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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

27
Nov12

O labrador chocolate

Fui há pouco ao jumbo e caí no erro de entrar numa loja da animais que ainda não conhecia - juro que não sei o que se passa comigo, mas sou atraída para ver os bichos de uma forma ridícula.

Chego lá e deparo-me com um labrador cor de chocolate, lindo de morrer, metido dentro duma daquelas jaulas horríveis de vidro. Quando viu que estava a olhar para ele, atirou-se ao vidro aos guinchinhos, mesmo que a pedir para o trazer para casa. Nisto, chegou a minha mãe, e acho que foi só por ter a noção que estava ali mais gente que não me desmanchei em lágrimas. Custou-me tanto, tanto, ver um bichinho tão lindo, tão fofinho e claramente tão à espera de um dono...  Apeteceu-me partir o vidro ou, simplesmente, sacar do dinheiro (um absurdo) e traze-lo para casa. E fazer-lhe mimos sem fim. E dormir com ele. E pegar-lhe ao colo. E tudo e mais alguma coisa.

Vim embora sem o cãozinho e com a cara seca, mas com o coração do tamanho de uma ervilha.

 

(era parecido com este)

27
Nov12

As galochas

As galochas estão outra vez muito na moda - são muito giras, muito giras, mas têm desvantagens que me desagradam bastante.

Comprei umas que adoro há uns dois anos atrás, ainda o meu pé não tinha inchado - hoje em dia, para além de todas as desvantagens que elas têm, vejo-me mais do que grega para conseguir enfiar o pé lá; como não tem fechos e o material é rígido, é um tormento sem fim - mas eu consigo!

No entanto, desde o momento que as comprei que lhes descobri vários defeitos. Primeiro são autênticos congeladores - sinto os pés frios que só eles e antes do pé inchar metia meias super grossas para compensar (e mesmo assim o efeito não era muito). Por outro lado, não deixam o pé respirar, pelo que os pés ficam encharcados, o que é desagradável, a juntar ao frio que se sente (e, como diria a minha avó, meio caminho andado para apanhar uma gripe!).

Não é por isso que deixo de as usar, até porque amo as que tenho e foi do pouco calçado que acabei por não chutar para canto devido ao inchaço do pé, que embora custe a entrar, acaba por caber. Mas devo admitir que penso duas vezes antes de as usar e pensaria muito (mas mesmo muito) antes de comprar outras, apesar de existirem modelitos lindos de morrer espalhados pelas lojas.

26
Nov12

Os turcos

Isto é uma analogia extremamente injusta, mas é verdade: os turcos lembram-me ciganos, na aparência física, muito devido ao seu tom de pele escuro e cabelos negros. No entanto, acho que são um povo extremamente trabalhador e respeitoso. Mas não me atraem, pronto.

A relação deles com as mulheres era um pouco estranha - sentia que nos comiam com os olhos; olham-nos com uma intensidade diferente do normal. Há lá muitas mulheres que andam de lenços na cabeça, mas não são assim tantas as que andam tapadas da cabeça aos pés. Nota-se que são os homens que trabalham (não se vêem mulheres em lojas e muito menos no Grande Bazar) e a relativa inferioridade do sexo feminino.

Mas eu lá, nesse aspecto, fui tratada como uma princesa. No Grande Bazar o meu ego elevou-se imenso - também por quererem vender, como é óbvio, mas era elogio atrás de elogio: ora porque os preços eram mais baixos para meninas bonitas, ora porque eu, com as botas x, parecia uma top model (anedótico). Uns queridos.

No primeiro almoço que lá fizemos, num restaurante ao ar livre, o empregado engraçou comigo e não nos largou durante a refeição inteira - e de onde é que eu vinha, e como me chamava, e se aqueles eram os meus pais e se eu estava no ramadão (porque não comi). Depois oferecia-se para tirar fotos. Depois passava pela mesa em versão camara lenta, sorrindo, e ensinando-nos e repetindo a forma de dizer "obrigada" em turco. Uma festa. Eu já não sabia em que buraco me havia de meter e ele... sorria.

Na manhã seguinte conheci um dos empregados no hotel que, vendo-me à espera da minha mãe em pleno lobby, às voltas de um lado para o outro, veio ter comigo: se estava tudo bem, de onde é que eu vinha, onde ia hoje. De todas as vezes que me via lá vinha ter comigo: estava bem disposta naquele dia? E quando me via ir embora vinha ter comigo, com uma cara um tanto ao quanto apavorada: já me ia embora (de vez)? Não, só no dia x. E ele lá me desejava um bom dia, que lá me esperaria quando chegasse. No último dia de excursão, na última voltinha que dei para me despedir da cidade, ele pensou mesmo que eu ia embora e até me estendeu a mão para me cmprimentar: disse-lhe que só amanhã. Mas no dia seguinte ele não estava lá e ficou o passou-bem por dar, com alguma pena minha - a simpatia do senhor merecia uma retribuição.

Durante os três dias que lá passei os sorrisos que recebi foram muitos, assim como os elogios. Talvez tenha sido por isso que vim renovada, apesar de cansada, da antiga capital do império Otomano. Foi bom para o ego e para a auto-estima.

26
Nov12

Carolina: aceita-te como és

Pronto, não há nada a fazer. Não há cá voltas à questão, tendo em conta as horas que durmo de noite: quando me dá aquele sono diabólico (que é quase todos os dias da semana), durante a tarde eu tenho de me deitar e fazer a sesta.

