Eu não sei se esta praga invadiu todos os cantos do país - suponho que não, visto que os "gunas" são conhecidos por serem cá do norte. Eu vou falar sem ter visto o vídeo, porque para poluição já me chega a que respiro todos os santos dias - mas, basicamente, aquilo é uma infestação que invadiu a maioria das pessoas da minha faixa etária (principalmente os rapazes) com expressões o mais irritantes possível. Coisas estilo "que fabela, ó mano", "sé' que m'entendes" ou "que estrondeira, ó sócio".
Tendo em conta que em várias aulas tenho um ou dois rapazes sentados atrás de mim, ouço estas barbaridades centenas de vezes (e eles dizem-nas para me irritar, também, repetindo-as vezes sem conta até eu me passar dos carretos). É que não há coisa mais horrenda, mais... má. Porquê espalhar essas desgraças que andam por aí, meu deus (sim, eu tenho uma imensa falha no sentido de humor e não acho piada nenhuma a qualquer tipo de vídeos desses género)?!
Digam-me: esta praga também invadiu as vossas escolas ou o problema é mesmo local?
Quando era miúdita passava a minha vida a jogar joguinhos com o meu pai. Depois do jantar era sagrado: dominó ou quem é quem. Mais tarde, as damas. E eu adorava - e ainda adoro. Tudo o que é jogos de cartas, tabuleiro, batalhas navais, dominós e tudo e mais alguma coisa. Mas acho que é algo que se incita desde pequenino.
É por isso que este ano, para além daquelas tralhas que se oferecem e que os pequenos nunca mais pegam para além da noite de natal, vamos oferecer joguinhos desse género: dominós, mikados, quem é quem's e coisas assim - para que eles aprendam, de uma vez por todas, a brincar de forma mais ao menos civilizada e pacífica. Toda a criança, principalmente quando junta com as outras, tem tendência a gritar, correr e espernear. Mas acho que tudo tem de ter o seu peso e medida e os meus sobrinhos precisam de aprender a brincar - no meu sentido da palavra.
Essas vão ser as prendas da minha mãe... a minha puxa para outro lado, mas acho que eles também vão adorar (pelos menos à primeira vista): poucos dias antes de Natal, vou à loja dos animais e vou oferecer-lhes peixinhos - um para cada, o que dá o equivalente a dois por casa (que eu não quero cá peixes deprimidos por estarem sozinhos). Os papás vão sei queixar até às pontas dos cabelos (mana, escusas de comentar porque a minha decisão está tomada, sim???) mas, na minha opinião, é bom, para eles, crescerem com seres vivos à volta e algum sentido de responsabilidade - mudar a água não, mas dar-lhes comidinha todos os dias é um bom principio.
Temos mil e uma coisas para fazer a não fazemos nenhuma.
Tinha planeado estudar o fim-de-semana inteiro e ainda não pus um olho em cima de um livro que seja. Para piorar a situação, amanhã o meu irmão chega - o que quer dizer que as probabilidades de continuar a não olhar para os ditos são grandes.
O pior é que eu fico com remorsos do tamanho do mundo, mesmo sabendo que estou adoentada e que tenho apenas uma semana para disfrutar com o meu irmão, e muitas outras para poder estudar.
Acho melhor pegar nos livros enquanto posso (e consigo), ou as coisas ainda dão para o torto quando for a ver os resultados dos testes.
Não sei se têm miúdos na vossa família que brinquem aos beyblades ou se já se passearam pela zona dos brinquedos nos hipermercados. Mas a verdade é que as caixas daquilo não podiam ser mais disformes.
Na quinta, enquanto me entretia a embrulhar as prendas, peguei num destes "piões" e comecei-o a embrulha-lo (há dois, para mal dos meus pecados). A sério, a coisa estava a correr bem - imaginem o meu orgulho! Quando vou fazer o último remate, faço um pouco mais de força para pôr a fita cola e rrrrrrrr - o papel rasgou num dos inúmeros cantos que aquela porcaria tem. Fiquei passada e recusei-me a deitar tanto trabalho e papel fora. Vai daí, peguei numa tirinha de papel sobrante e fiz um remendo - notam o sítio onde o dito está ou o trabalho foi mesmo bem realizado com sucesso (admitam lá que à primeira vista nem se nota, vá!)?
É mesmo gripe. Ranhosa até sabe-se lá onde, chorosa e com dores no corpo (e hoje á noite que mal mexia o maxilar com dores?). E, cereja no topo do bolo, com uma valente crise de fígado por causa dos comprimidos que tomei.
E logo este fim-de-semana que tinha muito que fazer pela frente.