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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

11
Abr16

Quando a publicidade é mais que os conteúdos

Carolina

Eu adoro conduzir, mas uma das melhores partes de andar de carro é mesmo ouvir rádio. E vocês dizem: "mas se gostas assim tanto de ouvir rádio, porquê que também não ouves noutros sítios?". Porque na maioria dos sítios não posso cantar em plenos pulmões, não posso chorar de rir ou não posso simplesmente chorar por uma música me lembrar um momento especial qualquer. Já para não mencionar a acústica que tenho no Smart, que é só a melhor coisinha do mundo - enquanto conduzo, fico fechada numa pequena bolha de música e parece o resto do mundo fica em silêncio. É maravilhoso. 

Mas enfim, isto para dizer que, apesar de eu adorar ouvir rádio, sinto que a publicidade me arruina cada vez mais o prazer que dali retiro. De manhã e ao fim da tarde são os momentos em que mais ouço rádio; por default o carro está sempre na Comercial, que tem um leque de músicas que me agrada bastante mas últimamente dou por mim a fazer constatemente zapping radiofónico à procura de música. É estranho, tendo em conta que os rótulos da maioria das rádios incluem "música" pelo meio - mas nos dias de hoje, o que menos se ouve é mesmo aquilo que eles tanto apregoa. O que se ouve é publicidade - e então na Comercial a quantidade de anúncios é absolutamente absurda. 

O que continua a safar a Comercial são os locutores, que dão uma boa disposição matinal como nenhuns outros. Mas, ainda assim, pouco os ouvimos - e quando ouvimos, com sorte, também estão a fazer publicidade a uma porcaria qualquer. Por isso, mesmo tendo bons animadores e boa música nas pausas da publicidade, agora passo a maior parte do tempo a fazer zapping entre as rádios do que a ouvir uma estação em específico. Ando entre a MegaHits, que neste momento é a que mais ouço a seguir à Comercial mas que peca pelos locutores fraquinhos; a Cidade que passa alguma música antiga, ao bom estilo dos Morangos com Açúcar e que me faz reviver bons tempos; e a RFM, embora menos, porque entre os radialistas que me enervam até às pontas dos cabelos e as kizombadas que já não se podem ouvir, ainda vai passando alguma música decente.

Não me admirei, por isso, quando há uns dias vi uma notícia que dava conta do equilíbrio das audiências entre a RFM e a Comercial, quando esta última, há dois anos para cá, ganhava com uma margem segura. A Comercial é, na minha opinião, em tudo melhor que a RFM, mas está a perder o equílibrio entre a quantidade conteúdos e a quantidade de publicidade que emite; não sei se é por necessidade ou por pura "gula" monetária, mas tenho para mim que este desiquílibrio lhes pode sair caro. Por um lado lembram-se bem de que têm uma audiência, porque não passariam a quantidade absurda de anúncios que passam se assim não fosse; por outro, parecem esquecer-se que essa mesma audiência procura ser agradada e que o acesso à concorrência é grátis e está à distância de um clique a poucos centrímetros de distância. A mim, perdem-me para todos esses "botões vizinhos" a cada dia que passa.

 

18
Abr15

Um postal do Porto

Carolina

Há muitas coisas na minha faculdade que detesto, há cadeiras que abomino, mas em todas tento dar o meu melhor. Tento ser perfecionista em tudo o que faço, e se não é para fazer bem prefiro nem fazer (embora, no caso de trabalhos, seja sempre melhor entregar alguma coisa do que não entregar nada). Por isso, e embora tenha sido feito em tempo record (gravado em pouco mais de uma hora, editado também em pouco mais do que isso), acho que foi mais uma tarefa que ficou bem gira.

O trabalho era para rádio e o mote era "Um postal do Porto". Conseguem adivinhar onde estive?

 

 

[lembre-se que já fiz outro trabalho com esta temática, que podem ver aqui.]

31
Jul14

Já só se vai ao 'gym', só se usam 'pumps'

Carolina

Apesar de não ser fã de humoristas, e também porque a hora a que andava de carro durante o tempo de faculdade assim o implicava, acabava por ouvir quase sempre a Mixórdia de Temáticas. Não é algo que goste particularmente, todos os dias (aliás, acho um trabalho ingrato tentar ter piada todos os dias, sem folga incluída), mas tenho que confessar que às vezes o Ricardo Araújo Pereira estava inspirado. Uma das minhas preferidas foi a "Body Running Health Pumping", em que o humorista goza com o facto de hoje em dia, nos ginásios, não se fazer ginástica, mas sim tantas outras coisas - e nenhuma delas inclui uma única palavra em português! É tudo body pumps, zumbas, stretching, body jump e coisas do género.

A questão é que não é só nos 'gyms' que isto acontece. Na 'fashion' acontece exactamente o mesmo. Aqui há dias calhou de passar no programa "Passadeira Vermelha", uma coisa intelectualíssima com três convidados a comentar a vida dos famosos e as suas roupas, que passa no canal Sic Caras. Pois que metade das frases que eles diziam incluíam estrangeirismos, talvez para tornar a coisa mais 'cool'. Diziam eles: "sim, mas isto não era para uma passadeira... talvez para tomar um copo num 'rooftop'", "mas acho que uns 'stilettos' ficavam melhor", "aquelas calças 'boyfriend' são muito giras". Oi? E o português, foi erradicado, até na televisão, que atinge o público em massas (e eu não tenho de saber que com 'rooftop' ele quer dizer uma esplanada no cimo de um prédio ou com calças 'boyfriend' umas calças com corte masculino)?

