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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

17
Jul17

Calças, calças everywhere (ou #contraextinçãodasmumjeans)

Carolina

Passo a minha vida a passear-me entre rádios em busca de alguma música que goste, por isso já nem sei bem dizer em qual delas é que ouvi uma das animadoras a dizer que uma fashion advisor fez uma lista com uma série de coisas que todos tínhamos imediatamente de parar de usar. Liguei tanto àquilo que só me lembro de duas delas: a primeira eram leggings, a segunda eram mum jeans.

Não me vou meter na discussão das leggings – muito poderia ser dito aqui sobre esse tópico, mas nem sequer sou grande pessoa para opinar porque só as uso para ir ao ginásio (e como não vou ao ginásio, não as uso…). Mas falar nas mum jeans é tocar-me na ferida! Isto das opiniões relativamente à moda tem muito que se lhe diga e estas listas dos “must-have da estação” ou do “livre já o seu armário destas peças” fazem-me um bocado de espécie.

Primeiro porque só quem tem um poder económico alto e uma paciência de santo é que renova o roupeiro segundo cada estação e segundo porque há milhões de formas de conjugar as coisas e até de fazer com que as peças mais horrendas resultem em coisas visualmente aceitáveis. É tudo uma questão de gostos e estas medidas “restritas”, a mim, tiram-me do sério e não deviam ser levadas a peito só porque é uma fashion advisor que as diz. Se fosse eu, diria para se abulir o roxo de todas as roupa; ou tirar as culotes do mercado. Mas são gostos e tenho de admitir que há quem goste e que até existem pessoas a quem aquilo fique bem.

Mas voltando às mum jeans: foram as minhas salva-vidas. Já escrevi aqui que detesto comprar calças, é um verdadeiro suplício. Eu sou a receita perfeita para grande parte das calças me ficarem pessimamente: pernas e coxas gordinhas, anca larga e, para ajudar à festa, um tornozelo inchado (o que é importante, principalmente hoje em dia, em que falta um palmo em quase todas as calças existentes no mercado). Por isso, sempre que eu começava a ver que precisava de comprar esta peça de roupa, até tinha suores frios.

Até virem à baila às mum jeans. Para quem não está dentro da nomenclatura, estas são calças de cinta bastante subida e com a perna mais larga, afunilando um bocadinho em baixo (mas não exageradamente, como as skinny jeans). E para mim, esta moda foi a descida do céu à terra. Só eu sei como sofri durante todos aqueles anos em que apenas se vendiam skinny jeans e calças de cintura baixa. Eu posso usa-las (e usei-as, que remédio), mas tenho a perfeita noção de que não me ficavam bem. E uma das coisas que mais me irrita na moda é isto: criar as coisas, massifica-las e esquecerem-se de que a grande maioria das mulheres não têm aquele típico corpo de modelo em que tudo parece assentar na perfeição. Portanto a diversidade que existe hoje nas lojas – e falo ao nível dos jeans – é o que devia existir sempre.

Mas eu sei que na realidade não é assim, que a moda é imprevisível e que daqui a um par de anos ora só se usam calças à boca de sino ou se volta outra vez para as ultra skinny jeans. Por isso, para me precaver, tenho-me abastecido de jeans para os próximos anos. Se encontrar umas que gosto, que vestem bem e com uma lavagem que não tenho, nem sequer penso muito: trago para casa e está o negócio fechado.

O objectivo é funcionar quase como a Arca de Noé: quando, no mundo, já só existirem calças que só me servem nas orelhas ou e ficam para lá de mal, ainda posso contar com o meu baú pessoal de jeans, salvas no tempo em que as havia em bom e em abundância. #contraextinçãodasmumjeans

30
Jan17

Uma colheita de vestidos fabulosa nos SAG Awards

Carolina

Hoje acordei, abri um olho e enquanto acordava e não acordava, fui passeando pelo facebook. Dei de caras com um artigo da Vanity Fair sobre os SAG Awards, que aconteceram ontem, e mesmo acabadinha de acordar e com apenas metade do cérebro a funcionar percebi logo que ia ter de comentar alguns daqueles trapinhos.

