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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

17
Mai17

Review da semana #20

Carolina

The Crown

 

Sou uma hiper entusiasta de todas as famílias reais, mas a inglesa tem, sem dúvida alguma, um lugar especial no meu coração. Adoro a rainha (tenho três mini-estátuas dela...), adoro a Kate, o William, o Harry e as pequenas crianças, claro está. Acompanho com alguma atenção os eventos onde eles aparecem, gosto de ver o protocolo, as vestimentas, os casamentos e essas coisas todas - e por isso era óbvio que ia adorar a série "The Crown", produzida pelo Netflix.

Dizer que é uma série magnifica é dizer pouco. Tudo nela é bom: os atores, os cenários, a banda sonora, a realização... já para não mencionar a fotografia, que é para lá de incrível. Mas, acima de tudo, pela riqueza de detalhes (tanto históricos como visuais). Todos nós podemos ter acesso à história, como é que as coisas se passam, mas isso não tira qualquer magia à série, uma vez que ela está tão bem feita que nos faz sentir tudo aquilo que se vivia à época.

A série tem dez episódios de uma hora e começa no fim do reinado de George VI, passando pela sua morte e consequente início do reinado de Isabel II. Isto envolve, claro está, o casamento de Isabel II com o Duque de Edimburgo, os arrufos com Winston Churchill e os problemas com a Princesa Margaret. No início de cada episódio aparecem alguns flashbacks que, muitas vezes, ajudam a contextualizar o resto do episódio - aparecem as duas princesas ainda pequenas, o não coroado rei Edward VIII (que também entra ativamente na série, sempre em alturas de confronto) entre outros momentos. Para quem não estiver minimamente contextualizado com a história da monarquia inglesa, para além da série ser potencialmente desinteressante, pode ser até um pouco difícil de entender - mas, para os restantes, é um autêntico regalo para os olhos e para a nossa cultura geral. Saber de política mundial (desta época) também pode ajudar a compreender alguns momentos.

Mas o maior elogio que eu posso fazer a esta série é o facto de ela me ter posto a pensar sobre a vida dos reis. Algo que me faça pensar a fundo sobre um assunto merece sempre a minha vénia e, neste caso, fez-me debruçar sobre algo que eu adoro há anos e sobre o qual - agora vejo - não tinha pensado devidamente. Eu, como a grande maioria das pessoas, olha por exemplo para a vida de Kate Middleton como um conto de princesas que se tornou real - nasceu plebeia, conheceu e apaixonou-se por um príncipe, casou-se numa igreja majestosa com um vestido incrivelmente lindo na presença das altas patentes do estado (incluindo a Rainha) e, se tudo correr bem, um dia terá a coroa em cima da cabeça. Parece magnífico, não é? Eu também achava, até ver esta série e perceber que tudo isso deve ser super chato.

Acima de tudo, entendi, primeiro, o quão "ridículo é ser" rainha. Não é fácil explicar isto, mas a série expoe-no demasiado bem: ter empregados para tudo, ter que ostentar uma coroa em cima da cabeça (pensem bem no assunto e imaginem-se a andar com uma coisa pesadíssima na cabeça - e pensar que isso vos dá quase todos os poderes). Em segundo, o quão difícil é executar esse papel - como deve ser difícil ser Papa, por exemplo: é uma responsabilidade demasiado grande, há demasiados deveres quando, na verdade, é só uma pessoa normal que o está executar. Estas pessoas têm de deixar de ser elas próprias para passarem a ser aquele papel; têm de se pôr em segundo lugar (ou muitos mais lugares abaixo), assim como a sua família, para não derrubar nenhum valor das instituições que governam - e na série vê-se muito bem que, por vezes, os valores colidem e há decisões que têm de ser tomadas, por muito que doa a todos os envolvidos.

É difícil explicar algo quando está tão bem feito e demonstra coisas que, de outra forma, é difícil entender. Aqui, pomo-nos nos pés de um rei ou de uma rainha. Percebemos que não é um mar de rosas, que o quem reina passa a ser Rei e deixa praticamente de ser "a Isabel" ou "o Duarte". E as dificuldades que isso traz, tanto a nível pessoal como na relação com os outros - nomeadamente a nossa família. 

