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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

27
Mai13

Dia de ir ao tribunal

Carolina

Nunca fui apaixonada por direito. Devo admitir que quando fui à mostra dos cursos da faculdade tirei um folhetozinho sobre o curso, mas nunca pensei seriamente em ir para lá. Eu acho que para uma pessoa ser feliz, se sentir concretizada e, acima de tudo, ser boa no que faz, é essencial gostar-se daquilo em que se trabalha. E advocacia nunca me despertou interesse. Mas tinha curiosidade em ir a um tribunal, para desmistificar aquilo que se vê nos filmes que, inconscientemente, acabamos por ter como imagem real. Surgiu a oportunidade em ir numa visita de estudo e fiquei entusiasmada.

Acabamos por assistir a quatro sessões, umas mais longas que outras - por furto, falsificação de assinaturas, tráfico (adiado) e abuso sexual de menores (menos entusiasmante do que parece, nem vale a pena entrar em detalhes). Foi giro ver toda aquela burocracia e teatralidade, embora ao fim de duas horas já estivesse mortinha para saltar cá para fora e comer alguma coisa, mostrando-me claramente que não dava para aquilo. Depois é uma confusão, as histórias não coincidem, ouvem-se várias pessoas a contar sempre o mesmo mas com pormenores diferentes e que, aparentemente, têm alguma importância... Uma canseira.

Cheguei ao fim cansada e com fome, mas feliz por ter tido a experiência e por saber que, se um dia tiver que ir a um tribunal, já sei os protocolos a cumprir. Serviu também para me aperceber que não era, mesmo!, aquele o meu futuro e que, acima de tudo, a justiça e a qualidade da mesma é uma coisa muito relativa - se por um lado os processos são chatos e demorados, por outro também os há em excesso e por razões mínimas, que não deviam justificar a presença de não sei quantos juízes em sala, mais secretários, procuradores e coisas que tais. Tudo o que é demais é erro - e o lema aplica-se para os dois lados da moeda.

23
Mai13

Mafra foi assim

Carolina

Quatro horas para lá, quatro horas para cá. Porquê o Porto parece ficar longe de tudo o que nos importa ver? A parte boa é que se põe a conversa em dia, brinca-se e ri-se com fartura... porque verdade seja dita que fazer oito horas num autocarro é de ficar de rastos...

Uma das melhores partes da viagem foi a visita guiada. Fomos divididos em vários grupos e eu tive imensa sorte no guia que apanhei - era excelente (em todos os campos, que carinha laroca tinha ele): expressivo, cativador, brincalhão e sabia muito daquilo. Visitamos a igreja, parte do palácio e uma ínfima parte do convento em si. As coisas estão muito bem conservadas e com a ajuda do guia conseguimos quase reconstruir na nossa cabeça aquilo que se vivia lá, a par das descrições que temos no livro do Memorial. Por fora, é um enorme monumento. Lembra-me um pouco Madrid: muita pedra, muito pesado, muito grande, mas sem uma beleza estonteante. Aquilo que chama à atenção é mesmo a grandiosidade e nem tanto os pormenores - que os tem, mas sem grande destaque.

Da parte da tarde vimos um teatro (um bocado maçador, mas pronto) e depois de uma curtíssima visita à parte do convento que está agora reservada à escola de infantaria, voltamos para casa, já completamente de rastos. Mais conversa, mais brincadeiras, mais risota. Depois, quando chegamos, aposto que corremos todos para as nossas camas, tal era a forma como estávamos. Mas valeu a pena o cansaço.

 

 

(o convento lá atrás)

 

Fachada

 

Biblioteca. Com livros lindos, com capas maravilhosas. E onde vivem morcegos, só a título de curiosidade.

 

21
Mai13

Amanhã em Mafra

Carolina

Amanhã é minha a última grande visita de estudo. E a primeira deste ano, que a minha turma ainda não tinha posto um pé fora da escola no que toca a actividades de exterior!

Como não há senão sem bela, isto de nos obrigarem a ler Saramago tinha de ter alguma coisa de positivo: vamos ao convento de Mafra! No meio de tanta descrição chata, de tanta desgraça, de tanta história e tantos, tantos homens, o convento lá se ergueu e vamos poder vê-lo com os nossos próprios olhinhos amanhã! E a famosa pedra gigante, que tem quase um capítulo inteiro naquele livro em sua honra (e sim, já nos prepararam para a desilusão: a pedra, no fim de contas, não é assim tão grande).

Já fiz rissóis e patinhas de caranguejo (coisa que faço uma vez ao ano, que nesta casa não se comem fritos), sandes e essas comidas anti-dieta que se costuma levar nestas visitas. Devo confessar que me sinto um bocado miúda com isto tudo, como se fosse a minha primeira vez nestas andanças; na verdade, é o contrário: estou assim por ser a última. Nestes últimos dias, apesar da carga de stress e exaustão, quero ser como uma esponja e absorver tudo o que possa. E conviver e desfrutar da companhia de tudo e de todos os que me rodeiam naquela escola. Sei que vou ter saudades. Há que aproveitar.