Acho que já o ano passado isto aconteceu - deparei-me com tanta tragédia que não consegui ficar calada. Este ano também apareceram por lá algumas coisas com piada e, nestes tempos que se vivem, não podemos desperdiçar nem que seja um singelo sorrisinho. Tenho para mim que a moda está tão louca que, hoje em dia, o que se vestir pior e causar mais choque é quem leva o prémio para casa. Só isto explica as passadeiras dos maiores eventos do mundo no último par de anos. Mas bom, aqui ficam as ventimentas de ontem:

 

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 Emma Stone num Alexander McQueen. A verdade é que este era um vestido vintage da sua avô - algo que se nota nos detalhes e bordados florais. Mas ao longo dos anos a traça acabou por dar cabo do lado esquerdo da peça, ainda que o valor emocional se tenha mantido intacto. Por isso, em tom de homenagem e confronto de gerações, Emma veste uma peça pesadíssima e quente do lado direito e, do lado esquerdo, saiu à rua apenas com um body da Intimissimi para arejar.

 

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 Brie Larson sem qualquer dó e piedade para com as pessoas com transtornos obsessivo-compulsivos. Aposto o que quiserem que a minha mãe, só de olhar para esta fotografia, está com suores frios. Quer dizer, até a mim, que nem sou contra assimetrias. Mas aqui a questão é mais grave: o vestido está TORTO. Tor-to. E faz com que toda ela pareça torta. E isso não é fixe.

 

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 Kerry Washington pediu um vestido da Micaela Oliveira emprestado a Cristina Ferreira. Bem me parecia que já tinha visto isto n'A Tua Cara Não Me É Estranha.

 

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 Sofia Vergara, és tu? Cadê as transparências? Cadê o corte sereia? Cadê os decotes até ao umbigo? Agora deste numa de colegial e passaste de gata-sexy-arrasadora a menina-de-repa-ao-lado-e-vestido-curto-em-ocasião-de-gala?

 

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Não é difícil perceber a inspiração do vestido de Nicole Kidman, pois não? Até os olhinhos de carneirinho mal morto estão lá. Atentar também aos pormenores de cor naqueles ombros, inspirados nos detalhes dos "ombros" do pássaro. Liiiiiiiindooo. #sqn

 

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 Natalie, querida, muito bem que podes não ser uma daquelas grávidas que gosta de ter a roupa justa à barriguinha, mas também não era preciso teres ido ao Museu do Traje buscar mommy-wear do século XIX, não é verdade?

 

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 Eu juro - mas juro mesmo! - que fui pesquisar o nome desta rapariga (que, para também quer saber, se chama Taryn Manning) porque pensei sinceramente que ela era aquela que fazia o iZombie. Achei de facto estranho que continuasse a encarnar a personagem de forma tão evidente numa passadeira, mas depois percebi que era outra senhora e que foi apenas reviver um pouco da sua fase gótica da adolescência.

 

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Pergunta para um milhão de euros: qual foi o livro que Julia Louis-Dreyfus leu durante as férias de Natal?

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Pior que ter um vestido medonho, é ter um vestido medonho com uma espécie de buraco no sovaco e ainda fazer uma pose sexy para mostrar.

 

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 E acabamos assim. O vestido é péssimo, mas não vou por aí. O pior é mesmo o penteado inspirado na última esfregona da Vilada.

19
Jan17

Podemos falar do flagelo das calças rasgadas?

Carolina

Já vos contei várias vezes sobre o drama que é eu arranjar calças de que goste. Não vale a pena repetir a lenga-lenga toda de novo, por isso acreditem simplesmente no que vos digo: comprar calças comigo é dramático, um inferno na terra. Não gosto de nada, sou esquisita, acho que tudo me fica mal - e quando não fica hei-de arranjar outro defeito.

