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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

15
Nov17

As impressoras são a ralé dos hardwares

Carolina

Há algumas coisas que detesto nesta vida. Para além daquelas coisas básicas que toda a gente sabe e que também detesta (médicos, cobras venenosas, agulhas, trânsito e etc.) há um leque de outras coisas muito irritantes nesta vida. Como empresas de telecomunicações (quem nunca protestou e quem nunca se sentiu roubado por uma?) ou, no meu caso, impressoras. Eu tenho um caso sério de ódio por impressoras porque elas pensam que são gente. E, pior que gente, são gentinha de nariz empinado, com mania que têm uma personalidade forte, quando na verdade são só parvas. 

No mundo informático há tantas outras coisas de que não sou propriamente fã - começamos, de uma forma geral, com os macintosh e podemos acabar com o magnífico iTunes, óptimo para arrancarmos todos os cabelos enquanto tentamos fazer algo de útil com ele. Mas em termos de hardware as impressoras ganham num abrir e piscar de olhos. Elas recusam-se a operar quando têm um (um!) dos tinteiros vazios; elas não desligam quando estão empancadas numa "operação em curso" mesmo que cliquemos em todos os botões ao mesmo tempo de forma a despoletar uma overdose de cliques; elas têm botões para digitalizar e mandar faxes mas nunca funcionam - para tais funções serem ativadas tem de ser através do software do computador; quando vamos ao software, ele diz-nos que a impressora está desligada quando nós podemos jurar pela nossa mãezinha que ainda há trinta segundos a filha da mãe imprimiu uma página de teste; depois de o status passar a ligado, ela acha que ainda não está na hora de trabalhar, colocando-se misteriosamente "em espera"; quando por fim ela decide digitalizar o que quer que seja, demora 5 minutos em cada página, qual caracol lento e enraivecido por se ter levantado cedo da cama; quando é para mudar de tinteiros fazem birra - uma pessoa põe um e elas não detetam, torna a tirar para tornar a colocar e nada... só passados 15 minutos é que elas fazem "plim", como quem diz "na na na na na naaaa, estava só a brincar!". Enfim. É de ir à loucura.

E das duas uma: ou eu tenho muita pontaria nas impressoras que escolho ou então elas são todas assim. Porque esta não é a primeira que eu tenho - é pra'i a quarta! E são todas assim, "espíritos livres", como lhe chamaria alguém mais educado e apaziguador. Eu, só assim ao de leve, acho que são umas cabrinhas, vá. 

Há uns tempos tive de ir comprar uma para a empresa onde trabalho. Sabendo que os maus humores deste dispositivo iam sobrar para mim, cortei o mal pela raiz: aquilo não digitaliza, não envia faxes, não tem cores, não tem A3 nem A5 nem todos esses tamanhos desinteressantes, não tem ecrã, não tem teclado, não tem NADA. Só imprime, a preto e branco, e bem rapidinho - as folhas saem que nem pãezinhos quentes. Sei que depois disto o sindicato das impressoras - que de certeza que ainda é mais insuportável que o dos professores - se vai unir contra mim e a filha da mãe vai deixar de trabalhar, à custa de uma greve provocada por insultos àquela classe operária. Mas aoCabrinhas.

 

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01
Fev16

Offline is the new luxury

Carolina

Ando desligada, é a verdade. Tenho mensagens no telemóvel por responder, emails por ver e enviar, conversas no facebook inacabadas, muitos posts por escrever. Por um lado, tenho noção que isto só aumenta o isolamento que sempre senti e de que me auto-critico; mas, por outro, ando tão cansada de tudo, que o que me apetece é desligar a ficha e deixar ficar. Porque só nos últimos meses é que percebi a quantidade de cansaço que toda esta tecnologia que nos envolve me provoca.

Tudo começou em Março ou Abril do ano passado, altura de preparações do Fora da Caixa. Nunca fui tão concorrida na vida e até já tinha vergonha de cada vez que o telemóvel tocava e as pessoas ficavam a olhar para mim. Eram mensagens, telefonemas, emails, whatapps, mensagens no slack (uma aplicação para trabalhar em equipa, vale a pena), conversas no facebook. Não tinha descanso para almoço, jantar ou dormir - o telemóvel tocava. Tocava sempre, até as pessoas me arregalarem os olhos e eu clicar no botão desligar ou o ir pôr a uns metros de distância. Foram dois meses intensos, muito cansativos, mas que passaram - e, com toda a avalanche que aconteceu naquele período de tempo, não tive tempo para analisar o que me estava a deixar arrasada, física e psicologicamente, até porque haviam mais vinte e sete mil coisas para pensar e tratar.

