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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

23
Set13

Primeiro dia de aulas

Hoje foi tudo mais calmo - eu própria estava muito mais calma. Claro, sempre naquela ânsia de saber como vai ser, de saber se tinha acordado a horas e se a minha primeira tentativa de adaptação a este horário iria funcionar. Mas correu tudo lindamente: as aulas e o timing (passo agora a levantar-me, oficialmente, às 6:35h da manhã, até me dói). Às oito já estava alapada em frente à sala, à espera de um professor que nunca chegou; como se já não bastasse, pelos vistos, haviam informado que a aula seguinte também não ia existir. Resumindo: só teríamos aulas às 10. 

Vale a pena dizer que eu só conheço três pessoas ali, que foram as que saíram comigo no dia em que começou a praxe: dois rapazes e uma rapariga. Ao ver que não tínhamos aulas, os rapazes (mais velhos, já com licenciaturas, e que já conhecem o sistema) foram tomar café e convidaram quem quisesse para ir com eles. Eu, que já estava na conversa com eles e já os conhecia, aproveitei e fui. Outro rapaz acabou também por se juntar (o único que conheço da minha turma, até agora), e fomos os quatro tomar café ali ao lado. E foram basicamente a minha companhia: dos onze homens que lá estavam, se não estou em erro, eu ando com três deles. Precious, de facto. Como a outra rapariga chegou atrasada, só depois estivemos com ela, mas ela também acabou por não se juntar muito. 

Ou seja: no fundo, só conheci mais uma pessoa. Mas, em geral, no meio daquele mulherio todo, pareceu-me ser tudo relativamente simpático e acessível. Os dois professores que conheci, para minha grande alegria, não são monocórdicos, o que já é um óptimo início (aulas de duas horas com um professor que mantém sempre o mesmo tom de voz é algo de que tenho um medo terrível... pois sei que adormeço): para além disso, deram-me a impressão de serem simpáticos e acessíveis.

A semana de aulas, para mim, acaba amanhã (tendo em conta que depois parto para a Bélgica), e só me resta esperar para conhecer o resto dos professores, das disciplinas e, espero, mais alguns colegas (raparigas também eram bem-vindas, apesar de não me importar nada de andar com homens, acho-os bastante mais "fiéis"). A ver vamos. O inicio foi bom.

22
Set13

Nova vida

Acabou-se a borga, as noitadas, a praia, as séries às tantas da manhã. Amanhã começa mesmo uma nova fase para mim. Vou voltar os livros, aos cadernos, às aulas, aos colegas e aos dramas do costume (esta parte não muda, pois não?).

O meu dia passará a começar mais cedo: acordar às sete da manhã não é suficiente, pois não tenho tempo para tomar banho, vestir, tomar o pequeno almoço e chegar a horas à faculdade. Chegar e não chegar à baixa, à hora de ponta, é meia hora, incluindo o inferno que vai ser arranjar um lugar para estacionar o carro - ficar naquele sítio da cidade é fantástico, eu adoro, mas tem essa enorme desvantagem: os parques pagam-se a peso de ouro e os lugares legais - também pagos - são escassos. Terei de chegar bem cedo para conseguir algo decente e que não me sujeite a pagar multa - o que vai implicar acordar às 6.40h da manhã, se não mais cedo.

De resto, não me posso queixar do meu horário: tenho fins-de-semana alargados, pois não tenho aulas à sexta-feira; para além disso, tenho mais duas tardes livres; as horas de entrada ou são às oito ou às nove (arranjar estacionamento a esta hora não vai ser bonito). A sorte esteve do meu lado, desta vez!

Os meus desejos para esta nova fase são os típicos: que tudo corra bem, que me consiga integrar e que este curso me sirva, se facto, de alguma coisa. Espero mudar... para melhor. Não vejo a universidade como uma fase de mudança obrigatória como todos parecem dizer - eu não tenho necessariamente de passar de certinha a baldas, de alguém que não bebe álcool para alguém que apanha uma bebedeira a cada semana. Esse não é o "espírito universitário" em que pretendo entrar. Quero, simplesmente (e apesar de não ter nada de simples), crescer: no melhor sentido possível da palavra. E é já amanhã.

