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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

21
Dez17

Uma loja de porta aberta (ou "o tipo de artigos que gosto mesmo de escrever", ou ainda "o início de uma nova rubrica")

Carolina

Uma das coisas que mais gosto de ler são revistas ou artigos recheados de sugestões e produtos. Adoro conhecer novos gadgets, marcas novas, roupas giras, ideias inovadoras – não meramente os seus preços, como aparece nas revistas de moda, mas o que está por detrás de tudo aquilo. Há quase sempre boas histórias e boas justificações escondidas atrás das boas ideias, de bons produtos, de bons projetos e de bons espaços e conhece-las é um dos meus maiores hobbies.

Acho que a única forma de ser feliz no jornalismo era a fazer isto: dar a conhecer projetos, start-ups, empresas e ideias inspiradoras, fazendo inspirar os outros. É um modelo que me atrai e, se também gostam, aconselho vivamente a que comprem o Observador Lifestyle – que para além de estar graficamente incrível e de ser feita por aquele que é, para mim, o melhor jornal online deste país, foi quem me deu a ideia para este texto, que não é bem um texto, mas o início de uma rubrica.

Já foram várias as pessoas que me pediram para mostrar algumas coisas que eu escrevo no âmbito do meu trabalho. Eu nunca mostrei (com uma exceção, se a memória não me falha) não por ter vergonha ou por não querer que vejam, mas por achar que muito daquilo que escrevo e faço não tem interesse para um público “comum”; para além disso, a maioria dos caracteres que saem das minhas mãos são notícias breves e internacionais que já leram em tantos outros sites, que em nada denotam a minha capacidade ou estilo de escrita.

Mas ao folhear essa revista do Observador lembrei-me que há uma rubrica do jornal onde trabalho, que está sempre a meu cargo, que talvez alguns de vós possam gostar de ler. Por ser um bocadinho ao estilo daquilo que falava acima – dar a conhecer projetos bonitos – é talvez o meu espaço preferido no jornal, onde posso ser mais “eu” enquanto escrevo, trazendo sempre conteúdos exclusivos, porque vou sempre conhecer os sítios e falar com os seus proprietários. Trata-se de um espaço onde eu dou a conhecer lojas diferentes – maioritariamente localizadas no Porto -, contando a sua história e um bocadinho do que se pode encontrar lá. Assim matam um bocadinho e a curiosidade e eu tenho a hipótese de ter algum feedback, coisa que normalmente não obtenho com facilidade. Parece-vos bem? Em breve mostro o primeiro texto.

(Até lá, vão comprar a revista do Observador antes que esgote.)

 

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16
Dez17

A Maria Vaidosa Magazine é uma lufada de ar fresco

Carolina

Um dos meus posts mais comentados e vistos do ano foi aquele em que falava da casa dos Youtubers. O post não era abonatório mas ao menos tentava pôr água na fervura – coisa que alguns dos comentadores até nem achou muita graça. Mas enfim, a verdade é que há mais youtubers em Portugal do que aqueles que vivem todos juntos e fazem parvoíces – e eu acompanho alguns fielmente.

Uma das pessoas que sigo com atenção e que, diria, me iniciou nisto do Youtube – porque até há uns três anos atrás eu só usava este site para ouvir músicas e nem sabia para que servia o botão “subscrever” – foi a Maria Vaidosa. Consigo dizer exatamente o dia em que a comecei a seguir, porque veio na sequência de um post da Maçã de Eva (que sigo há vários anos), que falava dela como uma promessa nacional.

Confesso: o meu primeiro pensamento quando a vi foi “quem é que ela pensa que é?”. Ela é tão extrovertida, tão apalhaçada (num bom sentido - e era-o mais naquela altura do que agora), tão espalhafatosa - quase como sentíssemos que nos ocupa o quarto e a mente toda - que eu achei aquilo irritante e quase ultrajante. Mas ficou-me o bichinho e a verdade é que, apesar desta primeira impressão, eu voltava sempre ao canal dela para ver mais - ainda que o assunto maquilhagem não me puxe e o lado da moda, embora seja algo de que goste muito, também não me leve a ver vídeos.

