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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

23
Ago13

Chávena de letras - A cidade dos ossos

[Poderá ter alguns leves spoilers - não diretos]

Gostava de dizer que a primeira coisa que fiz quando acabei de ler este livro foi escrever logo a minha crítica, mas a verdade é que fui a correr para o wikipédia para saber spoilers sobre a continuação da história, tal o nível de irritação que isto me provocou.
Ao longo do livro, encontrei semelhanças com "Harry Potter", "Twilight" e... infelizmente, com "Os Maias". A escrita é empolgante e fácil, e cheguei a um ponto em que não consegui parar de ler (porque embora eu adore ler, não sou pessoa de passar uma noite inteira com um livro na mão). E, neste caso, tal aconteceu.
Apesar de o negar na maioria das ocasiões, sou uma romântica incurável e é o romance que me conduz e puxa na maioria dos livros. O objecto de desejo, neste caso, materializa-se no Jace, o bad boy arrogante e sarcástico que depois se transforma num doce. O típico. Mas que se há-de fazer?: não conseguir evitar apaixonar-me também um bocadinho por ele.
O mundo criado por Cassandra Clare é giro, mas confuso e pouco claro. Apesar de tudo, tenho noção que ficaram coisas por perceber pelo caminho, no meio de tantas coisas mágicas e estranhas. Mas, como disse, acaba por me passar um bocado ao lado: o romance é o que realmente me atrai.
E por isso mesmo é que o fim do livro foi arruinado, deixando-me para lá de doente e irritada; por essa mesma razão é que também fui directa para o wikipédia. Toda a dualidade que se vive e sente no fim desta história tirou-me do sério: é um "pau de dois bicos" demasiado doloroso. E eu gosto de suspense, de entraves, mas a paciência não é o meu forte: eu preciso que alguma coisa se passe, que algo se desenvolva - e quando digo algo, é algo que se veja!! Sou impaciente, quero sempre mais e talvez por isso me fique por aqui na saga dos Caçadores de Sombras. Reconheço-lhe potencial, mas consigo perceber que seja uma obra para quem tem paciência e está disposto a sofrer por personagens a quem acabou por se ligar. Daquilo que eu percebi, o desenrolar da história é longo, assim como o fim que desejo. Como tal, resta-me recuperar deste "sopapo" que levei, deixando o tempo "curar-me" do mesmo. Se encontrar alento no futuro, talvez torne a pegar nestes livros - até porque já me disseram que o terceiro livro fecha praticamente todas as pontas soltas, o que poderá fazer com que um dia destes eu mude de ideias quanto à continuação da leitura desta série.

 

22
Ago13

A questão da reciclagem

Podia mentir e dizer que sempre fui uma pessoa super preocupada com o ambiente, com o aquecimento global e o efeito de estufa - mas não vou. Sempre achei que muitas dessas coisas nos foram bem vendidas, que trazem vantagens para muitas partes, mas que nem sempre são realidade. E, dizendo a verdade, nunca simpatizei com ecologistas.

Mas, vendo bem sou mais preocupada que muitas pessoas: não deito lixo para o chão (e às vezes bem me custa, que tenho de andar uma eternidade com porcaria na mão), e muito menos pastilhas elásticas; tento reutilizar tudo o que posso, desligo sempre as luzinhas, tento não deixar os aparelhos em stand-by e tantas outras coisas. Preocupo-me, por principio, mas não porque me dizem que o mundo vai acabar - faço-o porque acho que deve ser assim, quer a terra aguente mais um ou dez milhões de anos.

A questão da reciclagem é que é um ponto sensível. Eu não mencionei que fazia reciclagem acima porque, na verdade, não a faço. Aqui em casa temos quatro baldes para separar o lixo mas eu estou-me pouco borrifando e, para ser sincera, deito no que calha. O que, à partida, pode ser contraditório, tendo em conta que fui eu que fiz pressão para que começássemos a separar os resíduos aqui em casa, há uns anos. Mas isso foi antes de ver aquilo que os lixeiros do meu concelho fazem (e digo que é daqui da zona porque sei que noutros locais a reciclagem é cumprida à risca, e que vão buscar o lixo de cada contentor casa a casa, em diferentes dias entre outras coisas) - não é a primeira, a segunda ou a terceira vez que vejo os três contentores - amarelo, verde e azul - a serem despejados exactamente no mesmo veículo, uns a seguir aos outros, sem qualquer tipo de distinção. Ou seja, ando eu a preocupar-me em separar o lixo, e eles misturam-no mal os tiram dos contentores! Ah ah, "e o burro sou eu"? Nem pensar!