A moda tem muitos males (e agora que trabalho no meio dela, descubro cada vez mais), mas um deles é estar em permanente mudança e esquecer-se que os corpos não mudam (e que alguns gostos também não, uma vez que há gente que não muda de opiniões ao sabor das modas). Há uns anos não se via mais nada nas lojas para além de skinny jeans: o que, para alguém como eu, que tem pernas gordinhas, era horrível. Se eu agora acho que é um drama comprar calças, naquela altura era o apocalipse. Há coisa de um ano voltaram as calças de cinta subida e aí eu rejubilei - acho que naquele período de meses comprei mais calças do que nos cinco anos anteriores.

E depois alguém teve a brilhante ideia de começar a rasgar as calças todas, como se todos tivéssemos tombado num degrau e esfolado não só o joelho como a perna toda. E a única pergunta que se impõem aqui é: "porquêêêêêê?". Porquê que 80% das calças vendidas em lojas fast-fashion têm rasgões? Na minha altura (vêem como estou velha?) as calças que se rasgavam tinham duas saídas: 1) iam para deitar fora ou 2) cosiam-se ou colocavam-se remendos, com aqueles bonecos "colados" com o ferro de passar a roupa. E agora, para além de se andar com os jeans todos rotos (às vezes mais rotos que inteiros, diga-se de passagem), ainda se paga por eles virem todos estragados. Não cabe na cabeça de ninguém.

Mas bom, eu sei que nesta coisa das modas não há nada a fazer - é sentar e esperar que passe. A questão é que eu gostava mesmo de comprar calças - decentes, sem "decotes". E a minha solução é a seguinte: se fazer DIY (do it yourself) está tão em voga, porque não juntar o útil ao agradável e, por cada compra de calças de ganga, vender um "ripador" de jeans e um conjunto de instruções sobre "como rasgar as suas calças da melhor forma para ficar na moda"? Assim ficávamos todos felizes: aqueles que ainda têm juízo e compram calças completas, aqueles que gostam das calças rasgadas conforme se vendem e ainda aqueles que também gostam das calças cheias de buracos mas preferem rasgões de outras dimensões para além daqueles vendidas em lojas. No meio disto tudo, ainda ficavam a ganhar, por poderem dar aos clientes "aquele" toque de personalização que agora é tão valorizado.

Por favor, pensem nisto.

Assinado: uma compradora desesperada.

 

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(amiga, está frio, não é tempo de andar com os joelhos à mostra...)

09
Jan17

Golden Globes: mais um ano seca na passadeira vermelha

Carolina

Vou começar dizendo uma coisa que todos vocês já sabem: estou velha. Para além do mais, hoje, sinto-me desinspirada. Estava muito animada com o início das passadeiras vermelhas mas à medida que a noite foi passando e que as fotos se iam desenrolado à frente dos meus olhos, percebi que era mais do mesmo: tanto os vestidos como os meus comentários. Para além do mais, em busca da minha má-língua perdida, fui ver posts antigos e vi tantos comentários de gente que não percebe o gozo disto e que leva a vida tão a sério que, subitamente, não me apeteceu ter a trabalheira do costume. 

A verdade é que esta foi uma gala homogénea em termos de trapinhos: para mim, não houve nem coisas lindas nem incrivelmente horríveis. Posto isto, este ano, juntei tudo num só post - sinto que não tenho muito a acrescentar e espero que nos Óscares a inspiração chegue - tanto a mim como às estrelas de Hollywood, que estão claramente a precisar tanto quanto eu.

 

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 Começando em bom: apresento-vos o meu preferido da noite. Mandy More numa cor já mais que vista, num modelo também já conhecido mas muito bonito. Adoro.

 

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Sarah Jessica Parker festeja este ano 20 anos de casamento e, como tal, decidiu renovar os votos nos Golden Globes - na verdade, é essa a única razão para não trazer um véu em conjunto com este vestido de noiva.

 

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Anna Chlumsky na edição anual do clássico não-tinha-mais-nada-para-vestir-por-isso-trouxe-um-lençol. Há, no entanto, que apreciar a qualidade do mesmo: não é toda a gente que dorme envolta em cetim verde. Haja respeito.

