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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

23
Jun13

Pequeno pica-pau

A minha casa é muito má para os pássaros. Por ser toda envidraçada, atraiçoa-os, fazendo com que batam contra os vidros porque não se apercebem que eles existem. Já há muito que perdemos a conta da quantidade de passarinhos que já morreram à conta disso. De quando em vez ouvimos um "pumm" e já sabemos do que se trata e corremos a ver se ainda é possível salvar uma vida. Às vezes não é.

Há poucos minutos, enquanto preparava as mesas e as cadeiras para o S.João que se aproxima, reparei que estava um pássaro caído em frente às janelas. "Mais um". Lá foi a minha mãe em socorro do bicho e quando olhei bem para ele percebi que não era um pássaro normal - não era uma andorinha ou um passarinho daqueles comuns. Quando o mostramos ao meu pai, olhando para as patas, ele disse logo: "é uma pica-pau". De facto, tem uma crista vermelha lindíssima e umas patas característica das aves de rapina, com duas garras (afiadíssimas!) para trás e outras duas para a frente. Com alguma pena minha, suspeito que não vá sobreviver ao embate, embora o tenhamos posto num local seguro e com água para se revitalizar.

 

 

22
Jun13

Ando uma seca

Sei que ando uma chata, ausente, que não falo de outra coisa para além dos livros, dos exames, das greves e essas coisas que tais. Mas a verdade é que os meus dias têm sido completamente virados para o estudo, com excepção das aulas de condução e de um café ou outro que tenha ido tomar.

Atingi um nível de preocupação suficientemente alto para não conseguir largar-me disto. Para além disso, com a minha cabeça inundada com isto, acabo por não ter qualquer tipo de inspiração para escrever - faltam-me os temas, pois não saio, não passo a minha vida a pensar em coisas inúteis ou em filosofias de vida. Neste momento, tudo o que eu quero é que dia 25 chegue: a confusão do S. João e o exame de História, nessa altura, já passaram e eu deverei ter pelo menos duas semanas descanso antes da segunda fase (que vou quase de certeza absoluta). O cansaço é mais psicológico do que físico - apesar de eu andar a levantar-me para estudar às 8 e tal da manhã e fechar os livros só lá para a meia-noite, o que também cansa (e dói ao levantar da cama!), mas enfim -, pois estar neste vai-não-vai deixa-me numa incerteza que me desgasta a alma.

Agora é fazer os exames, acabar de tirar a carta o mais rapidamente possível e poder desfrutar de uns dias de merecido descanso quando tudo isto acabar. Ah, e não menos importante: arranjar inspiração para escrever. "Dar ao teclado" faz-me falta.

20
Jun13

Meu querido S.João, isto está cá uma confusão!

O pessoal que marca os exames é mauzinho para a malta do Porto e arredores. Desde que sabemos as datas que todos nós nos perguntamos sobre o que fazer da vida: vamos para a Ribeira?, ficamos em casa, numa festa caseira?, ficamos em casa mesmo agarrados ao livros, qual anti-social no seu auge?, vamos só ver o fogo de artifício, porque no dia seguinte temos mesmo, mesmo, mesmo de estudar?

Um número de questões sem fim ao qual só damos resposta, a maior parte das vezes, mesmo em cima do acontecimento. Eu faço sempre festa em casa, com direito a sardinhas, febras, fogo de artificio, balões e enfeites, mas devo admitir que - como todas as festas de família - a coisa está a perder o ânimo. Nós próprios já nos questionamos se havemos de organizar algo ou não - falta vida, música, alegria, bebedeiras e pessoas que não se importem de perder os foguetes da ribeira e as marteladas dadas por desconhecidos, ficando num ambiente mais pequeno, cozy, mas igualmente (muitooo) divertido. Basicamente, falta juventude. Mais exactamente, pessoas da minha idade - amigos meus, primos, amigos sabe-se lá de quem. Porque com os da velha guarda, apesar de terem piada, de terem ainda ânimo para dar e vender, já não é a mesma coisa...

Eu, pelo segundo ano consecutivo, devo ficar por casa. Entre escolher a calma demasiada de uma casa que já hospedou grandes festas e a euforia em excesso da noite do Porto, escolho a primeira. Principalmente tendo em conta que no dia seguinte "estudar história" vão ser as duas palavras de ordem. E, enfim, no meio de uma série de celeumas, do organiza/não-organiza e desta falta de entusiasmo, resta-me concluir que há tradições que não duram para sempre.