Acabei por contar o insólito a algumas pessoas que, para além de mo confirmarem, disseram que sabiam que o lixo - em alguns sítios - ia de facto todo junto, e só depois é que era separado, fazendo com que a minha decisão ficasse consolidada: enquanto não vir que fazem diferente, não me vou estar a preocupar em fazer algo e a perder o meu tempo para depois os outros o estragarem.

21
Ago13

Encontrado algures no facebook

"Há dois tipos de pessoas, o escorpião e a rã. Um escorpião não consegue atravessar o rio. Vai ter com uma rã, que consegue, e pede boleia. A rã diz: "não posso levar-te às costas, picar-me-ás"; o escorpião responde: "será contra os meus interesses picar-te, pois morreríamos juntos". A rã pensa nisso um bocado e aceita o acordo, entrando na água com o escorpião às costas. A meio caminho, sente uma dolorosa ferroada no dorso e apercebe-se que o escorpião vai morrer, de qualquer forma. Vão afogar-se juntos. A rã chora: "por que me picaste? Vamos morrer os dois"; o escorpião responde: "não pude evitá-lo. Está na minha natureza."

Há duas formas de viver a vida*: Uma é que não conseguimos mudar a natureza de ninguém. E a outra é que nada pode mudar a nossa natureza."


*não quis modificar o texto original, mas suponho que a intenção do autor seja dizer que há duas "lições na vida".

20
Ago13

Dica para quem anda sempre com uma garrafinha atrás

Apesar de ter fases - como em tudo - bebo bastante água. Faz-me sempre falta ter uma garrafinha comigo, principalmente em altura da escola. Fico sempre com sede depois de um lanche leve e mesmo durante as aulas - quando está quente, então é que é!

Por isto é que eu passava a minha vida a comprar garrafas de água, tanto no bufete como nas máquinas automáticas - e, apesar de não custar nem metade daquilo que custa nos cafés, a brincadeira acabava por me ficar cara e gastava garrafas de água que era uma coisa por demais. Por isso, na altura, decidi reutiliza-las. Mais tarde, vi umas garrafas todas giras, com cores e filtros, e mandei vir uma - e devo admitir que não teve grande sucesso, pois era demasiado grande a ocupava-me demaisado espaço na mala, por isso - apesar de ter essa que era toda gira e saudável - voltei para as típicas garrafas de plástico.

Mas agora acabou, arranjei uma solução fantástica! Há dias passei na Ale-Hop e vi umas garrafinhas muito engraçadas, com vários modelos, capazes de transportar - mais ao menos - meio litro de água. A vantagem é que são de um plástico mole, que se molda - ou seja, à medida que se vai bebendo, a garrafa vai "encurtando", porque se pode dobrar. Isto é perfeito para alguém - como eu - que não costuma ter malas muito grande e que anda sempre com tudo muitíssimo apertado - para além do mais, não estou sempre a ter de comprar garrafas novas e a deita-las depois para o lixo, sendo por isso bastante ecológico. Fica a dica para quem anda sempre com água atrás como eu!

 

 

19
Ago13

Chávena de letras - Marina

Num comentário a uma publicação feita há dias, pediam-me para publicar uma crítica a um livro que tinha lido recentemente e fazer disso uma rubrica. Há coisa de um ano eu publicava sempre uma opinião sobre aquilo que lia - pois tinha muito que falar, porque lia bastante, mas desde aí que isso deixou de fazer sentido, tendo em conta que "caí" numa fase em que nenhum livro me conseguia entusiasmar, deixando as leituras de parte. Agora que recomecei, sim, faz sentido fazer do blog um "spot" de leituras, falando e dando a minha opinião sobre algo que gosto tanto.

Ando há dias atrás de um nome para este novo "espaço", mas eu tenho um jeito horrível para isso: portanto, fica uma coisa simples - "Leituras em dia"*. Espero que gostem, partilhem as vossas opiniões e deixem sugestões. Vale também dizer que aquilo que publico aqui, publicarei também no meu goodreads. A primeira crítica vai para o livro que me foi pedido, o Marina, de Záfon.

 

Livro cativante, tal como a Sombra do Vento. No entanto, e na minha opinião, não tão bom.
Percebe-se perfeitamente que se trata do mesmo autor, tanto através da escrita como pela evolução das personagens, igualmente carismáticas e em várias coisas semelhantes (tanto que dei por mim a pensar no Óscar - personagem principal deste livro - como sendo Daniel - protagonista da "Sombra do Vento"). A receita parece ser a mesma, com pequenas alterações.
A história, cheia de suspense, peca - no meu ponto de vista - por ter uma componente demasiado ficcional e "terrorífica" de que não estava à espera. O final, esse, levou-me às lágrimas - não foi o que esperava nem o que eu queria.
Ainda assim, Zafón consegue prender-me desde a primeira página, com uma escrita simples mas tão boa, mesmo que a história não seja aquela que eu quero ou mais gosto. Continuo muito fã, apesar deste "desgosto".


