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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

21
Mai17

Pensamentos dispersos na charcutaria de um supermercado

Carolina

Eu gosto muito de ir ao supermercado - eu sei que isto é estranho, a maioria das pessoas detesta, mas é coisa para me relaxar; gosto de ver produtos novos, as informações nutricionais e, por isso, não gosto de ir à pressa (até porque nesses dias é quando apanhamos mais filas).

Mas é precisamente de filas que eu quero falar: não são as das caixas que mais me incomodam, mas sim a da charcutaria. Por aqui se vê o quanto os portugueses comem queijos, fiambres, chourições, salpicões e mortadelas - com e sem azeitona - aos molhos. Para além de serem muitas vezes quantidades alucinantes (meio quilo de queijo, por amor de Deus!), parece que muitas vezes têm um gosto particular em levar todo o tipo de produtos existentes nesta secção do supermercado. É que nem precisam de sair daqui para irem com o cesto cheio, carregado com coisas suficientes para fazer francesinhas para um batalhão!

Eu, que já sei que para ir à charcutaria é preciso uma vida, já tenho as minhas técnicas: mal chego ao super vou logo tirar senha e vou deitando um olho, de quando em vez, à tabuleta com os números para não perder a lugar - o que, no fundo, são esperanças infundadas porque eu posso praticamente correr a meia maratona por entre os corredores da loja e, quando acabar, ainda faltam três senhas para me atenderem. Mas enfim, uma pessoa pode sonhar.

Como sou organizada, faço um plano de ataque ao supermercado antes de começar a fazer as compras, de forma a demorar o menos tempo possível e não passar vinte vezes no mesmo corredor - e isto faz com que seja sempre (sempre!) mais rápida nas minhas compras (mesmo que sejam muitas) do que a velocidade com que se despacham senhas na charcutaria. Tudo isto piora quando há clientes que exigem que as máquinas sejam limpas porque antes do fiambre de peru que exigiram estava um de porco que pode ter contaminado a dita máquina com carne vermelha; ou que pedem uma fatia para entreter o filho, enquanto encomendam quase um quilo de queijo para a família inteira.

E sim, eu sei disto tudo porque depois de ter o carro cheio, de ter verificado a lista mais de uma dúzia de vezes e de ter pensado em qualquer coisa que me falte na dispensa ou no frigorífico, não tenho outra hipótese senão ficar pacífica e pacientemente à espera que gritem "quarenta-e-dois!", enquanto olho para uma variedade espantosa de enchidos, queijos e coisas que tais é penso na quantidade infindável deste tipo de coisas que invadem diariamente (ou horariamente?) os estômagos dos portugueses. 

Entretanto já está no 41 (yupiiiiiii!). Vou parar de escrever e esperar que gritem por mim. Obrigada pela companhia.


[escrito no supermercado, à espera de 250 gramas de fiambre]

17
Out15

Os dramas do tapete da caixa do supermercado

Carolina

Eram nove da manhã e já estava a ir para o supermercado - um autêntico paraíso. Trânsito quase nulo, o lugar onde mais gosto de estacionar o carro estava livre e pronto para aparcar. Acho que nunca vos tinha dito isto, mas gosto mesmo de ir fazer compras - e de ir com tempo e vontade, para poder comparar preços, calorias e açúcares à minha vontade. Fico super contente quando encontro aquilo que quero (por exemplo nos iogurtes, que ando sempre à procura de coisas novas e daqueles com menos concentração de açúcar), quando vejo que precisamente aqueles produtos que preciso estão com super preço ou quando chego à caixa e me dizem que acumulei dez euros em cartão. É toda uma alegria!

Mas é na caixa que está o busílis da questão e onde eu sinto que toda a gente me olha como se eu fosse uma paranóica. Em primeiro lugar, o tapete rolante das caixas funciona, para mim, como uma espécie de tetris: confesso que me chega a dar uns suores quando vejo as pessoas a atirar tudo para cima do tapete, completamente ao calhas e ocupando o dobro do espaço que seria necessário se as coisas estivessem devidamente organizadas. Eu encaixo tudo de forma a não deixar grande espaço entre as coisas e empilho tudo o que seja igual ou da mesma categoria (por exemplo os iogurtes ou o pão), de forma a dar estabilidade e organização. Por outro lado - e ainda mais importante - é a ordem com que coloco as coisas. Porque, meus amigos, desenganem-se se acham que é completamente arbitrário! Eu ponho primeiro as coisas com caixas, mais duras e com menos possibilidades de se esmagarem (como caixas de café, iogurtes, etc.) que é para serem também as primeiras a entrar no saco; só depois, no fim do tapete, é que ponho os itens que se "desmancham", com formas irregulares e com possibilidade de se esmagarem (como a fruta, pipocas, legumes), que é para ficarem no topo do saco.