 

Com ou sem S.João, três manjericos já moram cá em casa. Afinal, há tradições que não morrem =)

19
Jun13

E os anos o vento levou

Faz-me uma impressão desgraçada ver nas revistas ou no facebook caras conhecidas da minha infância já com filhos, casamentos e vidas construídas. Pessoas como a Cláudia Vieira ou a Diana Chaves, que apesar de serem bem mais velhas do que eu, eu sempre vi como da minha geração - na altura em que via os Morangos com Açúcar, com uns dez anos, já elas interpretavam personagens que tinham a minha idade actual mas, não sei bem porquê, interiormente, achava-as com idades muito próximas da minha. E só acordei para a vida quando percebi que estavam grávidas, que depois tiveram as crianças e já têm famílias construídas!

Wow. O mesmo feeling tive quando reparei que os amigos dos meus irmãos também estavam a ser pais. Mas, esperem, como é que é possível? Eu lembro-me de os ver no São João aí a cantar e a beber desalmadamente; de os ver fumar sabe-se lá o quê algures e a fazerem coisas típicas da idade que, de facto, tinham, mas que eu não me apercebi de ter passado.

Isto faz-me pensar que, daqui a relativamente pouco tempo, é a minha vez. E eu ainda ontem tinha dez anos, parece-me. Isto são sintomas de velhice crónica, não são?

18
Jun13

Ontem foi um dia mau, hoje é um novo dia

Foi estranho para mim perceber o fracasso que tinha sido o exame. Não o esperava, muito honestamente. E não, a menos que os critérios mudem, não estou a fazer uma tempestade num copo de água. Mas enfim, eu podia sentir remorsos por não ter passado dias a fio a estudar, mas não sinto: aquilo que aconteceu, teria acontecido se tivesse uma semana de estudo intensivo em cima. Podia sentir-me culpada por não ter percebido as perguntas, por ter acertado ao lado na maioria delas: mas também não me sinto. Sinto-me, só e apenas, enormemente desiludida comigo mesma. Este era o único exame que não podia falhar, que não me convinha ir à segunda fase - todos os outros, tenho uma segunda tentativa. É a minha prova de ingresso e eu não pretendo candidatar-me à segunda fase da faculdade.

Ontem, depois de uns longos, longos "cinco minutos" que refletiram a minha desilusão, vi-me tão desmotivada para fazer qualquer outro exame como nunca pensei estar. Eu tenho dois grandes defeitos: lido mal com a frustração e sou muito pessimista. Estes dois juntos, ontem, só me diziam "achas só que foi este exame que foi uma merda? Espera até ver os outros". E a única solução que arranjei foi não pegar num único livro, deixar aquele dia horrível para trás e esperar que hoje fosse melhor. Há coisas que uma boa noite de sono não resolve: o exame já está feito, o stress continua cá e os meus defeitos também. Mas há quem diga que melhora...

Pelo menos hoje não chove. A aula de condução podia ter corrido melhor, se calhar o estudo não vai render tanto como renderia. Mas, enfim, ao menos o sol espreita por entre as nuvens lá fora e... é inevitavelmente um dia melhor.

 

17
Jun13

O exame de português

Antes de escrever qualquer coisa a propósito dos exames, queria agradecer a todas as pessoas que perguntaram como tinha corrido e que me desejaram sorte para este dia. Eu fiz exame e, infelizmente, os vossos desejos - ou os meus - não se concretizaram e o exame correu-me muito, muito mal.

Dos trezentos e tal professores convocados na minha escola, apenas vinte e dois apareceram. Aquilo que eu disse em relação a esta greve no último post, mantenho, continuando a achar que foi um acto de profundo egoísmo e sentindo-me, como aluna, num alvo perfeito para arremessar contra o governo. Onze salas fizeram exame, todas as outras vão ter de esperar até dia 2 de Julho para o realizarem. E isto traz-nos um problema grave.