 

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Ouçam... eu não posso dizer que a Lilly Collins esteja péssima. Para muitos foi a melhor da noite, eu sei. Tudo o que posso dizer é que está dentro do estilo: imagino que era assim que as senhoras iam vestidas nos Golden Globes... em 1917.

 

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Qualquer semelhança é pura coincidência. 

 

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 Pior do que vir vestida de zebra brilhante, é vir vestida de zebra brilhante e ser fotografada de pernas abertas. Que lady.

 

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 Tenho sempre relações difíceis com os vestidos da Emma Stone - usa normalmente cores pálidas quando ela própria é branca como um copo de leite. Não se pode dizer que o vestido seja feio e muito menos que lhe cai mal - simplesmente parece uma continuação dela. O que não deixa de ser irónico, uma vez que ela é mesmo uma estrela. (Perceberam?)

 

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 Eu acho que já disse isto numa das anteriores galas, mas repito, porque é verdade: querida Kerry, a tua assessora ODEIA-TE. Como é que alguém sai assim de casa? E os três palmos de vestido que faltam ali em baixo? Porquêêêê....?!

 

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 Eu vi este vestido e não percebi muito bem o que se passava. Depois vi o laço e caiu-me a ficha: foi claramente um presente envenenado.

 

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 Sofia Vergara raptou a Jennifer Lopez, sequestrou-a em casa durante a noite e desfilou com o vestido que ela tinha escolhido para esta passadeira. Está explicado.

 

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 Eu acho que o facto de uma das minhas vestimentas preferidas da noite ser um fato já diz muito sobre a insossisse que se viveu naquela passadeira vermelha. Evan Rachel Wood incrível.

 

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 Tenho para mim que quem criou este vestido não era estilista... mas sim um professor de geometria descritiva.

 

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Os vendedores de brilhos e lantejoulas para os lados de Hollywood estão a rejubilar e a esfregar as mãozinhas de contentes: este ano foi só encher os cofres! Este ano houve brilhos para dar e vender, ao ponto dos meus olhos já terem ferimentos de tanta coisa reluzente. Podia dizer que isso é algo bom mas... not really.

 

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 Uma amiga minha disse e bem: a Cláudia Vieira está, neste momento, a tirar a referência deste vestido para usar nos Globo de Ouro, versão portuguesa. Como resistir a mostrar aqueles abdominais conseguidos com muito esforço e três meses só a alfaces?

21
Nov16

Eu, o frio e a minha luta anual com as roupas de inverno

Carolina

Eu sei que esta conversa já é velha e perdoem-me se for repetitiva... mas é que todos os Invernos eu dou de caras com peças ridículas e confesso que fico ofendida por as outras pessoas - comuns mortais de pele, osso e músculo como eu - não terem o frio que eu tenho.

Andava eu a passear na loja online da H&M e os meus olhos bateram nesta camisola (ver foto) que, por sinal, é super gira. Eu adoro camisolas com os ombros à mostra, tenho algumas em modo verão - onde de facto está calor para se ter os ombros nus! - mas, no Inverno...? Então nós temos frio nos braços, na barriga, no peito e os ombros andam ao léu? É que ainda por cima aquela zona do pescoço é das mais sensíveis e qualquer corrente de ar que ali passe é sempre equivalente a um frio polar. 

Eu sei, eu sei, eu sei... quem está na moda não tem frio. Mas eu continuo a não perceber porquê que se vendem tantas t-shirts no inverno como no verão, como é que as calças e muitas malhas não são mais quentes, como é que muita gente só anda aí com uma camada de roupa que muitas vezes não passa de uma camisa fininha e horrorosamente fria. As lojas, da estação quente para a estação fria, só ficam mais guarnecidas de casacos e de algumas - poucas - malhas quentes; de resto, o espólio mantém-se o mesmo, o que me choca um bocadinho.

