É sabido que a maioria das pessoas que anda nos autocarros é, maioritariamente, idosa. E tem piada as conversas que têm entre si, sobre a Mariazinha ou o Zé do café. Mas há uns dias uma senhora ia no primeiro lugar do autocarro, a falar com o motorista. Dizia ela:
“Ai, sabe senhor motorista, foram os meus ricos paizinhos que me ensinaram a andar de autocarro, já tinha eu os meus 30 anos. E houve três coisas que eles me disseram e que eu nunca, nunca esqueço e que cumpro sempre, sempre.
A primeira, senhor motorista, é que nunca se deve pedir a um de vós que pare antes ou depois da paragem. Não se deve, não se deve. E eu nunca pedi, senhor motorista, nunca pedi!
A segunda é que não devemos brincar com estes botões. É muito mau quando andam aí com brincadeiras e os senhores motoristas têm de parar para ninguém sair.
A terceira... é não conversar com os motoristas enquanto eles estão a conduzir. [O motorista anuiu.] Pronto, eu estou a falar. Mas isso... não tem mal, pois não? Ahah.”
Acredito que ontem tenham ficado ligeiramente admirados por não verem, tal como em tantos 1001 blogs, uma foto de um cravo ou uma felicitação ao 25 de Abril. Pois em contrário ao que todos (ou a grande maioria) dos jovens ouvem e aprendem, eu sempre tive, em casa, uma visão oposta do que seria a "suposta" liberdade que nos foi dada devido ao 25 de Abril; sobre os comunistas; sobre António de Oliveira Salazar.
Cresci com os dois opostos a meu lado, sendo que - graças a deus - nenhum me tentou impor as suas perspectivas. Mas também nunca as esconderam e deixaram de mas explicar, por irem mais ou menos de encontro ao que as pessoas em geral dizem.
Não festejo o 25 de Abril (embora não me importe nadinha que seja feriado) porque ainda não percebi até que ponto foi bom para o país. Bem sei que muitas coisas melhoraram, mas ao olhar à minha volta apercebo-me que muita coisa piorou (olhemos, por isso, para os cofres do estado, que antes estavam carregados e agora estão a valores negativos). Por muito que apregoem o bom que foi, por muito que em todas as aulas de história em que se fala do assunto tudo o que se diga é o bom e o melhor que este ilustre dia de 1974 fez ao país, a minha opinião está longe de ser construída. E portanto não há cá cravos para ninguém.
Há uns dias, estava com um grupo de colegas a conversar sobre o que íamos levar calçado na visita de estudo a Arouca, visto que o tempo não estava muito risonho. As sapatilhas que costumo usar quando sei que tenho de andar bastante são de pano e já estão velhas, pelo que a água entra por todos os lados e mais algum.
Nisto, um colega pergunta-me:
"Mas tu não tens umas adidas, brancas e roxas?"
Tive de ir ao mais profundo baú das minhas memórias para me lembrar de tal coisa. A verdade é que não as calço há bem mais de um ano, desde que o pé decidiu inchar. E quando os calcei, parecia que tinha um pé de elefante dentro das ditas, pelo que está fora de questão voltar a usa-las.
Mas o que me intrigou no meio disto tudo é como é que o rapaz se lembrou delas. Há com cada coisa...
Sábado, dia 28, temos novo Flea! O Flea da Troca vai-se realizar no Palácio de Cristal, das 15h às 19h e se estiver bom tempo vai contar, como habitual, com muitas vendas, boa música e diversão!
Eu vou lá estar com uma amiga, a vender tralhas - desta vez não levo roupa - entre elas livros, objectos de decoração, caderninhos, porta-chaves, porta-moedas e as tralhas do costume. Se formos abençoados com um bom sol (nem é preciso ser bom, basta que seja o suficiente) tenho a certeza que será uma tarde mais do que agradável (acreditem, o sítio ajuda muito). Espero por vós!
Vocês, meus fiéis seguidores, devem estar a pensar o que raio aconteceu comigo hoje, que nem um post de jeito vos escrevi. Pois bem, acordei eram 5 da matina com que pensei ser uma crise de fígado e ainda continuo. Ainda fui à baixa, ver se os ares tipicamente portuenses melhoravam a coisa, mas tal não aconteceu. Piorei. E na farmácia disseram que quase de certezinha estava com uma crise de vesícula - nada de admirar, visto que toda a família da parte do pai sofre ou sofreu do mesmo mal.
Estou aqui enjoada como tudo e nem sei que fazer. Já tomei as drogas que tinha a tomar e agora é deixar-me andar e, segundo a farmacêutica, fazer uma dietinha durante 15 dias que isto fica logo bom.
Eu faço, eu faço. Desde que este enjoo pare e a minha língua volte a ter uma cor normal, eu faço uma dieta. Sim, porque a minha mente meia hipocondríaca já está a entrar em acção e ninguém quer isso (a sério).