A única coisa em que, nesta série, tenho algumas dificuldades é em fazer a ponte da ficção para a realidade - não a nível dos acontecimentos históricos, mas em imaginar (por exemplo) que a Rainha Isabel foi mesmo assim. Acho que nestes episódios, para além de mais bonita, a Rainha é representada de uma forma muito mais simpática e empática do que é na realidade; é lógico que eu nunca a conheci e não era viva nos anos seguintes a ela ser coroada mas, pelo que vejo agora, ela tem um semblante (ainda que ligeiramente simpático) austero e custa-me imagina-la tão querida como ela às vezes é aqui repretratada. Mas enfim, se calhar fiz uma leitura errada da senhora - ou então foram os anos que a tornaram mais amarga o que, tendo em conta tudo aquilo que passou, também não deixa de ser legítimo.

Não posso dizer mais nada. É um must see. Pelo que li, a série foi das mais caras de sempre e terá (felizmente!) uma segunda temporada, que vai dar mais enfoque no Philip do que propriamente na Rainha (o que é uma pena, mas não duvido que será igualmente interessante). Não percam!

 

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10
Mai17

Review da semana #20

Carolina

O partidor de ovos ou CoisasSupostamenteInúteisQueComproNoEbay, parte 2#

 

Há uns meses tive uma insónia e, já em desespero de causa, liguei a televisão em busca de algum consolo e companhia, uma vez que o sono não estava para chegar. Calhou nas televendas. Entre fazer zapping e não fazer, vi um anúncio de uma ferramenta “partidora de ovos” e delirei com aquilo. Custava uma pequena fortuna para aquilo que fazia (podemos partir os ovos à mão e sem custos, não é verdade?) mas eu achei a ideia hilariante.

Passado uns tempos, nas minhas pesquisas por gadgets-giros-e-potencialmente-não-funcionais no ebay, lembrei-me de pesquisar pelo partidor de ovos e, como é lógico, encontrei (há alguma coisa que não exista no ebay?). Estava a um preço muito mais simpático do que nas televendas e, numa de gozo, mandei vir.

Quando chegou já nem me lembrava do que aquilo era e fiquei um bocadinho a olhar para aquele objeto estranho como um boi olha para um palácio. Quando percebi, fui a correr ter com a minha mãe – outra experiente em gadgets-de-cozinha-giros-que-servem-para-pouco – para lhe perguntar se adivinhava o que era aquilo. Não chegou lá. Ri-me que nem bandeiras despregadas enquanto lhe explicava e ela resmungava que a dita ferramenta não servia para nada.

Mas bom, eu estava era em pulgas para a pôr em prática. Ansiava pela minha próxima tarte ou bolo para levar a uma festa de família só para ter de partir ovos. Estava híper curiosa para saber se aquilo ia funcionar – e, pelo aspeto, achei mesmo que ia ser um flop. Por isso filmei a minha primeira reacção, quando estreei o partidor de ovos.

 

 

Funcionou! E funcionou tão bem que não consegui não rir – muito! – com o sucedido. No vídeo não se vê porque a peça não estava encaixada, mas pode acrescentar-se uma pecinha por debaixo do sítio onde o ovo é aberto de forma a separar a gema da clara – o que torna isto ainda mais completo e “sério” (se é que isso é sequer possível).

Já testei mais vezes e foi muito raro o ovo em que isto correu mal. É óbvio que não é uma ferramenta essencial em todas as cozinhas, as nossas mãos fazem perfeitamente este trabalho… mas tem piada. E as gargalhadas que dei enquanto abri estes ovos, já valeu os três euros que dei por isto.

Podem comprar aqui.

19
Abr17

Review da semana #19

Carolina

Suporte para telemóvel ou #CoisasSupostamenteInúteisQueComproNoEbay, parte 1

 

Há uns meses decidi encomendar um suporte para telemóvel, daqueles para pôr em cima da secretária. Há quem tenha a mania de andar a circular por aquele corredor terrível do Lidl à procura de coisas um tanto ao quanto inúteis para comprar (sim, mãe, estou a olhar para ti - e sim, também sei que estou a ser injusta, porque até há lá coisas fixes e tu até nem tens comprado muita coisa, mas isso fica para as nossas discussões domésticas); eu tenho a mania de andar a percorrer o ebay à procura de coisas giras, baratas e com utilidades duvidosas. Mas depois surpreendo-me e essa é a melhor parte de todas (e, já agora, o facto de receber coisas pelo correio - adoro receber encomendas!).

