Receio de uma vida

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Nunca tive problemas em esconder que não me dou com muita gente, que não sou muito social e que não gosto que de demasiados toques e mel - quer seja em termos de palavras ou gestos. Também nunca escondi que gosto muito de muito poucos, o que parece afastar e dar uma ideia muito fria de mim própria. Enfim, é o que temos.
Mas a verdade é que, ultimamente, tenho tido a necessidade de dizer a essas pessoas de quem realmente gosto o quanto gosto delas. Nem sequer sei se me estou a tornar demasiado melosa ou chata. Suponho que também seja uma forma de testar se elas sentem o mesmo.
Acho que ando a ver demasiados filmes e tenho demasiado medo de deixar de dizer a alguém o quanto ela significa. Deixem lá, isto passa.
Isto podia eestar a correr melhor.
Ainda comprei dois postais e comi uma fatia de bolo. A minha mãe trouxe uma camisola e um livro do Murakami. As duas gastamos 13€.
Vão estar vocês a ler este post e eu no avião, ou em Paris a ver a Torrei Eifel ou a passear nos campos elísios (está bem, eu paro...).
Levo um computador, na esperança de ter net no hotel (ter, devo ter de certeza - tenho é de pagar umas boas coroas), por isso devo manter-vos actualizados. No entanto, e como tenho escrito que é uma coisa por demais e os meus rascunhos estão empanturrados, deixei uma série de textos para irem saindo ao longo destes dias. Se postar alguma coisa sobre Paris será à noite, mas durante o dia o blog não estará ás moscas (em termos de posts, pelo menos... de visitantes, vá-se lá saber). Comentários serão aceites quando cá vier - seja lá quando isso for. Senão, terça já estou de volta.
Au revoir, mes amis.

Choro muito menos do que chorava. Meu deus, mas quando começo...
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