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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

12
Set16

We'll always have pão com chouriço (e ovos moles)

Carolina

Acabou ontem a última feira medieval aqui das proximidades e, com ela, os pães com chouriço de 2016. Foi óptimo enquanto durou, enchi o bucho muito mais do que devia, mas está na altura de dizer adeus. Estou desde o Senhor de Matosinhos (ou seja, inícios de Junho) a enfardar esta iguaria tão portuguesa - passei pelas romarias e feiras todas, parei sempre nas barracas de pão artesanal e tirei a barriga de misérias. Uns souberam-me pela vida e outros nem tanto, mas de arrependimentos não se faz esta vida e não há nada tão bom como um palato feliz e uma barriguinha cheia.

Mas bom, posto isto, é altura de entrar nos eixos. Ontem foi a minha data limite de gordices-ilimitadas-sem-peso-na-consciência-e-definitivamente-mais-peso-na-balança. Terminei em bom, numa visita relâmpago a Aveiro onde comi um sushi da melhor espécie e terminei com um gelado de ovos moles que era só assim de bradar aos céus. 

Agora, com o novo trabalho, quero criar rotinas e voltar a uma vida minimamente equilibrada. Não é que seja fácil, porque já percebi que, para o bem e para o mal, o meu trabalho não tem horários rígidos - tanto posso passar uma manhã em casa como um dia inteiro no escritório (e por "dia" pode entender-se sábado ou domingo). É algo que gosto, mas que obriga a uma responsabilidade e organização acrescida, não facilitando a vida a quem gosta de rotinas, como é o meu caso. Ainda assim, quero voltar para o ginásio, quero os meus quinze minutinhos para o pequeno-almoço, quero comer em casa sempre que possível, quero as minhas séries depois do jantar e um livro e um chá ao fim-de-semana. Posso não conseguir tudo, mas vou ao menos tentar.

O ginásio é parte integrante e essencial em tudo isto, não só porque esta história das "gordices ilimitadas" é óptima para o palato mas péssima para a auto-estima, mas também porque preciso de um escape do trabalho e de um momento só meu, livre de agendas, sites, notícias, telemóveis e emails sempre a piscar. Este ano estou outra vez com a mesma dúvida: mudo de ginásio, para um mais perto de minha casa ou do trabalho, ou fico onde estou, que me fica longe de tudo mas que tem um professor que adoro de coração? Sinto que o facto de ser longe me está a prejudicar e já ando há demasiados anos a adiar a resolução de ser fiel ao ginásio (e com isso um relacionamento estável com o meu corpo e a minha auto-estima).

Enfim, até tomar uma decisão definitiva vou andando e habituando-me a esta nova vida, que ainda há muita coisa para afinar. Quanto ao pão com chouriço, para o ano há mais. Para já, e com imensaaaaa pena minha, vou ter de acabar com aquela caixa de ovos moles. Prometo ser rápida que é para começar isto da vida saudável rapidinho, ok?

 

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25
Out15

Rumo a um estilo de vida (ainda) mais saudável

Carolina

Eu espero não estar a maçar-vos demasiado com muitas publicações relativas a desporto, comida saudável e, no geral, as mudança da minha ex-vida sedentária para uma vida melhor. Este não é, de todo, um blog sobre isso; já não sou uma couch potato como era quando comecei a escrever, mas acho importante que também vocês acompanhem a minha evolução neste campo como acompanham em tantos outros (profissionais, familiares e etc.). Continuo a ser a miúda que adora fazer sobremesas e que ataca a gaveta dos chocolates quando lhe apetece mesmo muito - só que agora faço-o conscientemente, sei aquilo que ponho à boca e no tacho e o mal e bem que cada ingrediente faz - e tento aprender mais todos os dias. Acho que estou a evoluir no sentido positivo e, se vos puder influenciar de alguma forma, para que se sintam melhor (tal como eu me sinto) já é um bom passo.