No meio das minhas expedições "ebayianas" devo ter dado de caras com este suporte para telemóvel e encomendei um para mim, para ter no escritório. E a verdade é que fiquei fã! Quando estou a trabalhar tenho sempre vários jornais abertos à minha volta, mais o bloco de notas, mais a agenda, mais o estojo e as canetas, a par do copo de café e a carteira e... enfim. Resumo: o telemóvel ficava sempre perdido naquele caos todo e sempre que precisava dele quase que tinha de pedir para me ligar.

Agora não. Fica ali em pé, mesmo ao meu ladinho. Para além de agora ter um sítio fixo para o pôr e de já não ter de fazer autênticas expedições na minha própria secretária, vejo com muito mais facilidade todas as notificações que me caem no telemóvel (que, como pessoa pouco popular que sou, se resumem praticamente a coisas o género "Cebolas já estão prontas para ser colhidas", do Star Chef - sim, porque eu continuo a jogar!).

A verdade é que passado pouco tempo encomendei um para o meu chefe e vi-me obrigada a mandar vir mais um para mim, para ter em casa. Dei por mim a trabalhar no meu quarto e a sentir falta de ter um sítio fixo para o telemóvel, mesmo ali à mão de semear. Virei fã. 

Podem mandar vir do ebay aqui. Chega relativamente rápido, vem super bem acondicionado e, no meu caso, tornou-se o meu melhor amigo contra expedições-demoradas-e-inúteis-numa-secretária-inundada-de-papéis.

 

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22
Mar17

Review da semana #18

Carolina

Produtos de beleza da Body Shop

 

Andava em pulgas para contar esta história, porque é raro ficar tão encantada com alguma coisa como fiquei com estes produtos.

Aqui há dias saí do trabalho tardíssimo e tinha um jantar de aniversário ainda mais tarde - e faltava-me comprar a prenda! Já contava sair tarde por isso levei uma camisola para trocar e, já que o trânsito estava caótico, aproveitei para ir comprar o presente a um shopping que tenho perto do escritório. Andei para trás e para a frente, não sabia o que comprar, e acabei por entrar na Body Shop, já em desespero de causa - a minha máxima é "se não sabes o que oferecer a uma mulher, compra produtos de cosmética - usam-se sempre!". É só essa a razão que, até aqui, me levou a entrar nesta loja - tem uns pacotinhos muitos giros e em conta para esta espécie de presentes relâmpago e a qualidade sempre me pareceu boa.

Lá entrei, escolhi o que queria e ainda aproveitei para comprar umas coisas para mim. Mas, na verdade, tinha outro plano paralelo em mente: depois de um dia inteiro concentrada a olhar para o computador, eu parecia um morcego, de tão horrível e cansada. E, apesar de ter pensado em trazer uma muda de roupa, nunca me passou pela cabeça trazer maquilhagem atrás - até porque nunca a uso! Mas, apesar de tudo, ia para um jantar e não queria ir estilo morta-viva, pelo que pensei "vou-me pôr aqui a experimentar estes produtos, fingir-me muito interessada, e nos entretantos já tenho alguma base na cara para disfarçar o meu estado de zombie".

Pois que esta história me saiu melhor que a encomenda. A loja - tal como o shopping, diga-se de passagem - estava vazia e eu, que tinha tempo para queimar até ao jantar, acabei por me deixar levar pela funcionária que lá estava. Já aqui tinha dito que, apesar de não usar muita maquilhagem, gostava de não ser tão ignorante como sou neste âmbito - mas a verdade é que quando entro, por exemplo, numa Sephora, fico ofuscada com os milhares de produtos expostos e com aquelas empregadas que parecem estar sempre demasiado ocupadas a cochichar. Para além disso, as coisas são todas demasiado caras para se arriscar e todas dizem fazer milagres - e se todas dizem, é porque quase todas mentem, porque já se sabe que milagres há poucos neste mundo.

