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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

17
Out16

Entregue em mãos? Eu cá prefiro o correio

Carolina

Ainda sobre as minhas peripécias OLX'zianas, tenho uma coisa a dizer: para mim, é muito estranho que as pessoas tenham toda aquela disponibilidade para irem entregar (ou buscar) as coisas em mãos. 

Nos meus anúncios ponho sempre já o preço com os portes e deixo isso bem explícito na descrição dos produtos, como quem diz "eu quero enviar isto pelo correio e até faço preço especial!". Eu percebo que a mensagem não passe, primeiro porque as pessoas não sabem que quem está a vender é anti-contacto-pessoal e até porque pensam logo "se não tenho de pagar portes o preço fica mais barato". Mas continua a ser-me estranho que me mandem mensagens como "eu vou a sua casa busca-lo" ou "venha ter comigo, ligue-me para o 91xxxxxxx". Calmaaaaaa, amigos! É que já não bastava o incentivo à presença física e ainda atiram assim com os números de telemóvel para a caixa de mensagens, ao bom estilo da páginas amarelas (que, como é óbvio, me faz confusão por causa daquilo que já escrevi aqui). 

Eu sei que sou uma criatura estranha e que contactar com pessoas está longe de ser o meu forte. Mas eu já entreguei coisas em mãos e é das situações mais desconfortáveis de todo o sempre. Primeiro não se sabe quem é a pessoa - olha-se para tudooo o que está à nossa volta e pensa-se sempre "será esta?" -, depois não se sabe como se cumprimenta, a seguir não se sabe o que dizer... enfim, todo o processo de reconhecimento-conhecimento-entrega-pagamento-despedida é do mais constrangedor que há. 

Por isso, mesmo quando a proposta é boa, prefiro ficar com os livrinhos em casa do que andar a fazer expedições pela cidade e encontrar-me com pessoas estranhas. Chamem-me maluca, mas cada um tem as suas pancas. Eu sou só um bicho do buraco, há coisas piores nesta vida.

16
Ago13

Venda de livros

Carolina

Eu nunca deito livros fora, raramente os dou e dificilmente os empresto - só mesmo a quem confio e que sei gostar de livros tanto quanto eu. Para mim, são uma preciosidade. Tenho a sorte de ter uma biblioteca com centenas de livros aqui em casa, deixados pelos mais pais, principalmente, e orgulho-me de poder continuar a enche-la com mais e mais obras. Não sei se terei filhos ou não no futuro, mas se um dia tiver espero que tenham a sorte que eu tive de ter tantos mundos para explorar.

No entanto, aqui há uns anos, comprei uma série de livros que, agora, não me dizem nada. Nada mesmo. Todos eles de fantasia - vampiros, criaturas fantásticas, anjos e coisas que tais. Alguns li-os, outros ficaram na prateleira à espera de uma chance que nunca chegou. E agora, como ando em arrumações, decidi vende-los a preços bem mais baixos do que nas lojas (hoje em dia paga-se uma fortuna por um livro).

Fiz, por isso, um álbum no facebook do blog com meia-dúzia de livros deste tema para que, se alguém quiser usufruir, o possa fazer. Sei que ainda há muita gente interessada no tema e é um desperdício irem para uma biblioteca onde não lhes será depositada qualquer atenção. Se for possível, é hora de irem para outras andanças. Posso garantir que estão em óptimas condições e que chegam a quem os comprar bem rapidinho.

 

Podem ver o álbum aqui.

 

13
Jan13

Venda de peças/acessórios online

Carolina

Sabem que andei uma fase em que queria vender tudo e mais alguma coisa, ia para o Flea toda contente e na expectativa de angariar mais umas moedinhas para mim (e de despachar as mil e uma tralhas que tinha aqui em casa completamente inutilizadas). Acho que posso dizer que isso já lá vai, que o Flea já me desmotivou o suficiente para a minha vontade de lá ir não ser muita.

