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[Entre Parêntesis]

Tudo o que não digo em voz alta e mais umas tantas coisas.

20
Jul15

Mudança de quarto & mudança de ares

Carolina

Há uns meses atrás mudei de quarto. A ideia era passar para o "bright side of life" e viver numa área com mais luz, menos sombria e que, mesmo em tempos de estudo, me desse alguma vitimina D. Isso implicou obras, pinturas, instalação de um novo ar condicionado, tornar a pôr as prateleiras, os candeeiros e todas essas chatices típicas de mudanças, mesmo que seja para um quarto poucos metros ao lado do nosso.

Mal as coisas críticas ficaram prontas, mudei-me e dispus as coisas um bocadinho ao calhas. Foi uma altura de muito trabalho na faculdade, com o programa de televisão a aproximar-se perigosamente e eu não tinha tempo a perder com pequenos detalhes. A decoração do quarto foi ficando para depois. E para depois. E para depois. E continua até hoje, uma vez que ainda não está acabado. A parte da parede da cama e a própria cama ainda não estão finalizadas (por isso não fotografei), porque quero alterar alguns pormenores. O objetivo, neste momento, é continuar com o quarto em tons neutros e acrescentar alguns apontamentos de cor - sendo que o amarelo é a cor que quero que predomine nesses pequenos detalhes.

Admito que o facto de querer fotografar tudo isto também deu um empurrãozinho para que terminasse a parte das prateleiras e fizesse algumas mudanças e compras de última hora. A maior alteração foi numa das prateleiras, que virou homenagem a uma parte muito importante da minha vida: os livros! Para dar um brilho especial, também já mora cá o Fernando Pessoa (pintado de azul), uma prenda de anos que me encheu o coração. O "cantinho da minha avô" também mudou de sítio, mas consegui arranjar forma de se manter com destaque no meu quarto.

As velas, as fotos, as frases, as pequenas luzes e os apontamentos de viagem continuam presentes. E, acima de tudo, a luz amarela e acolhedora e todo este envolvimento de coisas minhas que me faz sentir bem, e em casa, mais do que nunca.

 

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28
Mar15

O cantinho da minha avó

Carolina

O quarto para onde me vou mudar (sim, já é oficial!) é ligeiramente mais pequeno e tem mais janela que o meu. A grande verdade é que este meu quarto está atafulhado de coisas (que eu adoro, e acho este espaço o mais acolhedor do universo), mas nem todas vão caber no meu novo "habitat natural".

A semana passada eu e a minha mãe já estivemos a arrastar os móveis de um sítio para o outro para vermos as possibilidades de dispor a mobília. Não chegamos a nenhuma conclusão quanto à posição das tralhas (a não ser da cama), mas uma coisa é certa: há sempre algo que vai ficar de fora. Infelizmente, acho que a decisão vai cair num móvel que eu detestava antes de fazer estas últimas mudanças no meu quarto, mas que agora adoro. Neste momento não tem qualquer função para além da decorativa, mas desenvolvi um carinho especial por aquele cantinho do meu quarto. Principalmente por uma razão: lembra-me a minha avó.

Faz hoje três meses que ela faleceu. Quando mudei a disposição do meu quarto ela ainda cá estava, embora em mau estado. Ainda não sabia o que fazer ou o que pôr em cima daquele móvel e a minha mãe lembrou-se de pousar lá um malote que tinha trazido de casa dos meus avós, muito vintage e que tinha tudo a ver comigo. No meio de toda aquela confusão da altura, eu ainda não o tinha arrumado e, quando o vi lá em cima, achei que não havia sítio mais perfeito para o colocar, a par de umas fotos que aqui tinha pelo quarto e um jarro com orquídeas (que entretanto tenho mudado consoante a época).

Poucos dias depois de ela ter morrido, peguei no álbum "da vida" dela (com fotos desde bebé, passando por jovem, pelo casamento e etc.) e scanei todas as minhas preferidas. Depois guardei algumas numa pen, fui à fnac, mandei imprimir e coloquei a minha foto preferida numa moldura, ao lado do malote e das flores (que ela adorava - falava muito de flores, pedia-as à minha mãe com frequência e decorava sempre o centro da sala com o que tivesse no jardim). Acrescentei duas velas, uma de cada lado, que acendo sempre que a sinto mais perto de mim. 

Agora que estou a dias de me mudar de divisão, sinto-me mal por abandonar o meu cantinho preferido do quarto. A foto, o malote e as outras coisas vão comigo, mas vão perder o "exclusivo", quase como se estivesse a trair a sua memória. As pessoas têm razão quando dizem que só sentimos falta das coisas quando já não as temos: eu sinto falta da presença da minha avó. E é aquela prateleira que, todos os dias, me lembra dela. Por isso mesmo, este já é um cantinho que me ultrapassa; não é só mera decoração. Já não é só meu: eu sinto que também é dela. 