Eu não entendo, mas juro que gostava - chego a esta época do ano e ando sempre à cata dos camisolões mais quentes e fofos, só quase para ficar com os olhos e o nariz de fora para não enregelar. Todos os anos travo esta luta contra o frio e contra todas estas lojas que ainda vivem num espírito quente (mesmo que esteja a nevar lá fora!) - e todos os anos perco.

Por falar nisso, até já levei uma mantinha para o trabalho, que no outro dia estava prestes a entrar em hipotermia. Imaginem-me no computador, no escritório, com uma mantinha pelas costas. Eu sei, sou uma velhota em espírito. E ainda querem que use camisolas descascadas como esta?!

 

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13
Nov16

A minha peça de 2016

Carolina

2016 foi o ano em que descobri as camisas. Ou blusas. No fundo, tudo o que seja em tecido, leve e fluído - quer tenha botões à frente ou não. Têm sido a minha tábua de salvação nestes dias completamente bipolares entre frio-calor-frio-calor-frio, porque ponho uma básica de alças por baixo, depois a camisa e ando assim. Nos dias de mais frio posso pôr um lenço fino ao pescoço e tapar-me com um casaco que anda sempre comigo (mulher prevenida vale por duas, já sabem como é) e a questão fica logo resolvida.

Por outro lado, dá-me um ar mais adulto, o que nesta fase da minha vida já começa a dar jeito. A verdade é que tenho uma rotina muito descontraída e consigo planear quase sempre a minha vida no dia anterior, o que me permite prever como vai ser o "dress code" do meu dia; mas principalmente estando na área da têxtil e da moda, não parece muito bem andar constantemente com as minhas t-shirts hiper confortáveis mas coçadas ou com os meus camisolões com borboto, como às vezes (nos dias maus, pronto) ia para a faculdade. 

As camisas/blusas afiguram-se por isso o meio termo perfeito, tanto a nível meteorológico como de dress-code, em que é fácil fazer "upgrades": o primeiro resolve-se pondo casacos e adereços por cima (uma vez que calor, nesta fase do ano, já não tenho) e o segundo trocando por exemplo as sapatilhas por umas botas, tornando o visual mais formal.

Confesso que, até aqui, por não serem nem uma típica roupa de inverno nem de verão, não eram peças que me conquistassem: agora sou a maior fã e tem sido das coisas que mais tenho comprado (e herdado da minha mãe), salvando-me muitas vezes daquela indecisão típica e ajudando-me a responder àquela malfadada questão "o quê que vou vestir hoje?". Estou rendida :)

02
Nov16

Review da semana 10#

Carolina

Os "footies" da Primark

 

Que eu sou uma friorenta do pior já todos sabemos. Mal vem um bocadinho de frio já gosto de andar toda encasacada (também porque os casacos são a minha real perdição e acho que tenho uns belos exemplares para mostrar ao mundo), mas a verdade é que nesta época do ano em que faz frio de manhã, está uma caloraça de dia e outra vez frio à noite é bom ter peças que sirvam de meio-termo.

É sempre um filme para me vestir nestes dias; demoro sempre o dobro do que nos dias normais. O drama vai desde a camisola até ao calçado. Pois que, no que diz respeito às camisolas, continuo muito indecisa, mas este ano descobri que gosto de me ver de sapatos. Já tinha comprado uns o ano passado, castanhos, mas tive imensa dificuldade em conjuga-los, pelo que ficaram a maioria do tempo na gaveta; esta estação fiz um esforço para os calçar, passei a adora-los e ainda comprei uns parecidos em preto, para ter sapatos para todo o tipo de roupas. Descobri que são óptimos para este tempo! Mas aqui um grande problema se coloca: e meias? Eu, friorenta, não aguento andar sem meias - até porque me faz aflição estar em contacto direto com o sapato. 