 

22
Set13

Festa é festa!

Comecei o dia em stress. Foi uma correria autêntica para fazer tudo como queria e estar a horas no sítio combinado. Acordei eram 8.30h (já vos disse o quanto me custa acordar a estas horas em fins-de-semana?) e segui para o cabeleireiro. Depois fui buscar pão para a minha irmã, que só me maquilhava em troca do seu pequeno almoço (malvada!). A seguir fui para casa dela, já em modo apressado e só depois vim para casa, pus o vestido, os sapatos, a bijutaria e tratei do resto das tralhas que queria levar (mulher que é mulher previne-se e leva uma saca à parte da pochete, com sapatos rasos - que muito jeito me fizeram-, máquina fotográfica, porta-moedas, puxo para o cabelo e coisas que tais).

Depois desta correria toda, lá fomos para Pedras Salgadas. Fica a hora e pouco do Porto e é um sítio lindo, sossegado e relaxado para passar uns belos dias de férias. O almoço foi lá, num salão que dava bem para um casamento catita, seguido de um passeio curto pelo parque, onde vimos o exterior dos alojamentos, o ambiente, o lago e outras coisas. Eu fiquei completamente rendida a umas "casas da árvore", que são uns quartos meio que suspensos (têm dois grandes ferros que os suportam no jardim, mas mesmo assim a casa está "no ar") no meio do parque. São feitos de madeira, pequeninos e, pelos vistos, têm um teto panorâmico. Um mimo, mesmo!

Já a festa foi gira, com gente de quem gosto muito e com quem é sempre bom passar um bocadinho, principalmente agora que estamos todos separados nas respetivas faculdades. A vontade de estar juntos era tanta que, depois de nos irmos embora do parque e jantarmos no McDonalds (é sempre giro sair do almoço formal e depois ir comer fast food, todas de vestidinho chique e cabelos arranjados), ainda alapamos em casa da aniversariante para jogar pictonary e outros jogos bons para a galhofa. Foi um dia em cheio.

 

20
Set13

Ficar na cidade

Houve uma fase em que queria ir para Lisboa quando fosse para a Universidade, aí há uns dois anos. A ideia agradava-me por múltiplas razões: tinha amigos lá, sairia da minha zona de conforto, viveria na capital, com outro tipo de oportunidades, aprendia a viver sozinha. Tudo coisas muito boas... mas nada fáceis.

Agora que estou a viver o momento, dou por mim a dar graças por ter ficado no Porto. Nunca fui boa a adaptações, mas esta está a ser particularmente difícil. Sei que vai correr bem, que daqui a um mês aquele pólo já será a minha casa; mas para já, não é. Sou uma peixe fora de água... e a sufocar. Olho para os meus colegas super entusiasmados e felizes e acho que algo de errado se passa comigo; no fundo, batalhei tanto para chegar aqui e agora sair de casa e ter de me dirigir àquela praça é um suplício para mim. Mas sei que, apesar de não ter muitos amigos, tenho toda uma base aqui que, de certa forma, me estabiliza: a minha família, o meu quarto, as minhas coisas, a minha baixa. Tudo coisas que, mesmo não me reconfortando directamente, estão lá e eu conheço-as como a palma da minha mão. E conseguem acalmar-me.

Neste momento, dou valor a quem está longe de tudo e todos que conheceu ao longo da sua vida. Tiro-lhes o chapéu, porque não sei se conseguiria. 

20
Set13

Enfrentar o frio

Por muito que não queira, que me queixe e faça birra, o verão está no fim. Para já ainda está calorzinho, mas a descida de temperaturas é inevitável com o passar dos dias. Mas eu vou adiantar-me.

