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Entre Parêntesis

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

25
Dez11

O Natal

Há muita gente que sonha ter uma grande família, porque é giro, porque significa barulho, alegria e movimentação. Nunca soube o que é ter uma família pequena. Somos 14 primos, e respectivos pais, filhos e outros atrelados que de vez em quando aparecem. No Natal, chegamos sem dificuldade aos 30.

Mas, digo-vos, ter uma família grande tem as suas desvantagens: em primeiro lugar, junta-la equipara-se ao impossível. Há emigrantes, há pessoas que não podem vir por isto ou por aquilo. E à conta disto, já há alguns anos que a família não se junta na sua totalidade - e creio que tal nunca mais acontecerá. E depois, há as divergências de sempre, esquecidas nestas ocasiões, mas guardadas na mente para sempre.

A partir do momento em que tive de fazer escolhas, separei-me das pessoas que me eram mais próximas em termos de idade, pelo que fico sempre um pouco deslocada e tendo a procurar o meu núcleo familiar neste tipo de festas - os meus pais ou os meus irmãos. E apesar de hoje ter acontecido o mesmo, não posso considerar que tenha sido mau. Houve prendas quanto baste, alegria para dar e vender por parte das crianças, e bons momentos na recta final, em que tivemos todos a ver fotos antigas, onde reina a "malvestidez", a "feiozisse" e as fases de cada ao ao longo dos anos.

Há dois anos atrás, precisamente, chorava eu porque o meu irmão não tinha passado o Natal comigo. Disse para mim mesma que tal não voltaria a acontecer, nem que eu lhe pagasse a viagem - mas aconteceu. Hoje não choro, porque já tive a minha dose. Mas as saudades prevalecem e a sensação de que houve um vazio neste Natal também.

24
Dez11

Bom Natal!

Por muito que concorde que esta é uma época de cliché e, provavelmente, sobrevalorização e bláblábá, preciso de vos dizer umas coisinhas:

Desejo a todos os meus seguidores (aos calados, aos escondidos, aos comentadores, aos vivaços, aos críticos e a todos os outros) um Natal fantástico, junto daqueles que mais gostam (sim, porque como diz o outro, porque não passar o Natal com os amigos quando são eles as pessoas de quem mais gostamos?), que tenham uma mesa super recheada de doces, bacalhau (blhac), cabrito, peru e coisas que tais.

Espero que não vos falte nada. Espero que debaixo do pinheiro estejam as coisas que desejam. Eu deixo-vos um grande obrigado por me lerem todos os dias (ou perto disso), porque - e acreditem - é muito importante para mim. Se eu pudesse, a todos vocês, dava uma caixinha de felicidade. Como não posso, resta-me esperar que vocês próprios a construam (eu estou no meu caminho, mas está demorado)!

 

De quem gosta de vocês, mesmo não sabendo quem são,

Carolina

 

(tinha de ser. O Natal faz-me sempreee lembrar do HP)

24
Dez11

O dilema das roupas para o Natal

Todos os Natais digo a mim mesma: "este Natal vou vestir uma coisa mais compostinha, um vestido bonito!".

Todos os Natais digo e nunca o faço. Para além do reboliço das prendas e da organização da festa em si, para mim, a noite de Natal é aquela em que eu visto vinte peças de roupa, tiro meio armário para fora, visto sempre todos os vestidos e acabo sempre por não gostar de nada. Para além de todo o trabalho que esta festa dá, acabo por ter de rearrumar todo o guarda-fatos devido às minhas indecisões.

Este ano não foi excepção, obviamente. Mas adiantei-me. Em vez de fazer a bagunça na própria noite, fiz na véspera (hoje!). Eram aos 5 pares de sapatos no chão - desde botas, passando por sapatos de tacão a sabrinas -, vestidos de cerimónia, vestidos de dia-a-dia, vestidos assim-assim, leggins, túnicas, meias de vidro... e nada. Não gostei de nada. Acabei por me decidir por umas calças brancas, uma camisola de malha preta e umas botas. Casual chic, se lhe quisermos chamar. Ou então, o desastre de sempre quanto às roupas de Natal (acho este mais adequado).

22
Dez11

Do meu novo cabelo:

- Dá para fazer um mini, mini rabo-de-cavalo, o que é bom.

- Não fica mal por esticar, mas esticado fica melhor.

- Dá mais jeito para lavar e é estranho não sentir o cabelo nas costas.

- A recepção ao novo corte foi maravilhosa e muito obrigada a todos os elogios que me encheram o ego.

22
Dez11

Um dos meus dons

Para além de todos os dons que me possam atribuir, tenho alguns (os maus), que desconhecem.

Há um popular: o de magoar os outros. Magoo os outros com tal facilidade que nem noto; não sei, sinceramente, se é fruto da minha frieza, mas sei que acabo por também sair altamente magoada. As pessoas gritam, choram, parecem ofendidas - porque eu as magoei, mesmo não sendo de propósito. E depois eu, desvairada e fria, ouço-as, calada, e espero que se vão embora, chorando ou gritando, com a respiração acelerada e o coração aos pulos. E aí sei que chegou a minha vez: a maioria das vezes que magoo os outros (o que, infelizmente, é frequente), e quando estes me são importantes, aninho-me e arrependo-me de algo que nem sequer fiz com intenção. Choro e fico chateada, punindo-me mentalmente. Até, passado horas ou dias, sentir que estou perdoada por parte daqueles que magoei e acabar por me perdoar a mim mesma. É só mais um ciclo que predomina na minha vida.

22
Dez11

Midnight in Paris

 

Verdade seja dita, que as imagens de Paris são absolutamente deslumbrantes. Todo o filme tem uma coloração amarelada que também ajuda a toda a beleza do filme (mas, enfim, nem precisava - c'est Paris!).

Não é qualquer um que pode ver o filme - é preciso ter o mínimo de cultura para se perceber alguma coisa (ou seja, seu eu pusesse 50%, ou mais, da minha escola a ver o filme, eles sairiam de lá sem perceber peva). A ideia original não é nada de brilhante, mas o filme acabou por sair bem, sempre com o toque à Woody Allen.

A Marion Cotillard está linda de morrer, e as restantes actuações também estão boas. A caracterização das diferentes épocas - apresentadas durante o filme - é apaixonante.

A banda sonora tem músicas giríssimas. O fim, esse, desiludiu-me um pouco. Não é triste nem feliz, nem esperado nem inesperado - é assim um meio termo, que nem tem muito que dizer. Preferia que tivesse acabo de outra forma.

Ainda assim, só pelas paisagens e pelo enredo central, vale a pena.

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