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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

05
Set13

Quando comprar até é incómodo

Eu fico doente quando sou maltratada em lojas ou algum tipo de serviço. Normalmente, largo mesmo aquilo que pretendia comprar ou fazer quando me apercebo da "qualidade" dos atendedores - pura e simplesmente irrita-me a ideia de que parte daquilo que eu vou pagar vai fazer parte do salário deles. E eu não pago para ser maltratada.

A primeira situação flagrante em que isso aconteceu foi numa escola de condução onde fui antes de me inscrever naquela que, depois, viria a ser a minha. A senhora mal nos olhou, falou-nos como quem o fazia por obrigação, sendo seca e ríspida quando nós até tentamos pôr uma pinga de bom humor na conversa. Utilizando uma expressão comum no norte, ela estava com umas "trombas" terríveis, como que me dizendo "não estou para aturar mais ninguém".  Seja feita a sua vontade! Vim-me embora e nunca mais pensei em lá pôr os pés.

Aqui há dias, no Algarve, passou-se outra parecida - e, não fiquem ofendidos os algarvios, mas este tipo de situações são bastante comuns por essas terras. A simpatia não é muito comum por aquelas bandas e ser mal recebido em lojas e restaurantes é o pão nosso de cada dia - algo que me desgosta muito, tendo em conta que eu adoro o Algarve e, a cada ano que lá passo, vejo essa hospitalidade como um ponto fraco da região. Mas enfim: entrei eu numa loja na marina de Vilamoura e, vendo uns sapatos que gostei, tirei da caixa e experimentei - entenda-se que só havia uma empregada à vista e que as caixas estavam lá à mão (assim estilo Seaside), com os números e tudo discriminado; aquela não era uma loja personalizada, subentendia-se que o cliente poderia estar à vontade. Mas afinal não. Quando a senhora vê que estou a experimentar, diz-me rispidamente que quando se experimenta sapatos tem de se pedir ajuda à funcionária, fazendo uma cara de profundo desagrado como se eu tivesse cometido um crime de pior espécie.

Fiquei orgulhosa de mim quando não arranquei o sapato do pé e deixei aquilo desarrumado como estava. Tirei o sapato, arrumei, e limitei-me a entregar um vestido que tencionava comprar na caixa. Ao contrário dela, não demonstrei qualquer tipo de má educação. Limitei-me a rogar-lhe uma pragazita e a jurar que não iria dar um centavo que fosse para o rendimento dela. Às vezes parece que estamos a fazer um favor a alguém, ao comprar o que quer que seja - e eu não sou cá de fazer favores.

04
Set13

Madrugar amanhã

 

Sigo viagem bem cedinho para um dia na capital com o meu irmão e o meu pai. Sair ao inicio e voltar ao cair do dia. Amanhã começa também a feira medieval aqui ao lado - verdade seja dita que um pãozinho com chouriço cair-me-ia optimamente como jantar, mas tudo vai depender da energia com que chegar a casa. Ainda assim, é sempre bom pensar que tenho quatro dias de engorda pela frente.

04
Set13

Futuro

As pessoas ficam a olhar para mim quando digo que vou tirar Jornalismo mas que não quero ser jornalista. O normal é tirar-se um curso com o fim de o pôr em prática num emprego qualquer nessa área, embora, hoje em dia, por terras lusitanas, tal seja um pouco complicado (há advogados a trabalhar em restaurantes, psicologos em caixas de supermercado e economistas como lojistas) - ainda assim, é isso que se espera de nós.

E eu atrevo-me a dizer que quero tirar um curso por tirar! À primeira vista, quase parece um ultraje. Mas pensem: se as pessoas a quem eu conto ficam confusas, imaginem como eu estou. Ter um futuro em aberto é muito bom porque tenho imensos caminhos disponíveis, mas é muito mau porque não estou a fazer algo com um objectivo e o que me espera não tem nada de concreto. O que me guia é um conjunto de pessoas, inspirações, que fazem com que lhes queira seguir os passos. Tenho meia dúzia de coisas que gostava de fazer na minha vida, a exemplo de outros que as fizeram tão bem mas, de resto, nada sei. E isso assusta-me para caraças.

03
Set13

Chávena de letras - Divergente

Primeira coisa a dizer: má sinopse. É verdadeira, concisa, mas faz com que, erradamente, nos transportemos para o mundos dos Hunger Games. Peguei em "Divergente" muito pouco depois de ele ter chegado às livrarias e foi esta suposta semelhança que me levou a deixa-lo na prateleira e não o trazer para casa. Só agora é que me decidi em contrário, depois de ter lido vários opiniões sobre ele.
Não foi um livro que me arrebatasse, que tenha adorado, mas é uma leitura agradável para quem gosta deste tipo de histórias. A escrita é super acessível e incentivadora. Não sei se, pela minha avidez e vontade de saber mais ou pela relativamente fraca descrição de cenários e acontecimentos, tive alguma dificuldade em imaginar os espaços e o decorrer de algumas ações - é esse o grande defeito que aqui aponto.
Gosto do facto de não ter um triângulo amoroso e de se focar num primeiro amor, cheio de inseguranças, dúvidas e todas essas coisas típicas. Apesar de poder ser um pouco cansativo e até irritante (uma pessoa dá por si a gritar à personagem principal coisas estilo "mas tu não vês que ele fez isso porque gosta de ti, sua totó??"), representa bem a realidade. Ao contrário do normal, a minha empatia com Tris não é nada por aí além - o mesmo não se pode dizer de Quatro por quem, como habitual, nutro uma certa paixoneta ficcional (acho a sua subtileza deveras querida).
O mundo criado por Roth é interessante, bem pensado e dá-nos até a hipótese de filosofarmos um pouco sobre o mundo em que vivemos. Tendo em conta os poucos dias em que o li, dar uma má classificação a este livro é impensável. Aconselho.

