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Ontem estive a ver o programa combate de blogs, que passa aos sábados na TVI24. Contava com a presença d'A Pipoca Mais Doce e do seu marido, O Arrumadinho (isto sem contar com mais dois bloggers que lá foram falar de política, um deles sendo a Marta Rebelo, com quem eu estive quando fui à RTP e, que diga-se de passagem, não fiquei com uma imagem lá muito positiva). Lá falaram em que consistiam os seus blogs, como é que se tornaram um "fenómeno", dos comentários indesejáveis que pairam frequentemente por aquelas bandas e do facto de no estrangeiro já existirem bloggers profissionais.
Tornar-me numa blogger profissional nunca foi um objectivo (apesar de que não importava nadinha de ter um emprego assim) - criei um blog para poder escrever aquilo que queria, sobre os mais variados temas; coisas que provavelmente não diria em voz alta. A questão é que eu já tive blogs com zero leitores, blogs com 3 leitores, blogs com 200 leitores (este) e blogs com 25000 leitores. Esqueço-me muitas vezes, ao pôr A Pipoca Mais Doce num pedestal da blogosfera, que um blog que eu geri já teve mais visitas do que o dela, e que na tabela de visitas a nível nacional o blog estava acima do dela. E acabo por me identificar com coisas que ambos os bloggers disseram: "cuidar de um blog dá muito trabalho", "chega-se a um certo ponto que os comentários indesejáveis só dão vontade de rir", "mas, é verdade, os primeiros doem", "as pessoas falam daquilo que não sabem, e tentam magoar-nos a partir de coisas não-fundamentadas, com assuntos como família e amigos", "por vezes cansa", "o melhor é apagar e ignorar".
A fama é efemera - há-de chegar um dia em que as pessoas se hão-de cansar e que só os resistentes, os amigos, e os fãs de alma e coração ficarão lá para ler. O que não implica que, passado uns tempos, não vire moda de novo. Mas como tudo na vida, tem altos e baixos.
Levar um blog à ribalta dá mais trabalho do que as pessoas imaginam.
Enquanto passeava pelo norte-shopping ainda em busca de uma prenda para a sister querida, passei pela loja da Apple. Lembrei-me de uma vez me ter dito "alguma coisinha desta loja será bem-vinda". Ainda considerei, mas recompus-me pouco tempo depois.
Sou anti-apple - acho que quem os tem, anda com eles para ostentar a maçazinha que com os aparelhos vem de atrelado. Porque ter a maça é sinal de que se é fixe; porque ter a maçã dá um certo stattus; porque ter a maça é fazer parte de um grupo que é da elite.
Sou team windows e android, e recuso-me a comprar um "i"qualquer coisa. E por isso me recompus, lembrando-me logo que não queria dar dinheiro aos senhores da apple.
(Não posso deixar de acrescentar que, enquanto a crise aumenta, o uso dos apple também. Daqui a pouco, estão tão massificados como o windows - com todas as regalias a que isso tem direito - tipo vírus e coisas que tais. E, nessa altura, quero ver o que acontece ao grupo de elite - porque tudo o que deixa de ser invulgar, acaba por descer de "posto").
Não sei bem o que se passa comigo.
Colega de turma: "Ninguém diz muito sobre ti. És a Carolina. Tens um monte de mistério à tua volta."
Curiosamente, e apesar de estar (muito) mais virada para as letras, acho os planos curriculares das disciplinas de línguas um horror (falando no secundário). Vou deixar o inglês para trás, ignorando a abordagem de temas secantes (passo a expressão) que, de já tão batidos, cansam qualquer um. Venho falar-vos da Língua Portuguesa.
Acho mal, acho muito mal os alunos serem obrigados a ler obras como "Sermão de Santo António aos Peixes". Ou pior: "Os Maias", que é um calhamaço descritivo. Ou então (e não vou dizer "pior", porque esse não conheço): o Memorial.
Numa turma que é boa, mas onde nem 10% de alunos têm hábitos de leitura (e estamos a falar de uma turma mesmo muito boa), quem é o idiota que pensa que ler aquelas coisas vai ensinar os restantes a gostar de ler? Lêem revoltados, por boas notas. Lêem contrariados. Não gostam. Ficam do contra. E rapidamente generalizam, e não gostam de nada, e aquilo que já não gostavam de fazer, passam agora a odiar. E não era suposto uma disciplina destas zelar para que os alunos passassem a gostar a ler e que o mito de "ler é uma seca" se desmistificasse?
Até eu, que adoro ler, fico desmotivada ao ler aquilo, quanto mais eles. Não acho que se deva sacrificar a hipótese de um dia (em breve) virem a gostar de uma coisa que os iria enriquecer muitíssimo por lerem dois ou três livros por mera obrigação.
Por isso é que não os leio.
Porque experiências tal como concertos são, na minha opinião, impagáveis.
Já há algum tempo que a minha irmã comprou o CD da Luísa Sobral (sim, aquela que andou pelos Ídolos e se saiu um bocado mal...) e me contagiou com as suas músicas. São giras, simples, e têm um toque doce. A quem não conhece, aconselho que procure.
Entretanto, dia 13 de Abril, lá vou eu com a minha irmã (fazer um esforço enorrrmeee) para ouvir uma artista que, muito provavelmente, terá um futuro promissor.
(e, já agora, vou conhecer a casa da música, porque nunca lá meti os pés...)
Pagam-me para eu ir a Lisboa. Gosto disso.
(depois eu dou novidades, se a coisa se confirmar)
"Já tem tantos buracos que já não tem por onde sair."
Já há muito tempo que não ansiava tanto por uma sexta-feira.
Parece que andei a fumar ganza (mas não andei, alto aí!). Olhos brilhantes e raiados. Em conjunto com umas belas olheiras.
Estou exausta.
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