Mas a verdade é que ao longo dos últimos meses fui juntando algumas coisas para vender lá (roupas e acessórios), mas creio que tal não irá acontecer. Acho que cada vez se vende menos naquela bagunça, visto que são demasiadas coisas umas em cima das outras e uma pessoa nem sabe para onde se há-de virar. Encontram-se pechinchas, é verdade, mas para as encontrar é preciso paciência e uma tarde inteira dedicada às compras. Assim sendo, decidi fazer o que já vi fazer por aí noutros blogs: tirar fotos às coisas e pô-las no facebook à venda. Eu já comprei peças assim e, se a memória não me falha, nunca me arrependi - deixei de ver mal em usar peças que já foram dos outros mas que que estão em novíssimo estado.

Podem ver aqui o álbum que onde pus as coisas - se resultar, resultou; se não hei-de lhes dar outro fim. Quem ainda não pôs like no facebook do blog, esta também é uma boa oportunidade!

15
Jul12

O rapaz da banca ao lado (ou porquê que o Flea estava interessante)

Carolina

Como boa sobrinha que sou, disse à minha tia que estava com a banca no Flea para ir dar uma volta à feira, com a minha mãe, que eu ficava a tomar conta do negócio. Enquanto ela estava fora, apareceu um senhor com duas senhoras, e disse-me que um rapaz, dali a pouco tempo, ia passar por lá a buscar um daqueles maravilhosos bolinhos de chocolate que lá estavam. Ri-me e anuí.

Nos entretantos, a minha tia e a minha mãe chegaram, eu fui dar mais uma volta à feira e voltei, ficando-me por lá. E chegou o rapaz (que estava duas bancas ao lado e eu, burra, não vi). Cabelo muito curto, brinquinho na orelha (não aprecio propriamente esta parte, mas who cares?) e uns olhos azuis maravilhosos. Eu não sou muito de dizer que os rapazes são bonitos, até porque acho que muito poucos o são, mas mal ele se afastou perguntei à minha mãe: "mas tu viste-me aqueles olhos?!". Ela, como é bem pior que eu, não poderia ter deixado de reparar.

Passado pouco tempo, chegou uma das minhas primas - provavelmente, a com quem eu me dou melhor - e veio ter comigo, dizendo-me: "o nosso vizinho é mesmo giro!". Risota pegada. Meia horita depois, chegam mais duas primas - sim, estávamos em família - e enquanto nos reuníamos para nos cumprimentar-mos umas às outras, ouvi que elas as duas comentavam a beleza do rapaz da barraca ao lado. Dali a pouco éramos as quatro, a rir a bandeiras despregadas, porque pensámos todas a mesma coisa. E ele lá se ia rindo na nossa direcção, como se soubesse perfeitamente o que se cochichava deste lado - ou então, também simpatizou com uma de nós, tendo em conta que os genes até foram amiguinhos do nosso lado da família e conceberam algumas carinhas bem larocas (não, não estou a ser convencida e a dizer que tenho uma cara laroca - estou sim a dizer que algumas das minhas primas têm).

18
Jun12

De volta dos colares

Carolina

Sábado fui ao Flea da Rua das Flores. Gente pelas costuras, muita banca a vender, mas na prática ninguém vendia nada (o que nos levaria ao alongado tema da crise e do facto de as únicas pessoas que, no fundo, enchem o papo ali serem as organizadoras). Mas enfim.

Saí de lá de mãos a abanar: nem um colar, nem um anel, nem umas colheres antigas que ando à procura para fazer umas bugigangas. Nadinha. Mas que vi lá coisas giras, ai isso vi. A questão é que, quando perguntei o preço, até me saltaram os olhos das órbitas: 20 euros. Tratava-se de um colar com botões, onde as matérias primas eram baratíssimas e tudo o que se paga é a mão de obra.

Fiquei com a ideia na cabeça e nas férias vou pôr mãos à obra, porque fazer colares é a única coisa para a qual as minhas mãos têm jeito. Já encomendei os materiais que precisava e já estou aqui toda empolgada para que dia 25 chegue para começar a trabalhar (até porque, já antes disto, tinha em mente fazer um colar semelhante a um que vi à venda na net, pelo qual também pediam uma pequena fortuna).

 

Nos entretantos, já arranjei a pistola de cola quente e comecei a fazer uma base para um colar de teste. Mão para aqui, mão para acolá, vai de tocar na boca da pistola (que por sinal estava quente como um raio). Fiz uma queimadura, não muito grande, mas que vai deixar a sua marquita. Nada demais. Acidentes de percurso todos temos.