Contra mim falo que, às vezes - e com oportunidade de usar palavras portuguesas - também opto por estrangeirismos: mas não devia. Temos uma língua riquíssima, mas achamos muito mais 'cool' usar as palavras dos outros, como se mostrássemos ser melhores que alguém. O caso do programa acima citado foi berrante (só eu sei o que me ri durante aquela meia hora), mas quase todos nós cometemos o mesmo erro. Somos uns 'stupids', é o que é. 

 

 

16
Dez13

Mudei-me (de rádio)

Carolina

Eu sempre ouvi dizer que "em equipa que ganha não se mexe" e sempre levei isso muito a sério. Bem sei que, às vezes, muda-se para melhor, mas sempre tive um certo medo da mudança e talvez por causa disso nunca fui muito adepta dela (o que, tendo em conta o meu passado próximo, até parece mentira, mas enfim).

Já aqui tinha dito que me estava a fartar da RFM e daquele Nilton, que de dia para dia perdia a piada. Este post é só para comunicar que agora sou uma menina da Comercial, fã do Vasco, do Pedro, do Markl e da Vanda. Mudei-me de malas e bagagens para esta estação, e só clico no número 3 (que é o correspondente à RFM no meu carro) quando estou mesmo em desespero de causa com alguma música que não suporto. Deixei de conseguir ouvir, sequer, a voz do Nilton - acho o resto da equipa das manhãs da RFM bastante fraca, em comparação com os anteriores Zé Coimbra e Carla Rocha. 

Foi uma mudança infeliz. Quiseram competir com a comercial, e trocaram uma dupla vencedora por uma quadra de treta. É a vida: perderam uma ouvinte fiel.

14
Nov13

Estreia na rádio

Carolina

Cá está o resultado das gravações de terça-feira, nas ilhas da rádio da faculdade! Espero que seja o primeiro de muitos.

Para além da gravação, fui eu que fiz a montagem da minha voz com as partes do filme e estou muitíssimo orgulhosa - nunca tinha trabalhado com aquele programa (eu agora ando a estrear-me em todos os programas da Adobe, é uma festa - e uma dor de cabeça) e consegui adaptar-me e fazer aquilo rapidinho. Não é para me gabar, mas acho que ficou muito bem. Fiquei extremamente feliz com o resultado. E por isso - e só por isso! - é que partilho aqui a minha voz um tanto ao quanto horrenda (é um facto - ninguém gosta de ouvir a sua própria voz). A minha parte começa à volta dos 3 minutos até aos 5.30 minutos.

 

GRANDE ECRA: MILIONARIO COM AMOR #4/2013-2014 by Cc Fm on Mixcloud

12
Nov13

Na ilha de rádio

Carolina

Sorte de principiante ou não, a minha primeira vez na ilha de rádio correu lindamente! Nunca tinha estado num daqueles sítios, nunca tinha gravado nada assim um pouco mais profissional, nunca tinha escrito um texto para gravar, nunca trabalhei com programas de edição de voz... nada!

Mas eu entrei, vi, gostei, li e ficou tudo direitinho logo à primeira! Os dois colegas que estavam comigo ficaram surpreendidos por aquela ser a minha primeira experiência na rádio, de tão perfeitinho que saiu logo à primeira! Confesso que olhei bem para os textos que escrevi e que os li em voz alta umas três vezes, para ter a certeza que conseguia ler e entoar tudo da maneira que queria. Ainda alterei algumas coisas quando lá cheguei (nunca fiz nada para rádio, não sei as técnicas, os truques, aquilo que se deve ou não fazer), mas no fim fiquei super contente com o resultado - como é óbvio, não gostei da minha voz, mas confiei nos meus colegas que me disseram que o resultado final ficou muito bem.

Estou satisfeita e entusiasmada! Agora ala para a frente, que a quantidade de coisas que tenho para fazer assusta-me um bocadinho.

05
Mar12

Os humoristas

Carolina

Admito, sou desprovida de humor. Não acho piada à maioria das piadas e sou pouco tolerante a brincadeiras e partidas - e isso detecta-se ao longe, através do meu semblante, a maior parte das vezes, serrado.

Apesar de odiar stand up comedy e programas tipo Gato Fedorento, gosto do sentido crítico dos humoristas e do tom irónico e sarcástico com que fazem as suas piadas. Não gosto de os ouvir falar (com raras excepções), mas gosto de os ler - aqueles que sabem, de facto, escrever. Basta, aliás, olhar ali para o lado direito e ver que estou a ler um livro de crónicas do Bruno Nogueira (que, já para o fim, começa a cansar porque aquilo vira o disco e toca o mesmo).

 

Mas eu venho falar-vos da terrível aquisição da RFM. Tinham eles tudo sobre controle, com o café das manhã a dar sucesso, e não é que chamam o Nilton? O Nilton, meu deus? Sim, ele teve piada na primeira manhã que lá foi. E agora a qualidade tem descido de dia para dia (será que já desceu abaixo de zero?). Entretanto, a comercial provou ser bem mais inteligente e contratou o Ricardo Araújo Pereira - o tal que eu, de vez em quando, gosto de ouvir. E esse sim, escreve bem, e com coisas com alguma piada (até ver). Mas o Nilton, meu deus, o Nilton?

Realmente, isto caminha tudo para o caos. E não há nada que se salve.

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