Os exames nacionais são feitos para combater a desigualdede de notas e escolas: é feito o mesmo teste a todos os alunos de modo a que sejam todos avaliados pelos mesmos parâmetros. Mas agora vão haver dois exames - e, inevitavelmente, nunca serão iguais (até porque o nível de dificuldade não é uma escala exacta). Neste exame fui confrontada com o meu maior pesadelo: Ricardo Reis. Se, por acaso, sai Felizmente Há Luar no outro exame, há uma clara discrepância de dificuldades - e aí sim, eu vou-me sentir puramente injustiçada.

Todas as partes neste jogo se podem sentir alvo de injustiças: os professores, os alunos que fizeram exame e os que não fizeram. Algum dos grupos de alunos sairá prejudicado, falta só saber qual. Tudo porque fomos divididos. Na minha opinião, ou fazia tudo, ou não fazia ninguém. Um exame nacional é igual para todos e não está dividido em duas partes e, julgo, à conta disto ainda vai correr muita água debaixo da ponte.

 

Quanto ao exame em si, para mim, foi muito difícil. A gramática era acessível assim como o texto argumentativo, mas as perguntas sobre Ricardo Reis, para além de subjetivas, davam nós na cabeça de quem percebesse minimamente daquilo. (Lagrimazinha no cano do olho, agora) Já tive a oportunidade de aceder à correcção, e pela primeira vez neste ano, receio muito pela minha entrada na faculdade. Muito mesmo. Fui a exame com 19 - embora as pautas não tenham saído, eu sei-o - e só com muita sorte tirarei um 12 neste exame. Se até me safei na parte em que costumo ter inúmeras dificuldades, a parte onde costumo ser exímia foi um desastre - numa das perguntas, por má interpretação (e onde a culpa não é só minha, mas também de quem a redigiu, a número 3), fugi mesmo ao tema que era questionado. De uma forma geral, o meu pior pesadelo acabou de acontecer, tendo em conta que este era o exame mais importante para mim, a minha prova de ingresso. Espero honestamente que, a todos, tenha corrido (ou que venha a correr) melhor do que a mim.

16
Jun13

Os exames

O estudo? Está a correr bem, obrigadinha. Um bocado preocupada com história, exame que está para vir dia 25, mas não há-de ser nada.

Eu faço planos de estudo (não no papel, mas planeio mentalmente como quero estudar) de forma a conseguir fazer tudo como quero - às vezes demoro mais tempo, outras vezes menos, depende muito se já tenho as coisas adiantadas e do meu à vontade com a disciplina. Para português já tinha estudado e feito resumos de mais de metade da matéria (a nível de interpretação) e, como tal, andei bastante folgada e sem stresses durante este tempo. Só a gramática, como não podia deixar de ser, é que me apoquenta. Mas mesmo nesse campo já fiz os meus progressos, embora tenha a plena noção que vai ser uma questão de sorte.

Chato, chato é eu não saber se tenho exame amanhã. E não, eu não estou do lado dos professores - pelo contrário, só me apetece é esgana-los - logo eu que, regra geral, adoro os meus professores e lhes ergo estátuas imaginárias vezes sem conta. Sim, é muito chata a mobilidade e o facto de não serem colocados. Pena é não haver dinheiro para pagar a todos e o facto da mobilidade já ser um problema com que eles se confrontam há anos e que está implícito na profissão que escolheram (e é mau, sim senhora, implica que a vida pessoal seja afetada de ano para a ano... mas é a vida). Vivemos num país democrático em que a greve é permitida, o pior é que a legislação não estava preparada para uma coisa destas (como está no caso dos médicos, por exemplo) e aqui os afetados em grande escala vamos ser nós.

A mim não me tira vontade de estudar o facto de não saber quando é o exame - é-me igual, a minha memória não é curta ao ponto de se esquecer do que estudei de uma semana para a outra. Irrita-me apenas a confusão que vai ser, o vai-não-vai, a ansiedade extra e desnecessária que está a ser causada por uma birra dos professores, tal e qual aquelas que eles tanto criticam nas suas aulas. É uma questão de principio - toda aquela preocupação ao longo do ano, e chegam ao fim e fazem isto. "Têm de estudar para o exame, isto sai no exame, olha a nota com que vais para o exame, não se esqueçam da importância do exame!". Ah, mas já agora: afinal, quando vai ser o exame, senhores?

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