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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

12
Mai13

Até tu, Clara?

Enquanto lhe dava banho:

- Tili, é mesmo a sério que não tens namorado?

- Sim, porquê?

- Porque tens de arranjar um.

- Tenho?

- Tens... para ter filhinhos e eu ter com quem brincar.

- Mas eu ainda sou muito nova para ter filhos.

- Hum, pois... Primeiro casas. Depois tens filhos. E pronto.

 

Estou a começar a fazer teorias da conspiração... até a minha sobrinha, pá!

12
Mai13

Condução

Acredito que tenham estranhado o facto de não ter comentado as minhas aulas de condução: disse que começavam no inicio do mês e, até agora, nicles. Pois bem, quando eu não falo, é porque a coisa não correu muito bem.

Aprofundar a questão não me parece necessário, basta-me dizer que cheguei a casa, após a primeira aula, lavada em lágrimas. Ia com algumas expectativas e com a confiança que acho que é preciso ter para nos metermos no meio de matagal que são as estradas. Com o nervosismo, o não saber, a hora de ponta e o mau dia da minha professora, aquilo não podia ter corrido pior.

As últimas aulas têm sido melhores, mas a confiança que tinha evaporou-se, o que não acho que seja necessariamente bom. Ando a medo, vou para as aulas com um nervosismo que não é nada característico em mim e a antecipação faz-me sofrer. Saber que tenho aula amanhã não é sinónimo de entusiasmo mas de medo pelo que dali vem. Se antes queria a carta o mais depressa possível para poder andar à vontade, agora quero a carta para poder acabar com este misto de tormento/entusiasmo - o que, bem sei, não é uma atitude positiva. Estou só à espera que com a evolução ganhe confiança e que tudo isto passe.

Estou a esforçar-me imenso - em casa, remoendo nos procedimentos - para melhorar aquilo que está mal, e em três aulas acho que já fiz melhoras significativas. Se acho que conduzo mal? Nem por isso. Se acho que tive azar? Algum. E o pior é que a confiança não se readquire de um dia para o outro. Resta-me esperar que o tempo cure os danos. Até lá, fica um conselho de amiga: na vossa primeira aula, quando vos perguntarem se já sabem conduzir ou alguma vez o fizeram, mesmo que mintam com todos os dentes que têm na boca, deixem uma resposta simples: "não". Sairão, provavelmente, beneficiados.

12
Mai13

Aquele momento em que...

Passamos de bestas a bestiais. Em que a bola entra e, um segundo depois, com um puto no colo, gritas e saltas do sofá com uma euforia que ainda não tinhas presenciado durante o dia inteiro. Em que sentes que o funeral que te fizeram durante quase uma época, é agora infundado. Em que, enquanto tu saltas, os outros caem de joelhos. Em que vês a tua vida a andar para a frente a dos outros a andar para trás. Em que tu entras numa efusão de alegria e os outros numa apatia. Tudo, tudo, tudo num segundo. O futebol é isto. Ser Portista é ainda mais.

"Nunca rias de dragões vivos."
- J.R.R. Tolkien, in "The Hobbit"


 

Nota: este post é para a alegria dos Portistas, não para a tristeza dos Benfiquistas. Digo-vos do coração que, honestamente, odeio o Benfica - e aquele treinador e tudo mais -, mas ao longo da vida tenho conhecido muito bons Benfiquistas, que me provaram que não se pode tomar a parte por um todo. O futebol, como tudo, é uma moeda com duas faces e nem sempre se pode sair feliz. A minha alegria é imensa, tenho quase a certeza que o campeonato é nosso, e vou festeja-lo com toda a força. Mas acreditem que já lá vai o tempo em que irritar os benfiquistas era o meu passatempo - se ainda o fosse, posso garantir que hoje teria perdido todos os meus seguidores alfacinhas.

10
Mai13

Quando queria ser geek

Quando era nova, não tinha como sonho levar a minha vida a escrever. Muito pelo contrário. Eu queria ser uma Abby como a do NCIS ou uma Garcia como a das Mentes Crimosas. Computadores, ciência e um pequeno géniozinho à mistura era aquilo que queria fazer de mim.