Passaram-se uns dois anos e eu sinto que já faço parte da vida dela. (É estranho este sentimento, não é?). Já lhe “conheço” o namorado, os cães, as partes de sua casa - e pelo caminho fui gostando de a conhecer, embora de facto nunca tenha falado com ela na vida. E fiquei mesmo orgulhosa quando ela lançou o seu mais recente projeto, a Maria Vaidosa Magazine, tornando-se assim na única youtuber portuguesa com uma revista homónima, que é quase uma extensão do seu canal para o papel, com conteúdos e estilos muito semelhantes.

Eu nunca fui compradora de revistas de beleza e de moda, por várias razões que vou passar a enumerar: 1) são normalmente caras; 2) têm pouco conteúdo e o que têm é muitas vezes irrelevante; 3) ter pouco conteúdo não quer dizer que tenham poucas páginas - quer dizer, sim, que a maioria da revista se resume a anúncios publicitários; 4) não cai no meu leque de interesses saber qual a cor da moda, o novo rímel da marca X ou ver sessões fotográficas com roupas que eu não tenho dinheiro para comprar. Mas, dado que a revista era dela, decidi experimentar - e a verdade é que saí surpreendida pela positiva.

A revista é trimestral e só por isso é que lhe “perdoo” o preço: quase cinco euros. Mas diria que esta é das poucas desvantagens. Acima de tudo, aquilo que tenho de realçar é que quase todas as páginas são de conteúdo e não de publicidade - e só isso é um fator altamente diferenciador para todas as revistas do mercado. Depois, gostei da proximidade com que ela escreve, dirigindo-se diretamente ao leitor, de forma descontraída e despreocupada, tal como faz nos vídeos. A seleção de conteúdo também é interessante - não tem aqueles testes tipo “saiba se o seu namorado a está a trair com a sua melhor amiga” ou páginas de teor sexual tipo “os casais contam-nos as suas experiências em casas de swing”, porque felizmente também não é esse o target da publicação - e inclui entrevistas, tutoriais e pequenos destaques tipo produtos a comprar, livros ou filmes para ver. Há ainda mais dois pormenores, para mim, interessantes: naquelas seleções tipo “o amarelo é que está a dar”, onde se apresentam não sei quantos artigos daquele estilo, a maioria deles é de lojas comuns e a preços acessíveis, o que me parece importante; sinto que a revista vive muito de pessoas, de fotos bonitas (e realistas, não tanto daquelas sessões conceptuais) e de histórias de pessoas que, na perspetiva da Mafalda, valem a pena conhecer.

Acima de tudo, aquilo que mais gosto aqui é a ideia de que os sonhos e os projetos em grande podem ser uma realidade. Mais do que gostar da revista em si, gosto da força de vontade da Mafalda, que espero que inspire os mais novos a trabalhar e a lutar por aquilo que realmente gostam – em vez de acharem que se ganha dinheiro a atirar canetas de varandas ou a comprar cobras gigantes para ter em casa. A, mim, pelo menos, inspira-me muito - ao ponto de ter ficado um bocadinho “invejosa” por este seu feito. Um dia espero poder fazer um igual - não em forma de revista mas, esperemos, em forma de livro.

 

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28
Dez16

Mãe, estou na revista!

Carolina

Estou de volta, depois do furacão natalício e sua consequente ressaca, que me fez dormir durante uma tarde inteira como já não dormia desde o meu primeiro ano de faculdade, quando parecia ter sido ferrada pela mosca tse-tse. Espero que esse Natal tenha sido bom, que o Pai Natal tenha sido generoso e que as férias (se for o vosso caso) vos estejam a saber pela vida, porque por aqui trabalha-se e eu já tenho uma série de posts programados para sair. Preparem-se para uma avalanche de balanços, reflexões e coisas que tais sobre 2016, porque o meu cérebro já não aguenta conter isto por muito mais tempo.