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19
Mar15

Mudar ou não mudar de quarto, eis a questão

Carolina

A minha casa está preparada para albergar a minha família (pelo menos a inicial, porque quando foi pensada ainda não havia apêndices em forma de filhos à mistura). Assim sendo, e como somos quatro irmãos e como já todos saíram de casa com excepção de mim, há quartos de sobra nesta casa.

Por azar, quando nos mudamos para aqui, eu ainda era muito pequena e sem grande hipótese (ou sequer vontade) de escolha. Fiquei com o quarto que me calhou, que viria, obviamente, a ser o mais usado dos quatro quartos destinados aos filhos. Infelizmente habito o quarto mais frio da casa, onde incide menos sol - daí ter sido tantas vezes gozada por ser o "bicho do buraco", a "vampira" que estava no escuro e no frio durante tanto tempo. Durante muitos anos não me importei, porque nem sequer gosto de ambientes muito luminosos. Mas cada vez sinto o meu quarto mais gelado, mais escuro e triste - e não sei se sou eu que agora gosto mais de luz ou se, de facto, devido à vegetação que está em frente à janela, a luz que entra no quarto é cada vez menor. Por outro lado, com invernos (e até verões) tão rigorosos como temos tido, sinto cada vez mais necessidade de aproveitar cada minutinho de sol e bom tempo que S.Pedro nos proporciona.

A questão é que o meu quarto é o sítio onde passo mais tempo nesta casa - não só porque o adoro, mas também porque é o local onde estudo, trabalho e escrevo. Há muita coisa da faculdade que me obriga a estar horas a fio em frente ao PC e, sendo ele fixo, não me dá muito jeito andar a troca-lo de lugar consoante a posição do sol. Sendo assim, a opção mais viável para resolver este problema... É mudar de quarto.

Já há anos que me dizem isto, mas eu sempre finquei pé. Porque o meu quarto será sempre o meu quarto, porque vai ser estranho passar a viver num quarto que não é meu, porque tenho de mudar o ar condicionado, o mobiliário todo, fazer mais dezenas de furos na parede para pendurar os quadros, molduras e estantes que aqui tenho. Enfim, a trabalheira que iria dar! Mas, a cada dia que passa, me rendo mais à evidência de que vou ter de me mudar. Vou ter de preparar um fim-de-semana e chamar o pessoal para me ajudar e fazer isto de uma vez por todas. É desta que me mudo para o "bright side of life"?

25
Jan15

Primeiro fim-de-semana

Carolina

Primeiro fim-de-semana de férias desde que o semestre começou: as aulas acabaram, os trabalhos estão mais que entregues, os exames estão todos feitos e só se esperam os resultados. Primeiro fim-de-semana que não tive de acordar cedo para estudar ou acabar um trabalho; primeiro fim-de-semana que tive tempo para pensar em tudo que se passou neste último mês, em que não me escondi por detrás dos livros e dos resumos para esquecer. Primeiro fim-de-semana que foi de limpezas, mudanças e de ar fresco - tudo um bocadinho do que não tinha há meses!

Com meio mundo doente e com gripes de caixão à cova (eu já tive a minha dose), ontem saí sozinha para sair um bocadinho da rotina casa-faculdade e casa-ginásio, que me estava a desgastar. Também admito: já tinha saudades de estar umas horas só comigo mesma. Fiz uma visita rápida ao IKEA, para comprar umas molduras para algo que tinha em mente (ver em baixo) e depois, como a praia ficava ali ao lado e o pôr-do-sol estava quase a acontecer, despachei-me para o apanhar. Fiquei ali meia hora, a ver o sol descer em direção ao mar.

Hoje foi dia de tirar TUDO o que tinha em cima da secretária e nas gavetas, arquivar a tralha e os milhares de papéis relacionados com a faculdade e dar um toque novo ao quarto, com umas ideias que vi num blog. Preciso de empurrar 2014 para o fundo de uma gaveta - e isso inclui varrer tudo o que possa lá para dentro, para me esquecer de tantas dores de cabeça que o ano passado me deu.

Este fim-de-semana foi bom. Espero que seja o primeiro de muitos.

 

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24
Set14

Mudança de ares

Carolina

Mudei para um quarto de "crescida" há uns seis anos, quando compramos toda uma mobília nova para aqui ter no que sempre chamei de meu "habitat" natural. Antes disso tinha coisas antigas, daqui e dali e, claro, decoradas de forma mais infantil - mas quando mudei tudo gostei tanto, tanto, tanto que nunca mais mexi em nada. Sempre disse isto: o meu quarto é a minha cara. Aquilo que acho que sou reflete-se em tudo o que aqui está, desde as cores até aos quadros que tenho pendurados. É o meu espaço favorito para estar, ficar, dormir, pensar, trabalhar e quase todas as outras tarefas.

