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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

17
Mai13

Como é que eu sou?

Hoje estava a sentir-me horrível a passear na baixa. Estava com o cabelo na sua forma original (ou seja, encaracolado, por esticar), o que detesto profundamente; estou vestida de uma forma muito mais desportiva que o normal, com um camisolão que comprei em Barcelona por causa do frio que se fez sentir ao longo de dia; e, ainda por cima, ando a sentir-me mais cheiinha do que devia. Portanto, para mim, estava horrível.

E enquanto meditava na minha maldita apresentação, olhava para as outras pessoas - e apercebi-me que não tenho nenhuma noção de como as pessoas me vêem a mim. Quer dizer, eu olho para alguém mais gordinho e pergunto-me "mas será que eu sou assim?". Não percebo muito bem como é que alguém que se vê ao espelho todos os santos dias pode ter dúvidas destas, mas a verdade é que as tenho a uma escala enormíssima. É claro que tudo é relativo, que há opiniões diferentes, mas acho que há um senso comum mais abrangente. Eu estou sempre muito mais certa das minhas capacidades intelectuais do que físicas - eu consigo acreditar em mim mesma no que toca a coisas que envolvam a cabeça, mas tudo que meta a aparência... cof cof. Se há dias em que até me acho bonita, há dias em que me acho um horror (hoje!) - mas o que os outros pensam, não faço a mais pequena ideia (se pensarmos bem, também não dou muito espaço para ninguém se expressar, mas pronto); se há dias em que olho ao espelho e acho que até nem preciso de emagrecer mais, há outros em que me sinto uma baleia (hoje!) - e os outros, acham-me uma baleia?

Eu, para além de não saber o que os outros acham, não sei o que achar de mim mesma - e a minha falta de noção é tão grande que nem sequer arranjo termos de comparação com outras pessoas, para me poder "visualizar" de alguma forma. Mulheres têm destas coisas...

16
Mai13

We'll always have Paris

Até ao ano passado, o meu pai passava a vida a falar nas saudades que tinha de Paris, das ruas, das noites,... Em Abril lá fomos nós passar três dias à capital francesa e eu, de tanto que tinha ouvido falar, acho que fiquei um pouco desapontada. Diria que é impossível achar Paris uma cidade feia - tem monumentos estonteantes e em cada canto -, mas atribui a minha falta de "entusiasmo" ao facto de, mesmo não estando à espera, ter as expectativas demasiado altas e ter ido com os meus pais (não desprezando a companhia deles, que adoro, mas suponho que Paris com um namorado seja ligeiramente diferente).

Passado pouco mais de um ano de ter lá estado, tenho eu saudades. Percebi que Paris se enraizou em mim, mesmo sem eu ter dado por ela. E, curiosamente, lembro-me muitas vezes de um passeio nocturno que dei com o meu pai pelas ruelas da capital - acho que é essa a essência da cidade. Muito para além da Torrei Eiffel e do Arco do Triunfo, é todo um ambiente diferente e que, diria, trás muito da Belle Époque aos dias de hoje.

Continua a não ser a minha cidade, a não representar o meu eu mais profundo, mas percebo agora que foi um sítio que me conquistou ao longo do tempo e não naquele momento (como Barcelona, por exemplo). Acho que embelezo aqueles dias no meu pensamento, juntando-lhes as músicas e as cores que mais se lhes adequam. Dentro de mim, Paris é cada vez mais bonito e espero lá voltar dentro em breve.

 

16
Mai13

O prazer de um bom livro

Só eu sei há quanto tempo estou para dizer isto: finalmente agarrei-me a um livro!

Algures no Natal, se não me engano, "A Sombra do Vento" de Carlos Ruiz Zafón chegou-me pelo correio como prenda de uma amiga (obrigada C.!) que fiz por estas bandas. Na altura estava a ler outra coisa e, entretanto, meteu-se o Memorial, de qual eu tive a indecência de dizer que "se lia bem". De facto, eu já não me lembrava do sabor e do prazer proporcionado por um bom livro.