Mas voltando à Body Shop: eu nem sequer sabia que eles tinham uma linha de maquilhagem. A senhora perguntou-me se eu conhecia, eu respondi a verdade e ainda acrescentei que era uma leiga naquele tópico. Havia uma promoção de 40% no segundo produto de maquilhagem, eu tinha tempo e queria mesmo muito tapar as minhas olheiras e fiquei lá uma hora, com a senhora a fazer-me testes na cara e a experimentar este e outro produto. Na verdade, foi uma hora bem passada, relaxada e esclarecedora: fiquei a saber que a minha pele, afinal, não é oleosa - até é muito normal, mesmo na zona pior - e fiquei a conhecer uma gama de produtos que me rendeu totalmente. Saí de lá com uma saca cheia. E, o melhor, é que os produtos - em comparação com os que vejo nas outras lojas de cosméticos - não são nada caros, e pelo que me apercebi muitos deles são vegan e amigos do ambiente.

Apesar de ter trazido várias coisas e de ter aproveitado a promoção em todo o seu esplendor, destaco três dos produtos que trouxe para casa e com os quais estou absolutamente rendida. A minha mãe, tias, irmã, cunhada e primas são testemunhas em como ando a vender isto a toda a gente. Ora vamos lá:

 

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Este é o creme de dia, que dá para todos os tipos de pele. Eu só punha creme à noite e nunca de manhã e a senhora aconselhou-me vivamente a que mudasse este hábito. Para mim, é essencial que os cremes sequem rápido: não aguento coisas gordurosas na pele. Este creme é super fresco, dá uma sensação de revitalização imediata e tem uma textura espetacular, estilo gel. E seca num ápice! Adoro. Fujo de cremes como o diabo foge da cruz e agora não saio de casa sem pôr isto na cara. E como ele deixa a pele macia?

 

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Este é um creme tipo esfoliante. Nos últimos tempos, graças a uma desregulação hormonal, apareceram-me imensas borbulhinhas pequeninas - e se há coisa que prezo é uma pele minimamente limpa. Este esfoliante não tem grãos, como é costume, mas parece magia: mal o colocam na pele e o esfregam, em movimentos circulares, começa logo a sair a pele morta. No fim já só sobram bolinhas de pele que só estava cá a perturbar. É espetacular, porque notam resultados imediatos e eu fiquei logo rendida.

 

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E, last but not the least, esta base. Experimentei um BBCream e esta base, e esta ganhou de longe: não é gordurosa, seca relativamente rápido, tem uma óptima cobertura e, mais uma vez, é super fresca e deixa a pele hiper macia. Lá está: não sou nenhuma especialista, não tenho grandes referências, mas gostei mesmo muito. Detesto peles onde se notam os quilos de base e coisas pouco naturais; esta deixa a pele uniforme e, quando bem espalhada (comprei um pincel também), mal se nota. Era tudo o que queria.

 

No meio dos outros produtos que trouxe, talvez alguns também merecessem destaque: mas fica para outro post, para não vos maçar mais.

 

Nota: não tenho qualquer relação com a Body Shop e fiquei sinceramente surpreendida com a qualidade dos seus produtos, e ainda para mais com a relação qualidade/preço. Foi tudo aconselhado pela funcionária da loja e pago esta que vos escreve. 

01
Mar17

Review da semana 17#

Carolina

Here WeGo

 

Quando estive em Madrid, na altura de jantar, o pessoal que estava comigo decidiu o restaurante onde íamos e ligou o que me pareceu o GPS do telemóvel para saber o caminho certo, desde o hotel ao restaurante. Pelo caminho trocavam bitaites, porque o telemóvel de uns dizia para ir por um lado, o de outros dizia para ir por outro. E só pelo andar da conversa é que percebi que aquilo que eles estavam a utilizar não era o GPS mas sim várias aplicações que utilizavam o GPS, mas não gastavam internet (como eu, mente brilhante, fazia até então).

Perguntei a um deles como se chamava a aplicação: é a Here WeGo. O que aquilo faz é descarregar os mapas do sítio onde o utilizador está (em viagem pode descarregar-se com o wi-fi do hotel, por exempo) e depois pode-se utilizar aquilo em offline, sendo que o telemóvel só necessita da vossa posição geográfica para vos dar direções (utilizando o GPS e não a internet, algo necessário quando se utiliza, por exemplo, o Google Maps).