A minha mãe disse-me que tinha uns soquetes da Primark, que eram espetaculares, e eu experimentei e fiquei rendida. Lá fui eu a correr para a Primark, logo ao abrir do shopping para não enlouquecer no meio da multidão, e não tendo encontrado uns iguais às da mãe, comprei outros que ainda gostei mais, em renda preta. São super confortáveis e bonitos e têm uma parte de silicone no calcanhar, para a meia não escorregar: acabam por ser muito mais giros do que aquelas meias de algodão que costumo usar e que eventualmente acabam por ficar com um ar meio desbotado. Também trouxe outras de algodão muito fino, em cor de pele, que também gosto muito - mas estas de renda roubaram o meu coração. 

Já aqui falei várias vezes da Primark e no facto de não ser cliente habitual, por mil e uma razões; no entanto, há certas peças e artigos que acho que vale mesmo a pena. Este é sem dúvida um deles, óptimo para esta altura do tempo bipolar entre frio-quente-frio. Acreditem no que eu vos digo!

 

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13
Ago16

Cadê os biquínis normais?

Carolina

Todos os anos há uma praga qualquer que assola as lojas e que arruína uma peça qualquer de roupa, ao ponto de se ter de andar à lupa à procura de algo usável e decente. O ano passado foram as botas: feias, horríveis, grosseiras. Falei disso aqui.

Este ano a praga foi para os biquínis. Onde andam os biquínis normais, giros, bonitos mas simples? Onde é que se arranja uma roupa de banho sem ter trinta fivelas em sítios estranhos, buracos a meio da barriga, cuecas enormes ou subidas até ao pescoço, ou coisas a fingir que são cuecas, de tão reduzidas que são? Onde está a normalidade, o bom senso, a vontade de ficar sem marcas?

Eu ando há procura de um biquini novo há meses - os meus estão velhos, manchados e eu ando sem vontade de os usar. A culpa não é só deles, claramente - é minha, de não me gostar de ver com eles e provavelmente qualquer outro biquini. Mas enfim - queria um novo e não encontro nada que goste: para além de ser tudo estranhíssimo, os preços são muitas vezes exorbitantes. Percebo esta nova vaga de marcas nacionais que invadiu a praça, com todos esses novos conceitos e um espírito diferente e único. Mas a minha questão é: isto resulta mesmo? Ou a vontade de ser diferente é tanta que anda toda a gente a cair no ridículo para ganhar o troféu de mais diferente? É que até eu, que até sou muito despreocupada com as marcas no corpo (ao contrário da maioria das mulheres que conheço), acho um exagero. E, mais do que isso, acho verdadeiramente feio. Já para não falar de que é preciso um manual de instruções para vestir algumas daquelas peças.

A parte boa disto tudo é que acho que não vai durar muito. Isto é como a Desigual: houve uma febre inicial, toda a gente adorava e dava uma moeda de ouro por aquilo, e depois, sem aviso prévio, todos se fartaram e a marca morreu em Portugal. Acho que daqui a um par de anos todos estes biquinis e espécies-de-fato-de-banho não vão sair da gaveta, porque já ninguém vai gostar deles. Até porque, nessa altura, a praga da moda já invadiu outra peça qualquer e o mar voltará a acalmar no que a roupa de banho diz respeito. Até lá, é continuar a vasculhar nas profundezas da internet à procura de coisas usáveis e giras. Deixo-vos, no entanto, com um best-of das milhentas coisas horríveis/que-não-cabem-na-cabeça-de-ninguém que encontrei nas minhas buscas.  

 

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Da Bohemian Swimwear, ou como dizermos "discretamente" que somos adeptas de bondage

 

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Da Bohemian Swimwear

 

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Da Nyos

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Da Papua 

 

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Da Papua 

 

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Da Paraíba, ou como usar uma coleira em forma de biquini

 