Há uns tempos pus umas prateleiras para puder decorar melhor o quarto e armazenar tudo o que tinha de não-útil porque, apesar do espaço ser grande, sempre me debati com alguma falta de espaço e arrumação. Tinha uma secretária pequena, uma estante linda de morrer e que é a alma do quarto mas que ocupa demasiado espaço. E este início de ano letivo decidimos mudar, até porque a falta de espaço na secretária era crítico para alguém que estuda com livros e apontamentos, e que aquilo que ama fazer na vida é escrever e ler - e que, portanto, tem sempre livros e papéis avulso em cima da secretária.

Uma nova mesa e uma cadeira - que agora constitui o meu cantinho de leitura, o meu novo canto favorito do quarto! - foram o suficiente para mudar tudo e dar um novo ar ao espaço onde passo mais tempo nesta minha vida.

 

 

 

 

(o tampo de vidro da secretária - pensado para dar mais espaço ao quarto - tem um mapa mundo incorporado, embora se veja mal devido à falta de luz da foto) 

 

20
Nov13

Pormenores

Carolina

Andava já há uns tempos a querer fazer modificações no meu quarto. Acho sempre bom mudar de ares, acordar e ver coisas novas, surpreendermo-nos com aquilo que nos envolve mas que é sempre tão nosso. Inspirada por uma série de imagens que vi, decidi deitar mãos à obra e perder a amor a umas (poucas) dezenas de euros.

O meu quarto não prima por ter muita arrumação e por isso decidi investir por aí. Não em arrumação muito útil, mas sim para todas aquelas tralhas que tenho, que vou comprando, que acho giras, que trago das viagens que faço e etc. Acabo sempre por ter de as meter algures num recanto escondido e isso faz com que a piada se perca toda.

O "projeto" ainda não está finalizado, mas está a meio caminho. Terei, em breve, uma foto do antes e do depois para vos mostrar. Para já, que ainda não está completo (falta uma prateleira, mais molduras e outras coisas que tenho de descobriria que estarão por aí perdidas), mostro-vos pormenores desta minha nova parede, por não resistir à tentação de partilhar. 

 

(a porta também deixou de ter a bruxa ao dependuro. foi um bónus)

 

 

 

 

11
Ago11

O meu quarto é um zoo

Carolina

Depois de me ter livrado daquele tapete cheio de bicharada e ácaros e coisas que tais, pensava que podia dormir descansada. Mas não.

Enquanto arrumava o quarto, ontem durante a tarde, reparei num amigo saltitão na portada da minha janela. A janela estava aberta, pelo que não faltava muito e ele estava cá dentro. Sei bem que aquele era o poiso dele - já o vi lá meia dúzia de vezes - mas não queria mais bicharada aqui dentro. Enxotei-o para o lado de fora. Perfeito!, pensei.

Há noite, já estava eu colada ao computador, quando me levanto, me viro para trás e vejo quem? O meu amigo saltitão... na minha mesinha de cabeceira!!

Ai! O que fazer, o que não fazer?! Pegar-lhe, nem pensar! Tinha de ter um plano B.

"Fica aí!", disse-lhe.

Fui à cozinha buscar um copo. Depois, encurralei o bicho dentro do copo. Subtilmente, deslizei o copo para cima de uma capa, para que depois o pudesse levar lá para fora. Já em cima da capa, abri a janela, saí, e pousei a capa em cima do muro. "Um, dois, três!!" E tirei o copo de cima da capa, deixando o bicho à solta. Abanei com a capa, enxotei o animal e lá fui eu para dentro do quarto outra vez. Mas não sem antes fechar a janela, porque já estava a ser demasiado bicho para um dia só.

 

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10
Ago11

Adeus tapete!

Carolina

Pousei o aspirador ao lado da carpete e vim mudar a música que tinha no computador. Estava vestida normalmente, sandálias, colar e tudo o que costumo usar quando saio de casa - pensava que a sessão de limpeza ia ser rápida. Quando volto para pegar no aspirador, qual não é o meu espanto quando vejo uma senhora aranha (era mesmo senhora, gordinha - daquelas boas...) a entrar pelo tapete a dentro.

Bem que tentei ligar o aspirador e fazer com que este a "sugasse", mas perdi a idiota de vista. Ela meteu-se naquele mar que é a porcaria do tapete - castanho, muito bonito, gigante e pesadíssimo, e acima de tudo, felpudo. Ou seja, a limpeza daquilo é quase nula. É uma fonte de pó, de bichos, ácaros e coisa que tais. E não me apetecia estar na eminência de uma aranha me subir pelas perninhas acima enquanto estava no computador. Pois que disse "é hoje".

Troquei de roupa, pus algo confortável, chinelos e pus-me ao trabalho. Levantei o colchão da minha cama - que por sinal é mais pesado que sei lá o quê - e depois fui puxando a carpete (que, entenda-se, estava debaixo do suporte da cama, que é um pouco estranho e dificulta (muito) as coisas). Passado dez minutos, lá consegui. Já mal respirava, já me doíam os braços, mas consegui. E depois foi arrastar a porcaria do tapete - com pelo menos 20kgs - até lá fora. Sozinha.

Ao menos livrei o meu quarto do que era um jardim zoológico em forma de carpete. Estou satisfeita.

 

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