Só agora, neste semestre, é que percebi a mossa que isto estava a criar em mim. Já é um clássico criar grupos no facebook para cada grupo de trabalho da faculdade que se tem; a isso, vêm aliadas também as conversas de grupo. É por essas duas vias que colocamos as nossas partes dos trabalhos, dúvidas, troca de ideias e galhardetes - e as notificações vão caindo, a luz do telemóvel acende-se, o "ping" e a vibração fazem-se ouvir. Isto a juntar àquilo que originalmente já tínhamos: os telefonemas, as mensagens, o resto do facebook, o whatapp e outras coisas que tais. No fundo, não temos descanso - e foi aí que comecei o meu blackout. Ia vendo, mas pouco ia respondendo - estava exausta, farta até às pontas do cabelo de tanta vibração, de tanto "ping", de tanta dependência. Comecei por pôr o telemóvel em silêncio (só vibrava, o que também já me tirava do sério), depois tirei as notificações do facebook e, por fim, acabei por descobrir o botão de "descanso" do iPhone, que me tira todos os sons, vibrações e luz do telemóvel. Escusado será dizer que o utilizava bem mais do que nas alturas em que "descansava" e que aproveitava, melhor que nunca, aquele silêncio quase ensurdecedor que a falta do telemóvel me provocava.

Foi nesse "modo" que passei praticamente toda a recuperação da cirurgia, porque estava farta de acordar às custas da vibração de uma mensagem de uma conversa de grupo no facebook que nem sequer era para mim. Clicava no botãozinho milagroso, dormia e, quando acordava e me apetecia, tratava dos assuntos que apareciam nas notificações do ecrã: respondia às mensagens, devolvia chamadas, falava nos grupos caso fosse caso disso. Ainda assim, dizer que andei parca em palavras, é ser simpático.

Apesar dessa fase pior já ter passado, ainda não voltei à normalidade - e, sinceramente, não quero. Pretendo responder a tudo o que tenho pendente, voltar ao normal com algumas conversas e pessoas, mas, no que diz respeito a tudo o resto, vou pôr um travão. Isto de estar disponível durante vinte e quatro horas por dia é mau. Mesmo mau. Para além de criar dependência (da qual, neste momento, me sinto mais livre), aumenta o stress de forma exponencial. Nunca podemos estar sozinhos connosco próprios - já quase que nem o sabemos fazer. Nunca podemos deixar o telemóvel em casa sem entrar em pânico. Nunca podemos ter paz.

2016 vai ser, por grande vontade minha, um ano em que vou tentar equilibrar as coisas neste sentido. Não vou deixar coisas sem resposta (como tem acontecido), mas também não esperem que ande sempre com o telemóvel na mão. Está na altura de viver (também) fora dos ecrãs, para bem da minha sanidade mental. 

 

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15
Out15

Já vos disse como adoro a tecnologia (ou como acabei de assistir a um concerto épico)?

Carolina

Sou - e somos, de uma forma geral - uma sortuda por ter nascido nesta época em que tudo parece possível, em que os livros de ficção científica de há quarenta anos se tornam realidade, em que ultrapassamos e voltarmos a ultrapassar aquilo que era o último berro da actualidade e nos tornamos sucessivamente melhores. Não sejamos parvinhos porque tudo nesta vida tem consequências - e estas estão esparramadas por essas redes sociais fora em notícias que vêm de todas as direções ("dormir com o telemóvel ao lado provoca cancro", "há cada vez mais pessoas viciadas nos jogos online", "as redes sociais e a internet fazem com que as pessoas saiam cada vez menos e já não falem entre elas" e mais triliões de histórias). Mas o reverso da moeda é, de facto, espetacular.

Acabei há pouco tempo de assistir a um mini-concerto, em direto, a partir da casa de Nuno Markl, com o António Zambujo e o Miguel Araújo. Quer dizer... isto parece corriqueiro, mas eu vou voltar a repetir para que todos possamos pensar nisto bem e comparar, por exemplo, com o estado da tecnologia há uns.... oito anos atrás (acho que nem é preciso recuar tanto). Repetindo: eu acabei de assistir a um direto, que receio ter sido filmado com um telemóvel (antes, os diretos com imagem eram só para as televisões e envolviam câmaras grandes e pesadas - e era preciso dinheiro!!!). Esse direto foi transmitido a partir da casa de alguém (já não há estúdios para ninguém!). Por fim, vi um concerto verdadeiramente épico, com duas das melhores vozes portuguesas que para aí andam e que esgotam concertos como nunca antes visto - tudo isto grátis, sem pagar um único cêntimo para além da internet mensal que cai invariavelmente na conta, com ou sem concertos absolutamente espetaculares.

