Quando não tenho nada para fazer e quando me dá na realgana, passeio-me por diversos sites e participo em vários passatempos - obviamente que, com a minha sorte, nunca ganho nada, mas não perco em tentar. A maioria das vezes são DVD's ou merchandising de um filme qualquer, mas a verdade é que quando me vejo frustrada por não ganhar nada acabo por participar ao desbarato (desde que não me dê muito trabalho, porque escrever mega textos ou fazer trabalhos manuais é coisa que não me assiste).
Há uns tempos participei num passatempo da MTV, onde se podiam ganhar alguns produtos da L'Oreal. Tinha apenas de se escrever algumas frases e, num surto de inspiração que me inundou (ou não), tentei a minha sorte. Imaginem agora o meu espanto quando há coisa de uma semana recebi um email a dizer que tinha ganho?! Festança total.
Enquanto andava pelo Algarve o carteiro deixou-me a prenda aqui em casa e eu fiquei bastante contente, quando vi o que havia chegado: dois vernizes e dois batons (não costumo usar batom, mas já experimentei estes e são muito bons - nem se sente que se tem tinta nos lábios, "seca" super rápido!). Mas o melhor foram mesmo as cores: os vernizes chegaram em coral e vermelhão, e os batons em vermelhão e rosa (assim pró' soft).
Acabei há dois dias de ler "A Gárgula" de Andrew Davidson.
Este livro apareceu-me na caixa do correio, sem eu esperar minimamente - foi uma amiga que, depois de me ter falado várias vezes nele, e de eu ter repetido que não o havia lido, mo decidiu enviar. Fiquei toda contente e deitei mãos à obra (literalmente).
É um livro fácil de ler mas que, diria, é extremamente diferente do normal. Começa com uma série de páginas chocantes, mas que demonstram a longa pesquisa do autor (que se vai intensificando ao longo do livro, no meio das histórias que vai contando). A relação do escritor com o leitor é directa - ou seja, é a personagem principal que está a escrever o livro e dirige-se ocasionalmente ao leitor, divagando ou questionando-se sobre se devia começar a contar o romance assim ou assado.
A história em si é contada em flahbacks. É mais um romance, é verdade, mas sem o fim típico (o que não quer dizer que seja mau) e escrito de uma forma que sai da normalidade.
Gostei muito.
Podem ler no meu outro blog algumas frases que tirei do livro e que gostei especialmente.
Já aqui tinha dito que acho que os mercados em segunda mão, estilo flea market e coisas assim, são bons para comprar livros. Isto porque são vendidos a preços muito baixos e o conteúdo é exactamente o mesmo do que o livro novo e limpinho que encontramos na livraria.
Enquanto me passeava pelos destaques do Sapo - que visito regularmente, pois sempre me dá a chance de conhecer novos blogs - deparei-me com um chamado "Feira das Tralhas", onde se vende tudo e mais alguma coisa (que é como quem diz: tralha). Para além de coisinhas giras e baratas que por lá andam, já vislumbrei alguns livros (e bons) a preços bem baixinhos. Neste momento tenho muitos para ler, portanto não vale a pena comprar. Mas quem quiser, que aproveite. E, pelos vistos, é por uma boa causa (angariar fundos para comprar comida para animais e cuidados veterinários).