Estas duas semanas que se seguem serão apertadas e tenho mesmo muito que estudar (caraças, que se eu não subo aquela nota de geografia até me esfolo!) - e hoje planeava fazer umas revisões e resuminhos e as tretas do costume. Mas lá veio ele, o sono maléfico - e não posso fazer outra coisa senão dormir. Não faria nada ao lutar comigo própria, principalmente a estudar, quando me devia estar a esforçar por reter a matéria em vez de tentar manter as pestanas abertas.

Por isso lá fui eu de mantinha para o sofá, e já cá estou, duas horas depois, revitalizada. Agora é estudar, que tenho maratona pela frente - diga-se de passagem, também a meu favor, que gosto muito mais de estudar à noite (e tendo em conta que agora é noite lá para as 17h e pouco, a tarefa fica francamente facilitada quando acordo da sesta já com a lua lá no pico).

 

26
Nov12

Rabos

Eu devo ser uma criatura muito estranha, só pode. É que eu não percebo como é que as pessoas vêem beleza em rabos.

Pronto, dizer que se tem uma cara laroca, boas curvas ou um belo par de mamas... é aceitável. Mas agora rabos? De que forma é que um rabo é algo estético e bonito? Uma mulher pode ser jeitosa e ter um rabo redondinho e levantadinho, o que, do meu ponto de vista, é óptimo e dá imenso jeito - preenche as calças (o que não é, de todo, o meu caso)! Mas daí a aprecia-lo, a olhar para o rabo como um objecto... atractivo... vai para além das minhas capacidades.

Mas o pior de tudo é apreciar o rabo dos homens. Eu lembro-me de às vezes estar à conversa com as minhas colegas e elas comentarem os rabos  deste e daquele - e eu ficava incrédula e sentia-me uma ave rara. Primeiro porque a última coisa que olho num homem é o rabo (a não ser que seja para verificar se é daqueles que andam com as calças a meio das pernas) e segundo porque não percebo qual é o interesse de olhar para lá - não será certamente por isso que vou gostar mais ao menos de alguém, porque é um dos meus últimos pontos de interesse.

Digam-me que não sou a única pessoa a não apreciar rabos, por favor (pelo menos dos homens)!

25
Nov12

Sugestões para presentes de Natal para quem está em crise 9# - Agendas

O Natal e o fim do ano são duas datas muito próximas e bem que podemos tirar proveito disso - aquando da entrega dos presentes, já faltará pouco para o terrível 2012 acabar e o temível 2013 bater à porta.

Como tal, nada melhor que uma agenda! Um dos limites que muitas pessoas põem para prendas é "não mais que 5€" - e eu descobri 2 agendas (uma maior e outra mais pequena) mesmo dentro do limite, no Staples. Tive oportunidade de as folhear e têm bastante espaço para escrever. Já para não falar do design da capa, que adorei. Há pelo menos quatro capas à escolha, todas giras. Deixo em baixo duas das minhas preferidas e aqui (menor, 4,19€) e aqui (maior, 5,29€) os links para poderem ver mais informações sobre as agendas.

 

 

25
Nov12

Christian Grey

Compreendo todo o sucesso que a trilogia Fifty Shades of Grey teve (ou não). Tenho o primeiro livro, não o li na íntegra, mas devo ler um dia destes - e, nesse caso, os outros dois se seguirão. De qualquer das formas, e como nunca tive problema com spoilers, conheço o enredo da história e o seu fim.

Mas uma coisa que a mim me admira e transcende é o facto das raparigas/mulheres sonharem com um Christian Grey. Para quem não conhece, o senhor é um nato em sado-masoquismo e intitula-se um "dominador" - já para não falar do passado negro que ele tem, que não agrada a ninguém, suponho eu.

É certo que ele é descrito como um deus grego e quem não quer um desses? Eu imagino-o como o Matt Bomer ou como o Ian Somerhalder, mas se me dissessem que o dito deus grego retira prazer batendo-me e fazendo-me trinta por uma linha, eu pensava duas vezes (e não me venham com tretas dizendo-me que a Anastacia - a personagem feminina - gostava dessas coisas todas, porque não gostava - e a maioria das mulheres também não gostaria). Os bad guys são sempre os que nos tiram do sério, os que mexem connosco - os que nos caem aos pés e têm cara de anjo não têm metade da piada -, mas daí a sonhar com um que tem essa pancada grave (embora vá suavizando, bem sei) ainda vai um longo caminho. Digo eu.

24
Nov12

Ainda se usam computadores fixos, sabem?

Hoje em dia já nada é pensado para computadores fixos. Ou é portáteis ou é tablets e a história fica por aí.

Os tablets ainda têm algum caminho pela frente e os portáteis, embora muito práticos, transmitem-me uma ideia de fragilidade que eu não gosto. Gosto muito do meu computador fixo, que tem anos e não é lento, que eu posso abrir a caixa e limpar o cotão sem ter medo de estragar qualquer coisa, que lê CD's, que tem não sei quantas portas USB.

Mas há dias o meu rato estragou-se, o que se revelou uma tragédia. Eu não gosto de ratos sem fios - não tenho paciência para as suas "indisposições" casuais, quando lhes dá para não funcionar e para estar sempre a mudar a pilha do dito. Quero um rato com fios, à antiga, e não muito grande. E agora encontrar ratos com fios suficientemente grandes? Nicles! Todos os que têm fios são pensados para portáteis: fios mínimos, cheios de porcarias, e extensores e distensores e o diabo a quatro. Eu não quero nada dessas tralhas. Só quero um rato com um fio suficientemente grande que me permita chegar à secretária - é assim tão difícil? É algo assim tão ancestral? Que raios.

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