O ínicio de ano foi terrível. Ainda não pus os pés na natação desde que o algarismo 1 mudou para um 2, há um mês atrás. Faltei a mais altas do que quase num ano inteiro (comparado com o ano passado). Tive dores excruciantes e nunca tomei tanto comprimido em toda a minha vida.
É bom que Fevereiro me traga mais sorte. Estou a precisar (e a merecer).
E aí, vós, políticos? Porque haveis de tirar aos que mais precisam para vosso próprio proveito? Aí escondidos por detrás daqueles balcões de madeira, pensando que todo o povo é cego e não vê quantas vezes põem as mãos nos bolsos recheados. Diferem tanto nas ideias, mas os vossos princípios são todos os mesmos - ai, senhores deputados, quão parecidos sois! Não vêem um país em decadência, ou são os vossos bolsos demasiado grandes para vos deixar ver? Não vêem o desemprego a alastrar-se, qual peste negra, ou estão os vossos olhos demasiado tapados com a ganância? Não vêem as empresas a fechar, enquanto trabalhadores desesperados e esfomeados gritam por ver os seus direitos por cumprir, ou as paredes da vossa excelente assembleia têm uma demasiada boa insonorização? Sóis pagos para dar o melhor que têm ao país e ao seu povo, e é com isto que se saem? Qual a razão de tal desrespeito? A ganância, a vaidade, a ambição? Ingenuidade não será com certeza! Que vergonha, essa, de desonrarem um povo que tão grandioso fora no passado! Recordai-vos desses tempos, em que meio mundo estava nas nossas mãos? Pobre D. Afonso Henriques, que neste momento deve estar a contorcer-se de dores, lá do alto dos reinos, a olhar tal tragédia! E agora, de tanto dinheiro que metestes aos bolsos, quem paga é povo que vos deu emprego! Vêm os economistas, vêm os bancários, vêm os que sabem ou que pensam saber, e acabamos sempre na mesma desgraça. O povo, sofre - é ver quem mais se desenrasca; os senhores roubam - que é o que mais sabem fazer.
Não gosto de festas de anos. Festejamos menos um ano de vida, porquê? A não ser que sejamos uns pessimistas do pior, e odiemos esta vida, porquê festejar o encurtamento da mesma?
Enfim, deixem lá, eu sei a resposta. Vão-me dizer que estou a dizer tudo ao contrário, e eu digo-vos que ambas as visões são possíveis - a visão (e a razão) pela qual, de facto, festejamos o nosso aniversário e a minha visão.
Daqui a mais ao menos dois meses sou eu quem apaga as velas. E não me quer parecer que vá acontecer algo diferente aos anos anteriores - é um dia de semana, tenho aulas, e a vontade de fazer uma festa é zero (apesar de que, pessimista como sou, até devia ter vontade de a fazer, segundo a minha perspectiva). Não festejo "direito" o meu aniversário para aí desde o ano 2000. Mas,sinceramente, não vejo a razão de fazer uma festa quando, ainda por cima, não posso estar com todos aqueles de quem gosto mais. Vai faltar sempre alguém, e vai existir sempre um buraco.
Por isso, o típico jantarinho - e já nem isso eu peço - chega e sobra. Desde que me tragam um bolo.
A minha explicadora de matemática diz que as pessoas se deviam olhar ao espelho quando acertam nos exercícios. Porque há poucas reacções que demonstrem tamanha alegria nos olhos de alguém.