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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

04
Mai13

Jardineiras

Aqui há dias, enquanto eu e a minha mãe arrumávamos umas tralhas nos arrumos, decidimos mexer nas roupas dela que estavam lá guardadas: fatos e vestidos de cerimónia, roupas de grávida, peças antigas... e, lá no meio, havia uma gaveta com uma série de jardineiras. Algumas tinham sido usadas enquanto a minha mãe estava grávida de mim, outras em alturas "normais", vindas directamente da América numa viagem que os meus pais lá fizeram (há uns 20 anos).

Assim só por brincadeira, decidi vesti-las. À primeira vista, não gostei, mas os meus pais deliraram! Que ficavam muito bem, que eram muito giras, que tinha o corpo ideal para elas... e a ideia começou a entranhar-se, até que pedi à minha mãe que as lavasse para eu depois as poder usar. E hoje foi o dia! Passados anos e anos dobradas e guardadas numa gaveta, as jardineiras viram a luz do dia directamente vestidas na minha pessoa!

Por mero acaso, e como what goes around comes around, esta estação a moda das jardineiras inundou as lojas, mas não me parece que esteja a ter grande sucesso. Sempre foi uma daquelas peças que achava piada em ver nos outros mas não em mim, mas hoje provei que estava errada. Estas - que, já agora, são o mais vintage que pode haver - vão ficar no meu roupeiro de forma permanente.

 

02
Mai13

Ensinar os putos tem que se lhe diga

Eu sempre achei que tinha jeito para ensinar... a questão é tinham de ser pessoas que queiram aprender e com o mínimo de capacidades. Ou seja, resumindo: não dava para professora. Os alunos são mal-educados, não prestam atenção, não querem saber e eu nunca teria pachorra. Mas, ainda assim, o jeito continua cá. Os meus colegas gostam sempre da forma como explico e, regra geral, entendem as minhas explicações e é até uma coisa que me dá gozo. Mas é preciso que me ouçam, pensem e não se precipitem - o que é mais fácil com adultos do com que com crianças.

Ultimamente, o meu sobrinho tem vindo cá para casa fazer os trabalhos de casa comigo. E ele é tudo menos burro, mas tem um défice de concentração inacreditável e uma coisa que me tira do sério: não diz quando não percebe. Na sexta, estive mais de meia hora a explicar-lhe os dias da semana, os meses, os dias que os meses tinham e coisas que tais - e aquilo faz-lhe uma confusão tremenda. E começa-me a atirar respostas completamente disparatadas de quem não ouviu aquilo que eu disse 13562 vezes e está com a cabeça na lua, estilo "- Quantos dias pode ter um mês? - 12." ou "- Qual o primeiro dia de cada mês? - 36". E a certa altura eu fartei-me e disse-lhe: "Zé, tu não és burro nenhum e eu sei que tu sabes isto! Ouve-me por 5 minutos, por amor de deus! Eu juro que, se errares, eu não te grito nem bato, mas diz quando não perceberes!". E ele... chorou.

E eu já vi muitas crianças chorar, mas doeu-me. Porque não foi de medo, não foi por eu lhe bater ou berrar, foi mesmo porque se foi abaixo e lhe deve ter doído de algum modo e não era mesmo minha intenção. Lá o puxei para o meu colo, fiz com que parasse de chorar e se acalmasse e comecei a perguntar, repetindo muitas vezes as perguntas e implorando que pensasse antes de falar - e ele assim fez, concentrado. E não é que respondeu a tudo certo e fez aquilo com uma perna às costas?

Fiz-lhe uma folhinha com o resumo daquilo que tínhamos visto e lá foi ele, ver televisão e comer pão com nutela. E eu senti-me com tantos remorsos que pouco depois fui busca-lo para fazermos um bolo juntos, para esquecer o episódio dos trabalhos de casa que me deve ter perturbado mais a mim do que a ele. Valha-me, que ensinar crianças tem pouco de fácil!

01
Mai13

Desequilíbrios

Eu acho que ninguém é cem por cento equilibrado. Há sempre coisas que falham nos nossos objectivos de vida, balanços que não conseguimos alcançar. Todos nós devíamos ter uma percentagem certa de amor, sucesso, trabalho,... mas, como é óbvio, ninguém é perfeito e ter tudo nas quantidades certas é impossível. Acima de tudo porque nós não podemos ser bons em todas as áreas e acabamos por compensar, e com razão, as áreas com menos sucesso com aquelas em que nos saímos melhor. A isso chama-se ser inteligente, porque só aproveitando aquilo que temos de melhor - em tudo - podemos ser verdadeiramente bons.

E a verdade é que ao longo dos tempos vamo-nos habituando a conviver connosco próprios, com os nossos defeitos e qualidades, lados bons e maus e ficamos a saber com o que contar. Se por um lado criamos expectativas quando sabemos que somos bons e podemos suceder, por outro ligamos o "descomplicómetro" e deixamos que as coisas fluam, quando temos a consciência de que não fazem parte dos nossos pontos fortes. É assim a vida, ninguém é bom a tudo.

Apercebi-me foi que, quando nos deixamos desiludir e passamos a não ser tão bons naquilo que antes éramos excelentes e continuamos a ser uma merda naquilo que éramos maus, isso sim, é chato.. Muito chato, desincentivador e frustrante. Pode ser temporário, uma baixa momentânea, uma fase menos boa. Ainda assim, não deixa de ser má e de nos doer bem cá dentro. E é só isso que se passa.

01
Mai13

Pasteleira ao serviço

Aproveitei a desculpa de ter um hoje almoço de família para me afogar na cozinha e nos doces, algo que me dá cada vez mais prazer. Fiz, pela primeira vez, profiteroles (que saíram deliciosamente bem) e o meu típico bolo de cenoura, desta vez com cobertura de chocolate.

Depois desta semana que está a ser a pior dos últimos meses, pareceu-me uma boa opção (não foi, tendo em conta que o bolo de cenoura, ontem, se partiu todo quando o desenformei e fiquei ainda mais frustrada e triste e tudo mais) - mas enfim, sabe sempre bem deambular pela cozinha e depois saborear aquilo que nós próprios confeccionamos. E no fim de tudo, receber elogios às nossas sobremesas. Nem tudo é mau...

 

 

 

01
Mai13

McFlurry de Oreo, o objecto da traição

Sempre fui fiel ao McFlurry de M&M's. A minha irmã comia, eu comia um bocadinho, passei a gostar, a pedir um para mim e desde aí nunca mais parei. Anos a fio a olhar para aquele gelado de nata a ficar colorido pelas várias cores dos amendoins e... agora acabou. E a culpa foi de Barcelona.

Numa das nossas idas ao McDonals durante a viagem de finalistas, uma colega minha pedia sempre o gelado de Oreo e, não sei porquê, deu-me o apetite e decidi experimentar. Enfim... foi uma traição, que foi, mas ao menos soube-me pela vida! E desde que cá cheguei que não quero outra coisa. Às vezes dá-se-me os desejos e lá imploro à minha mãe para passar no McDrive para ir buscar um geladinho.

Mas a verdade é que são quase dois euros por um boião de gelado de nata com pedaços de bolacha. Como tal, fui ao supermercado, comprei gelado de nata, oreos e em casa fiz o servicinho. E ficou para lá de delicioso! Há coisas tão simples e que sabem tão, mas tão bem...

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