Para dizer a verdade, comecei a ler este livro porque precisava algo com que entreter a cabeça, e bem sei que um bom livro é a formula mágica para todas as preocupações se desvanecerem por uns bons bocados. Também já estava cansada de me sentir obrigada a ler a obra de Saramago. Porque, se por um lado, acho o livro mais fácil de ler que "Os Maias", que se dá no 11º ano, por outro estava a lê-lo por pura obrigação. Eu nunca gostei da pessoa que Saramago mostrava ser - das várias entrevistas que li e vi - e já conhecia a sua escrita, tendo em conta que li meia dúzia de páginas do "Ensaio Sobre a Cegueira" e um bom bocado d'"As Intermitências da Morte". E não gosto. Não gosto daquela forma peculiar de escrever, que para mim é uma pura  maneira de se querer destacar ainda mais dos outros escritores, quase que como uma concorrência desleal. É claro que a minha opinião de pouco ou nada serve, tendo em conta que o senhor foi o vencedor de um Nobel, mas felizmente a liberdade dá para estas coisas.

Quando me apercebi que já não teria ler mais aquele livro (pois, supostamente, já havia sido testada sobre ele), saltei para outra história e apaixonei-me. Devia acabar de ler o Memorial, devia interromper a leitura d"A Sombra do Vento" e, com azar, a minha nota de português sairá prejudicada. Mas, lamento, nada me arranca este livro enquanto não o acabar. A paixão é assim, desmesurada. Mesmo no campo dos livros.

15
Mai13

Planos para amanhã

Ando entrar numa rotina depressiva de casa-escola/escola-casa/casa-condução/condução-casa que me está a deixar paranóica e desesperada por ar fresco. Ontem já nem sabia para onde me virar e, felizmente, conseguiram arrancar-me de casa de forma sossegada e levar-me a ver o mar, o que me soube pela vida. Mas quero aproveitar estes últimos dias de "folga" para poder sair e fazer alguma coisa que não seja estar em casa, fechada, entre livros, televisões, computadores e a minha cabeça agitada.

Como tal, amanhã, único dia desta semana livre da condução, pensei em fazer algo que não faço há meio século: ir ao cinema. Acho que o Gatsby espera por mim. Eu e ele, na sala de cinema mais próxima.

 

15
Mai13

Médico puxa médico (ou como eu não vou usar óculos)

Hoje fui ao centro de saúde, basicamente, para marcar o ponto. Já não punha lá os pés há uns dois anos e tinha mesmo de ser, senão perdia a médica de família. Aproveitei e levei os papéis dos pré-requisitos para a faculdade, tendo em conta que o curso que quero mos pede.

Eu, para além de odiar médicos, não gosto daquela senhora de forma particular - apesar de que hoje, tenho de dar a mão a torcer (o braço é pedir demasiado), até nem foi muito mal. Queixa-se sempre que as minhas tensões estão altas - o que não admira, porque sempre que entro naquele sítio fico uma pilha de nervos mal me vejo envolvida por médicos, doenças e enfermeiros - e faz-me sempre as mesmas perguntas irritantes para eu lhe dar precisamente as mesmas respostas. Mas lá me assinou os papéis. Só faltava uma coisa: a acuidade visual.

Muito rapidamente, lá fiz o teste das letrinhas. Comecei bem, com o olho esquerdo, onde tenho 100% de visão. Passei rapidamente para o olho direito, sem dar tempo suficiente para focar, receio, e dá-me uns míseros 70%, quando, para os requisitos, é exigido pelo menos 80% em cada olho (que eu acho que tenho, porque sou teimosa e acho que vejo perfeitamente bem). Ela preencheu aquilo, mas mal saí da consulta vi-me com outra marcada para o oftalmologista na próxima segunda-feira. Nada melhor para piorar uma semana que já estava a ser maravilhosa. E eu vou usar óculos... o tanas, sim? Era o que mais me faltava, caraças.

