Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

02
Jun13

Um novo habitante

Aqui há tempos reparamos num ninho estrategicamente colocado numa árvore do jardim. A partir daí, sempre que lá passo, lembro-me de olhar para ele. Normalmente, a mãe "passara" está por lá, mas hoje deu-se a si mesma uns minutinhos de folga, e eu aproveitei-me disso para ir lá espreitar. A minha mãe já o tinha ido ver antes e constatou que só tinha um ovo, verde e um tanto-ao-quanto estranho. Hoje já não havia ovo, mas sim um passarinho (que, para passarinho já é bem grande!). Fazendo malabarismos em cima da escada e tentando tirar fotos um pouco às cegas, foi este o resultado. Até me apetece dizer: a vida é liiiinda!

 

 

02
Jun13

Adenda ao último post

Só para que conste que, quando me tocam, e apesar da reacção não ser a melhor logo à primeira, eu não fujo a sete pés ou desato à estalada. Sou estranha, mas não a esse ponto. Apercebo-me que a diferença entre "não gostar" e "ficar desconfortável" não ficou bem clara: eu sei lidar com essas situações, mais ou menos intensas, quando elas acontecem. Eu também sei dançar agarrada e retribuir um (ou dois, ou três) beijos a alguém. Não reflete quem eu sou, não gosto (em casos normais), mas sei lidar com o assunto, como qualquer pessoa normal que, embora não goste, faz as coisas. É como metermos à boca uma comida que odiamos mas termos de fazer boa figura - o estômago até pode puxar a comida para cima, mas nós aguentamos, e fazemos aquilo que devemos. É simples.

E, por fim, cada caso é um caso. Isto acontece com 90% das pessoas, onde não se incluí família próxima, por exemplo, entre outras - poucas - pessoas com quem tenho relações mais próximas. Só para não acharem que não toco em ninguém, ok?

02
Jun13

Keep distance

Este ano fiz um amigo alemão que um dia me disse que uma das maiores diferenças que sentia em relação ao seu país de origem é que lá as pessoas se tocavam muito menos. Ou seja, nós aqui tocamo-nos imenso, estamos sempre uns em cima dos outros, com as mãos em cima da perna de alguém, com o joelho a tocar no da outra pessoa, com a mão à volta da anca do outro ou com o braço em cima dos ombros de um amigo. Ou a abraçar,  ou a dar beijos, ou a aproximarmo-nos demasiado.

Enfim, só eu sei como o entendi. Se há coisa que me faz aflição é as pessoas tocarem-me - e isto soa estranho, mas é verdade. Para mim não é natural pegarem-me na mão, agarrarem-me para me cumprimentarem, porem-me o braço à volta dos ombros, deitarem-se mesmo ao meu lado. Nem agarrarem-se a mim para me abraçarem por mais do que o tempo que tenho estipulado como "normal" na minha cabeça ou darem-me beijos sem razão aparente. Deixa-me incomodada e altamente desconfortável, sei lá. Mas sei que as pessoas não fazem por mal.

Sempre que me tocam e eu não vejo quem é, apesar de olhar primeiro, a minha mão já está a meio caminho de uma galheta (só naquela de ser um atrevido qualquer, que é o que penso sempre, apesar de 99,9% das vezes estar errada). É inevitável. Ou então quando se põem a brincar comigo e me tocam, e mexem no cabelo, e se põem a dar pancadinhas nos ombros tentando culpar outra pessoa que, coitada, está atrás de mim - por muito que tente, mesmo que perceba que é a brincar, a minha reacção automática é virar-me para trás com cara de poucos amigos para ver quem é que ousou infringir o meu espaço.

Mas se eu tenho um espaço pessoal de quilómetros, há pessoas que nem o têm - entre amigos, têm frequentemente uma "aproximação corporal" como se fossem namorados, e roçam-se e aproximam-se sem fins sexuais, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Para eles é. Mas para mim, que devo parecer a pessoa mais pudica, estranha e anacrónica do mundo, não é. Já deviam saber que estão no blog de uma pessoa estranha...

Pág. 5/5

Pesquisar

Mais sobre mim

foto do autor

Redes Sociais

Deixem like no facebook:


E sigam o instagram em @carolinagongui

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Leituras

A ler:



goodreads.com


2019 Reading Challenge

2019 Reading Challenge
Carolina has read 1 book toward her goal of 12 books.
hide

Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2016
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2015
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2014
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2013
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2012
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    1. 2011
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D

Ranking