Para que isto funcione, convém que o caixa não me baralhe os planos e se ponha a escolher os produtos que estão no meio do tapete em vez dos que estão mais perto dele, o que acontece algumas vezes - nesses casos, tenho de pôr aquilo que ele passa primeiro em "fila de espera" para ir na ordem que eu quero, o que causa mais desorganização e acaba por demorar mais tempo, mas é a vida. Há toda uma técnica aqui envolvida que não pode ser corrompida por leviandades estilo "apetece-me pegar primeiro naquilo e não naqueloutro". Isto de ir ao supermercado é muito divertido mas não pode ser feito com uma perna às costas, percebem?

 

[Não, se calhar não percebem... Escrevi este texto com o intuito de explicar que não sou maluca e que faço tudo com um objetivo... mas acho que me saiu o tiro pela culatra e soei ainda mais doida do que pareço enquanto encaixo as coisas no tapete da caixa. Ups!]

25
Nov14

"Veja se tenho aí algum cupão, no meio dos 395 que trago!"

Carolina

Esta história dos cupões de desconto no Continente já me começa a tirar do sério. E logo a mim, que sou aquela pessoa que passa a vida a imprimir os cupões para aproveitar cada descontinho e ter dinheiro acumulado em cartão, que dá um jeitaço quando se vai só comprar pão ou algo que nos esquecemos e queremos despachar aquilo rápido. É só dizer "desconte do cartão" e não temos de andar a contar trocos ou com códigos de multibanco.

Mas agora deve ter-se estabelecido uma moda em que as pessoas usam os cupões mas nem olham bem para eles. Acho muita piada ao pessoal que chega às caixas e atira para lá os cupões que recebeu há dois meses atrás, dizendo à funcionária, qual criada posta ali ao seu dispor: "veja se tenho aí alguma coisa que dê para descontar!". Oi? E lá fica a coitada (ou coitado) a ver as datas dos cupões ("estes já passaram a data", "estes é só para Dezembro") e a fazer a seleção consoante as compras que a pessoa leva ("detergentes não leva, pois não?").

Isto não faz sentido nenhum! Numa era em que se tenta fazer tudo mais rápido, onde há caixas self-service, onde se tenta facilitar tudo ao máximo, onde toda a gente tem pressa e se tenta optimizar os serviços de modo a funcionarem bem e rápido, isto é um atentado. Porquê? Porque somos uma cambada de preguiçosos que já nem a porcaria dos cupões - com descontos em nosso proveito! - conseguimos escolher. 

É bom que a SONAE abra os olhinhos e instrua os seus funcionários de que são, precisamente, funcionários de caixa - o que é bem diferente de ser criado de alguém. Se as pessoas não têm tempo - sequer! - para fazer a triagem dos cupões, então que não os utilizem. Não vão ser os funcionários a fazer a seleção de uma pilha deles, atrasando todas as outras pessoas que estão à espera na caixa.

Já agora não querem que vos levem as comprinhas ao carro? Ou até que vos carreguem ao colo, para não se cansarem (ainda mais) pelo caminho? Enfim.

28
Ago12

Estou a ficar senil

Carolina

Ontem fui ao supermercado comprar gel de banho e saí de lá com shampô com a maior das calmas. Pura e simplesmente perdi o objectivo, ficando apenas com uma ideia do que queria. Só dei conta que era shampô quando o pousei em cima da mesa. Assustador.

12
Ago11

Desastres, é comigo

Carolina

Vai-me ali buscar Frize groselha, por favor - disse-me a minha mãe.

Estávamos no supermercado, e as Frize encontravam-se na prateleira mais alta da secção das bebidas. Estiquei-me, peguei num pack de "leve 6 pague 5", e coloquei-o no cesto. Hum, aquela posição não me pareceu bem; tentei uma posição mais segura. Não resultou. E...

Eu só vejo uma das garrafas a escorregar para fora do cartão que a envolvia e a cair no chão. Ilesa. Ilesa durante um segundo. Porque depois, só vejo um líquido espumante a derramar-se rapidamente pelo chão.

- Bullshit!

A minha mãe, que estava no corredor ao lado, foi ter ao corredor central e perguntou "Foste tu, não foste?". Ela sabia que tinha sido eu, nem precisei de responder.

- Serviço de limpeza chamado ao corredor 7 - ouvi, um minuto após o sucedido.

Olhei para a caixa de cartão e logo percebi o porquê do sucedido. Uma das laterais estava rasgada. E pumba. E tinha de ser logo eu a pegar naquela embalagem. Sou sempre eu a fazer asneiras destas.

 

 

 

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