A sério. Hoje em dia recebemos estas coisas de mão-beijada, sem pensar muito, e nem raciocinamos o quão fixe isto é e na sorte que temos. Eu não me importava de pagar para ver aquilo outra vez, ao vivo (como aliás paguei, porque vou vê-los ao Coliseu - comprei quando ainda só se tinha anunciado um só concerto) -  porque foi tão ao improviso, tão diferente, com direito até a músicas a pedido que resultaram melhor que nunca e que provocaram uma reação comummente chamada de "pele de galinha". Enfim, não há palavras. Foi um aquecimento para os coliseus para mais tarde recordar e eu já só anseio por Fevereiro!

 

(agradeçam também - e mais uma vez - às tecnologias: podem ver, ou rever, o concerto na página do Nuno Markl - a quem devemos também agradecer, porque sem ele este momento não tinha existido. sou uma fã assumidíssima dele, enquanto humorista, mas acima de tudo enquanto pessoa.) 

07
Out13

PhoneBlocks

Carolina

A verdade é que eu sou uma grande entusiasta no que diz respeito a novos gadgets e brinquedinhos tecnológicos. Se eu tivesse dinheiro, comprava essas tralhas todas - muito provavelmente, não ia usufruir de todas, mas pronto, são manias que uma pessoa tem. Haviam de me ver quando descobri os Google Glasses, há uns anos - quase pulava de entusiasmo!

Uma seguidora de há muito tempo, a Andreia (e quando digo muito tempo é assim mesmo dos primórdios), que acaba por já me conhecer bem, às vezes manda-me umas coisas engraçadas para ver se eu gosto. A última que me mandou foi o PhoneBlocks, pelo qual me apaixonei instantaneamente. O que é? Um telemóvel onde podemos adaptar tudo o que quisermos a nosso gosto. Podemos mudar a câmara para a que preferirmos, aumentar a memória ou a bateria... enfim! O objetivo é não mudarmos de telemóvel de cada vez que aparecem coisas novas e melhores, mas podermos melhorar o nosso próprio aparelho à medida que o tempo for passando e as nossas necessidades forem mudando. Chama-se PhoneBlocks porque é, de facto, construído por blocos, quais peças de lego. É um mimo. Pena ser só um protótipo, para já, porque senão, assim na loucura, ainda o comprava. Passem pelo sites deles e apoiem o projeto, que é basicamente isso que eles querem para o levar avante. Já vos disse que adoro boas ideias?

 

09
Jul13

"Mensagem intersectada"

Carolina

Por ter crescido num ambiente cheio de tecnologias e com um pai e um irmão super actualizados no que toca aos últimos aparelhos electrónicos e gadgets, sempre tive muito presente aquilo que estes "brinquedos" representavam. As suas vantagens e consequências.

Posso dizer-vos que nunca, nunca me passou pela cabeça ter completa privacidade a partir do momento em que comecei a usar telemóveis e computadores. Não são poucas as vezes em que envio uma mensagem e penso "se alguém intersecta isto vai-se rir à gargalhada". Ou seja: eu levo a questão da confidencialidade tão naturalmente que até chego a achar piada à coisa. Eu sei que o meu computador não é seguro, assim como o meu telemóvel; eu sei que, com uns pequenos truques, quem quiser entra pela minha vida dentro num piscar de olhos e tudo o que basta é querer. Apenas gosto de acreditar que não o farão.

Toda esta polémica que tem havido sobre o facto de os EUA fazerem escutas, romperam a privacidade de pessoas e organizações governamentais em busca de algo, para mim, é algo perfeitamente normal. Condenável? Sem dúvida. Mas digam-me, a sério: há alguém que ainda acredita que nós somos totalmente livres de fazermos o que quisermos, de dizermos o que quisermos?; há alguém - que nas suas totais capacidades intelectuais - não se aperceba que as tecnologias têm essa vertente e que tudo, em todo o mundo, é vigiado?

Se não têm, bem-vindos ao século XXI.

 

29
Jan12

Anti-apple

Carolina

Enquanto passeava pelo norte-shopping ainda em busca de uma prenda para a sister querida, passei pela loja da Apple. Lembrei-me de uma vez me ter dito "alguma coisinha desta loja será bem-vinda". Ainda considerei, mas recompus-me pouco tempo depois.

Sou anti-apple - acho que quem os tem, anda com eles para ostentar a maçazinha que com os aparelhos vem de atrelado. Porque ter a maça é sinal de que se é fixe; porque ter a maçã dá um certo stattus; porque ter a maça é fazer parte de um grupo que é da elite.

Sou team windows e android, e recuso-me a comprar um "i"qualquer coisa. E por isso me recompus, lembrando-me logo que não queria dar dinheiro aos senhores da apple.

(Não posso deixar de acrescentar que, enquanto a crise aumenta, o uso dos apple também. Daqui a pouco, estão tão massificados como o windows - com todas as regalias a que isso tem direito - tipo vírus e coisas que tais. E, nessa altura, quero ver o que acontece ao grupo de elite - porque tudo o que deixa de ser invulgar, acaba por descer de "posto").

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