Ora então: a parte do exercício físico vai num bom caminho, com doses semanais de zumba e pilates (a que quero acrescentar, pelo menos, uma sessão de natação, mas que não está fácil) que já me deixam razoavelmente satisfeita. O truque é irmo-nos superando dia-a-dia, introduzindo coisas novas. Com a parte do desporto já meio que assegurada, estou a centrar-me outra vez na alimentação (e sim, já racionei os pães com manteiga, embora seja a coisa com que continuo com "mais fome"). 

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Comprei o livro da Ella Woodward - uma cozinheira britânica que me foi dada a conhecer pela minha cunhada (e que tem uma receita que já partilhei aqui convosco). Aliás, cunhada essa que me deu um boost enorme nesta coisa da alimentação saudável e que, apesar de estarmos a muitos quilómetros de distância, me inspira e me manda umas receitas boas para eu experimentar de vez em quando (obrigada!). Mas voltando à Ella: é uma cozinheira vegana que criou um blog há alguns anos depois de lhe ter sido diagnosticada uma doença rara, que curou (ou, pelo menos, eliminou os sintomas) só através da alimentação. O livro dela saiu há muitos poucos dias em Portugal mas, garanto, vale super a pena - comprei-o há muito pouco tempo e estou a devora-lo!

Gosto imenso dela, da sua filosofia e receitas. Eu não quero nem  tenciono (e, não querendo chegar a tanto, talvez nem "concorde") ser vegetariana ou vegan - apenas uso o exemplo dela para me servir das receitas e exemplos maravilhosos que ela tem. Todo este tema dos vegans dava para uma alta discussão, algo que não quero fazer com este post; quero dizer simplesmente que não é minha intenção deixar de comer carne, peixe ou lacticínios, coisas que gosto muito e que fazem parte da minha alimentação variada e (por isso) mais rica. Quero simplesmente aprender mais, aprender a comer melhor e a sentir-me bem com o meu corpo, com alimentos que tenham emm mim um impacto positivo e não me destruam.

Uma das coisas que estou a adorar neste livro é explicar, tim-tim por tim-tim, as vantagens de cada ingrediente usado nas receitas e as diferenças para cada variedade de coisas (por exemplo a diferença entre o leite de amêndoa, aveia e arroz). Eu já sigo alguns blogs com este estilo de vida, mas sinto-me sempre muito perdida por não perceber muita coisa e desconhecer muitos dos ingredientes, o que me faz perder muito tempo a pesquisar (ou deixo simplesmente para depois, porque há dias em que simplesmente não há tempo a perder). Outra parte espetacular é ela explicar como fazer esses leites, as manteigas de frutos secos e etc. - usados neste estilo de alimentação e que, para já, nos são estranhos - para não termos de os comprar com todos aqueles corantes e conservantes terríveis. 

A parte que, para mim, menos impacto tem são os pratos principais confecionados só com vegetais - eu tenho a grande dificuldade de não gostar de legumes (só com raras excepções) a não ser na sopa, mas estou a prometer a mim mesma ir-me habituando aos bocadinhos e ir tentando para educar o meu paladar neste sentido apra poder variar mais (nomeadamente no verão, onde pratos mais pesados de carne não sabem tão bem). Comprei o livro, acima de tudo, para aprender mais sobre estes alimentos e para aprender outras soluções saudáveis, principalmente ao nível dos pequenos-almoços, snacks e acompanhamentos. 

Tenciono por isso, ao longo das próximas semanas, ir experimentando receitas novas e dando o meu feedback de como estas experiências têm corrido. Posso (espero e quero) partilha-las tanto aqui como no blog de culinária do costume (este, agora com visual renovado!) e, se quiserem, posso mesmo voltar aos vídeos do youtube - que tiveram uma receptividade muito boa mas que demoram muito tempo a fazer, por isso tenho de planear tudo muito bem. Por favor partilhem opiniões, dicas e receitas - e, claro, façam o inverso, e peçam o mesmo se estiverem interessados. 

 

(criei a tag #vidasaudável para agrupar estas coisas, por isso já sabem onde podem encontrar futuros posts deste género - estará também na parte das rubricas, na barra lateral)

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