Quando fui para Munique e andei sozinha, foi o que me safou. Pus um "pin" em cima do meu hotel e depois, sempre que estava noutro qualquer ponto da cidade e queria voltar a pé, era só pedir o caminho de volta. Aquilo, à partida, não é a coisa mais intuitiva do mundo - funciona com "vire a norte" e "vire a oeste" (o que para pessoas normais e meias desgovernadas, pode ser um pouco confuso), mas depois de se perceber a lógica é sempre a virar frangos. Para mim foi particularmente útil porque, a certa altura, já não tinha sequer net para gastar, esqueci-me do papel com as informações do hotel e estava desesperada por voltar (para ir buscar o dinheiro e o passaporte que tinha deixado no cofre), por isso só tenho a agradecer ao meu sentido de orientação e ao Here WeGo por ter chegado a todos os sítios, sã e salva e sem qualquer registo de perdas pelo caminho.

A aplicação é gratuita e está disponível em iOS e Android.

01
Fev17

Review da semana 16#

Carolina

Champô seco da Klorane

 

Já tinha visto num vídeos da Maria Vaidosa o châmpo seco da Klorane. Já foi há muito tempo - não sei precisar quando nem em que vídeo - mas confesso que fiquei com aquilo na cabeça mas nunca calhou de comprar. Na verdade, na altura em que soube disto, também não precisava.

O meu cabelo já teve várias fases - há uns anos tinha uma zona mais gordurosa, que me obrigava a usar um champô específico e a lavar o cabelo todos os dias. Simplesmente não conseguia não o lavar, sentia-o sempre sujo - mesmo que não estivesse - e durante anos a fio lavava sempre o cabelo de cada vez que tomava banho. Durante todo esse tempo tive pessoas a chatearem-me o juízo porque lavar o cabelo diariamente fazia mal, independentemente de todas as razões que eu alegava (e que faziam sentido).

Entretanto, há um par de anos, notei que mesmo sem o tal champô o meu cabelo estava normal e decidi tentar não o lavar diariamente, apenas dia-sim, dia-não. Custou-me imenso, passava muito tempo com o cabelo preso porque achava sempre que ele estava todo colado, feio ou gorduroso (enfim, cenas de mulheres), mas acabei por me habituar e conseguir impor uma nova rotina. 

Até que há uns meses o meu sistema hormonal desregulou todo e o cabelo voltou a ficar um desastre - não com a "mancha" que tinha há uns anos, mas mal de uma forma geral. Passado um dia sentia que tinha de o lavar - e ainda o faço muitas vezes, porque não me sinto confortável em sair de casa assim. Mas quando me dá a preguiça ou não me sinto assim tão mal, ponho este champô seco. Lembrei-me dele numa ida à farmácia, em que ele estava num expositor - e com uma promoção no compra da segunda unidade - e decidi experimentar.

Posso estar a dizer uma grande asneirada, mas a sensação que tenho é que isto é uma espécie de pó-de-talco para o cabelo, que absorve a gordura e dá ao cabelo um melhor aspeto e volume. Apercebi-me disso na primeira vez que o coloquei: como não tenho jeito nenhum para estas coisas, aproximei o spray demasiado à raiz e apercebi-me de como vou ficar daqui a uns anos, com o couro-cabeludo todo branco. Até teve graça, parecia uma velhinha (depois, quando escovei, desapareceu). 

Mas bom, de uma forma geral até gostei muito do resultado. A verdade é que muita desta sensação de ter o cabelo sujo é psicológica: eu sei que não se nota nada, mas é uma sensação esquisita que tenho e que, para todos os efeitos, é aliviada quando ponho o spray. Para além disso é um produto de colocação fácil e rápida, espetacular nos bad-hair-days de uma forma geral, por isso acho que a compra já valeu a pena.

 

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25
Jan17

Review da semana 15#

Carolina

O pequeno-almoço no McDonalds

 