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 Da Nyos

18
Nov15

O drama das malas

Carolina

Se há coisa que detesto fazer são malas. Não é difícil classificar essa como a pior parte de qualquer viagem: contar as noites que passamos no destino, fazer as contas à roupa que temos de levar (mais uma ou outra peça em caso das primeiras opções se sujarem), conjugar tudo e repensar os conjuntos de forma a levar o menor número de roupa e sapatos possível, meter tudo dentro da mala e fazê-lo de modo a que ainda caibam as coisas que podemos potencialmente comprar... Enfim, todo um filme.
Há pouco estava a fazer a minha mala para levar amanhã e, como vai estar um frio terrível, fiz questão de ir buscar o casaco que sei que é o meu mais quente e confortável de todos, que até já me tem acompanhado nas últimas viagens que tenho feito (que, por coincidência, têm sido em épocas frias). Qual não é o meu espanto quando o visto e ele... Mal aperta. Oi? Como é que isto é possível? Eu não engordei assim tanto - se é que sequer engordei - de um ano para outro! As mangas estão-me mais curtas e tenho a sensação de que as minhas costas alargaram - ou, o mais provável, que o casaco tenha encolhido. Isto porque, quando vejo que já acabou a época fria e já não vou utilizar mais os casacos, costumo manda-los lavar, para se limparem de toda uma estação de uso e para na próxima estarem prontinhos a usar. Tenho para mim que, desta vez, me saiu o tiro pela culatra e a limpeza me saiu cara.
Moral da história: com azar vou apanhar graus negativos na Suíça e o meu casaco mais quente está impróprio para uso. Arrrrg, odeio esta parte das viagens.

02
Nov15

Construíndo lentamente o roupeiro de Inverno

Carolina

Sinto que no Inverno me visto sempre da mesma forma. Tenho sempre um frio tremendo, ando sempre agasalhada até aos ossos e opto sempre pelas peças mais quentes que tenho no roupeiro, com os devidos conjuntos que já sei que ficam bem. No verão também já sinto isto, mas só mesmo no final - no Inverno passa um mês e eu já estou farta e não sei como variar.

Por outro lado, de tanto uso, as minhas camisolas mais quentes não costumam durar mais do que uma estação. Ficam gastas, ganham borboto, as linhas começam a quebrar, os botões que as enfeitam começam a cair. Tenho adiado a tarefa de fazer uma revisão ao meu roupeiro porque sei que há muita coisa que vou dispensar quando o tempo mais frio chegar. Já tenho vindo a comprar algumas peças e ando a fazer o esforço de ver mais além e comprar coisas diversas e diferentes, para não andar sempre com os mesmos conjuntos. Outra das coisas que estou a ponderar fazer é comprar um par de camisolas de caxemira (no El Corte havia várias a 50 euros o que, para este material, não é nada caro) - embora uma destas dê para comprar quase 5 das de algodão, acho que deve compensar; chego a usar dois e três básicos de algodão ao mesmo tempo e queria ver se diminuía as camadas de roupa e deixar de andar estilo cebola enchouriçada, usando peças mais quentes - sendo que mais quente e suave que a caxemira é difícil, embora seja claramente um investimento. É algo a pensar.

Outra coisa em que estou a investir é em alguns vestidos, bem quentes. Para além de usar sempre os mesmos conjuntos, no inverno não vario do par camisola-calça. Mas a verdade é que com umas meias opacas e umas botas altas, a diferença entre usar calças não é assim tão substancial; e nos dias em que o frio não é tão agreste, deve conseguir aguentar-se bem um vestido quente (ou pelo menos assim o espero, tentarei passar toda esta teoria à prática).

Estou à espera que o frio se instale mesmo, sem estas oscilações entre tempo-de-quase-Verão e tempo-quase-de-Inverno para poder trocar a roupa de Verão e de Inverno e ver, de facto, aquilo que vou despachar, aquilo que fica e os "buracos" que vou ter de tapar com coisas novas. Está tudo nas mãos de S. Pedro! 

 

[texto escrito há uma semana atrás - entretanto, durante o fim-de-semana, precisei de descarregar energias e a fúria de uma semana complicada e... Foi-se metade do roupeiro de inverno. Só cruzetas, libertei umas trinta. É quase certo que nunca tive o armário tão vazio como agora. E, inesperadamente, sinto-me muito bem com isso.]

 

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