*O Vítor, um leitor assíduo do blog, depois de ele o meu post original, deu-me a sugestão de chamar à rubrica "Chávena de letras" e a mim pareceu-me muito bem, pelo que alterei o nome que antes havia dado! Claramente que ele tem mais jeito do que eu para dar nomes às coisas! Obrigada pela bela ideia! =)

19
Ago13

Precisamente um mês depois de ter tirado a carta

1. Andei menos do que pensava.

2. Mas já fui ao Fundão! E irei ao Algarve muito em breve.

3. Conclui (ainda mais do que antes) que os portugueses fazem-se de esquecidos nos parques de estacionamento, andando mais de metade das vezes em sentidos proibidos.

4. Conclui (ainda mais do que antes) que grande parte população é deficiente (mental, talvez) - quantas pessoas eu vejo a estacionar nos lugares reservados a pessoas com deficiências!

5. Conclui (ainda mais do que antes) que as pessoas acham que estacionar em segunda fila é a coisa mais natural do mundo, fazendo-me, portanto, andar fora de mão muito mais vezes do que desejava.

6. Sou perita en estacionar longe dos locais onde vou e não estou para me estar a incomodar com lugares apertadinhos para andar menos - os lugares longínquos são sempre os mais largos.

7. Já me lembro de fechar o carro.

8. E de desligar as luzes à noite, quando saio da viatura!

18
Ago13

Para sempre

Há dias deram-me os cinco minutos quando calcei umas All Star. Lembrei-me que as tinha no fundo do armário e como estava mais frio achei que era uma boa aposta, em conjunto com a roupa que trazia. Tive o cuidado de pôr umas meias de vidro em vez de meias a sério - mais grossas-, de modo a encher menos o sapato e, assim, o pé caber melhor.

Mas quando acabo de as calçar e me ponho em pé em frente ao espelho, adoro ver o pé esquerdo (eu amo All Stars) e odeio o direito. Não sei se as pessoas vêem o que eu vejo, mas se não vêem - neste caso em que é bem claro - é porque algo de mal se passa nos seus olhos. Os cordões gastos num pé são o dobro dos outros - e há uma sapatilha que fica tão aberta como deformada. E apesar de eu lidar bem com isto na maior parte dos dias, há outros em que o problema parece bem maior do que é.

Costumamos dizer que, aquando numa relação, ficar "para sempre" com alguém é muito tempo. Porque "para sempre" é sempre demasiado tempo: quer seja com ou sem alguém, a fazer ou a privar-se de algo... e eu penso de como vou ter de fazer aquele tratamento chato, todas as noites, uma hora do meu dia. Um tratamento que não custa, mas também não dura o suficiente para custar, pois os resultados só são visíveis e duráveis no dia seguinte. E será "para sempre".

16
Ago13

Textos redondos

No primeiro exame de português, já depois de ter entrado em parafuso depois de ler as perguntas de interpretação, achei piada a um pormenor do texto seguinte do teste, assinado por António Lobo Antunes. Este transpirava arrogância - pormenor pelo qual não gosto muito do autor - e carregava demasiadas rasteiras para as perguntas de gramática que se seguiam.

Mas transcrevendo o que o senhor escreveu: "Se tiver tempo, e embora a obra esteja redonda (sempre esteve na minha cabeça deixar a obra redonda) é possível, seria possível acrescentar uma espécie de post-scriptum". Caiu-me o queixo quando li que ele queria que a obra fosse redonda. Algo que pode ser estranho para a maioria das pessoas, é-me ridiculamente familiar. E eu posso jurar a pés juntos que é uma metáfora que nunca vi em nenhum lado, mas que apenas descreve a forma como vejo o que escrevo.

Há muitos textos que aqui escrevo que são quadrados: ou sejam possuem arestas, partes que, por não terem sido muito pensadas, não foram suficientemente limadas e aperfeiçoadas. Eu só me sinto completa com textos redondos - mas estes demoram muito tempo a "arredondar". E, curiosamente, os textos redondos são aqueles que têm menos feedback - os outros, que por vezes me fazem doer a alma ao clicar no botão "publicar", são a maioria das vezes os que têm mais sucesso. Se calhar os redondos para mim, são são quadrados para vocês. Talvez as arestas sejam uma coisa boa e eu ainda não descobri. E, pelos vistos, o Lobo Antunes também não.

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