Queria saber hackear PC's mas também servir de antivírus; queria escrever super rápido sem sequer olhar para as teclas (a única coisa que consegui cumprir); ter bases de dados gigantes e universais que me dessem toda a informação do mundo; saber escrever aqueles hieróglifos estranhos, cheios de pontuação ilegível, num qualquer programa de fundo preto e perceber todos os resultados que lá me eram apresentados. Uma geek, basicamente.

E a verdade é que ainda hoje são essas personagens-tipo que me apaixonam e que me prendem. Apesar da volta de 180º que a minha vida deu, dos objectivos e dos sonhos terem mudado e ter deixado para trás tudo num banho-maria que tende a arrefecer ao longos dos anos, o bichinho ainda está lá. E há dias em que o sinto a mexer dentro de mim, quase que a querer ser reanimado.

10
Mai13

Branco mais branco

Eu sou filha de têxteis, e isso parece que está nos meu genes. É inevitável eu chegar a uma loja e ver a qualidade do tecido, a cor e a as linhas, os cortes, a pequena diferença de tonalidades que por vezes há na mesma peça de roupa... Sempre foi algo que vi fazer e que acabou por passar para mim, e não sei ser de outra forma.

É por estas e por outras que me faz uma confusão desgraçada ver as pessoas todas de branco (e de ganga, já agora) - porque raramente é o mesmo tipo de branco! Tal como há vermelho claro e escuro, azul marinho e bebé, cinzento ou preto, o branco nem sempre tem a mesma tonalidade. Pior ainda, encontrar o mesmo tipo de branco nas lojas é quase missão impossível! E, não me perguntem porquê, ver uma pessoa toda vestida com brancos diferentes, mexe-me com as entranhas. Para além de que acho um bocadinho insosso andar toda vestida da mesma cor. Mas isto sou eu, pronto.

 

09
Mai13

As máquinas de cozinha não são assim tão fantásticas

Eu posso ser a pessoa mais desarrumada do mundo (que não sou), até posso nem ser muito organizada (mas só em algumas coisas) e ter algum pó na secretária, mas se há coisa que eu não tolero é sujidade na cozinha. Faz-me uma impressão tremenda entrar em cozinhas sujas, que dão a ideia de que nada é asseado.

Sempre que cozinho, lavo e arrumo tudo o que sujo. Passo o esfregão cinquenta mil vezes, seco tudo com o máximo cuidado e inspeciono sempre para ver se não ficam restos de água, que não gosto nada quando vejo que a louça ficou mal seca, começando logo a pensar que a água já está meia-choca ali no sítio onde vou comer ou cozinhar. E é por isto que odeio (ODEIO) aparelhos de cozinha - fazem trinta por uma linha, são fantásticos e práticos e essas coisas todas, mas e limpa-los? Têm sempre cantos intocáveis, dentes não-limpáveis, coisas que nem sequer se podem meter na máquina. Aquilo, depois de meia dúzia de utilizações, fica uma nojeira tal que eu sou capaz de passar meia hora a lavar a máquina ao pormenor (sou um bocado passada, eu sei). Todas as vantagens dos aparelhos caem pelo cano quando me apercebo que é uma autêntica saga deixar aquilo limpo - não há paciência para tanto.

09
Mai13

Por aí jazem unhas postiças

Pois as minhas já estão ao natural. Depois de sensivelmente três semanas com unhas postiças, já tenho as unhas grandinhas, pintadas e por roer!

Os últimos dias não foram fáceis, quando elas insistiam em sair e eu em colar, mas posso garantir que não me deu metade do trabalho que esperava. Muitas vezes reutilizava-as (a não ser quando caiam no chão e, quando as ia procurar, já estavam feitas em pó) e elas aguentavam mais três ou quatro dias, o bastante para eu não me fartar delas e mandar toda esta história para um sítio que nós cá sabemos.

Infelizmente aconteceu-me uma coisa que já me tinha acontecido com as unhas de gel: algumas, pela falta de exposição ao ar - se não estou em erro -, ficaram esverdeadas. Agora resta-me dar-lhes arejo e mantê-las grandes e longe dos meus dentes peritos em estraga-las, de forma a não ter de repetir o estratagema.

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