Quando isto for dando frutos eu digo.

29
Abr12

Flea no Palácio de Cristal

Carolina

E mais um Flea se passou. Cada vez vai mais gente, cada vez se vende mesmo (aqui se vê a crise).

Vendi pouquinho e as peças que tinha a certezinha que iam embora não foram (e tive de me resignar a traze-las de volta, por muito que me apetecesse deixa-las lá ficar). A minha amiga idem. Mas foi giro. O sítio, desta vez, era espectacular e nós tínhamos vista directa para o rio. E tivemos a grande sorte de ficar com um lugar enorme - diria, o maior da feira, porque tínhamos um banco logo ali ao lado que deve ter baralhado a organização. Mas o dia, apesar de solarengo, estava frio e com a sombra das árvores qualquer pessoa enregelava - a tal ponto que o meu pai me viu a tremer por detrás da banca e me deu o seu casaco, com o qual eu fiquei o resto do dia (e posso dizer que nunca um casaco do meu pai me tinha sabido tão bem). Como seria de esperar, tínhamos os pavões a passearem-se por lá, como se nada fosse, na maior das à vontades.

O que eu também gosto nestas feiras são as pessoas com estilos diferentes que por lá andam. Pessoas giras. E rapazes giros, também. E encontram-se sempre conhecidos (eu encontrei metade da família, quase - ou não, que a família é muito grande).

Lá mais para o fim da tarde, uma banda foi tocar para uma espécie de coreto que lá há, e cujo o som ecoa por todo o palácio. Quando fui ver o que se passava, deparei-me com um cenário maravilhoso que podem ver numa das fotos abaixo: pessoas a dançarem rock'n roll e claramente a divertirem-se à grande e à francesa.

Enfim, foi giro. Um dia bem passado.

 

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25
Abr12

Mais um flea à porta

Carolina

Sábado, dia 28, temos novo Flea! O Flea da Troca vai-se realizar no Palácio de Cristal, das 15h às 19h e se estiver bom tempo vai contar, como habitual, com muitas vendas, boa música e diversão!

Eu vou lá estar com uma amiga, a vender tralhas - desta vez não levo roupa - entre elas livros, objectos de decoração, caderninhos, porta-chaves, porta-moedas e as tralhas do costume. Se formos abençoados com um bom sol (nem é preciso ser bom, basta que seja o suficiente) tenho a certeza que será uma tarde mais do que agradável (acreditem, o sítio ajuda muito). Espero por vós!

 

31
Mar12

Dia de Flea

Carolina

Andei a guardar os meus troquinhos para este dia; prometi a mim própria não comprar bijutarias ou coisas mais supérfluas sem ser aqui (embora, diga-se, os preços acabam por não ser assim tão bons como dizem).

Vou, pela primeira vez, poder passear à vontade e não ter de me preocupar minimamente com o tempo que vou demorar a ver cada barraquinha ou com o que se passa no meu estaminé; hoje é dia de gastar e não de ganhar. Não há cá carregar malas, descarregar malas, charriots, mesas e todas essas tralhas que nos meses passados vieram comigo "trabalhar". Vai ser bom ver o flea numa outra perspectiva.

Bora'.

 

23
Mar12

Feira

Carolina

Na segunda-feira realizou-se aqui perto a feira anual de S.José. Como, semanalmente, a feira se realiza a uma sexta e eu tenho aulas, quis aproveitar para ir dar uma vista de olhos e matar saudades.

Lá comprei uma camisola nos ciganos (muito gira, que usei na ida a Lisboa), mas a escolha não era muita. A feira estava fraquinha, fraquinha, e pelos vistos tem vindo a enfraquecer de ano para ano - segundo o que a minha mãe diz, a própria feira semanal está a perder impacto.

Eu tenho pena. A fruta é bem melhor do que a dos super-mercados e os enchidos também são bem bons. E, enfim, os ciganos lá vão tendo coisas giras (principalmente no verão, com aqueles vestidinhos e tal). Quero ver se agora, com o meu horário mais folgado, consigo ir lá mais vezes. Porque não há anda como ouvir "oh freguesa, são cinco aeurius" de vez em quando.

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