 

Depois conto como foi e, se for caso, mostro fotos. Me esperem!

17
Abr12

Arouca

Carolina

Hoje tive uma visita de estudo a Arouca (o objecto de estudo principal eram as rochas - geologia - portanto fui, basicamente, como infiltrada). Estava nevoeiro cerrado, um frio de rachar e uma geada que, passado uns minutos, acaba por molhar.

Éramos para fazer um percurso de 8 kms, mas devido às condições climatéricas não foi possível - o percurso fazia-se sobre rochas e caminhos perigosos e escorregadios, por isso era meio caminho andado para alguém se magoar -, o que foi uma pena. Acabámos por fazer um caminho mais curto com cerca de 1,5kms, e já deu para ver como a serra era bonita. Vimos as pedras parideiras (como é óbvio!), a cascata de Mizarela (se não me engano) e outras coisas giras.

À tarde, e devido à mudança de planos que, devido ao tempo, ocorreu, fomos metidos dentro do museu minicipal e por lá ficámos - a aprender coisas sobre o linho, a agricultura, o transporte por animais e (um extra) sobre os dois clubes lá da terrinha.

Por fim, e devido a uma intervenção minha (acho que fiquei vista como a gulosa lá do sítio), parámos numa confeitaria de doces conventuais para trazermos lembranças docinhas da santa terrinha.

Foi giro, e fui muito bem acompanhada. Agora vejo o que gosto daquela gente (professores também!).

 

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21
Mar12

A ida a Lisboa

Carolina

O dia ontem começou cedo. Eram 5:30 da manhã e eu já estava a pé, a arranjar-me e a preparar as coisas para a viagem.

Mal cheguei à escola recebi logo muitos beijinhos e "parabéns", mas passado uma horinha já estava tudo como se fosse um dia normal (e era). Não sou daquele tipo de pessoas que uma semana antes das visitas de estudo começa logo a prever quem irá ao meu lado lado no autocarro; sentei-me, pura e simplesmente, e vi quem é que estava sem par ou com um lugar livre. E era um rapaz da minha turma, com quem me dou bem e, portanto, a viagem foi agradável, apesar de ele não me ter deixado dormir nem um segundo na viagem de ida. Ele tocou guitarra (e eu fui cantando), joguei Angry Birds, andei a mexer no iPod dele e lá me fui entretendo. A viagem para lá fez-se muito bem, com todos nós ainda fresquinhos.

Quando chegámos a Lisboa fomos diretos para o Museu do teatro e do Traje, onde - primeiro - vimos um teatro sobre a vida de Padre António Vieira (soninho...), e depois visitamos o museu (que vale a pena, tem coisas muito giras).

Para almoçar, escolheram os jardins que estão em frente ao Mosteiro dos Jerónimos (e onde eu já tinha estado, também a almoçar). Fizemos um piquenique e eu soprei as velas do meu magnífico pão-de-ló. Passado uns 20 minutos, o grande acontecimento do dia: uma gaivota decidiu fazer as necessidades em cima de mim - mais propriamente, na minha cabeça. Isto já é comum, é karma - não é a primeira, nem a segunda, nem a terceira vez que acontece, mas gostava que no dia dos meus anos me tivessem poupado a tal surpresa. Enfim.

 

Passando à parte melhor: os caminhos queirosianos. Não pelos caminhos em si, porque éramos cerca de 180 alunos e eram umas 3 professoras a fazerem de guias. Os alunos começaram a dispersar e só grupos muito restritos é que conseguiam ouvir as explicações dos professores - nesse aspecto, tudo foi muito mal organizado. No inicio do caminho uma colega minha teve uma paragem de digestão e meia turma parou ali, sendo que só passado alguns minutos é que continuamos. Ou seja, contribuiu ainda mais para que nos dissipássemos uns dos outros. Lá pelo meio, grupos de alunos -e só alunos - conseguiram perder-se em plena baixa, e eu, mais duas colegas e a minha professora de biologia andávamos as 4 mais ao menos sozinhas, sendo que só na recta final é que nos colámos a um grupo que - por sinal - também estava meio perdido (mesmo com duas professoras lá no meio). Começámos no Cais do Sodré, passámos pelo teatro da Trindade, a Brasileira, o teatro de S.Carlos (onde entrámos e que é lindíssimo), Chiado (e, consequentemente, Santini) e por fim a confeitaria Suíça, que era o ponto de encontro e que safou muitos dos alunos perdidos.

 

A viagem de autocarro de volta já foi muito mais cansativa. Consegui dormir, mas pouco. Na recta final, em que tudo já estava impaciente e cansado, começou o jogo do Benfica-Porto, o que foi a cereja no topo do bolo (not).

 

Enfim, passear por Lisboa num dia daqueles foi maravilhoso. O Chiado continua lindo (e eu ainda fui fazendo uma mini visita guiada sobre aquilo que - pouco - sei, mas que uma amiga me ensinou) e deu-me saudades e vontade de lá voltar rapidamente. Foi bom, muito bom.

 

Museu do teatro:

 

A obra do maldito pássaro:

 

 

 

Teatro S. Carlos:

 

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