14
Mai13

Yep, shitty days do happen

Só vejo um amontoado de coisas a acontecer num período de tempo mínimo. Eventualmente, cansamo-nos. Hoje foi o dia - e algum haveria de ser. Que deite tudo cá para fora agora, que tenho muitos mais dias pela frente e esta será a minha última semana de sossego até às férias (aquelas a sério, em que os exames já passaram). A colapsar, que seja em dia de folga.

 

14
Mai13

Por falar no MEC

Eu adoro o Miguel Esteves Cardoso. Adoro. Mas posso já dizer que nunca li um livro dele de uma ponta à outra - tenho três, dois comprados por mim, sendo estes de crónicas. São o tipo de livro que eu gosto de ter na prateleira e, de vez em quando, (re)ler duas ou três crónicas para me inspirar. O mesmo que faço com o Desassossego de Pessoa, por exemplo. E esses momentos sabem-me mesmo pela vida.

Acho que o primeiro texto que li deste senhor foi este aqui, que me deixou estonteada. Li-o tantas vezes, para mim ou em voz alta, que há partes que já me saem naturalmente sem olhar para as letras. A partir daí foi sempre à descoberta de novos textos, e fui encontrando ao longo dos tempos excertos maravilhosos escritos por ele.

Mas, de tanta coisa boa, só há uma coisa que me irrita: as asneiras. É que se ainda tivessem no conteúdo do livro (que estão, no caso d'"O Amor é Fodido", em grandessíssima escala)... mas estão mesmo no título (como se pôde ver). O último livro dele, que está nas montras e prateleiras principais de todas as lojas chama-se.... tcharan... "Como é Linda a Puta da Vida". E sim, isto pode mostrar uma posição de irreverência, de aproximação ao público e uma demonstração de que a leitura é para todos... mas é, simplesmente, a vulgarização de algo que não é bonito e que não fica bem a alguém que escreve coisas tão, tão bonitas quanto acertadas (a maior parte das vezes). O MEC, para mim, é um dos melhores escritores portugueses da actualidade - mas ninguém é perfeito...

13
Mai13

Ir até ao fim das coisas

Escreveu Miguel Esteves Cardoso em "Explicações de Português":

 

"Nunca vou ao fim das coisas. Tudo começa. Nada acaba. Eu não deixo. No meu sonho, tudo continua, tudo se repete, mesmo que seja preciso interrompe-las de vez em quando. Tenho medo que acabem. Por que é que se hão-de levar as coisas ao fim?"

 

Resta-me dizer: somos dois, Miguel, somos dois...

13
Mai13

&/%#$ para a gramática!

Eu sou daquelas pessoas mesmo, mesmo chatas e que os colegas normalmente odeiam, que fica chateada com certas notas, mesmo estas sendo "altas". Não é por mal, não é para fazer chacota de quem teve 12 e acha muito bom - é porque, para os meus objectivos, não basta!

E hoje foi daqueles dias em que eu disse trinta por uma linha, cinquenta mil asneiras e praguejei sem fim por causa de um 17. A português. E porquê um 17 a português, quando o que eu queria era um 19?! Por causa da gramática, pois claro! Perdi dois valores e meio à custa dela, sendo que se tivesse acertado, o meu teste arredondaria para 20! 20! E eu perdi um vinte por causa do meu típico calcanhar de Aquiles que teimo em não atinar.

É incrível a minha capacidade de errar coisas naquele grupo. Inacreditável. E  o pior é que quando, em casa, vou revendo as coisas, até me dá a ilusão de as perceber. Ah e tal, sim, sem dúvida, isto é uma oração subordinada relativa restritiva e isto um modificador frásico. Pois. Chego lá e é o desastre que se vê.

Sem dúvida que o meu estudo para o exame de português vai ser maioritariamente centrado nesta vertente da matéria. Vai ser passar os olhos por Pessoa e Memorial e depois chatear-me com algo a que nunca dei importância também porque nunca cheguei a perceber. Odeio aquilo. Mas a verdade é que na prova final não posso fazer a borrada que tenho feito. É pró' vinte, pá.

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