 

03
Set13

Dolphin Emotions

Estaria a mentir - com todos os meus dentes - se dissesse que não me custou dar 150 euros para ir nadar com os golfinhos. E ainda mais quando me apercebi que, com tudo bem pensado e contado, a brincadeira me rondaria os 200 euros. Foi uma decisão muito bem pensada e ponderada, mas este era o ano certo para o fazer. Forreta como eu sou, só uma prenda de dezoito anos compensaria esta loucura. E assim foi - em cima da hora, que a indecisão foi muita, mas foi.

A minha mãe acompanhou-me como espectador, mas fiz o processo todo sozinha, acabando por me concentrar mesmo só naquele fim: estar com os animais! Primeiro vestimos os fatos de banho, os coletes, foi-nos dada uma pequena palestra sobre os golfinhos e só depois é que fomos para a água, muito calmamente e sem pressas (uma coisa horrível, que eu queria era tocar-lhes). A equipa que nos acompanhou dentro e fora de água era impecável e super acessível, o que tornou tudo muito mais agradável. A palestra, embora um pouco chata - tendo em conta que era traduzida em três línguas -, foi interessante, concisa, e importante para aquilo que íamos fazer (fomos informados dos sítios onde não devíamos tocar, os exercícios que iríamos fazer e etc.).

Mas falando nos golfinhos: eles são simpáticos e muito bonitos. Eu estive principalmente com o Hamlet, mas também com a Alfa. São macios, mas não viscosos, como normalmente imaginamos - ou seja, a pele têm alguma textura, a mão não escorrega pelo corpo deles abaixo. Primeiro mostraram-nos as partes do corpo, demos-lhes festinhas e muitos beijinhos e só depois é que brincamos - éramos 12 em cada lagoa e o tempo para cada um acabava por ser pouco mas, enfim, é melhor que nada. Eu fiz dois exercícios: um em que os dois golfinhos me empurravam pelos pés enquanto eu estava esticada numa prancha e outro em que, no meio da piscina, eu esticava o braço e ele me empurrava em círculos através do focinho, fazendo-me girar com ele.

Ao todo, foi uma meia hora dentro de água, mas que soube a muito pouco. Estamos perto dos golfinhos durante as fotografias e no reconhecimento e pouco mais. Para aquilo que se paga, na minha opinião, pouquissímo: mas é o que há e, para realizar sonhos, basta. Era algo que queria fazer há mesmo muito tempo e que, apesar de tudo, não desiludiu. Entrei e saí de lá radiante, com uma experiência nova e adorável para contar ao mundo: estive com um dos bichos mais especiais de que tenho memória e foi maravilhoso, embora curto. As fotos e o vídeo que tenho espelham a minha felicidade.

 

02
Set13

De volta às origens

Hoje fui à fábrica do meu avô, uma tecelagem. Apesar de ter crescido no meio de máquinas, operários e contas, nunca foi aquele o meu spot (eu sempre vi a malha chegar direitinha, em rolos, e a sair com cores e toques diferentes).

Já fazia muito tempo que queria ver como é que aquilo funcionava, e aproveitei um tempinho para pedir ao meu pai para me explicar a forma como tudo se procedia - porque apesar de eu e a têxtil termos crescido de mãos dadas, a verdade é que ainda muita coisa é um mistério para mim.

Seria difícil descrever por palavras aquelas máquinas aparentemente complexas, antigas, cheias de fio - mas imaginem o que é ver milhares de fios, todos juntinhos uns aos outros, mas claramente distintos e, uns centímetros abaixo, um tecido liso, todo ligado, tal como as roupas que trazemos vestidas. Se estiver a soar uma palerma que não sabe como surgem os panos, desenganem-se e perdoem-me: mas, para mim, aquilo é mágico. Provavelmente, o que é mais uma curiosidade ou um facto para a maioria, é para mim um objeto de paixão. O mundo dos trapos, ainda hoje, é muito meu.

01
Set13

Voltei!

Ainda tenho malas para arrumar, fotos para gravar, demasiados posts para ler e outros tantos para escrever. Foram cinco horas ao volante que me deixaram derreada, mas já fiz uma sesta para recuperar e deixar tudo tratado o mais rapidamente possível. Até lá, deixo, muito provavelmente, a foto do meu verão. Mais para breve.

 

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