Há uma semana, quando fui a Lisboa, levantei-me com as galinhas, engoli qualquer coisa e fui para o aeroporto. Entre segurança, dar uma volta na Parfois e entrar no avião foi uma rapidinha e mal me sentei no meu lugar aterrei. Juro que nunca me tinha acontecido tal coisa, mas aquele sol matinal a bater-me na cara fez com que adormecesse profundamente e só acordasse quando aterramos, um bocado carrancuda por a viagem ter sido tão curta (também nunca me tinha acontecido querer que a viagem fosse mais longa).
Chegamos mais cedo que o previsto e, depois daquele sono de beleza, apeteceu-me um segundo pequeno-almoço. Em vez de me pôr a andar do aeroporto, como fazem as pessoas normais, decidi ir ao McDonalds experimentar o menu de pequeno-almoço, algo que já queria fazer há muito tempo. Pedi panquecas e um café com leite; achei que me iam perguntar que molhos (ou doces) queria com as ditas mas não me deram opção e foi surpresa até as abrir.
Vamos então ao veredito: as panquecas eram enormes, três, e não consegui comê-las todas; o molho era uma espécie de maple syrup - porque já que é para comer o pequeno almoço no mac, tal e qual os americanos, ao menos que o façamos da forma devida. Devo confessar que, quando abri a caixa, fiquei um pouco de pé atrás: cheirava-me demasiado a baunilha, coisa que não gosto, e pareciam-me plásticas. Depois acabei por ficar surpreendida: a textura era boa e não eram muito abaunilhadas, apenas desenxabidas, o que faz sentido se o objetivo for colocar qualquer coisa por cima (eu em casa, como não costumo pôr nada a acompanhar - devoro-as tão e simplesmente - acabo por as adoçar para lhes dar um travo melhor). O maple syrup não é das minhas coisas favoritas mas, naquele contexto, resulta bem - embora ache que devessem ter outras opções, como compotas, chocolate e etc.
Não esquecer, no entanto, o café com leite, que é uma ciência por muitos desconhecida! Também ia a medo, uma vez que há muitos cafés que me fazem mal e eu já me imaginava aos tremeliques durante todo o dia, mas correu tudo bem e a meia de leite estava no ponto: sabia-me àquele café de hotel, de saco, que eu também gosto muito.
Por isso, e de uma forma geral, o pequeno almoço do McDonalds está aprovado. Agora o problema é mesmo escolher entre as panquecas e o Big Mac.

18
Jan17

Review da semana 14#

Carolina

Cabify

 

Este domingo fui a Lisboa. Ia e vinha no mesmo dia, que agora os dias e as horas são contados - cenas de "gente crescida" -, por isso optei por ir de avião. A verdade é que a viagem me ficou ao mesmo preço do comboio e acaba por ser muito mais rápida, mesmo tendo em conta todos os entretantos dos aeroportos. Já levava o meu trabalho de casa feito, por onde queria ir e passar - precisava de ir do aeroporto para o Cais do Sodré, daí para os Pastéis de Belém, com passagem pelo novo MAAT, depois almoço no LX Factory e de seguida para a zona de Carnide.

Do aeroporto para o Cais do Sodré fui de metro, mas depois como queria seguir pela marginal e não há linha por aqueles lados, optei por me estrear na Cabify. Já me tinha precavido no dia anterior, instalando a aplicação. Enquanto estive no aeroporto fiz o registo - super rápido, diga-se de passagem - e depois foi só chamar o carro. Achei o processo super intuitivo - aliás, até o acho fácil demais: uma pessoa engana-se facilmente num botão e, sem se aperceber, já vem um carro a caminho. Eu não me preocupei com custos e distâncias, mas a esse nível não me pareceu tão fácil a navegação na app - ainda assim, como disse, isso esteve longe de ser um entrave.

No total fiz 3 viagens, com 3 condutores diferentes. Foram todos impecáveis, os carros tratados como novos, sempre com águas à disposição. O primeiro que apanhei também era do Porto, por isso tivemos a trocar uns bitaites - ofereceu-nos rebuçados e foi super simpático. Os outros dois, ainda que mais calados, também foram sempre de uma delicadeza incrível - perguntaram se a música estava do nosso gosto e um deles carregou-me o telemóvel, porque estava a ficar sem bateria.

No fundo, se tivesse que pontuar esta review, era de 100%. Foi perfeito, não houve absolutamente nada que não gostasse na Cabify - não tenho termo de comparação direta porque nunca andei de Uber e optei por me estrear nestas andanças com a Cabify - por qualquer razão, atraiu-me mais. Não achei nenhuma das viagens absurdamente caras - e uma delas demorou meia hora. De qualquer das formas, mesmo que fossem mais caras do que os táxis, valia a pena: ter um carro limpo, bem-cheiroso, música para além da Rádio Festival, águas ao dispor e, acima de tudo, simpatia e respeito no trato para com os clientes compensa largamente.

Fica a certeza de que voltarei a usufruir destes serviços e de que dificilmente me apanharão num táxi nos próximos anos.