Começo este ano lectivo a faltar: quarta-feira vou para Bruxelas. Vai ser uma visitinha de médico, tendo em conta que volto sexta, mas já vai ser o suficiente para refrescar: para além da capital belga ser extremamente chuvosa, as temperaturas não são lá muito altas. As máximas rondam entre os 13º e os 16º, pelo que vou ter de levar agasalhos. Lá vou eu ter de andar a remexer nas malhas e nos básicos de manga comprida... 

19
Set13

2 meses depois de ter tirado a carta

1. Conduzir de saltos altos é uma tarefa e peras. Não me sinto confortável em faze-lo.

2. Ainda não tenho a carta e a licença acabou. Vou, em principio, amanhã buscar outra enquanto a carta não me chega a casa.

3. Já lido melhor com as passadeiras.

4. O mesmo não se pode dizer das motas.

5. Já fui três vezes à escola de condução depois de ter feito exame, e o número tende a aumentar.

6. Nunca buzinei a ninguém e sou sempre o mais simpática possível - continuo com esperança que o universo me retribua com condutores fofinhos e calmos, que não me apertem nem me buzinem e coisas que tais.

7. A única ocorrência que tive até agora foi um encostozito num retrovisor de uma camioneta - não tive pena: o idiota estava em segunda fila e obrigou-me a ir para fora de mão. Para além do mais, era grande o suficiente para não ficar com marcas. Saímos os dois ilesos, apenas eu com os nervos em franja.

8. Continuo a ouvir música e a cantar em plenos pulmões. É uma terapia para lá de divinal.

19
Set13

Dramas de mulher

Eu nunca tenho espinhas, é raríssimo. Mas ontem começou a aparecer-me uma - e aparecem-me sempre nestas ocasiões: quando tenho festas a caminho!

No sábado tenho um aniverário um pouco mais formal, com direito a salto alto e maquilhagem (e atenção que isto acontece aí umas três vezes ao ano) e pumba, toma lá com uma espinha para completar o outfit. Ninguém merece.

18
Set13

O silêncio coordenado dos media

Há pouco mais de uma semana, no 11 de Setembro, estranhei não terem passado imagens do atentado, não terem feito (mais) reportagens sobre o memorial e aquelas coisas do costume. Mas enfim, achei que se calhar tinham achado que era melhor começar a fase o luto e deixar aquela tragédia passar, ficar nos livros e andar para a frente. Falou-se aqui em casa sobre este "silêncio" e se não poderia ter sido coordenado pelos EUA, por exemplo, dada a iminência da guerra com a Síria, mas achei que não.

Mas ontem o assunto surgiu-me de novo, quando me apercebi que tinha havido um atentado em Washington e que morreram doze pessoas. Num dia normal, isso seria notícia de abertura, algo de última hora; fariam chamadas, reportagens com os enviados especiais. Mas nada. No jornal da noite, só passado uma hora do inicio do programa é que se ouviu falar em tal coisa e foi de forma simples, passageira e estranhamento descomplexada. Como uma cereja em cima do bolo, na Áustria, um caçador matou dos polícias e um paramédico e depois suicidou-se - e sobre isso não ouvi nada. Todos os (poucos) detalhes que aqui escrevo foram retirados da internet, mas também sem nenhum destaque particular. São mais duas notícias no meio de tantas outras. Mas, num dia "normal", teriam um destaque diferente, sei disso. Um atentado nos EUA é sempre um atentado, tem sempre uma exposição tremenda e uma resolução quase imediata, como uma mensagem do país, dizendo que "vocês fazem asneiras, mas nós remediamos, nós conseguimos, nós somos os melhores". 

E agora nada. Desde que se desconfiou (e soube) que a Síria usou armas químicas, algo mudou. Prova de que nós somos umas marionetas pequeninas, puxadas por cordéis bem longos e distintos - e quem os puxa são figuras indistintas com tamanho poder que se torna difícil de imaginar. Aquilo que vemos e sabemos é mais que controlado e nós ainda ousamos chamar a isto "pura liberdade". Imaginária, só se for.

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