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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

03
Jan13

Um ano na "descontra"

Estou a levar este ano muito na "descontra". Tenho plena consciência de que poderia ser uma aluna brilhante neste curso sem suar as estopinhas, mas vou deixar isso para outros. Ser brilhante em algo, para além de dar trabalho, traz muitos ódios e invejas atrelados.

Tem sido bom descansar de tarde, quando quero e bem me apetece; não ter de olhar para os livros, não percebendo nada do que está lá escrito; não manchar os cadernos com as minhas lágrimas de frustração. Tem sido um caminho calmo e descontraído, a nível de estudo, aulas e convivência - não sinto uma necessidade extrema de estudar, o que me dá uma folga imensa a nível de stress e horas de estudo; sou muito mais sociável nas aulas, permito-me a uma maior abertura com os meus colegas e estas acabaram por ser um instrumento de convivência e não só de aprendizagem.

Obviamente que tenho os meus parâmetros e não me permito baixar de certos níveis - aliás, o meu objectivo este período é melhorar algumas notas (nomeadamente geografia e sociologia, às quais, com alguma facilidade, se consegue bons resultados). Mas tem sido bom saborear as coisas de uma outra forma, que desconhecia por completo. Muito bom mesmo.

02
Jan13

O valor das palavras e o raio do facebook

O ano passado decidi deixar de dar os parabéns via facebook a todas as pessoas que este classifica como meus "amigos"; deixei de enviar mensagens em modo massificado, com votos de bom Natal e bom Ano a pessoas a quem às vezes nem paro para cumprimentar no meio da rua. Mas são coisas um bocadinho diferentes, essa do facebook e das mensagem.

Já há algum tempo que me revolto contra o facebook. Desde que este passou a existir que toda a gente, de uma forma mágica, se lembra do meu aniversário! Era suposto ficar contente, certo? Mas não. Toda a gente se lembra porque a rede social os lembra - ou seja, todo o pouco cuidado que havia em pôr o meu nome numa agenda dizendo "Aniversário da Carolina" ou no calendário do telemóvel, caiu por terra. Agora não, agora é facebook. Pior do que isso é que pessoas mais ou menos próximas nem disfarçam, dando-se ao trabalho de ir ao telemóvel e fingindo que se lembraram de tal data: vai mesmo no mural do facebook. Como tal, pensei para mim: pronto, o facebook diz-me as datas e já é uma ajudinha; mas só dou os parabéns por lá se for alguém suficiente próximo e não tiver o número de telemóvel do individuo em questão (que, no meu caso, é bastante provável). Assim, as palavras "Parabéns, um dia feliz! Beijinhos", têm saído menos vezes deste teclado, e digo-o sem piedade: não me arrependo nada! Todas as pessoas que só "conheço" deixaram de ser congratuladas por mim.

As mensagens são outra coisa. Este ano escrevi meia dúzia de mensagens individuais e enviei-as a quem me é mais chegado - ou então falei mesmo ao telemóvel. Da mesma forma que não vejo necessidade de dar os parabéns a quem não me liga nenhuma, também não me parece necessário enviar mensagens de festividades. Ainda assim, deixem-me admitir: é chato e eu sinto-me sempre repetitiva, embora sinta mesmo aquilo que digo. Mas é sempre a mesma coisa, são sempre as mesmas palavras, uma seca. Mas são esses pequenos gestos que nos distinguem (ou não) e que distinguem os outros; é também a falta deles que nos abana e nos faz pensar.

Estou a tentar fazer com que os gestos que todos massificamos e que, assim, perderam valor, voltem a ganha-lo. Aos poucos e de uma forma lenta, mas estou. É importante, para mim, que certas palavras e gestos valham mais do que aquilo que valem actualmente.

02
Jan13

Passou a moda dos intelectuais

É engraçado pensar como o mundo dos blog mudou nos três anos e meio em que cá ando. O estilo de escrita dos blogs é diferente, os tipos de blogs também. Lembro-me que logo nos meus inícios existiam uma série deles totalmente intelectuais e dos quais eu não percebia nada - e não, não estou a exagerar: a questão é saber se alguém percebia. Mas não sei porquê, isso era tido, para mim, como o melhor que havia - e as pessoas pareciam gostar, embora eu não percebesse como. Eu tentava lê-los, mas nunca fui fã de ideias abstractas e aéreas, das quais não percebia nada. Ainda assim, sentia-me um tanto ao quanto envergonhada por escrever "normalmente" - embora na altura escrevesse textos dramaticamente lamechas, percebia-se a ideia a eles subjacentes.

Agora esses blogs desapareceram, pararam ou então saíram simplesmente do meu alcance. E passado uns anos, ainda sinto os meus textos "quadrados", com arestas por polir e curvas por aperfeiçoar; ainda tenho uma pontinha de inveja da boa sonoridade que as palavras que esses bloggers tinham. Mas sinto que cresço e melhoro à medida que o tempo passa (e eu o passo  escrever) e que, mesmo assim, as pessoas ainda compreendem aquilo que digo - e que embora tenha um fraquinho por intelectuais, não estou a evoluir para esse lado mais bonito e (para mim) um pouco inútil da escrita. O teclado onde escrevo é a lima perfeita para os meus textos quadrados e o instrumento essencial para seguir o caminho que quero.

01
Jan13

O casaco de meio mundo

Lembram-se daquele casaco estilo Balenciaga que comprei em Março passado, na Zara? Pronto, esse casaco esteve uma eternidade nas lojas e parece que toda a população se lembrou de o comprar.

Acho que já disse aqui que odeio ver pessoas com roupas iguais às minhas - mas pronto, tudo bem, uma pessoa com o casaquito igual é aceitável. Mas não é só uma - são às resmas! De cada vez que vou à baixa, ponho os olhos em três ou quatro casacos destes; na minha escola também já descobri pelo menos um.

E sabem o que faço a peças assim? Deixo-as a marinar no roupeiro durante uns tempos - são peças que não se estragam, que estão sempre actuais e que podem bem esperar até que esta voga saia de moda. Entra este e sai um de couro que lá esteve durante uns bons tempinhos - é liso, não tem nem tachas nem aqueles quadrados que estão na moda e que o outro tinha; tem a desvantagem de ser mais frio, mas que se lixe, gosto bem dele. Cheira a pele e é pesadito, bem verdadeiro.

Quando vir que a moda passou e o pessoal já estiver louco com outra tendência qualquer, volto a arrancar o da Zara do roupeiro e a vesti-lo. Até lá repousa, que mal não lhe faz.

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