21
Dez16

Review da semana 13#

Carolina

O chá da Twinnings

 

Há uns dias a minha mãe foi a Inglaterra buscar o meu sobrinho e, apesar de ter sido uma visita curta, ainda deu tempo para me trazer um miminho. Aliás, vários. E podem não acreditar nisto, mas o melhor de todos foi uma caixa de chá da Twinings, que é só o melhor chá deste universo e do outro.
A primeira vez que o provei foi precisamente quando fui a Bristol pela primeira vez, quando esse meu sobrinho nasceu. Estava a tomar o pequeno almoço no hotel quando tive a brilhante ideia de fazer chá; arranquei da caixinha o que tinha sabor a menta e, a partir desse momento, percebi que todos os outros chás eram uma brincadeirinha. Não há nada comparado com aquilo, não há chá de menta igual aquele - o fresco da menta combinado com o quente do chá... aquela sensação refrescante pela garganta abaixo enquanto ao mesmo tempo aquecemos o corpo e a alma... não há nada igual. Na altura peguei nos outros dois pacotinhos de chá e, sorrateiramente, meti-os na carteira, para poder beber aquilo em Portugal e procurar pontos de venda.
Desde aí que, quando bebo chá, é da Twinnings - e sempre de menta, que eu sou fiel aquilo que realmente gosto. Até há uns tempos comprava sempre no Continente (nos grandes, nunca encontrei nos mais pequenos), mas agora não o encontro em lado nenhum - há todos os outros sabores menos o de menta, uma tragédia.
Andava aqui de coração partido, a beber chá da Lipton (que é como passar de cavalo para burro), até que a minha mãe voltou de Inglaterra com uma caixa milagrosa com 15 saquinhos daquele chá mágico. Quase verti uma lágrima de alegria. Apressei-me a abrir o saco e a enfiar lá o nariz, qual viciada, só para sentir aquele cheirinho a menta pura. É caso para dizer que não há nada como chá inglês. (E hoje começa o Inverno - é sempre uma boa desculpa para fazer litros de chá e aquecer a alma!)

 

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23
Nov16

Review da semana 12#

Carolina

Nail Corrector Pen

 

Eu sou tão boa a pintar as unhas como a programar em javascript. Eu sei que nunca que viram a programar em javascript (agradeçam aos deuses!), mas eu dou-vos uma ideia: sou péssima. Por isso já estão a perceber o meu nível de perícia no que diz respeito à manicura.

Embora tente ir arranjar as mãos uma vez a cada dois meses (ou coisa assim parecida) para tirar peles e essas coisas todas, todas as outras vezes sou eu que pinto as unhas em casa. Podia não pintar, é um facto, mas a probabilidade de roer as ditas quando estão "limpas" é muito maior e este é um hábito que eu tenho feito um esforço enorme para deixar. Posto isto, e embora o meu jeito seja quase nulo, ponho em prática todos os meus dotes artísticos e muito amor de cada vez que saco dos vernizes.

É claro que, apesar dos meus esforços heroicos, fico sempre com cerca de meio centímetro pintado à volta de cada unha. No fundo, pinto quase tanto da unha como do dedo, mas vamos fingir que é tudo uma ilusão de óptica. Por isso, para dar os retoques "finais", encontrei a ferramenta ideal. No início molho um cotonete na acetona para tirar o excesso (pouquito, como imaginam) mas depois, nas zonas mais próximas da unha, utilizo o Nail Corrector Pen da Kiko. No fundo, tal como o nome diz, não passa de uma "caneta" de filtro, que lá dentro tem um removedor de verniz. Para além da ponta que já vem enfiada, a caneta tem mais três de substituição - é claro que, nas minhas mãos, para isto durar devia trazer pelo menos meia dúzia, mas tenho de me ajeitar com as quatro. Eu pinto tão mal as unhas que, logo na primeira utilização, sujo aquilo tudo e a ponta já fica quase imprópria para consumo, mas deixando secar, ainda dá para umas utilizações valentes. Acho que, para pessoas "normais", uma só caneta já deve dar para uns bons tempos.

E pronto, é este o meu "segredo" para unhas minimamente arranjadas e apresentáveis. É claro que não há milagres, nunca ficam perfeitas, mas pelo menos dá-se o jeitinho. A caneta custa 5,90 euros e está à venda nas lojas Kiko.

 

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  88. S
  89. O
  90. N
  91. D

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