Mas adiante. Para já, quero contar-vos uma novidade boa! Há uns meses recebi um convite da revista "I Like This" para escrever um artigo de opinião sobre a Finlândia, o país que ia ser alvo da 15ª edição desta revista trimestral. Admito que não a conhecia, mas fui pesquisar e aceitei prontamente o convite - porque se gosto de escrever só por si, escrever sobre viagens é um autêntico bónus. Avisei à partida que não tinha estado muito tempo na Finlândia e que queria ser o mais sincera possível em tudo o que dissesse, porque sempre admiti que este não foi um país que me tenha deixado de queixo caído. Correu tudo bem e tudo o que lá está é a perceção real e verdadeira que tive naquelas poucas horas em solo finlandês.

Escrevi e enviei o artigo e as fotos - e agora voilà, já estão espalhados pelas bancas de todo o país. Não escondo que estou super feliz - o artigo é pequenino, mas é aquilo que há vários anos desejo fazer: escrever para contar e partilhar experiências com os outros. Ver algo meu numa revista tão bonita (que é mesmo, tem capas fantásticas e um design muito apelativo e fácil de ler) aquece-me o coração e faz-me ver que é por aqui o caminho.

Eu já comprei a revista - vou guarda-la com todo o carinho e amor na minha caixa de recordações - e vocês podem fazer o mesmo se tiverem curiosidade sobre a Finlândia. Caso contrário (ou caso simplesmente queiram ler o que lá escrevi) podem clicar aqui.

 

Obrigada à I Like This pelo convite!

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30
Mar14

A "Tentações" é a minha tentação

Carolina

Tenho um ritual todos os fins de semana que gosto de cumprir religiosamente: comprar a revista "Sábado", sacar-lhe o suplemento "Tentações" e lê-lo de uma assentada, de uma ponta à outra. Adoro, adoro, adoro. 

A verdade é que muito raramente leio a revista em si: deixo-a na sala, para quem a quiser ler (e, felizmente, de tanta gente que passa nesta casa, ela é sempre lida e relida), porque o que me interessa é mesmo o suplemento. Adoro ler as críticas aos restaurantes, aos filmes, o provedor do leitor, os artigos especiais, as sugestões de lojas diferentes... enfim! Gosto mesmo muito. Tanto que as sugestões e páginas que mais gosto, vou arrancando e arquivando, para uso futuro - assim, se um dia quiser experimentar um restaurante novo ou oferecer uma prenda mais original, já sei onde recorrer.

Esta semana a revista é dedicada aos melhores sushis de Lisboa e do Porto, o que torna a "Tentações" ainda mais tentadora. Isto vai de bom a melhor.

22
Fev14

Miúda de 95 8#

Carolina

Lembro-me bem do dia em que foram à minha escola primária dar a conhecer a revista "Nosso amiguinho". Entusiasmei-me, assinei, e posso dizer que desfrutei bem dos seus conteúdos durante uns bons anos. Acho que ainda as tenho lá em cima, guardadinhas, na esperança de que um dos meus sobrinhos um dia goste de as folhear. Acho-as - ainda hoje - extremamente educativas e giras. Ensinam receitas fáceis de fazer em casa, trazem anedotas, fábulas cheias de morais (que eu a-do-ra-va), partes da bíblia (que eu não gostava assim tanto), jogos, cartas de meninos, informações sobre os mais variados animais... enfim, muita coisa. Acho que não me lembro de ninguém que também assinasse a revista, pelo que não sei até que ponto esta revistinha será conhecida. Mas era algo que eu adorava ler (e receber no correio, que eu sempre adorei receber cartas), e que sentia que de alguma forma me cultivava - e eu sempre gostei de sentir que aprendia, sempre fui autodidacta quanto baste. Há por cá leitores desta pequena maravilha (que, pelos vistos e felizmente!, ainda existe)?

 

05
Ago12

Isto é tudo muito relativo

Carolina

Num artigo sobre uma nebulosa, da última Quero Saber:

"(...) a nebulosa Carina situa-se perto da Terra, a apenas 7.500 anos-luz."

"(...) espera-se que se transforme em supernova num curto período astronómico. Na verdade, alguns astrónomos crêem que poderá explodir no próximo milénio."

 

Para mim, a distância daqui ao Algarve já é enorme e um século já é um período de tempo interminável. Não há nada como relativizar as coisas...

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