aprender esse ramo e é natural que, ao longo do tempo, surjam trabalhos em que vou ter de fazer de jornalista-wannabe.

No processo de decisão, pus-me a pensar: "mas se eu vou escolher este tema vou ter de ir para dentro de uma loja, encarar um/a senhor/a, perguntar-lhe uma série de coisas e, no fim, se ainda lhe posso tirar uma série de fotos"(que é como quem diz tirar umas fotos à cara, outras às mãos, outras de corpo inteiro... ou seja, estranho). Outra ideia, a par de uma colega, era dar um presente a uma pessoa no meio da rua e fotografar a sua reação: mas, mais uma vez, teríamos de ter contacto com quem iríamos fotografar e, no fim, pedir-lhe se podíamos usar aquelas fotos para o nosso trabalho. Isto feito por alguém que foge a sete pés daquelas campanhas de "abraços grátis" e coisas do género! Não combina mesmo.

Mas enfim, estar no meu curso é mesmo isto; para mim, em várias áreas, representa sair da área de conforto. E embora o tema final que tenha escolhido não tenha necessariamente que introduzir uma componente social, ficará mais rico se ela existir. Suponho que tudo vá depender do meu estado de humor e da pessoa com quem potencialmente vá ter de falar. É caso para dizer que o desafio já começou. 

20
Out13

Novo requisito: sushi lover

Hoje consegui arrastar uma amiga para o sushi. Estava mesmo a apetecer-me e soube-me tão, mas tão bem! Mas sei bem que esta sorte não se vai durar muito e que vai ser difícil arrastar mais gente para comer peixe cru comigo. Das duas uma: ou trago para casa ou tenho mesmo de ir sozinha.

De qualquer das formas, mulher prevenida como sou, já planeio tomar providências: vou pôr, na folhinha de candidatos a namorados, a pergunta "gosta de sushi?". Se a resposta for negativa, a candidatura é imediatamente rejeitada, que eu não faço a coisa por menos. E, se ficaram curiosos, na folhinha também tem perguntas (que funcionam mais como condições) do género "é do FCPorto?", "sabe mudar pneus?", "consegue partir marisco decentemente?" e outras coisas que tais. Claro que a do sushi está agora no topo das prioridades; por mim, engolia já outra dose daqueles rolinhos maravilhosos que me prepararam hoje.

E pronto, agora é esperar para ver as candidaturas que vou tendo. A continuar assim, as previsões são boas: lá para 2118 terei um namorado. Algures no além. Por mim, desde que coma sushi, tudo bem, seja lá em que parte do universo for. 

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